Como dar o melhor de sí?

Prulúdio
Havia um homem que, desejando transcender seu sofrimento, foi a um templo budista para encontrar um Mestre que o ajudasse. Dirigiu-se a ele e perguntou:
– Mestre, se eu meditar 4 horas por dia, quanto tempo vou levar para me iluminar?
O mestre olhou para ele e respondeu:
– Se meditar 4 horas por dia, provavelmente chegará a iluminação em 10 anos.
Imaginando que poderia fazer melhor, o homem perguntou:
– Mestre, se eu meditar 8 horas por dia, quanto tempo levarei para transcender?
– Se meditar 8 horas por dia, talvez possa atingir a iluminação em 20 anos.- respondeu o Mestre.
– Mas por que levarei mais tempo se meditar mais? – indagou o homem.
– Você não está aqui para sacrificar sua alegria ou sua vida. Você está aqui para viver, para ser feliz, para amar. Se puder dar o melhor de si em duas horas de meditação… Mas se gasta oito horas, só vai se cansar, perder o objetivo principal e não aproveitará sua vida. Dê o melhor de si e talvez aprenda que não importa quanto tempo você medita, pode viver, amar e ser feliz.
sarah adulta eu
O texto de hoje foi apenas um prelúdio do próximo post onde vou falar sobre a filosofia Tolteca. Não é só a comida mexicana que é boa. Aguardem…

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Do que você precisa?

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Nos últimos dois anos eu tenho tido uma sequência de oportunidades incríveis de viajar. Lugares novos e velhos, experiências boas e ruins, toda uma coleção de aprendizados de vida. Eu não acredito que eles sejam relevantes para todo mundo, já que cada um de nós tem um caminho diferente de vivências, cada aprendizado tem um peso, uma significância única, dependendo de quem os expressa ou quem os viveu.

Algumas reflexões porém, podem ser compartilhadas. Esse título é uma das (infinitas) perguntas da vida para as quais não tenho uma resposta objetiva, precisa, ou muito menos definitiva. É só uma daquelas que me colocam no meu melhor modo filósofa de sofá.

Primeiro talvez valha um aviso de isenção: eu sei que tudo que a gente precisa para estar vivo é oxigênio, nutrientes e água. Como não somos seres meramente biológicos, mas também sociais, ainda podemos acrescentar uma boa dose de convívio saudável com outras pessoas. Certo? Tá, mas se a gente pode viver muito além dessa existência fisiológica e psicologicamente saudáveis, para uma vida plena de alegrias e completude, por quê não? Daí que a partir desse pensamento acho que toda a humanidade foi “evoluindo” para um mundo de industrialização. Também não acho que seja ruim, mas o que me leva a refletir é onde está a linha que divide o conforto que a gente gosta e o consumismo desenfreado que pode fazer mais mal do que bem.

Viver de uma mala por um mês foi algo supreendentemente modificador para mim. E a partir daí, viver uma semana com uma mochila de roupas também. Até viver forçadamente essas experiências, eu não conseguia entender como era possível ter um guarda-roupa cápsula. Como era possível se sentir bem tendo não só um número definido de peças para usar, mas também ter essas peças escolhidas a priori. Eu mal sei dos meus compromissos da semana, como eu vou saber que tipo de roupa vou precisar daqui a três meses? Até que eu entendi que a palavra-chave aí é precisar.

Por exemplo, eu levei duas calças (não jeans) porque eram as que cabiam em mim (ainda mais com as camadas por baixo que o frio faziam imprescindíveis). Ao voltar, eu não queria mais vê-las na minha frente e ao mesmo tempo olhar para as outras várias calças que tinham ficado pra trás me incomodava porque eu sei que não preciso delas (e nem uso mesmo). Como eu falei lá em cima, não tenho nenhuma grande revolução para apresentar ao mundo. Não me desfiz de todos os meus bens materiais, e nem sei se esse é o meu objetivo, mas esse tipo de reflexão já tem sido bastante impactante na forma como eu olho para meus próprios comportamentos e para o mundo.

Pelo menos, eu não precisei esperar a merda chegar para frear e repensar minhas compras. De quantas roupas eu preciso? De quantos sapatos, bolsas, brincos? Escrevo isso enquanto estou espremida em uma mesa cheia de coisas que eu não sei nem descrever, papéis, cabos, canetas, então essa reflexão claramente não deve se manter presa ao guarda-roupas.

Momento desabafo passado, eu sei que a internet tem inspirações e mais inspirações pra mim. Refletir sobre isso não precisa ser algo restrito a como eu me visto ou outras banalidades, mas também de como eu mudo o mundo de acordo com o que eu escolho consumir.

Tem alguém aí pra refletir comigo?

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Utópias, Distopias e Eutopias

utópias, distopias e eutopias

utópias, distopias e eutopias

É fácil condenar. Exigente é amar, servir e dispor-se em favor da vida. O ser humano e a infinita teima interrogante do saber. De onde viemos, por que viemos, quem somos, o que vem depois? Os porquês da ciência são rasos. No final, são reduzidos mapas, registros e explicações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece.

O físico Steven Weinberg afirma que “Quanto mais o universo parece compreensível, mais ele parece destituído de proposito”. Poderia alguém tecer uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão limitadas, frágeis e rusticas são as nossas mais sofisticadas e inspiradas tentativas de responder aos “por quês” da existência e tapar com mitos e explicações de toda ordem os buracos da nossa infinita ignorância.

utópias, distopias e eutopias

Inadvertidamente o sobrenatural está sendo banido da natureza. E paradoxalmente, a ciência percebe o mistério do mundo cada dia mais insondável. Sendo assim, perceveram duas incógnitas, o antes de nascer e o depois de morrer, duas eternidades que circunscrevem o espasmo da vida.

Não obstante, se a imortalidade fosse concedida aos seres humanos, acabariam todos enfadados. “Nascer é uma desgraça, viver é doloroso, morrer é uma dificuldade” dizia São Bernardo.

Então se a fome de sentido é inerente a condição humana, as formas e estratégias de aplaca-las são infinitas. Shakespeare dizia “Os nossos pensamentos são nossos, mas os seus fins não nos pertencem”, ou seja, nenhum autor consegue controlar o uso das suas ideias.
Navega-se no terreno das probabilidades e não das certezas. Muitas coisas são resultado da ação humana, mas não da intenção humana. Todo ato, por mais simples, extrapola a pretensão de quem o pratica.

O mundo moderno elegeu três ídolos para usurpar o trono dos antigos deuses: o avanço da ciência; o progresso da tecnologia; e o crescimento da renda e riqueza e da riqueza. O indivíduo enche a boca para dizer palavras nobres e ocas.

utópias, distopias e eutopias

Brinda-se o fim  do ócio criativo que é algo muito distinto do lazer cronometrado. Acompanhado do crescimento da espiral do descontrole humano. Homens e mulheres afogados no sono sintético, presos entre a excitação efêmera e o tédio tardio. Talvez, algum dia a farmacopeia fornecerá também profundidade.

utópias, distopias e eutopias

Fernando Pessoa foi tradutor de cartas comerciais, T.S.Eliot bancário, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade servidores públicos. Esses criadores, dentre tantos, embora premidos a trabalhar para pagar as contas no final do mês, encontraram trabalho fora do emprego – uma razão de viver. Então, o que define trabalho?

