Zumbi Pendular: Adulta ou Jovem?!

Amanda Adulta eu convidado relato pessoal zumbi
No momento acho que me encontro no limbo da existência humana: não me sinto nem adulta nem jovem/ adolescente. Vivo no pendular zumbi entre a vida adulta e a de jovem. Talvez não me sinta tão adulta porque aos 26 anos, ganho um salário que não dá nem pra estocar miojo na dispensa, estou longe de ter um relacionamento amoroso estável, e ainda moro com meus pais. Em suma: o projeto de ser bem sucedida antes dos 30 flopou.
Não me sinto adulta porque 98% do tempo não me considero condutora da minha vida. Parece que meu poder de decisão é nulo em tudo no dia a dia: Não escolhi meu trabalho, ele apareceu. E afinal de contas quem é doido não aceitar emprego na atual conjuntura do país? Paga as contas. Fique feliz. Seja grato. Poderia ser pior. Aliás, só me sinto adulta quando chegam os boletos com as três palavras que mortificam a alma: “data de vencimento”.

Não me sinto mais tão jovem porque não tenho aqueela mesma energia para “coisas jovens”. Você sente que a chave virou quando as preferências mudam. Noitada? Pra que? Vamos reunir a galera e tomar um vinho lá casa. Ou sentar num barzinho e conversar. Noitada tem muito barulho, não dá pra interagir. Gente relando em mim, perguntando se posso conversar 1 minutinho. Filas enormes no banheiro. Preços absurdos pelo álcool. Muito esforço pra pouco resultado. No fim de semana acaba sendo regido pelo salmo 23 da bíblia do adulto “Netflix é meu pastor e nada me faltará”.

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Porque quando você se vê submerso numa rotina de 8 horas ou mais de trabalho, estudo, trânsito, academia, sono, e problemas, percebe que o tempo é algo valioso demais pra se gastar com coisas e pessoas levianas. Você passa a selecionar os amigos. Os amores. Os passeios. As conexões verdadeiras passam a ser cada vez mais raras, e por isso, essenciais.
E aí chegam os convites de casamento, os chás de bebê, open house de amigos, e a sensação de estar estagnado numa vida que não te pertence de fato começa a assustar. Parece que todo mundo evoluiu de alguma forma e você continua engessado. Nesse quesito, Facebook e instagram deviam vir com uma advertência: em caso de insatisfação extrema com a própria vida, não logar. Todos são bonitos, felizes, ricos, viajantes, em relacionamentos e perfeitos.

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Mas nem em meio a todo esse panorama de caos, incerteza e frustração coleciono pequenas vitórias: Durmo bem, não preciso de ansiolíticos ou anti depressivos, sou um ser humano bem humorado, otimista (pasmem!), me dou bem com 99% das pessoas com as quais convivo, e não tenho pressa alguma em achar o tal amor da vida. Porque aprendi a não sofrer pelas coisas que estão fora do meu controle, e que a vida não funciona no meu timing. Não é o fim do mundo. Tenho certeza que dou o meu melhor em todas as esferas da minha vida e faço das insatisfações a força motriz para tentar evoluir cada vez mais. Isso me dá uma certa paz de espírito e autoconfiança.

O que quero dizer é que não importa se você é adulto, jovem ou zumbi errante num limbo sem adjetivo definido: seja gentil consigo mesmo. Faça seu melhor. No fim somos todos perdedores. No cenário mais otimista, vamos perder algo. Aquele emprego dos sonhos, um amor, um ente querido…então tenha leveza. Se ame. A vida não é só boleto.

amanda farias

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Liderança e Motivação: mudando as perspectivas.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro

“Todos os dias ao me levantar, piso na minha vaidade para que ela não me desvie do caminho. ” (Página 192 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

No livro “Transformando suor em ouro” Bernardinho fala sobre liderança e motivação para equipes, o enfoque dele se dá em direção aos gerentes de grandes corporações. Porém, eu percebi que tem muita aplicação para o nível pessoal, sendo assim, escolhi resenhar adaptando para o individuo, enfatizando a importância do autoconhecimento e da automotivação.

Você já pensou como você se sentiria caso perdesse o emprego? Afinal, O que te define? Quem é você? Você se orgulha de ser quem você é? O que te motiva? O que é sucesso para você? Como alcançar esse sucesso?

Muitas vezes externamos nossas insatisfações. A família não te compreende e não de dá apoio, o seu relacionamento não te faz feliz, o trabalho é ruim. A vida é um saco. É aí que você precisa pensar: o problema está nos outros ou em mim? Sempre falamos aqui sobre seguir seu coração e se dar uma chance de ser feliz. Mas isso é muito diferente de culpar o mundo e nunca analisar o que você faz para tornar o seu dia proveitoso.

A importância das questões existências são determinantes para analisarmos se o problema está na forma como vemos o mundo e na forma como vemos a nós mesmos. Não se isente da responsabilidade de mudar e não menospreze a reflexão, ela pode salvar sua vida.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse

O gráfico acima ilustra a relação de desempenho versus estresse, tem como objetivo demonstrar que o ser humano não produz de não tiver algo que o Bernardinho chama de “senso de urgência“, ou seja, “Inconformismo, insatisfação: sem isso, não se dá um passo a frente“, porém caso o individuo ultrapasse o ponto ótimo, e ele esteja lidando com tensões superiores a sua capacidade “Se a tensão é alta diminui a cobrança, pois não adianta fazer pressão sobre quem está mal, triste e vulnerável.”.

Um ponto interessante que o Bernardinho defende “É importante criar dificuldade para os que tem talento, as facilidades limitam.”. Quando eu li essa frase pensei: Como criar dificuldades para si próprio? Como manter o foco no futuro? Como evitar a procrastinação? “O ideal é não elevar o ego as alturas, nem deixar que algo o jogue para baixo minando sua autoestima. É uma questão de equilíbrio.”.

