Toulouse-Lautrec: Em busca de novos parões

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“Nada existe realmente nada a que se possa dar o nome ARTE. Existem somente ARTISTAS.” Gombrich

No final do século XIX, os artistas ansiavam por uma “Nova Arte”, mais tarde conhecida como Art Nouveau. Essa arte deveria se basear na sensibilidade do desenho e nas capacidades de cada material. Os jovens artistas tinham esperança de que a influencia do Japão pudesse ajudar a Europa a superar o sentimento de inconformismo.

No primeiro momento, parecia que a busca arte em a imitar a impressão visual estava resolvida. Porém, após o impressionismo e a dissolução de contornos firmes na luz bruxelante e a descoberta de sombras coloridas pelos impressionistas, surgiu um novo problema: como poderiam representar sem acarretar uma perda de ordem e clareza? As telas impressionistas eram brilhantes, porém confusas.

Claude Monet. Water Lilies. c. 1920. Oil on canvas, triptych, each section 6'6" x 14" (200 x 425 cm). The Museum of Modern Art, New York.

Monet. Water Lilies (1920). óleo sobre tela, (2 x 4,25 m). Moma, Nova York.

Desde que os artistas passaram a mostrar-se constrangidos no tocante “estilo”, as convenções deixavam-nos desconfiados e a mera habilidade impacientes. Ansiavam por uma arte que não consistisse em truques que podem ser aprendidos, por um estilo que não fosse mero estilo, mas algo forte e poderoso como a paixão humana. Então, três expoentes precisão ser relembrados:

    • Cezanne (1839-1906), considerado pai da arte moderna, detestava a confusão que o momento artístico se encontrava. Entretanto, não pretendia voltar as convenções tradicionais do desenho e do sombreado para criar a ilusão de solidez, também não pretendia voltar as paisagens compostas para obter composições harmoniosas. Sua arte tendia para uso de cores fortes e intensas, tanto quanto de padrões lúcidos.

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    • Vicent van Gogh (1853-1890) impressionado pela arte de Millet, influenciado pelos impressionistas e Seurat. Pintou apenas por apenas três anos, sem conhecer a fama. Ele almejava que suas telas tivessem o efeito forte e direto das gravuras japonesas.

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    • Gougin (1848-1903), soberbo e ambicioso, chegou a se juntar a Van Gogh para produzirem juntos, porém a parceria acabou quando van Gogh num acesso de loucura ataca Gougin. Ele admirava os japoneses, mas a arte deles era sofisticada em comparação com a intensidade e simplicidade por que ansiava. Seu estilo torna-se selvagem após sua estadia no Taiti. Hoje (talvez) não nos impacte tanto, em primeiro momento,  pois estamos habituados a arte contemporânea.

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Cezanne, Van Gogh e Gauguin deram um passo determinante para a arte abandonar a finalidade de representar fielmente a natureza. Extremamente solitários, trabalharam com pouca esperança de serem compreendidos. Cezanne nos levou ao cubismo (França); Van Gogh nos levou ao expressionismo (Alemanha) e Gauguin culminou a diversas formas de primitivismo.

O MASP apresenta “Toulouse-Lautrec: em vermelho”

Toulouse-Lautrec MASP

O MASP está com um mostra incrível do pintor Henri Toulouse-Lautrec (1864-1901). Acredito que ele seja de conhecimento comum no Brasil por causa do filme Moulin Rouge.  Influenciado por Degas (o pintor das bailarinas). Traçou o rumo do Art Nouveau em suas pinturas e gravuras que exibiam um padrão agradável muito antes de se poder ver o que representava.

Além, revolucionar o design gráfico dos cartazes, é considerado o mestre do contorno, podia retratar cenas de grupos de pessoas onde cada pessoa é individual (consta que na época era possível identificar apenas pela silhueta). Frequentemente, aplicava a tinta em uma estreita e longilínea pincelada, deixando a base (papel, tela) ou o contorno aparecer, mas não pintava sombras. Sua pintura é gráfica por natureza. E apesar da litografia cheia de cores de seu tempo poder acomodar dezenas de cores em um só cartaz, Lautrec geralmente escolhia apenas 4 ou 5, raramente, 6 cores. Pois, preferia criar seus efeitos com justaposições e modulações delicadas.

Toulouse optou por retratar a vida em Paris. A prostituição era oficial entre 1804 – por ordem de Napoleão – até 1945 – quando a atividade foi proibida por lei. E encarada como um mal necessário, capaz de acalmar os ânimos masculinos e assim preservar a “pureza” das mulheres solteiras e a ordem pública. As mulheres deviam se inscrever na prefeitura e, em seguida, numa maison close – literalmente “casa fechada” -, onde normalmente moravam. Esse fato marcou a temática do trabalho de Toulouse que acabou girando em torno do esplendor, sensualidade e atmosfera burlesca: destacando a representação das mulheres. Retratando o machismo travestido em esplendor boêmio.