Verso e reverso. O ter, e não o fazer, define a sociedade atual. O aumento da renda faz crescer a sensação da falta. O consumo é visto como: o território sagrado para o exercício da liberdade individual. A humanidade é serva do ganho, livre e soberana no gasto. No final de tudo, o ser humano no fundo continua sendo um animal selvagem e terrível.

utópias, distopias e eutopias

Dizem que tudo em excesso faz mal. Então, é logico dizer que pode-se pecar pelo excesso de moderação. Assim sendo, o ceticismo não é uma sabedoria, está mais para uma renúncia; o niilismo desemboca no suicídio e em formas degradadas de credulidade, como os fanatismos políticos. A arquitetura, a música e a reza partilham dessa insanidade: as artes afundam nos truques e convites ao devaneio.

utópias, distopias e eutopias

Na sociedade perfeita, seja como que for, não haveria o que mudar. Sendo assim, as utopias acabam-se tornando eutopia, ou seja, lugar feliz. Não obstante, a eutopia de alguns pode ser a distopia de outros.

A inadaptação a um meio mórbido, por incapacidade ou recusa, afinal, é um sinal de sanidade. Mas superar deficiências e atacar pendencias, por mais clamorosas, não é o mesmo que afirmar valores. Toda cultura incorpora um ideal de felicidade. A lógica sozinha não move: a criação do novo exige sonho.

Reconciliado consigo próprio. É garimpando o cascalho das nossas apostas, conquistas e fracassos que chegaremos a lapidação dos nossos saberes e potencialidades. O segredo da utopia reside na arte de desentranhar a luz das trevas. O futuro se redefine sem cessar – ele responde à força e à ousadia do nosso querer. Vem do breu da noite espessa o raiar da manhã.

utópias, distopias e eutopias

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Em primeira pessoa:

Veio de presente para mim o livro “Trópicos utópicos” de Eduardo Giannetti. Se pudesse definir o livro em uma palavra seria: questionamento. O livro representa um conjunto de ensaios, todos embasados em filósofos, sociólogos, teólogos, economistas, em fim, um conhecimento nada modesto usado apenas para incitar o leitor a arte da indagação.

Além de tudo, é o mais puro abuso da língua portuguesa (ou seria da língua brasileira?!), ele ousa com palavras e expressões de cunho elevado que termina por garantir o que Schopenhauer chamaria de “uso sutil dos vocábulos”, ou seja, acaba por conferir ao autor uma certa “autoridade credencial”. Contudo, o autor (aparentemente) não tem intensão de se impor, pois se contra argumenta em cada novo texto.

A leitura é sempre uma experiência estritamente individual. Porém, vive-se a era twitter, facebook que aparentemente proferiu a todos o direito divino a “verborragia” interminável e inescrupulosa, por vezes, cansativa. O autor, Eduardo Giannetti, acredita que “a natureza e as sociedades humanas são portadoras de energias regeneradoras das quais mal desconfiamos”, eu espero que ele esteja certo.

Quando ele propõe “a ciência ilumina, mas não sacia – e pior: mina e desacredita todas as fontes possíveis de repleção” o leitor pode revoltar-se e crer que o autor é um religioso fanático. Superada essa barreira, o leitor pode espantar-se com: “existe mais mistério no ser de uma simples flor ou de um aleatório grão de areia do que em todas as religiões do mundo“.

utópias, distopias e eutopias

Carol Bensimon, escritora brasileira, escreveu: “Não preciso ler obras que propaguem meus valores feministas porque entendo que isso pode-se tornar extremamente perigoso: romances, sob hipótese alguma devem ser escritos como cartilhas que pregam essa ou aquela ideologia“. Muita gente diz detestar a obra de Nietzsche porque ele é machista, ou se nega a ler Marx por medo extremo de se tornar comunista. E eu me questiono, onde reside o senso crítico? Ou se é obrigados a mudar de opinião quando nos expomos a outros fatos?

É delicada a forma como o autor entende e defende a liberdade de crença “Ao imaginar que a crença em Deus é algo que possa ser ligado ou desligado da mente como se opera um interruptor elétrico; (…) o contrario seria como supor que alguém dilacerado por um amor fracassado pudesse reencontrar a paz mediante uma hipótese explanatória ou um raciocínio lógico.

E enquanto submergia no livro me questionava: Serei um dia capaz de organizar minhas ideias de uma forma tão simples e rica? Me deparo então com a sentença “A lógica sozinha não move: a criação do novo exige sonho“, não obstante ele completa com “É garimpando o cascalho das nossas apostas, conquistas e fracassos que chegaremos à lapidação dos nossos saberes e potencialidades.

Sendo assim, escrevi essa releitura do livro, espero que não tenha ficado tão aquém do livro, e também espero que suscite em quem ler esse texto a curiosidade em conhecer o livro.

utópias, distopias e eutopias

Por fim, obrigada Diego!

sarah adulta eu

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Insights criativos e onde habitam

criativida

Escrito ao som das 4 estações de Vivaldi

Após dois posts analisando a física sobre o viés histórico, vocês devem ter percebido que as histórias dos insights brilhantes acontecem durante uma caminhada, no meio do banho, num passeio ou nas férias. Essas “coincidências” são comumente conhecidas como ócio criativo.
Quando avaliamos o ato de pensar, comumente atribui-se mais valor aquela atenção focada e orientada a resultados do que a percepção aberta e espontânea. Mas, todo tipo de atenção tem sua utilidade.
criativida
Metade dos nossos pensamentos são devaneios espontâneos, para a ciência isso sugere que esta pode ter sido uma vantagem evolutiva, a mente humana é capaz de considerar o imaginário. Porém, em momentos que precisamos executar questões cognitivamente exigentes o processo de dispersão da mente prejudica nosso desempenho. Descobriu-se que isso ocorre devido ao fato de duas áreas cerebrais que estarem ativadas durante a ruminação:

Faixa medial do córtex pré-frontal: sendo que o impulso interno para se afastar do foco intencional é tão forte que cientistas cognitivos entendem a mente divagadora como o modo-padrão do cérebro.
Sistema executivo do córtex pré-frontal: área que era considerada primordial para nos manter contato em tarefas.

Para onde a mente deriva?

Nossa mente normalmente deriva para nossas preocupações pessoais e nossas questões não resolvidas. Ou seja, apesar da divagação da mente prejudicar nosso foco imediato em alguma tarefa especifica, ela é responsável por resolver problemas importantes para nossa vida.

Enfim, a divagação da mente está associada a geração de cenários para o futuro, a autorreflexão, a capacidade de se relacionar em um mundo social complexo, a incubação de ideias criativas, a flexibilidade do foco, a ponderação do que se está aprendendo, a organização das lembranças ou mera meditação sobre a vida – e também a possibilidade de darmos ao nosso circuito de foco mais intensivo uma pausa revigorante.

criativida

Vocês se lembram de quando falamos sobre Arno Penzias e Robert Wilson e a polêmica do Nobel 1978 no post sobre o espaço?

Em resumo, eles pesquisaram durante um ano o universo com equipamentos superpotentes, mas ficaram sobrecarregados por um mar de dados originais e na tentativa de simplificar o trabalho ignoravam “uma estática sem significado”. Então, ocorreu encontro casual com os físicos Bob Dicke e Jim Peebles que estudavam a possibilidade de os vestígios do Big Bang estarem chegando a terra nos dias de hoje. Esse encontro possibilitou o insight – e um polêmico prêmio Nobel em 1978 – pois, Penzias e Wilson a perceberam que o que eles vinham interpretando como “ruído” era na verdade um sinal fraco das continuas reverberações do Big Bang.