Aqui trabalhamos dois conceitos a necessidade de se desafiar, se manter motivado e não se desprezar. Precisa-se encontrar um equilíbrio entre a autoestima e humilde, “O combate a acomodação é permanente. ” E qual é a chave para alcançar esse equilíbrio?Autoconhecimento.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse Bob Knight

Bernardinho admite que durante sua caminhada como técnico ele nunca subestimou o estudo, as leituras, outro hábito que ele admite sempre buscar os porquês de cada erro. Me identifiquei muito quando ele afirma que esse “hábito que pode ser danoso”.

Minha psicóloga chama isso de ruminação, um mal hábito que consiste em reviver uma situação tantas vezes que a imaginação, uma grande tirana, aumenta e deforma as situações para o bem e para o mal.

Bernardinho conta que os pais dele não eram especialmente a favor dele seguir a carreira no vôlei, abandonando a formação de economista. Após sua aposentadoria como jogador, ele passou 1 ano sem entender para onde a carreira dele caminharia, até que surgiu uma oportunidade.

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O Bernardinho treinou a equipe masculina e a feminina e sobre a diferença entre eles comenta: “De certo modo, o relacionamento com um grupo de mulheres pode ser mais fácil a medida que os sinais que elas emitem são mais claros. Demonstram melhor seus sentimentos, o que impede um ajuste mais fino na estratégia. (…) Em contrapartida, numa equipe masculina essa percepção é prejudicada pela dificuldade cultural que o homem tem de revelar o seus sentimentos. ” (Página 196 – transformando suor em ouro – Bernardinho).

Me pergunto: Será que os homens tem dificuldade de demonstrar sentimentos ou eles nem mesmo percebem que seus sentimentos e suas raízes que tem nos pensamentos? Agora posso retornar a autoconsciência: Como avançar sem entender o que te motiva? Sem entender seus sentimentos, pensamentos e atitudes?

Quanto mais nos conhecemos nossos erros e acertos, temos menos rompantes irracionais: “No entanto, é preciso evitar que as emoções se tornem excessivas e venham a tomar conta da razão. (…) É quando começam a surgir reações do tipo “ela não gosta de mim”, levando para o plano pessoal uma cobrança pessoal. ”.

Precisamos nos auto avaliar. Para sermos lideres primeiro precisamos perceber. Será que a maximizamos o negativo (quando um evento negativo pequeno toma tanta força que nada de mais é percebido)? Ou cometemos abstração seletiva (focar-se num único detalhe e esquecer todo o resto)? Ruminamos (repetição de ideias perturbadoras que ganham cada vez mais força)? Personalizamos (achar que você é o único responsável por tudo)? Ou então, somos vitima da ditadura dos deveria (perceber tudo como um dever, não encontrar prazer na rotina: Eu deveria me exercitar, Eu deveria passar mais tempo com meus amigos, eu já deveria ter filhos, carro e casa)? Precisamos ser os agentes de mudança, ou seremos vitimas dos nossos próprios erros.

Meta: Onde queremos chegar?
Planejamento: Como queremos chegar?

A pirâmide de John Wooden exemplifica os valores que precisamos cultivar para alcançarmos o sucesso, seja em qualquer área que escolhermos:

 

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse pirâmide do sucesso

“A confiança é base de qualquer relacionamento. E é sobre esse pilar que devemos construir nosso relacionamento com nossos colaboradores. ”      (Página 105 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

A confiança em nós e nos outros nos permite o comprometido: (fruto de divisão de responsabilidades) e cumplicidade (fruto de egos e responsabilidades sob controle). Isso não significa que não devamos avaliar as pessoas a nossa volta, porém assim como não podemos deixar de avaliar os outros precisamos nos auto avaliar. Além disso, devemos exercitar a clareza de que na vida embora existam pessoas fundamentais, ninguém é insubstituível. Inclusive, nós.

“Atenção a todos os momentos – a decisão está sempre nos detalhes. ”        (Página 128 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

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O autoconhecimento nos ajuda a identificar o que significa sucesso, pois este é um conceito muito pessoal, de múltiplas definições. E assim, pode-se partir para buscar a excelência que significa realizar da melhor maneira possível aquilo que se pretende. Sempre tendo em vista que o sucesso no passado não garante coisa alguma no futuro, a não ser a responsabilidade.

“As vitórias nos garantem apenas grandes expectativas e mais responsabilidades. Em função do nosso sucesso anterior, criamos nas pessoas a ilusão de que nos tornamos imbatíveis e de que nossas vitórias continuarão ocorrendo automaticamente. E nossa responsabilidade aumenta de forma proporcional à expectativa gerada: é o peso do favoritismo.”                   (Página 201 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

Bernardinho adapta a pirâmide de Wooden, em uma roda, pois deve haver constância do melhoramento pessoal ou de equipe. Caso contrário, você que hoje ocupa o pódio, amanhã não ocupa mais.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse roda da excelencia

Será que a sorte existe? Então, Bernardinho cita  Tiger Woods diz “quanto mais eu treino, mais sorte tenho”. Ou seja, o êxito em qualquer situação depende muito do modo como nos preparamos para cumprir nossas tarefas, a (boa) sorte vem a reboque.

Por fim, achei que o livro muito bom e recomendo. Espero que essa resenha tenha inspirado vocês. Abaixo coloquei algumas indicações de outros livros que inspiraram o texto.

Referencia bibligráfica:

When pride still mattered: A life os Vicent Lombardi (David Maraniss)
Winning Ugly (Brad Gilbert)
The last Season: A team in search os its soul (Phil Jackson)
Good Strategy/ Bad Strategy (Richard Rumelt)
Nunca deixe de tentar (Michael Jordan)
Aprenda a ser otimista (Martin Seligman)
Gerenciamento de pessoas em projetos (FGV)

sarah adulta eu

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Plano de vida

plano de vida

Hoje vou contar o meu plano ideal de vida:

1º  Ser feliz

2º  Erradicar a tristeza da minha vida

3º  Evitar ter problemas desnecessários

Esses objetivos deveriam ser fáceis. Porque não são?