Apesar da prostituição ser tolerada e regulamentada, era moralmente reprovada pela sociedade. Os críticos da época que trataram das pinturas das maisons closes (bordeis) elogiavam os aspectos técnicos ou formais das obras, como o maravilhoso desenho ou o belo colorido. Porém faziam questão de manifestar sua reprovação ao tema. Em 1893, um crítico escreveu que “É pouco provável que se recomende os temas (da pintura de Toulouse) às senhoras, mas sua execução é inegavelmente hábil”.

Infelizmente, não conhecemos os nomes de diversas representantes femininas, em contrapartida sabemos o nome de todos os homens nas pinturas de Toulouse, um sintoma bastante eloquente da discriminação entre homens e mulheres e do papel social de cada um, que também notamos na cultura visual. Mesmo assim, Toulouse-Lautrec parece duvidar das promessas fáceis de felicidade da nascente indústria de entretenimento, pois as feições das mulheres esboçam tristeza, distância da realidade, olhares vagos, apatia, impaciência. Dando espaço para perguntas: Porque conhecemos o nome dos homens, mas não conhecemos o nome das mulheres? Quem é essa mulher?

Por meio das vestimentas e da caracterização do recinto identifica-se a posição social dessas mulheres, mas, ao jogar a modelo no anonimato, verifica-se a posição das mulheres numa sociedade que as objetifica, que as usa e que as mercantiliza como produto de um prazer. Toulouse-Lautrec era próximo das mulheres que habitavam as maison close parisiense, então o artista pode (e quis) retratar as prostitutas durantes seus afazeres cotidianos, a partir de um ponto de vista, considerado, afetuoso. Pois, elas não são representadas através de um olhar desejoso, não se insinuam ao espectador.

Além, representações da homossexualidade feminina são comuns na obra de Toulouse, em pinturas de grande delicadeza. A partir de 1870, o tema tornou-se muito popular entre escritores e artistas que buscavam representar a modernidade decadente de Paris. A maioria das imagens deste tipo tratava as amantes como objetivos de um espetáculo destinado ao consumo masculino, mas Toulouse não repete o estereótipo: ele as retrata com dignidade humana que pouco se notava no período. Despretensiosamente, o artista subverte o imaginário da época com relação ás amantes: homens não estão presentes e não estão convidados; eles eram, porém, os principais espectadores da pintura.

A seguir, selecionei os quadros que mais mexeram com meu imaginário:

A condessa Adèle (1880 – 82)_óleo sobre tela

1880 - 82 _ A condessa Adèle

Toulouse fez esse retrato de sua mãe aos 17 anos: a condessa Adèle. Sentada num banco de jardim, com uma pose respeitosa e contida, como convinha á tradição de retratos das altas classes sociais. Sua roupa de estampa florida e com babados, sugere uma relação de proximidade com o jardim.

Mulher com cachorro (1891) _ óleo sobre cartão

1891_Mulher com cachorro _ óleo sobre cartão

Nas duas pinturas vemos a representação (talvez crítica, espero que crítica) da pintura ocidental:

  • o cachorro aparece muitas vezes junto à figura feminina, simbolizando a fidelidade matrimonial. Para a sociedade europeia dos anos 1890, algumas das qualidades mais importantes da mulher eram a fidelidade ]á sua família e a obediência ao seu marido.
  • a mulher no século 19: que se vestisse com delicadeza e sem artifícios, e que fosse bela e discreta, obediente ao marido e dedicada a família.
  • O jardim não é simplesmente decorativo, pois em muitos retratos da virgem Maria, há um pequeno “jardim fechado”, símbolo de sua pureza.

À la Bastille (1888) _ Óleo sobre tela

1888_À la Bastille _ Óleo sobre tela

Em 1885, Aristide Bruant (1851-1925) fundou o famoso cabaré Le Mirliton, onde se apresentava com canções cheias de gírias e crítica social. Nini (personagem da canção representada pela artista Jeanne Wenz), representada na foto abaixo, trabalha num bar para sustentar seus pais. As mulheres que trabalhavam fora de casa, ou mesmo as que frequentavam o espaço público, eram moralmente reprovadas pelos burgueses da época.  Ao retratar a moça encarando o espectador, Toulouse parece aludir ou pleitear a presença da figura feminina na vida urbana. Me pergunto se não é a mesma Nini do filme Moulin Rouge?

Moulin de la Galette (1889) _ Óleo sobre tela

1889 _ Moulin de la Galette _ Óleo sobre tela

No alto da Colina de Montmartre, em Paris, ficava o famoso Moulin de la Galette, antigo moinho que, no século 19, funciona como bar e salão de dança. Os clientes eram pessoas comuns que subiam as ruas íngremes em busca de algumas horas de prazer, num lugar onde poderiam dançar, beber barato e esquecer da mal paga jornada de trabalho.

Vemos mais de 20 personagens, desde três mulheres e o homem de perfil em primeiro plano, até outros ao fundo, como o policial e os homens de cartola. A diagonal traçada pelo desenho da bancada que divide o quadro e os territórios dos personagens organiza o espaço e a composição, conferindo ritmo e coerência a uma mescla bastante diversa de aplicação de traços e cores na tela – dos personagens em primeiro plano aos mais difusos e tênues ao fundo.