O devaneio incuba a mente criativa. A consciência aberta cria uma plataforma mental para descobertas criativas e insights inesperados. Na consciência aberta, não temos advogado do diabo, nem cinismo ou julgamento – apenas receptividade absoluta para o que vier na mente.

Hoje existem estudos que comprovam que adultos com TDAH, comparados com adultos sem o transtorno, mostram níveis maiores de pensamentos criativo original e mais realizações criativas reais.

Os insights criativos e onde habitam

Rappers freestyling, improvisam letras na hora de cantar, nesse momento demonstram uma atividade aumentada no circuito de divagação mental, entre outras partes do cérebro – permitindo novas conexões entre redes neurais distantes. Nesta espaçosa ecologia mental, temos mais propensão a fazermos novas associações, a sensação de EUREKA!

Em momentos criativos menos frenéticos, pouco antes de um insight, o cérebro costuma descansar em um foco aberto e relaxado, caracterizado por um ritmo alfa. Isso sinaliza um estado de devaneio ou sonho acordado. Como o cérebro armazena diferentes tipos de informações em circuitos de amplo alcance, uma consciência vagando livremente aumenta as chances de associações com serendipidade e novas combinações.

Picos gama ocorrem rotineiramente durante operações mentais e logo antes de um insight criativo. Porém o local do pico gama durante o insight criativo é revelador: ele ocorre na área do cérebro associada aos sonhos, a metáforas, à lógica da arte, do mito e da poesia. Elementos que operam na linguagem do inconsciente, uma esfera onde tudo é possível. O método de associação livre de Freud e abre uma porta para esta modalidade de consciência aberta.

Casulo criativo

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Vivemos o caos do mundo contemporâneo. A era da informação. O fluxo ininterrupto de e-mails, mensagens de WhatsApp, notificações do facebook, contas a pagar, nos deixa num estado cerebral contrário ao foco aberto no qual as descobertas da serendipidade prosperam.

Num post antigo: trabalho, emprego, carreira e vida. Comentamos sobre a necessidade de encontrar um tempo livre no qual possamos manter a manter uma consciência aberta. Porque em meio ao tumulto das nossas distrações diárias, a procrastinação e as listas infindáveis de tarefas, a inovação trava. Somente, o tempo livre deixa o espirito criativo florescer. Agendas apertadas o matam.

Um estudo da Harvard Business School sobre a forma de trabalho interno de 238 membros de equipes de projetos criativos, que recebiam como tarefas desafios de inovação que iam de solucionar complexos problemas de TI a inventar equipamentos de cozinha. Percebeu que os Insights criativos fluem melhor quando as pessoas têm objetivos claros, mas também liberdade de meios para atingi-los. E o mais importante, tinham períodos de tempo reservados – o bastante para realmente pensarem livremente. Um casulo criativo.

Não confunda uma mente a deriva com ruminação!

vocação, trabalho, emprego e de carreira
Em fevereiro, escrevi um post tratava de mindfulness, ou atenção plena. que pode parecer que conflita com o que estou escrevendo agora. Porém existe uma ténue diferença entre a mente a deriva e a ruminação danosa. A prática constante da meditação ou a terapia psicológica ajuda o desenvolvimento da metaconsciência (capacidade de observarmos os nossos processos mentais, relacionarmos com os nossos sentimentos e escolher o que fazer a respeito).

O fortalecimento das conexões entre as zonas executivas pré-frontais e a amígdala (área do cérebro que domina as emoções), especialmente fortalece as regiões que dominam o autocontrole, os circuitos que podem dizer “não” aos impulsos.

Enfim…

Você é um sortudo. Sua mente tem infinitas ideias, lembranças e associações potenciais esperando para serem feitas. Mas a probabilidade de a ideia certa se ligar com a lembrança correta no momento adequado – e tudo isso ser capturado pelo holofote da atenção – diminui drasticamente quando estamos hiperfocados ou sobrecarregados demais por distrações para percebemos o insight. Então, relaxe e curta o seu tempo livre.

sarah adulta eu

Sugestões bibliográficas:

  • De onde vem as boas ideias (Jorge Zahar)
  • Working memory capacity, attencional focus, and problem solving (Wiley e jafoz)
  • The power os small wins (teresa Amabile e Seven Kramer)
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Entre intrigas, Big Bangs, Buracos Negros e o formato do universo

Uma breve história do tempo

Texto escrito ao som do álbum dark side of the moon/ Pink Floyd

O que define uma boa teoria cientifica?
Uma teoria cientifica precisa ser simples e fazer previsões precisas que podem ser testadas pela observação.

Hoje vamos falar sobre o universo…
uma breve história do tempo

O astrônomo americano Edwin Hubble formulou em 1924 a imagem moderna do universo. Ele provou que a nossa galáxia não era única. Hubble notou que certos tipos de estrelas sempre tem a mesma luminosidade quando estão perto o bastante para serem medidas, então usou o método indireto para realizar os cálculos, determinando as distâncias até outras galáxias.

Como esse método de medição funciona…

Lembram-se de Newton? Ele descobriu que, se a luz solar passa através de um prisma as cores que a compõe (espectro) são separadas como um arco íris.
uma breve história do tempo

Com um telescópio moderno podemos adaptar esse conceito para estrelas e galáxias. Então é possível determinar a temperatura de uma estrela. Foi então que percebeu-se que faltam certas coras muito especificas nos espectros de estrelas.

Precisamos falar sobre o EFEITO DOPPLER aplicado ao espaço sideral…
uma breve história do tempo
Em 1920, os astrônomos observaram os espectros das estrelas em outras galáxias e descobriram que faltavam os mesmos conjuntos característicos de cores nas estrelas de nossa galáxia, e todos os espectros desviam em direção a extremidade vermelha.

  • O que é a luz?

A luz consiste em flutuações, ou ondas do campo eletromagnético. Os diferentes comprimentos de luz são o que nos entendemos como cores. Os comprimentos de onda mais longos são vermelhos e os mais curtos azuis.
Por tanto, se as estrelas se afastam terão os espectros desviados para cor vermelha, e se elas se aproximam terão um desvio para o azul.
CURIOSIDADE: A polícia usa o Efeito Doppler para calcular a velocidade de um veículo medindo o comprimento dos pulsos das ondas de rádio.
Voltando…
Hubble descobriu que a maior parte das galáxias exibia um desvio para o vermelho, ou seja, elas estavam se distanciando de nós. Além disso, em 1929, ele descobriu quanto mais distante está uma galáxia mais rápido ela se distancia de nós. Uma revolução! Até então, as pessoas acreditavam que o universo era estático. Ou seja, além do universo não ser estático, ele estava se expandindo.

  • Por que ninguém percebeu isso antes?

Esse comportamento do universo poderia ter sido previsto com base na teoria da gravitação de Newton. Contudo a crença em um universo estático era tão forte que ela persistiu até o início do século XX.
Vale ressaltar que Eisntein, ao formular a teoria da relatividade geral (1915), tinha tanta certeza que o universo era estático que modificou sua teoria para tornar isso possível. Ele alegou que o espaço-tempo tinha uma tendência inerente a se expandir e que isso poderia acontecer exatamente para compensar a atração de toda matéria no universo, de modo que o resultado seria um universo estático.
Mas não paramos aí….