A cabeça pula de problema em problema. Insegurança e insegurança. E parece impossível controlar a ruminação. Então, em combate a esse hábito terrível, venho me propondo essas 4 coisinhas:

1) Fazer exercícios físicos todos os dias.:

Não estou falando em malhar para ser a pessoa mais gostosa desse mundo. Estou falando em fazer uma caminhada saudável.

Ano passado comecei com a academia, aulas de dança e terminou com um curso da arte de viver. Esse ano vou apostar no yoga + aula de dança.

Exercício ajuda você a conhecer gente, libera endorfina, deixa seu corpo mais bonito (uma pessoa mais feliz é uma pessoa mais bonita).

2) Cuidar do emocional:

Esse é difícil. Quem me conhece sabe que eu faço terapia a algum tempo. E eu amo psicologia. Não entendo porque as pessoas são tão resistentes a procurar um psicólogo.

Uma das coisas que realmente aprendi na terapia foi a manter por perto quem faz bem, quem me quer bem.

Quanto vampiro tem por aí? Quanto tempo é vale perder ao lado de quem não se importa com você? E ninguém é sagrado aqui.

Comecei a faxina pela família. Eu não sei quem foi a pessoa que inventou que família é o lugar sagrado, as pessoas que mais vão te amar e te proteger. Isso não é necessariamente verdade.

Com relação aos amigos e amores, antes eu sentia uma culpa enorme ao dizer não. Hoje eu ainda sinto culpa. E eu nem sempre acerto o tom da recusa. Mas sou 100% honesta comigo mesma. Se eu não posso ou não quero, eu não vou.

Obs: Sim, isso dá merda. As pessoas nem sempre te entendem. Sim, você as vezes é grosso. Com o tempo você melhora essa prática e as pessoas passam a te respeitar, ou pelo menos assumem que você é aquilo ali mesmo.

3) Exercitar a mente:

Como os músculos, o cérebro precisa se exercitar.

Tenha ideias. Crie. Tente se lembrar do que fez ontem. Escreva uma resenha de um livro que você acabou de ler. Se possível. Faça algumas dessas coisas todos os dias.

O blog me ajudou muito nisso. Criar faz bem.

4) Práticas Espirituais:

Eu não estou falando para você seguir uma instituição religiosa. Estou falando de práticas que efetivamente podem melhorar seu dia:

    • Reze, ou melhor, seja grato. Aprenda a ser grato.
    • Medite, ou melhor, respire – clique no link para conhecer dicas de respiração guiada.
    • Perdoe e Se perdoe.

Hoje eu já percebo diferença dessas atitudes na minha vida pessoal. Me sinto mais forte. Me conheço mais, isso inclui conhecer meus pontos fracos. Acho que cuidar da cabeça é que nem cuidar do peso. É mais fácil não cuidar, mas sua saúde é que vai pagar o preço.

Então, que tal aproveitar janeiro para começar?

BOA SORTE!

sarah adulta eu

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Bucket list

2017 vida de adulta

Então começamos 2017. Para as pessoas para quem eu não liguei, me desculpe. Para as pessoas que eu magoei, perdão. Para as pessoas que eu amo, espero amar ainda mais esse ano.

Apesar dos pesares, Kanye West é um músico talentoso, produtor, cantor – e ele combina tudo isso com ganhar dinheiro. Ele já vendeu mais de 32 mil álbuns. Mas grande parte de nós detesta o Kanye. E é bom. É a forma que encontramos de aliviar o estress. Kanye, Anita, Kim Kardashian ou outra celebridade… buscamos listar de forma racional porque somos melhores do essas personalidades. Mas não somos. Ou pelo menos não acreditamos nisso.

Por que esses caras são mais bem sucedidos que nós?

Quer ouvir outra verdade?! Sempre dizemos para nós mesmos. Seja grato. Mas o que significa ser grato? “Ao menos eu TENHO isso ou ficarei triste.”, “Graças a Deus tenho um emprego ou eu teria que me matar?!”. Não parece estranho ser grato dessa forma?

Talvez ser grato devesse significar pensar mais no que eu estou fazendo nesse momento para tornar minha vida, e a vida das pessoas em volta de mim, melhor. Ou seja, ao invez de dizer “Eu sou grata por acordar saudável” poderia substituir por “Sou saudável. Hoje eu vou me exercitar”.

2017 vida de adulto

Em 2017, Eu genuinamente quero seguir adiante ao invés de colocar curativos na minha tristeza.

Outra coisa, eu tenho amigos “petralhas”, “coxinhas”. E eles se odeiam. Mas eles não percebem seu próprio discurso de ódio, mas denunciam o ódio do outro o tempo todo. Será que percebemos nossos acessos de raiva? Nossa indiferença?

Isto é um tudo é um teste. A democracia é tão audaciosa que sempre nos testa.

vida adulta mafalda

Será que podemos nos mover após nossos desejos pessoais e medos e trabalhar criativamente para criar nosso impacto?

Com arte, com trabalho, com palavras, com a forma com que tratamos uns aos outros. A história é um conto escrito por todos. Que 2017 seja uma criação divina!

sarah adulta eu

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Ano Novo – Parte I

 

Ano novo esperança

O ano está para acabar… E o seu sentimento é de esperança ou fim do mundo?

Eu, sendo uma pessoa tão otimista que beira a ingenuidade, sempre acredito que ter esperanças é o único caminho possível. Tendo 2016 sido o ano que foi, entendo que fique difícil, mas quero insistir um pouco. Minha lógica para isso não é lá muito científica, não tenho qualquer qualquer evidência empírica para o que vou dizer e muito menos minhas opiniões derivam de modelos matemáticos.

