A sabedoria na decisão

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Antes de entrar no processo de tomadas de decisão, devemos tentar ser indiferentes, ou seja, pensar da forma mais livre possível. A indiferença costuma ser mal compreendida. Quando a maioria das pessoas escuta essa palavra, não a relaciona com liberdade, mas com ficar entediado ou desinteressado.

Indiferença de que falo é a capacidade de se desapegar de conceitos iniciais e recomeçar, examinando as alternativas com cuidado e boa vontade. Pois, todas as grandes decisões carregam uma bagagem.

Ainda que os conselhos dos amigos e familiares possam nos ajudar a tomar uma boa decisão, é necessário iniciar o processo da forma mais imparcial possível. Quando estivermos prestas a tomar uma decisão devemos imitar uma balança e não pender para nenhum dos lados. Pois, começar a tomada de decisão presumindo que você deveria pender para um lado ou para o outro é impedir a se mesmo de fazer uma boa escolha.

O discernimento tem uma finalidade prática, ele nos ajuda a decidir qual é a melhor forma de agir. E além disso, é preciso ser indiferente o bastante para aprender com as experiências.

Se você toma uma boa decisão e, de repente, se sente desanimado com ela, este não é um sinal a ser considerado. Vamos supor que você tenha resolvido ser uma pessoa mais generosa e perdoar alguém com quem se desentendeu. Então você o procura, se a sua iniciativa não restaurar a relação imediatamente não significa que você deva parar de perdoar.

Mas, se você tomou uma decisão infeliz que ainda pode ser modificada, porque não lançar um olhar renovado sobre as coisas?

Os processo de tomada de decisão 

  • Primeiro:

Algumas vezes não há dúvida do que fazer, ou seja, a decisão vem sem dúvida e sem despertar a dúvida. De certa forma, a resposta aparece tão logo a pergunta é formulada.

Um exemplo: Você estava procurando emprego em determinada cidade, começando em época especifica. Após alguns meses de entrevista recebe uma proposta. Você fica exultante com a boa sorte e está claro que esse é o movimento correto; então aceita o novo emprego sem pestanejar.

  • Segundo:

Nesse estágio você não está completamente seguro para tomar uma decisão. Forças e desejos contrários parecem empurra-los para decisões diferentes. Nesse ponto, é bom optar sobre a decisão que nos deixa mais tranquilos. A paz interior nos encoraja, nos dá confiança e tranquiliza nossa tomada de decisão.

O contrário da paz é a aflição, ou seja, qualquer coisa que nos leve ao desespero. Ficamos agitados e inquietos. Sentir isso significa que estamos na direção contraria a uma boa decisão.

Uma boa prática para quem se encontra nessa situação é se imaginar vivendo cada escolha durante um tempo, e observar qual lhe proporciona maior sensação de paz.

Durante alguns um tempo aja como se fosse optar por uma alternativa. Embora ainda não tenha tomado feito a escolha, imagine que a tenha feito e comporte-se como se já tivesse tomado a decisão. “Experimente” a decisão, como se estivesse provando uma roupa nova. Como ela faz você se sentir? Depois, em outro momento, assuma a direção oposta. Como ela faz você se sentir?

Normalmente o nosso pensamento se agita entre uma opção e outra, inquieto, nunca dando tempo suficiente para considerar ambas as alternativas. Porém, pode ser que ao tentar viver as duas opções você se atente a coisas que não havia percebido antes. Vantagens e desvantagens se tornam mais eficientes. Ou seja, você pode enxergar as consequências com mais clareza.

Discernimento não é apenas sentir paz. Devemos acessar o que acontece dentro de nós. Acima de tudo, é preciso ter honestidade sobre o que estamos sentindo e por quê.

Não mude no desespero

“Em épocas de desespero, não se deve fazer mudanças” Isso faz sentido não é? Se alguém nos diz que está confuso, que não consegue pensar direito e que se sente desesperado, você diria que é um bom momento para tomar uma decisão? Claro que não. Ele não está raciocinando com clareza. “Não tome decisões quando estiver fora de sí” é outra maneira de dizer isso. Porém, tomar decisões em períodos de desespero é o mais comum. Resista a esse ímpeto.

E o que acontece quando se diz sim?

Mesmo quando fazemos as melhores escolhas significa aceitar que até elas terão inconvenientes. Caímos no erro de acreditar que dentro das escolhas certas não haverá tropeços. Muitas vezes assumimos uma escolha e descobrimos seus pontos negativos, perdemos o ânimo.

Ao fazer uma escolha dizemos sim determinando tantos aspectos positivos quanto negativos inerentes a cada escolha.

Todos os estágios da vida incluem alguma dor que deve ser aceita se abraçarmos integralmente as decisões que tomamos e a vida nova. Não há escolha, resultado ou uma vida perfeitos.

Por fim, encontre o funciona melhor para você, o que te aproxima de algo mais elevado e o que te leva a tomar boas decisões.
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Texto baseado no livro: A sabedoria dos jesuítas para (quase) tudo de James Martin

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