Alexander Friedmann (1922), físico e matemático Russo, fez duas suposições simples sobre o universo:
1. A partir da nossa galáxia, o universo é idêntico em qualquer direção, ou seja, somos o centro do universo;
2. O universo deve parecer o mesmo em qualquer direção visto de qualquer galáxia, ou seja, não somos o centro do universo;
Arno Penzias e Robert Wilson, físicos americanos (1965), estavam testando um detector de micro-ondas muito sensível. Eis que, o detector estava captando mais ondas do que deveria. Esse ruído não vinha de nenhuma direção em particular. Então eles começaram a procurar os prováveis defeitos no aparelho, mas logo descartaram essa possibilidade. Percebeu-se que os ruídos eram os mesmos em qualquer direção que o detector fosse apontado, de modo que devia vir de fora da atmosfera.
Nessa mesma época, Bob Dicke e Jim Peebles, físicos americanos, estudavam as micro-ondas. Eles trabalhavam na hipótese que o universo primitivo deveria ser muito quente, denso e incandescente branco e acreditavam que ainda seria possível visualizar esse brilho, pois a luz de partes distantes somente estaria chegando até nós agora.

E você achando que não existia picuinha no mundo da física…

Penzias e Wilson souberam da pesquisa de Dicke e Peebles, e perceberam que eles haviam encontrado a resposta para o problemas deles nos ruídos captados pelo seu detector. Por esse feito ganharam o Prêmio Nobel em 1978.

Voltando para Friedmann e o centro do universo…
Sem querer, Penzias e Wilson esbarraram na 1ª hipótese de Friedmann, de que nós estaríamos no centro do universo. Entretanto, sabe-se que o universo não é o mesmo em todas as direções (apenas em média escala), pois, em 1992, o satélite Cobe, verificou pequenas variações nessas medições.
No modelo de Friedman, todas as galáxias estão se afastando. Sendo assim, Imagine um balão com pintinhas se enchendo de ar:

À medida que o balão se expande, a distância entre 2 pontos aumenta, mas não existe um ponto que possa ser identificado como o centro de expansão.

Vamos forçar sua imaginação um pouco mais…

Friedmann encontrou um modelo. Porém três tipos de modelo correspondem a suas duas hipóteses fundamentais:
1. O universo está se expandindo devagar o bastante para que a atração gravitacional entre as galáxias faça com que a expansão desacelere até cessar. As galáxias então começam a se mover na direção uma das outras e o universo se contrai. Desse modo, a extensão do universo é finita.
Um breve historia do tempo
2. O universo está se expandindo tão rápido que a atração gravitacional nunca o detém, embora reduza sua velocidade. Desse modo, a extensão do universo é infinita.
Um breve historia do tempo
3. O universo está se expandindo depressa o bastante apenas para evitar um novo colapso. Desse modo, a extensão do universo é infinita e plana.
Um breve historia do tempo
Essas teorias todas ajudam os físicos a formular a provável forma do espaço.
No primeiro modelo de Friedmann o universo não é finito de espaço, porém o espaço tampouco possui contorno. A gravidade é tão forte que o espaço é curvado sobre si mesmo, mais ou menos como a superfície da terra.

Exemplo: Se alguém viaja constantemente em uma direção no nosso planeta, não cai pela borda. Ela acaba voltando para o ponto onde começou.
O espaço seria exatamente assim. A quarta dimensão, o tempo, também é finita em extensão, mas é com uma linha com duas extremidades ou contornos, um começo e um fim.
Se combinarmos a relatividade geral com o princípio da incerteza da mecânica quântica, é possível que tanto o espaço quanto o tempo sejam finitos sem bordas e nem contornos.

Muita abstração?!

A ideia de que alguém possa dar a volta no universo e terminar onde começou dá uma ótima ficção cientifica. Mas seria preciso viajar mais rápido do que a velocidade da luz a fim de terminar onde se começou antes do universo se extinguir.
Então vem a pergunta fundamental: Qual desses 03 modelos descreve o nosso universo? O universo vai se expandir para sempre? Ou o universo eventualmente voltará a se contrair?
Agora voltamos para o Efeito Doppler.

Aplicando o efeito doppler, pode-se determinar a taxa de expansão atual do universo ao medir a velocidade com que outras galáxias estão se afastando de nós. Entretanto, as distâncias para as galáxias não são bem conhecidas, pois só conseguimos medi-las de forma indireta. Assim, tudo o que se sabe é que o universo está se expandindo em algo entre 5% e 10% a cada bilhão de anos. No entanto, nossa incerteza sobre a densidade média atual do universo é ainda maior.

  • O que isso significa?

Somando-se todas as estrelas de todas as galáxias e a massa escura não temos força gravitacional suficiente para deter a expansão do universo. Então, a tendência atual é que o universo se expanda até entrar em colapso, o que deve acontecer em dez bilhões de anos.

Mas não se preocupe. A essa altura a menos que tenhamos colonizado outro sistema solar e nos mudado, a humanidade terá deixado de existir, pois será extinta junto com o sol.

Voltando para Friedman (e você achando que Einstein era o cara)…
As três soluções previstas pressupõem que o universo teve um começo: quando a distância entre as galáxias vizinhas deve ter sido zero.

Big Bang!

A matemática não pode lidar de fato com números infinitos, então chegamos num ponto onde a teoria da relatividade geral prevê que existe um ponto no qual a própria teoria deixa de ser válida. Isso se chama singularidade.
Mas o que isso quer dizer?
Mesmo que tenha havido eventos anteriores ao Big Bang, ainda somos incapazes de determinar pois a teoria da relatividade geral não se aplica. Deve-se assim eliminar a ideia de eventos anteriores e aceitar que o tempo se iniciou com o BIG BANG.

E isso causou o caos no meio acadêmico…

Muitos não gostam da ideia de que o tempo teve um início, porque isso remete ao conceito de Deus. Inclusive, a Igreja Católica acatou o modelo do Big Bang e em 1951 proclamou oficialmente que essa explicação estava de acordo com a Bíblia.

Em 1948, Hermann Bondi, Thomas Gold, Fred Hoyle sugeriram a teoria do estado estacionário: a ideia era que enquanto as galáxias se afastavam, novas galáxias surgiam nesse espaço, a partir da matéria nova criada continuamente.
Porém…
No fim da década de 1950, Martin Ryle e um grupo de astrônomos levantou as fontes de ondas de rádio provenientes do espaço. Esse experimento mostrou que a maioria das fontes deve se localizar fora da nossa galáxia e também havia muito mais fontes fracas do que fortes. Foi interpretado que as fontes fracas eram distantes e as fontes fracas eram próximas. Hipóteses:
1) Estamos no centro de uma grande região do universo onde as fontes são mais escassas do que em outras regiões;
2) As fontes eram mais numerosas no passado, quando as ondas de rádio partiram em sua jornada até nós;
As duas explicações inviabilizam a teoria do estado estacionário.
Em 1963, Evgenii Lifshitz e Isaac Khalatnikov, sugeriram que o Big Bang talvez moldasse uma peculiaridade exclusiva dos modelos de Friedmann. No universo real, as galáxias não estão apenas se afastando uma das outras – elas também apresentam pequenas velocidades laterais. Assim, ela nunca precisaram ter estado todas exatamente no mesmo lugar, apenas muito próximas umas das outras. Ou seja, talvez, o universo em expansão não resultasse de uma singularidade, mas de uma fase de contração.