Eu particularmente prefiro falar de sentimentos, coisas que a gente não sabe explicar, coisas que muitas vezes nem entendemos. Acredito que pensamentos ruins atraem coisas ruins. Não porque se emitem energias para o universo nem nada desse tipo, mas sim porque se colocamos nossos pensamentos em uma moldura base negativa qualquer coisa que aconteça – boa, normal, ou ruim – vai parecer pior. Seria como ver esses acontecimentos através de uma lente negativa, onde tudo parecerá pior do que é – e dificilmente você conseguiria identificar alguma das pequenas coisas boas que acontecem com tanta frequência.

Tá, aqui vai um pouquinho de evidência científica*. Em 2014 um grupo de cientistas da Universidade Cornell (New York, EUA) e da empresa Facebook publicaram um estudo bastante polêmico que demonstrou contágio emocional através de posts do facebook. Pulando direto pra conclusão, quando eles manipulavam o conteúdo que aparece no feed das pessoas para conter uma pequena porcentagem a mais de conteúdos negativos os próprios posts destas pessoas passavam a ter um conteúdo mais negativo – e o mesmo acontecia para o outro lado quando eles aumentavam a quantidade de conteúdo positivo.

* só para esclarecer, não é porque foi publicado em uma boa revista científica eu tomo qualquer coisa como verdade – isso pode ser uma oura discussão mais restrita aos amigos acadêmicos – mas nesse caso aqui parece bastante bom para ser citado. Esse trabalho em particular beirou a retratação devido a falta de padrões éticos para a condução de um experimento em humanos, mas isso não invalida as conclusões obtidas.

Isso tudo só porque eu queria dizer que gostaria que todos nós mantivéssemos uma moldura de esperança e positividade para o ano novo que chega. A virada de ano é sempre um momento com uma onda meio catártica para quase todo mundo, então vamos manter nossas resoluções bastante positivas. E acreditar que tudo vai melhorar não pode trazer mal algum né?

Politica, economica e socialmente sei que as perspectivas não são boas. Nesse momento cabe então a famosa frase de John F. Kennedy durante sua posse:

Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!

Talvez seja aplicável a nós, nesse momento, porque não podemos mais nos sentir imunes a tudo de ruim que vem acontecendo na política brasileira. Não podemos nos eximir de culpas e responsabilidades. Acredito que se admitirmos nosso papel na sociedade, podemos então fazer algo para mudá-la. Está aí um desafio.

Por outro lado, se a alternativa é achar que estamos em um caminho sem fim para baixo, então o único resultado é um cenário minimamente apocalíptico. E isso vai ficar pra parte II, mas já adianto que vai ser bem menos sério Winking smile

clarissa adultaeu

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Trabalho, emprego, carreira e vida

vocação, trabalho, emprego e de carreira

2016 foi um ano difícil. CRISE o resume bem. Hoje eu decidi partilhar com vocês o que eu aprendi com as minhas supostas derrotas. Não espere um texto melodramático, isso não me pertenece. Espere um texto prático e racional e que talvez possa ajudar outras pessoas.

Me tornei arquiteta antes de me formar, 6 meses antes da formatura já tinha carteira assinada. Além disso, cumpri todas as metas que me propus quando entrei na UFF com 18 anos: estagiar, ser bolsista CNPQ, fazer intercambio universitário e me formar empregada.

Eu sempre fui boa aluna, esforçada, leitora, nerd. E me orgulhava disso. Eu também estava completamente apaixonada pelo papel que eu exercia na empresa, amo meus colegas de trabalho, especialmente minha chefinha de coração.

Lá estava eu: carteira assinada, namorando, me estabilizando financeiramente e exercendo um papel bastante importante para uma recém formada. Mas a vida disse NÃO. E a roda da fortuna girou e me virou de ponta cabeça.
Quando a crise começou a pegar em meados de 2015, ela não veio apenas abalar meu mundo financeiro, como toda boa crise, ela destroçou várias áreas da sua vida, aos poucos eu me vi sem chão. Triste, desestimulada e encurralada, mas resiliente. Passei o ano de 2016 replanejando. Planos A, B, C, D, E … incrível, ainda não colhi os frutos.

E quando eu imaginava que não ia acontecer nada, acontecia, paulada atrás de paulada, de onde eu imaginava e de onde eu não imaginava. E pela primeira vez na vida, encontrei um tipo de pessoa que só tinha intenção de me machucar, o pior é que ela nem me conhecia.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Mesmo agora ao escrever essas tristes linhas, sei que a luta está apenas começando. E comecei a trabalhar uma nova estratégia: “a melhor ação pode ser uma não ação”.

Mais um vez, esse não é um post triste. Afinal, sofrimento traz aprendizado. E mais uma vez, eu sou uma pessoa altamente resiliente e infinitamente positiva com relação a vida. Eu luto e aprendo em cada novo passo. E o que acabou me valendo esse ano foi a leitura. Devo ter lido uma média de 40 livros, também aprendi a meditar e me fortaleci através da religião.

E nesse exato momento em que escrevo encontro a paz e alegria interior, dependentes apenas de mim. E é isso que me motiva a escrever.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Percebi que eu associava o excesso de ocupação do trabalho/ faculdade/ cursos com um tipo de sensação de poder. Poder que nunca me pertenceu, como todas as efemeridades da vida. Eu saltava de atividade em atividade sem refletir. Desaprendi a não ficar ocupada.

Vocação, Trabalho, Emprego e Carreira:

  • Trabalho é o esforço requerido para se cumprir uma tarefa.
  • Emprego é a situação na qual se trabalha.
  • Carreira é a trajetória de longo prazo de muitos empregos.
  • Vocação, porém, é algo mais profundo do que cada um desses conceitos. Ela abrange nosso trabalho, emprego e carreira e se estende ao tipo de pessoa que desejamos ser.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

O desejo é a via principal para descobrirmos o que fomos designados a fazer e também para descobrir quem somos. Porém, “Há desejos profundos e vontades superficiais”.