  • Como provar que o universo começou com o BIG BANG?

Lifshitz e Khalatnikov estudaram o modelo do universo de modo parecida a Friedmann, mas levando em consideração as irregularidades e as velocidades aleatórias das galáxias no universo real. Eles argumentaram que, haveriam muito mais modelos como os de Friedmann sem singularidade de Big Bang.
Porém…
1970, eles voltaram atrás em sua alegação, quando descobriram que uma classe muito mais geral de modelos de Friedmann que de fato apresentavam singularidades e nos quais as galáxias não precisavam se mover de nenhuma forma especial.

  • No entanto, será que a relatividade geral prevê que nosso universo deve ter tido um Big Bang, um início de tempo?

Roger Penrose, 1965, demonstrou que uma estrela cedendo à própria gravidade fica aprisionada em uma região cuja superfície acaba por encolher ao tamanho 0. O mesmo acontece com o seu volume. Toda a matéria da estrela será comprimida a uma região de volume zero, de modo que a densidade da matéria e a curvatura do espaço tempo serão infinitas. Em outras palavras, tem-se uma singularidade contida dentro de uma região do espaço-tempo conhecida como buraco negro.

Então…
Stephen Hawking, 1965, percebeu que o teorema de Penrose mostrava que qualquer estrela em colapso deve terminar em uma singularidade. Hawking propôs que aplicando a reversão temporal podia-se entender o universo em expansão nos moldes de Friedmann, pois ele poderia ter se iniciado de uma singularidade.
Por razões técnicas, o teorema de Penrose exigia que o universo fosse infinito em espaço. Assim, o teorema foi usado para provar que haveria uma singularidade apenas se o universo estivesse se expandindo rápido o bastante para evitar um novo colapso.
1970, Hawking e Penrose, demonstram que deve ter havido uma singularidade de Big Bang, deste que a teoria de relatividade geral esteja correta e o universo contenha tanta matéria quanto observamos.
E mais o caos no meio acadêmico…
As oposições partiram dos russos, devido a crença marxista no determinismo cientifico, e em parte de pessoas que achavam que toda a ideia de singularidade era integrável e arruinava a beleza da teoria de Einstein.

Isso mostrou que a relatividade geral é uma teoria incompleta: ela é incapaz de nos dizer como universo começou, pois prevê que todas as teorias físicas perdem a validade no inicio do universo.

A ironia…
Stephen Hawking, atualmente, tenta convencer de que na realidade não houve singularidade alguma no início do universo. Pois, essa singularidade desaparece quando se leva em consideração os efeitos quânticos.
Mas esse assunto fica para um próximo post…

sarah adulta eu
Sugestões bibliográficas:
O universo em uma casca de nós (Stephen Hawking)
Uma breve história do tempo (Stephen Hawking)
Alice no país do quantum (Robert Gilmore)

Filme:
Quem somos nós?

E agradeço se você tiver mais alguma indicação!

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Prática inteligente: Mindfulness

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A atenção plena (mindfulness) estimula a rede de atenção que tem a função de desligar seu foco de uma coisa, transferi-lo para outra e permanecer naquele novo foco de atenção. Outra melhoria-chave está na atenção seletiva, ou seja, inibição da força das distrações. Essa função permite focar no que é importante em vez de nos distrairmos com o que está acontecendo ao nosso redor. Essa é a essência do controle cognitivo.

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Um dos maiores benefícios para os estudantes é a compreensão. Mentes divagando geram buracos na compreensão. O antidoto para divagação da mente é a metaconsciência, a atenção a própria atenção, como na capacidade de perceber o que você não está percebendo, o que deveria estar percebendo e corrigir o foco.

Há também os efeitos relaxantes. Esse impacto fisiológico sugere uma redução no ponto de ajuste para estimulação do circuito do nervo vago, a chave para habilidade de manter a calma em situações de estresse e se recuperar rapidamente de aborrecimentos. Ou seja, as pessoas têm mais condições de administrar tanto a atenção quanto suas emoções. Na esfera social, podem criar relacionamentos positivos com mais facilidade e ter interações mais efetivas.

Praticamente qualquer variedade de meditação recicla nossos hábitos de atenção – especialmente a rotina-padrão de uma mente divagando. Quando os tipos de meditação foram examinados – concentração, geração de bondade e consciência aberta – todas as técnicas acalmaram as áreas da divagação da mente. Ficamos mais envolvidos com o mundo.

Como isso funciona no cérebro? A atenção plena fortalece as conexões entre as zonas executivas pré-frontais e a amígdala (emoções), especialmente os circuitos que podem dizer “não” aos impulsos – uma habilidade vital para atravessarmos a vida.

Uma função executiva aprimorada significa uma distância mais ampla entre o impulso e a ação, em parte por produzir a metaconsciência, a capacidade de observamos nossos processos mentais em vez de apenas sermos dominados por eles. Isso cria pontos de decisão que não tínhamos antes: podemos oprimir impulsos incômodos que normalmente nos levariam a agir.

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Quanto mais o número de respostas “sim”, maior a probabilidade de você fechar a mente em vez de sintonizá-la. A atenção plena possibilita um maior nível de escolhas de foco. A falta de atenção, na forma de divagação da mente, pode ser a maior fonte de desperdício de atenção no local de trabalho e na vida de forma geral.

O foco em nossa experiência no aqui e agora – como na tarefa em execução, na conversa que estamos tendo ou na construção do consenso numa reunião – demanda que desliguemos o “eu”, aquele-fluxo de pensamento que gera o mosaico mental de coisas todas-sobre-mim irrelevantes ao que está acontecendo agora.

O mindfulness desenvolve nossa capacidade de mirar nosso foco no presente observando nossa experiência momento a momento de uma forma imparcial e não reativa. Nós praticamos o abandono de pensamentos sobre qualquer coisa e abrimos nosso foco para o que que que nos venha à mente no fluxo de consciência, sem nos perdermos num fluxo de pensamentos sobre uma única coisa.

Produzir controle executivo ajuda especialmente àqueles de nós para quem qualquer contratempo, mágoa ou decepção cria cascatas intermináveis de ruminação. A atenção plena permite que bloqueemos o fluxo de pensamentos que poderia, de oura forma, nos levar a afundar na tristeza ao modificar nosso relacionamento com o próprio pensamento. Em vez de sermos arrebatados por esse fluxo, podemos fazer uma pausa e ver que são apenas pensamentos – e decidir se iremos ou não fazer algo a respeito deles.

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Há também o conceito multitarefas, a ruína da eficiência. Ser “multitarefa” na realidade significa trocar o que está preenchendo a capacidade da memória de trabalho – e interrupções rotineiras de um determinado foco no trabalho podem significar minutos perdidos para a tarefa original. Podem ser necessários de 10 a 15 minutos para o foco total ser recuperado.

Já existem diversos cursos voltados para essas práticas no dia-a-dia: Universidade Google “Busque dentro de você”; Inner Resilience Program; Centro da mente Contemplativa; Institute for Mindful Leadership; Center for Contemplative Mindfulness-Bades Stress. E se você acha que estou falando história para boi dormir, gostaria de salientar que empresas como: Google, Target, Cargill, Honeywell Aerospace, tem obrigado seus funcionários a tomar parte nesses cursos.