Você é capaz de sentar e deixar a sujeira, as folhas e os gravetos da sua vida – suas vontades egoístas – se aquietarem para que as coisas fiquem claras? Você é capaz de observar o que está nas profundezas?
Se você pudesse fazer qualquer coisa que quisesse, o que seria?
Reserve um tempo para refletir. Pode haver padrões nos seus desejos que o ajudem a entender melhor quem você é. Logicamente, você não pode ser cantor se não souber cantar. Você precisa levar em conta a realidade da situação. Ou seja, refletir sobre os desejos a luz da vida cotidiana. Lembre-se: Toda decisão tem a ver com interesses e necessidades, mas também com circunstâncias e talentos.

“Confie em seu coração, mas use a cabeça”

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Isso pode ser muito difícil. Ainda mais para aqueles que lutam para pagar as contas no final do mês: a mãe solteira e o cidadão subempregado que chega ao limite das próprias forças apara garantir o sustento e o bem-estar de sua família. O tempo é sempre um problema para qualquer pessoa muito ocupada.
Gostaria de propor um exame de consciência que pode ser extremamente útil:

Um dos grandes problemas que os workaholics enfrentam é passar a acreditar que são o que fazem, e sendo assim, quando tem pouca coisa a fazer se sentem inúteis e sem valor.
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O trabalho pode ser prazeroso. Porém, não podemos ignorar que grande maioria não consegue seguir o que acredita ser sua vocação profissional por vários motivos – condições financeiras, exigências familiares, restrições educacionais, limitações físicas ou um mercado de trabalho reduzido. Alguns empregos realmente são horríveis. E, as vezes, é necessário deixá-los. Mas nem sempre é possível.
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O pior é que cada vez mais estamos conectados. As novas tecnologias nos fazem desperdiçar os poucos momentos que nos restam para vivenciar a nossa solidão – momentos preciosos para a meditação, a reflexão e o silêncio interior.

Onde está o tempo para o recolhimento?

Algumas vezes parece que não podemos mais suportar ficar sozinhos ou fora de área, nossos amores, amigos e familiares nos exigem presença constante. Mas sem algum silêncio interior fica difícil escutar o que está passando dentro de você. Reduzir o uso dessas parafernálias tecnológicas e não responder imediatamente a cada mensagem eletrônica ou chamada de celular pode levar a um estado de calma edificante. Logo, é preciso desconectar para conectar.

ESTABELECENDO PILARES PARA UMA VIDA SAÚDAVEL:

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Autoaceitação é palavra chave da felicidade. Isso significa aceitar a própria personalidade e os próprios sonhos. Com frequência sentimos que há pessoas, grupos ou circunstancias tentando nos moldar em alguma coisa que não escolhemos ser.

É sempre difícil evitar comparações com outras pessoas – principalmente na era facebook – e não achar que elas conseguem as coisas com mais facilidade. Muito comum é subestimar os próprios dons e supervalorizar os dons de outra pessoa. Mas ninguém tem uma vida perfeita.

vocação, trabalho, emprego e de carreira
Comece aceitando que o processo de se tornar você é longo, exige paciência e principalmente confiança.

sarah adulta eu

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Se leve a sério!

auto confiança adulta eu

Eu li esse texto já tem um tempo e eu queria muito compartilhar aqui, no nosso facebook ou qualquer coisa. Até cheguei a postar o resumo infográfico dele no nosso insta. Como ele é em inglês, decidi fazer uma tradução livre para torna-lo mais acessível. Perdoem qualquer erro 😉

Um fato importante para eu querer compartilhar isso aqui é o sentimento de identificação que eu senti e depois passei a identificar em algumas outras pessoas também. Como ela fala no texto, você consegue perceber pessoas que acreditam em si mesmas, arriscam e conseguem; e tem as pessoas que nunca fazem nada brilhante e reclamam constantemente das segundas-feiras.

Desde que li tentei tomar como uma resolução de vida me levar mais a sério. Acrescentei isso a minha lista diária de tarefas, mas com tantas outras coisas no curto prazo é fácil perder perspectiva. Com o fim do ano se aproximando, pode ser uma época inspiradora pra mais gente se animar com mudanças pessoais e self-improvement.

Finalmente, aqui vai o texto traduzido.

“Quando foi a ultima vez que você teve uma opinião mas não compartilhou com ninguém porque não achou que alguém fosse se importar? Quando foi a ultima vez que você ficou realmente animado com uma ideia que teve mas nunca a perseguiu porque você decidiu que ela não era boa o suficiente? Quando foi a última vez que você começou algo mas desistiu antes de terminar porque achou que ninguém iria gostar?
Você lerá muitos artigos que te dizem “simplesmente faça” – não se importe com o que os outros vão pensar, siga em frente, persevere, não desista!
Mas se você não se leva a sério você nunca será capaz de seguir nenhum desses conselhos. Porque você sempre será capaz de se convencer que o que está fazendo não é tão importante assim.
Eu não me levei a sério por muito tempo. Ainda é um esforço me levar a sério. Eu não conseguia perceber o que estava fazendo a mim mesma até cerca de um ano atrás. Mas eu finalmente percebi que tem essa coisa que algumas pessoas possuem – essa habilidade de se animar com algo que eles estão fazendo e se investir nisso com um quê de despreocupação louca. Essa habilidade de permanecer focado e continuar firme e se erguer no topo de uma montanha e gritar o que eles querem que todos ouçam (maneira de dizer).
E eu sabia que eu tinha a capacidade de escalar uma montanha e fazer o mesmo, mas eu sempre me convencia a não fazer isso. E eu finalmente me dei conta de que isso era por eu simplesmente não me levar a sério.