“Os participantes disseram que se tornaram mais capazes de utilizar estratégias de autorregulação – como redirecionar a atenção para aspectos menos perturbadores de situações delicadas – no calor do momento em que suas atenções estavam sendo sequestradas. Eles estão promovendo a preparação do músculo da atenção para escolher qual aspecto da experiência devem observar.  Eles são mais capazes de usar essas habilidades de atenção quando elas se mostram realmente necessárias. Também descobrimos um aumento da preocupação empática pelos outros e uma capacidade de ouvir melhor. Um é uma atitude, o outro é a habilidade em si, o músculo. São coisas vitalmente importantes no local de trabalho.”

Philippe Goldin, psicologo de Stanford avaliador do programa da Google “Busque dentro de você”

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Nós podemos julgar mal o que fará com que nos sintamos bem, se não nos propusermos a nos conhecer melhor. A maioria dos líderes simplesmente não faz pausas, mas todos precisamos de um tempo para refletir. Reservar algum tempo regular para refletir na agenda diária ou semanal pode ajudar a vencer a hiperatividade habitual, avaliar a situação e olhar adiante. Precisamos construir uma sociedade com triplo foco: em nosso próprio bem-estar, no bem-estar dos outros e nas operações dos sistemas mais amplos que moldam nossas vidas.

Uma proposta seria prestar mais atenção à forma como usamos nosso dinheiro, corremos o risco de sermos vítimas de anúncios sedutores de produtos que não nos deixarão nem um pouco mais felizes.

Dados econômicos globais mostram que quando um país atinge um nível modesto de renda – o suficiente para as necessidades básicas – não há qualquer relação entre felicidade e riqueza. Coisas intangíveis como relações afetuosas com pessoas que amamos e atividades significativas tornam as pessoas muito mais felizes do que digamos, fazer compras ou trabalhar.

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É intrigante que Singapura tenha se tornado o primeiro país do mundo a exigir que todos os alunos passem por um Programa de Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional. O Governo fez parceria com o Psicologo Roger Weissberg, e passou a elaborar os planos de aulas com base em inteligência emocional.

Essa minúscula cidade-Estado representa uma das grandes histórias de sucesso econômico dos últimos cinquenta anos, exemplifica como um governo paternalista transformou uma nação diminuta numa potência econômica. Sendo assim, o segredo desse sucesso está no seu povo que o governo cultivou intencionalmente esses recursos humanos como propulsores de sua economia.

sarah adulta eu

Referencias:
Norman Farb et al. “Attending to the presente: Mindfulness Meditation Reveals Distinct Neural Modes of Self-Reference, Social Cognitive Affective Neuroscience 2, n 4 (2007):313-322
Aviva Berkovich-Ohana et al. “Mindfulnesse-Induced Changes in Gamma Band Activity 123, n 4 (Abril de 2012): 700-710
Richard J. Davidson et al., “Alterations in Brain and Immune Function Produced by Mindfulness Meditation!, Psychosomatic Medicine 65 (2003): 564-570
Frederickson, Barbara, Love 2.0
Stephen W. Porges, the Polyvagal Theory. Nova York: W. W. Norton & Co.,2011
Richard Davidson “Centro para investigação de mentes saudáveis”
Nathaniel R. Riggs et al., “The impacto f Enhancing Students” Social/ Emocional Learning: A meta-Analysis of School-Based Universal Inventions”, Child Development 82, n.1 (2011): 405-432

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Diário de Bordo

luiz veiga arquiteto

Como vamos viver a nossa vida está diretamente ligada a maneira que você enfrenta um rio. Você pode se esforçar em tentar ter controle se equipando e preparando, ou você pode se deixar levar. Passamos pelo 1/3 da nossa vida sendo guiados, fluxo leve, familiares nos mostrando o caminho e apenas seguimos sem questionar. Nunca vi nada de errado. Por que veria? Esse tal ‘futuro’ estava logo ali na frente, virando a curva. Preciso estar preparado.
Mesmo correndo atrás de equipamentos nunca planejei meu trajeto, sempre aproveitei o máximo do que me aparecia. Aproveitei a viajem, apreciei a vista e levei o que pude comigo. Passei por quedas e águas tranquilas. Errei a bifurcação? Várias vezes. Nessas horas peguei minhas coisas e pensei em voltar atrás, mas sempre desisti e me deixei guiar pelo fluxo. Por que mudaria? Eu que decidi seguir esse caminho, vai que ali na frente melhora? E melhorava. É fácil seguir um caminho com pedras? Não. Mas esse tal futuro está ali na frente, não posso perder tempo. Vai que aprendo alguma coisa?

Meus equipamentos me ajudaram a ir a lugares incríveis, e como um rio sem correnteza me peguei entrando em novas águas sem sentir, me especializando na minha área de trabalho, vendo amigos virem e irem e descobrir o que não quero para minha vida.
A pressão é visível, você sente principalmente quando parece que tudo não está dando certo. Contas a pagar, vida social, horário de trabalho, graduação… você vai passando por trechos do rio sem saber que elas estão apenas te preparando para uma grande queda.

Back to the grey city

Uma foto publicada por Luiz Veiga (@luiz_veiga) em


Sempre tive uma rede de suporte, talvez por isso que sempre me deixei levar com tanta facilidade, mas nem essa rede de suporte me preparou para 2016. Recém-formado, não efetivado e dinheiro limitado. Se passam meses e nada. Dinheiro acabando e sensação de derrota. Me chamam para trabalhar em São Paulo. São Paulo. Eu, um cara de Niterói, recém-formado, com meses desempregado e agora com oportunidade de trabalho (pasmem) na minha área de especialização na maior cidade do país. Frustrando todo o imaginário holístico, o libriano estava mudando para a maior cidade do País em um piscar de olhos.

Me pego sentado experimentando um sofá em uma loja de móveis, fazendo contas imaginárias e perguntando ao vendedor os métodos de pagamento. Mas como farei isso? Junto? Parcelo? Será que conseguirei pagar a parcela daqui a dois meses? Posso me dar ao luxo de não ter esse valor mensalmente? E a conta de luz, condomínio, aluguel, internet, TV a cabo, celular etc?

A ficha cai.

Independência, essa é a palavra.

Essa é a cara da independência, você estar por si só. É a sua casa, sua vida… de ninguém mais. Pisco e me percebo a milímetros da grande queda d’água que tanto me planejei enfrentar a vida toda.
Sabe aquele tal ‘futuro’? Ele é o hoje e se chama vida adulta, a minha independência forçada. A rede de segurança funciona a distância e meus equipamentos que tanto batalhei para ter parecem palitos Gina em minhas mãos. O ‘ser adulto’ chega de mansinho como um crocodilo. Você se sente preparado, mas realmente nunca vai estar. O sofá é meu, eu que pagarei. A dívida é minha. Contas a pagar aprendemos desde cedo que elas chegam. Mas ter um aluguel em seu nome dá um novo significado ao medo. Mas assim como o rio, a vida não para aí e a viajem não deixa de ser estimulante. A final, é meu sofá, e minha conquista! O primeiro susto é grande, não vou negar. Te marca como muitos outros ‘primeiros’ que existiram e que existirão, e mesmo com medo você segue tendo novas experiências, conhecendo novas pessoas, observando a vista e aproveitando a viajem.
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Zumbi Pendular: Adulta ou Jovem?!