Eu até tive dificuldades com esse artigo…
Por que eu estou escrevendo isso? Isso é estúpido. Isso é repetitivo. Alguem não já falou isso antes, so que melhor? Eu sequer sei o que estou tentando dizer? Ninguém vai ler isso. Eu deveria ir trabalhar ou qualquer coisa. Isso é um desperdício de tempo.
Estes eram meus pensamentos quase toda vez que eu tentava criar algo novo. Eu não considerava as minhas opiniões, minhas ideias ou o que eu queria pra minha vida sério.

Então, o que acontece quando você não se leva a sério?
Você passa muito tempo sonhando mas não realmente fazendo. Você tem ideias, mas para antes de sequer começar.
Ou você tenta algo mas desiste rápido porque decide que não é bom o suficiente, ninguém vai gostar, e foi uma ideia idiota de qualquer forma.
Mas a pior parte acontece dez anos depois quando você olha pra trás praquela coisa que você quase começou e percebe que tinha alguma coisa ali. Não era tão ruim quando você pensou na hora e você poderia ter alcançado algo se tivesse se mantido firme.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você acaba vivendo uma vida da qual você não tem orgulho. Você continua esperando pra fazer aquela coisa pela qual você é apaixonado, você continua esperando para fazer aquela coisa que te fará sentir bem sucedido. Você preenche o seu tempo com um monte de coisas que você acha que tem que fazer, mas nada que você realmente quer fazer. Você trabalha duro e você faz um bom trabalho mas você também se sente preso dentro de si mesmo, em um espetáculo que outra pessoa está dirigindo.
E a pior parte acontece dez anos depois quando você perdeu contato com quem realmente é, e você não consegue mais diferenciar o que você quer e o que as pessoas querem de você.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você eventualmente verá alguém que teve a mesma ideia que você, mas ela compartilhou com o mundo, ela fez algo com aquilo.
‘mas era exatamente a mesma ideia!’ você diz. Sim, era mesmo – mas aquela pessoa levou a sério. Aquela pessoa se levou a sério. Aquela pessoa disse, ‘ isso é interessante para mim, então pode ser interessante para mais alguém’, e elas fizeram algo com aquilo.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você se ressente das pessoas que se levam a sério. Você olha as pessoas que se autopromovem e às suas ideias e você as acha egoístas ou ridículas. Ou você olha para pessoas que você admira e você lamenta o fato de que você nunca poderia alcançar o que elas têm.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você se sabota. Você se apressa em uma execução meia-boca e não se dá o tempo necessário para aprender algo novo, ou fazer da maneira certa. E quando isso não vai do jeito que você queria você decide que foi uma total perda de tempo. Mas você poderia ter tido um resultado completamente diferente se primeiro você tivesse aceitado o fato de que poderia levar tempo mas que o tempo seria bem gasto porque você acreditava naquilo.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você fica deprimido. Você fica com raiva de si mesmo. Você fica desapontado com si mesmo. Você se pergunta porque você não fez nada. Você sente que nunca fará. Você sente que é tarde demais. Mas não é.
Cada peça de cada pequena coisa que você já pensou na vida é cheia de possibilidades. Você não sabe o que. E isso é assustador. Você poder ainda não saber como. E isso é difícil. Mas quando você se leva a sério, você se dá crédito o suficiente para saber que você consegue descobrir isso tudo. Quando você sabe lá no fundo que você e suas ideia são importantes, você dará uma chance de luta para cada ideia que tiver.
Isso pode significar falar em um trabalho em grupo, ou isso pode significar simplesmente acabar aquela coisa que você tem pensado desde sempre. Ou isso pode significar escrever um tweet, fazer um vídeo sobre isso ou um post em um blog, ou subir em um palco e compartilhar isso com um público.
Quando você se leva a sério você faz com que os outro te levem a serio. Você coloca suas ideias no mundo. Você não as esconde. Você não as deleta. Você continua tentando.

Se leve a sério
Não trate as suas ideias como se não fossem nada, não trate você mesmo como se você não fosse nada, porque você e as suas ideias são importantes e significativas e tem o potencial de se tornar muito mais do que você imagina.
Confie em mim…”

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Teste do marshmallow: Será que você passa?

Teste do marshmallow foco concentração

Hoje vou abordar um dos temas que mais me interessa: Comportamento humano. Esse tema está longe de ser fácil ou simples, por isso, se vocês quiserem as referências dos estudos que vou apresentar nesse texto, busque-as ao final do post.

Uma das pesquisas pioneiras a cerca da inteligência, ocorreu em 1960, houve um pequeno projeto com crianças de lares carentes que receberam atenção diferenciada num programa pré-escolar que ajudava a cultivar o autocontrole. O objetivo era aumentar o QI dessas crianças, pois nesse momento acredita-se que esse aspecto da inteligência era a mais importante, porém o teste falhou nisso.

Mais tarde quando compararam esses alunos com outros alunos, perceberam que o programa estava de certa forma influenciando em áreas como: menores taxas de gravidez na adolescência, abandono escolar, delinquência e até mesmo no número de faltas do trabalho. Ou seja, no planejamento de vida.

Então, em 1972, a universidade de Stanford deu prosseguimento a essa analise e realizou o “teste do marshmallow”, com intuito de intuito de testar a capacidade das pessoas de adiar uma satisfação.

Nesse teste foram convidadas 57 crianças, todas com 4 anos de idade. Cada criança foi conduzida a uma suposta sala de jogos que estava vazia (leia-se: sem distração) e onde estava disposta uma bandeja com 1 marshmallow.

Então vinha a parte difícil. O pesquisador dizia para a criança: “Você pode comer o doce agora. Mas se não comer até eu voltar, você poderá comer dois doces.”

O resultado foi o seguinte: 1/3 das crianças pegava o doce imediatamente, enquanto outro 1/3 esperava por 15 minutos e o outro 1/3 se situou em algum ponto entre os dois grupos.

O importante é que os pequenos que resistiram à sedução do doce receberam pontuações mais altas em medidas de controle executivo, principalmente na realocação da atenção.

Mas, o que é realocação de atenção? A forma como focamos é chave da força de vontade, o que o autor chamou de “a alocação da atenção”. Sendo assim, as crianças que esperaram 15 minutos o fizeram se distraindo com artimanhas, como: jogos de faz de conta, cantarolando, cobrindo os olhos. Se a criança se fixava no doce, ela perdia o controle e comia.

Nesse caso foram analisados, 3 subtipos de atenção e são todos aspectos da atenção executiva, todos relacionados ao confronto do autodomínio com a suposta gratificação instantânea:

  1. Capacidade de voluntariamente desligar nosso próprio foco de um objeto do desejo que prende poderosamente a atenção;
  2. Capacidade de se distrair, nos permite manter nosso foco em outra coisa.
  3. Capacidade de manter o foco no futuro, aguardar pelo bem maior;

Essas crianças foram procuradas 40 anos mais tarde, e os pesquisadores concluíram que aqueles que resistiram aos doces aos 4 anos ainda eram capazes de atrasar a gratificação, e os demais apresentavam problemas para conter seus impulsos.

Então, quanto melhor era o autocontrole na infância, melhor as crianças se saíam quando adultos. Leia-se: melhor estado de saúde, mais sucesso financeiro e mais cumpridores das leis.

Teste do marshmallow foco concentração

Além disso, o autocontrole prevê um bom ajuste emocional, melhores habilidades interpessoais, sensação de segurança e adaptabilidade.

Ponto principal: uma criança pode ter uma infância privilegiada financeiramente, porém, se não aprender como adiar uma gratificação para ir atrás de seus objetivos, essas vantagens iniciais podem perder a força ao longo da vida.

Papais e mamães, não subestimem o valor de estudar violão ou manter a promessa de limpar o coco do cachorro. Qualquer coisa que fizermos em prol de aumentar a capacidade de controle cognitivo da criança irá ajuda-la ao longo de toda a vida.

Teste do marshmallow foco concentração

Importante ressaltar que, esse texto foi motivado pelo livro FOCO do psicólogo de Harvard, ph. D. Daniel Goleman. É o segundo livro desse autor que leio, o primeiro foi inteligência emocional. Se você se interessar e quiser se aprofundar, pode recorrer a esses livros para melhor explicação, apenas esteja preparado para lidar com termos a respeito da fisiologia do cérebro.

Teste do marshmallow foco concentração

Referências bibliográficas:

  • Goleman, Daniel, Foco: a atenção e o seu papel fundamental para o sucesso/ rio de janeiro: Objetiva, 2014
  • Lawrence j schweinhart et al. Lifetime effects: the high/ scope perry school study trough age 40, ypsilanti: high/scope press, 2005
  • Estudo pré-escolar: J.J.Heckman, Skill formation and the economics of investing in disadvantaged children, Science, 312: 1.900-1.902, 2006
  • Estudo de Dudedin: Terrie E. Moffitt et al., A gradiente of childhood self-control predicts health, wealth and public safety, PNAS 1-16.2010.
  • June tangney et al. High self-control predicts good adjustment, less pathology, better grades, and interpersonal success, jornal of personality, 2004, 72,2, 271-323.
  • Jeanne mcCaffery et al. Less activation in the left dorsolateral pré-frontal córtex in the reanalysis of response to a meal in obese than in lean women and its association with successful weight loss, Am J Clin Nutr, outubro 2009, vol. 90, nº4, 928-934.
  • Walter Mischel, citado em Jonah Lehrer Don’t, the new yorker, 18 maio 2009

 

sarah adulta eu

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A sabedoria na decisão

decisão

Antes de entrar no processo de tomadas de decisão, devemos tentar ser indiferentes, ou seja, pensar da forma mais livre possível. A indiferença costuma ser mal compreendida. Quando a maioria das pessoas escuta essa palavra, não a relaciona com liberdade, mas com ficar entediado ou desinteressado.

Indiferença de que falo é a capacidade de se desapegar de conceitos iniciais e recomeçar, examinando as alternativas com cuidado e boa vontade. Pois, todas as grandes decisões carregam uma bagagem.

Ainda que os conselhos dos amigos e familiares possam nos ajudar a tomar uma boa decisão, é necessário iniciar o processo da forma mais imparcial possível. Quando estivermos prestas a tomar uma decisão devemos imitar uma balança e não pender para nenhum dos lados. Pois, começar a tomada de decisão presumindo que você deveria pender para um lado ou para o outro é impedir a se mesmo de fazer uma boa escolha.

O discernimento tem uma finalidade prática, ele nos ajuda a decidir qual é a melhor forma de agir. E além disso, é preciso ser indiferente o bastante para aprender com as experiências.

Se você toma uma boa decisão e, de repente, se sente desanimado com ela, este não é um sinal a ser considerado. Vamos supor que você tenha resolvido ser uma pessoa mais generosa e perdoar alguém com quem se desentendeu. Então você o procura, se a sua iniciativa não restaurar a relação imediatamente não significa que você deva parar de perdoar.

Mas, se você tomou uma decisão infeliz que ainda pode ser modificada, porque não lançar um olhar renovado sobre as coisas?

Os processo de tomada de decisão 

  • Primeiro:

Algumas vezes não há dúvida do que fazer, ou seja, a decisão vem sem dúvida e sem despertar a dúvida. De certa forma, a resposta aparece tão logo a pergunta é formulada.

Um exemplo: Você estava procurando emprego em determinada cidade, começando em época especifica. Após alguns meses de entrevista recebe uma proposta. Você fica exultante com a boa sorte e está claro que esse é o movimento correto; então aceita o novo emprego sem pestanejar.