Amanda Adulta eu convidado relato pessoal zumbi
No momento acho que me encontro no limbo da existência humana: não me sinto nem adulta nem jovem/ adolescente. Vivo no pendular zumbi entre a vida adulta e a de jovem. Talvez não me sinta tão adulta porque aos 26 anos, ganho um salário que não dá nem pra estocar miojo na dispensa, estou longe de ter um relacionamento amoroso estável, e ainda moro com meus pais. Em suma: o projeto de ser bem sucedida antes dos 30 flopou.
Não me sinto adulta porque 98% do tempo não me considero condutora da minha vida. Parece que meu poder de decisão é nulo em tudo no dia a dia: Não escolhi meu trabalho, ele apareceu. E afinal de contas quem é doido não aceitar emprego na atual conjuntura do país? Paga as contas. Fique feliz. Seja grato. Poderia ser pior. Aliás, só me sinto adulta quando chegam os boletos com as três palavras que mortificam a alma: “data de vencimento”.

Não me sinto mais tão jovem porque não tenho aqueela mesma energia para “coisas jovens”. Você sente que a chave virou quando as preferências mudam. Noitada? Pra que? Vamos reunir a galera e tomar um vinho lá casa. Ou sentar num barzinho e conversar. Noitada tem muito barulho, não dá pra interagir. Gente relando em mim, perguntando se posso conversar 1 minutinho. Filas enormes no banheiro. Preços absurdos pelo álcool. Muito esforço pra pouco resultado. No fim de semana acaba sendo regido pelo salmo 23 da bíblia do adulto “Netflix é meu pastor e nada me faltará”.

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Porque quando você se vê submerso numa rotina de 8 horas ou mais de trabalho, estudo, trânsito, academia, sono, e problemas, percebe que o tempo é algo valioso demais pra se gastar com coisas e pessoas levianas. Você passa a selecionar os amigos. Os amores. Os passeios. As conexões verdadeiras passam a ser cada vez mais raras, e por isso, essenciais.
E aí chegam os convites de casamento, os chás de bebê, open house de amigos, e a sensação de estar estagnado numa vida que não te pertence de fato começa a assustar. Parece que todo mundo evoluiu de alguma forma e você continua engessado. Nesse quesito, Facebook e instagram deviam vir com uma advertência: em caso de insatisfação extrema com a própria vida, não logar. Todos são bonitos, felizes, ricos, viajantes, em relacionamentos e perfeitos.

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Mas nem em meio a todo esse panorama de caos, incerteza e frustração coleciono pequenas vitórias: Durmo bem, não preciso de ansiolíticos ou anti depressivos, sou um ser humano bem humorado, otimista (pasmem!), me dou bem com 99% das pessoas com as quais convivo, e não tenho pressa alguma em achar o tal amor da vida. Porque aprendi a não sofrer pelas coisas que estão fora do meu controle, e que a vida não funciona no meu timing. Não é o fim do mundo. Tenho certeza que dou o meu melhor em todas as esferas da minha vida e faço das insatisfações a força motriz para tentar evoluir cada vez mais. Isso me dá uma certa paz de espírito e autoconfiança.

O que quero dizer é que não importa se você é adulto, jovem ou zumbi errante num limbo sem adjetivo definido: seja gentil consigo mesmo. Faça seu melhor. No fim somos todos perdedores. No cenário mais otimista, vamos perder algo. Aquele emprego dos sonhos, um amor, um ente querido…então tenha leveza. Se ame. A vida não é só boleto.

amanda farias

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Liderança e Motivação: mudando as perspectivas.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro

“Todos os dias ao me levantar, piso na minha vaidade para que ela não me desvie do caminho. ” (Página 192 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

No livro “Transformando suor em ouro” Bernardinho fala sobre liderança e motivação para equipes, o enfoque dele se dá em direção aos gerentes de grandes corporações. Porém, eu percebi que tem muita aplicação para o nível pessoal, sendo assim, escolhi resenhar adaptando para o individuo, enfatizando a importância do autoconhecimento e da automotivação.

Você já pensou como você se sentiria caso perdesse o emprego? Afinal, O que te define? Quem é você? Você se orgulha de ser quem você é? O que te motiva? O que é sucesso para você? Como alcançar esse sucesso?

Muitas vezes externamos nossas insatisfações. A família não te compreende e não de dá apoio, o seu relacionamento não te faz feliz, o trabalho é ruim. A vida é um saco. É aí que você precisa pensar: o problema está nos outros ou em mim? Sempre falamos aqui sobre seguir seu coração e se dar uma chance de ser feliz. Mas isso é muito diferente de culpar o mundo e nunca analisar o que você faz para tornar o seu dia proveitoso.

A importância das questões existências são determinantes para analisarmos se o problema está na forma como vemos o mundo e na forma como vemos a nós mesmos. Não se isente da responsabilidade de mudar e não menospreze a reflexão, ela pode salvar sua vida.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse

O gráfico acima ilustra a relação de desempenho versus estresse, tem como objetivo demonstrar que o ser humano não produz de não tiver algo que o Bernardinho chama de “senso de urgência“, ou seja, “Inconformismo, insatisfação: sem isso, não se dá um passo a frente“, porém caso o individuo ultrapasse o ponto ótimo, e ele esteja lidando com tensões superiores a sua capacidade “Se a tensão é alta diminui a cobrança, pois não adianta fazer pressão sobre quem está mal, triste e vulnerável.”.

Um ponto interessante que o Bernardinho defende “É importante criar dificuldade para os que tem talento, as facilidades limitam.”. Quando eu li essa frase pensei: Como criar dificuldades para si próprio? Como manter o foco no futuro? Como evitar a procrastinação? “O ideal é não elevar o ego as alturas, nem deixar que algo o jogue para baixo minando sua autoestima. É uma questão de equilíbrio.”.

Aqui trabalhamos dois conceitos a necessidade de se desafiar, se manter motivado e não se desprezar. Precisa-se encontrar um equilíbrio entre a autoestima e humilde, “O combate a acomodação é permanente. ” E qual é a chave para alcançar esse equilíbrio?Autoconhecimento.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse Bob Knight

Bernardinho admite que durante sua caminhada como técnico ele nunca subestimou o estudo, as leituras, outro hábito que ele admite sempre buscar os porquês de cada erro. Me identifiquei muito quando ele afirma que esse “hábito que pode ser danoso”.

Minha psicóloga chama isso de ruminação, um mal hábito que consiste em reviver uma situação tantas vezes que a imaginação, uma grande tirana, aumenta e deforma as situações para o bem e para o mal.

Bernardinho conta que os pais dele não eram especialmente a favor dele seguir a carreira no vôlei, abandonando a formação de economista. Após sua aposentadoria como jogador, ele passou 1 ano sem entender para onde a carreira dele caminharia, até que surgiu uma oportunidade.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse aristoteles

O Bernardinho treinou a equipe masculina e a feminina e sobre a diferença entre eles comenta: “De certo modo, o relacionamento com um grupo de mulheres pode ser mais fácil a medida que os sinais que elas emitem são mais claros. Demonstram melhor seus sentimentos, o que impede um ajuste mais fino na estratégia. (…) Em contrapartida, numa equipe masculina essa percepção é prejudicada pela dificuldade cultural que o homem tem de revelar o seus sentimentos. ” (Página 196 – transformando suor em ouro – Bernardinho).