  • Segundo:

Nesse estágio você não está completamente seguro para tomar uma decisão. Forças e desejos contrários parecem empurra-los para decisões diferentes. Nesse ponto, é bom optar sobre a decisão que nos deixa mais tranquilos. A paz interior nos encoraja, nos dá confiança e tranquiliza nossa tomada de decisão.

O contrário da paz é a aflição, ou seja, qualquer coisa que nos leve ao desespero. Ficamos agitados e inquietos. Sentir isso significa que estamos na direção contraria a uma boa decisão.

Uma boa prática para quem se encontra nessa situação é se imaginar vivendo cada escolha durante um tempo, e observar qual lhe proporciona maior sensação de paz.

Durante alguns um tempo aja como se fosse optar por uma alternativa. Embora ainda não tenha tomado feito a escolha, imagine que a tenha feito e comporte-se como se já tivesse tomado a decisão. “Experimente” a decisão, como se estivesse provando uma roupa nova. Como ela faz você se sentir? Depois, em outro momento, assuma a direção oposta. Como ela faz você se sentir?

Normalmente o nosso pensamento se agita entre uma opção e outra, inquieto, nunca dando tempo suficiente para considerar ambas as alternativas. Porém, pode ser que ao tentar viver as duas opções você se atente a coisas que não havia percebido antes. Vantagens e desvantagens se tornam mais eficientes. Ou seja, você pode enxergar as consequências com mais clareza.

Discernimento não é apenas sentir paz. Devemos acessar o que acontece dentro de nós. Acima de tudo, é preciso ter honestidade sobre o que estamos sentindo e por quê.

Não mude no desespero

“Em épocas de desespero, não se deve fazer mudanças” Isso faz sentido não é? Se alguém nos diz que está confuso, que não consegue pensar direito e que se sente desesperado, você diria que é um bom momento para tomar uma decisão? Claro que não. Ele não está raciocinando com clareza. “Não tome decisões quando estiver fora de sí” é outra maneira de dizer isso. Porém, tomar decisões em períodos de desespero é o mais comum. Resista a esse ímpeto.

E o que acontece quando se diz sim?

Mesmo quando fazemos as melhores escolhas significa aceitar que até elas terão inconvenientes. Caímos no erro de acreditar que dentro das escolhas certas não haverá tropeços. Muitas vezes assumimos uma escolha e descobrimos seus pontos negativos, perdemos o ânimo.

Ao fazer uma escolha dizemos sim determinando tantos aspectos positivos quanto negativos inerentes a cada escolha.

Todos os estágios da vida incluem alguma dor que deve ser aceita se abraçarmos integralmente as decisões que tomamos e a vida nova. Não há escolha, resultado ou uma vida perfeitos.

Por fim, encontre o funciona melhor para você, o que te aproxima de algo mais elevado e o que te leva a tomar boas decisões.
decisão

Texto baseado no livro: A sabedoria dos jesuítas para (quase) tudo de James Martin

sarah adulta eu

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Não existem escolhas erradas

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Para ler ouvindo:

Boa parte das crises de ansiedade da vida adulta vêm com as dúvidas em relação as nossas escolhas. Nos remoemos diariamente pensando se estamos fazendo a escolha certa: ao continuar na carreira escolhida, ao decidir pegar o ônibus X porque o Y pode ser assaltado, ao terminar um namoro, ao fazer uma tatuagem. Cada dúvida vem com um peso insuportável sobre os nossos ombros, afinal as suas escolhas podem fazer sua vida melhor ou pior – dependendo se você acertar.

Refletindo sobre isso, em um dos poucos momentos de clareza mental esse ano, cheguei a conclusão de que a escolha certa é sempre aquela que você vai tomar – independente das outras.

Quero dizer, quando a gente faz uma escolha a gente pesa todos os prós e contras, a gente observa o contexto, a gente pergunta a quem já teve que escolher algo parecido antes. E tudo isso, a gente analisa de forma a escolher aquilo que julgamos trazer o melhor resultado no futuro (seja lá qual for o resultado que você espera). Só depois que alcançamos (ou não) o resultado é que descobrimos se a escolha foi “certa” e, portanto, ela não poderia ter sido certa antes de ter acontecido de fato. Mesmo que você chegue a conclusão de que aquele não era o resultado esperado, talvez até o oposto do esperado, você ainda não pode afirmar que a escolha foi errada porque você não tem como saber se as outras opções que tinha gerariam o tal resultado esperado. Consequentemente, mesmo que você não ache que fez uma boa escolha, não dá pra saber se as outras opções teriam sido melhores. Viajei um pouquinho, né? Mas acho que deu pra acompanhar…

O que eu quero dizer é que todas as escolhas são certas, porque elas foram as únicas que nós tomamos pras nossas vidas. São as únicas que poderíamos ter tomado sendo quem éramos naquele momento e com as informações que tínhamos disponíveis. Percebi, no momento em que refletia sobre isso, que não era fácil de pôr em prática.

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Quando a ansiedade vem é um monstro me dizendo que nada do que eu faço está certo, nada na minha vida nunca vai dar certo, entre outras bad vibes. Eu até tento argumentar com o monstro, mas ele é tão opressor. Nessas horas não sei se é possível resistir ao surgimento dos pensamentos de insegurança mas sei que é possível sobreviver a eles. Se em todos os outros momentos (livre de monstros) eu estiver focada de que estou confiante em relação às minhas decisões e que só existem escolhas certas, sei que estarei um pouco mais forte para lutar com o monstro da próxima vez que ele aparecer.

Percebi recentemente que a nossa saúde mental não deve receber atenção somente nos momentos mais baixos, porque acredito que é nos intervalos que serão definidos quão ruins serão as próximas crises. Nesses intervalos é que somos capazes de fazer as escolhas de melhorar e de ser feliz (sempre escolhas certas). Porque quando o mostro vem nós não conseguimos lutar conscientemente, é o que já está lá dentro que pode definir como nós estaremos ao acabar essa batalha (de uma guerra que não acaba nunca).

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