Me pergunto: Será que os homens tem dificuldade de demonstrar sentimentos ou eles nem mesmo percebem que seus sentimentos e suas raízes que tem nos pensamentos? Agora posso retornar a autoconsciência: Como avançar sem entender o que te motiva? Sem entender seus sentimentos, pensamentos e atitudes?

Quanto mais nos conhecemos nossos erros e acertos, temos menos rompantes irracionais: “No entanto, é preciso evitar que as emoções se tornem excessivas e venham a tomar conta da razão. (…) É quando começam a surgir reações do tipo “ela não gosta de mim”, levando para o plano pessoal uma cobrança pessoal. ”.

Precisamos nos auto avaliar. Para sermos lideres primeiro precisamos perceber. Será que a maximizamos o negativo (quando um evento negativo pequeno toma tanta força que nada de mais é percebido)? Ou cometemos abstração seletiva (focar-se num único detalhe e esquecer todo o resto)? Ruminamos (repetição de ideias perturbadoras que ganham cada vez mais força)? Personalizamos (achar que você é o único responsável por tudo)? Ou então, somos vitima da ditadura dos deveria (perceber tudo como um dever, não encontrar prazer na rotina: Eu deveria me exercitar, Eu deveria passar mais tempo com meus amigos, eu já deveria ter filhos, carro e casa)? Precisamos ser os agentes de mudança, ou seremos vitimas dos nossos próprios erros.

Meta: Onde queremos chegar?
Planejamento: Como queremos chegar?

A pirâmide de John Wooden exemplifica os valores que precisamos cultivar para alcançarmos o sucesso, seja em qualquer área que escolhermos:

 

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse pirâmide do sucesso

“A confiança é base de qualquer relacionamento. E é sobre esse pilar que devemos construir nosso relacionamento com nossos colaboradores. ”      (Página 105 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

A confiança em nós e nos outros nos permite o comprometido: (fruto de divisão de responsabilidades) e cumplicidade (fruto de egos e responsabilidades sob controle). Isso não significa que não devamos avaliar as pessoas a nossa volta, porém assim como não podemos deixar de avaliar os outros precisamos nos auto avaliar. Além disso, devemos exercitar a clareza de que na vida embora existam pessoas fundamentais, ninguém é insubstituível. Inclusive, nós.

“Atenção a todos os momentos – a decisão está sempre nos detalhes. ”        (Página 128 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

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O autoconhecimento nos ajuda a identificar o que significa sucesso, pois este é um conceito muito pessoal, de múltiplas definições. E assim, pode-se partir para buscar a excelência que significa realizar da melhor maneira possível aquilo que se pretende. Sempre tendo em vista que o sucesso no passado não garante coisa alguma no futuro, a não ser a responsabilidade.

“As vitórias nos garantem apenas grandes expectativas e mais responsabilidades. Em função do nosso sucesso anterior, criamos nas pessoas a ilusão de que nos tornamos imbatíveis e de que nossas vitórias continuarão ocorrendo automaticamente. E nossa responsabilidade aumenta de forma proporcional à expectativa gerada: é o peso do favoritismo.”                   (Página 201 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

Bernardinho adapta a pirâmide de Wooden, em uma roda, pois deve haver constância do melhoramento pessoal ou de equipe. Caso contrário, você que hoje ocupa o pódio, amanhã não ocupa mais.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse roda da excelencia

Será que a sorte existe? Então, Bernardinho cita  Tiger Woods diz “quanto mais eu treino, mais sorte tenho”. Ou seja, o êxito em qualquer situação depende muito do modo como nos preparamos para cumprir nossas tarefas, a (boa) sorte vem a reboque.

Por fim, achei que o livro muito bom e recomendo. Espero que essa resenha tenha inspirado vocês. Abaixo coloquei algumas indicações de outros livros que inspiraram o texto.

Referencia bibligráfica:

When pride still mattered: A life os Vicent Lombardi (David Maraniss)
Winning Ugly (Brad Gilbert)
The last Season: A team in search os its soul (Phil Jackson)
Good Strategy/ Bad Strategy (Richard Rumelt)
Nunca deixe de tentar (Michael Jordan)
Aprenda a ser otimista (Martin Seligman)
Gerenciamento de pessoas em projetos (FGV)

sarah adulta eu

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Plano de vida

plano de vida

Hoje vou contar o meu plano ideal de vida:

1º  Ser feliz

2º  Erradicar a tristeza da minha vida

3º  Evitar ter problemas desnecessários

Esses objetivos deveriam ser fáceis. Porque não são?

A cabeça pula de problema em problema. Insegurança e insegurança. E parece impossível controlar a ruminação. Então, em combate a esse hábito terrível, venho me propondo essas 4 coisinhas:

1) Fazer exercícios físicos todos os dias.:

Não estou falando em malhar para ser a pessoa mais gostosa desse mundo. Estou falando em fazer uma caminhada saudável.

Ano passado comecei com a academia, aulas de dança e terminou com um curso da arte de viver. Esse ano vou apostar no yoga + aula de dança.

Exercício ajuda você a conhecer gente, libera endorfina, deixa seu corpo mais bonito (uma pessoa mais feliz é uma pessoa mais bonita).

2) Cuidar do emocional:

Esse é difícil. Quem me conhece sabe que eu faço terapia a algum tempo. E eu amo psicologia. Não entendo porque as pessoas são tão resistentes a procurar um psicólogo.

Uma das coisas que realmente aprendi na terapia foi a manter por perto quem faz bem, quem me quer bem.

Quanto vampiro tem por aí? Quanto tempo é vale perder ao lado de quem não se importa com você? E ninguém é sagrado aqui.

Comecei a faxina pela família. Eu não sei quem foi a pessoa que inventou que família é o lugar sagrado, as pessoas que mais vão te amar e te proteger. Isso não é necessariamente verdade.

Com relação aos amigos e amores, antes eu sentia uma culpa enorme ao dizer não. Hoje eu ainda sinto culpa. E eu nem sempre acerto o tom da recusa. Mas sou 100% honesta comigo mesma. Se eu não posso ou não quero, eu não vou.

Obs: Sim, isso dá merda. As pessoas nem sempre te entendem. Sim, você as vezes é grosso. Com o tempo você melhora essa prática e as pessoas passam a te respeitar, ou pelo menos assumem que você é aquilo ali mesmo.

3) Exercitar a mente:

Como os músculos, o cérebro precisa se exercitar.

Tenha ideias. Crie. Tente se lembrar do que fez ontem. Escreva uma resenha de um livro que você acabou de ler. Se possível. Faça algumas dessas coisas todos os dias.

O blog me ajudou muito nisso. Criar faz bem.

4) Práticas Espirituais:

Eu não estou falando para você seguir uma instituição religiosa. Estou falando de práticas que efetivamente podem melhorar seu dia:

    • Reze, ou melhor, seja grato. Aprenda a ser grato.
    • Medite, ou melhor, respire – clique no link para conhecer dicas de respiração guiada.
    • Perdoe e Se perdoe.

Hoje eu já percebo diferença dessas atitudes na minha vida pessoal. Me sinto mais forte. Me conheço mais, isso inclui conhecer meus pontos fracos. Acho que cuidar da cabeça é que nem cuidar do peso. É mais fácil não cuidar, mas sua saúde é que vai pagar o preço.

Então, que tal aproveitar janeiro para começar?

BOA SORTE!

sarah adulta eu

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