A mesma bancada parece envolver o espectador, trazendo-o para dentro da pintura. É como se estivéssemos sentados em frente a uma pilha de pratos, que marcam a contagem de bebidas consumidas e compartilhássemos a atmosfera inebriante do Molin.

Mulher se penteando em camisola (1891) _ óleo sobre cartão

1891_Mulher se penteando em camisola _ óleo sobre cartão

Cena delicada dentro de um bordel, em que duas mulheres calmamente se penteiam em frente ao espelho. O quadro atesta a intimidade do pintor com elas, transmite um sentido de confiança e respeito.

Femme au boa noir (1892) _ óleo sobre cartão

1892_Femme au boa noir _ óleo sobre cartão

MARAVILHOSO E FORTE! Um dos meus quadros favoritos! a mulher fita o espectador de modo confiante, sorriso irônico e desafiador. No século 19, as mulheres que usavam maquiagem não eram bem-vistas, muito menos aquelas que levavam uma vida indecente.

Portrait de femme de la maison de la rue d’Amboise (1892) _ Óleo sobre tela

1892_Portrait de femme de la maison de la rue d'Amboise _ Óleo sobre tela

Em 1892, a dona de uma maison close encomendou a Toule retratos das mulheres que moravam e trabalhavam ali, e ele fez um conjunto de 16 pinturas ovais para a decoração do luxuoso salão de entrada.

Os retratos ovais tinham um caráter ambíguo, celebravam a importância daquelas mulheres – como na tradição de retratos de imperadores, reis, rainhas e pessoas ilustres que adornavam palácios -, mas também serviam como publicidade, oferecendo-as como objetivo de consumo aos clientes da casa.

As duas amigas (1894)_óleo sobre cartão

1895_As duas amigas_óleo sobre cartão

O clima calmo e intimo. As duas mulheres se abraçam e parecem se acariciar em busca de afeto, satisfação, consolo ou proteção. Elas estão no famoso divã vermelho do salão de entrada da maison close, provavelmente durante o breve tempo livre em que aguardavam o próximo cliente.

Seule (1896)_ óleo sobre cartão

1896_Seule _ óleo sobre cartão

Minha pintura favorita da mostra foi Suele (só). Um estudo feito para uma das litografias que compõem o álbum sobre o cotidiano das mulheres que viviam em bordeis, chamado Elles (Elas) publicado em 1896.

Uma mulher de roupas brancas está deitada na cama; suas pernas vestidas com meias pretas pedem para baixo. Seu corpo parece se fundir com os lençóis, como se fossem feitos da mesma matéria. Isto é enfatizado pelo fundo castanho do cartão sobre o qual a pintura é feita que une todos os elementos representados pelo artista – mulher, cama, lençol, travesseiro, quarto.

As pinceladas de tinta a óleo são rápidas e leves, porém expressivas, sobretudo na cor branca que dá volume e definição a imagem. O resultado é um trabalho bastante sintético, feito com poucos elementos, mas de grande carga emotiva. É considerado um dos trabalhos mais fortes do artista.

Uma possível leitura é a da mulher finalmente a sós com seu corpo, seus pensamentos e sonhos. Talvez sugira algo dramático: uma mulher exausta, massacrada pela vida da prostituição, sujeita às regulamentações da polícia, ao controle da dona do bordel, à competição com as outras mulheres e ao ciclo constante de clientes.

Moulin Rouge (1891) _ Litografia

1891_Moulin Rouge _ Litografia

Este cartaz foi colocado nas ruas de Paris para divulgar a apresentação da dançarina Louise Weber (1866-1907) conhecida como La Goulue – a gulosa – e de seu parceiro, Velentin le Désossé – o desossado, que se chama Jules Renaudin (1846-1947). O cartaz fez um enorme sucesso e consolidou a fama de Toulouse como cronista parisiense.

Em dezembro de 1891, ele escreveu à sua mãe contando a novidade, e também ao grupo belga Les XX perguntando se poderia envia-lo à exposição que estavam organizando em Bruxelas.

Na imagem, vemos o corpo flexivel de Valentin em primeiro plano e, ao fundo, uma multidão de espectadores como silhuetas em um teatro de sombras. No centro da composição, um grande volume branco mostra La Goule levantando sua saia e mostrando sua roupa de baixo. Era algo escandaloso para época, e talvrz por isso seja uma área da gravura em muito detalhamento.

O Moulin Rouge foi o primeiro cabaré a ser iluminado com luz elétrica em Paris, e Toulouse faz o penteado da Gliuse replicar as luzinhas amarelas do lugar.

Jane Avril no Jardim de Paris (1893) _ Litografia

1893_Jane Avril no Jardin de Paris _ Litografia

Jane Avril foi uma dançarina de cabaré mais famosas no final do século 19 em Paris e grande amiga de Toulose que a retratou diversas vezes. Sua história é impressionante: Filha de uma cortesã, teve um infância difícil e fugiu de casa aos 13 anos. Em seguida, após ser diagnosticada com a “dança de São Vito”, distúrbio neurológico que afeta a coordenação motora, foi internada no hospital Pitié-Salpêtrière para mulheres histéricas, em Paris. Durante um dos bal des folles, ou seja, o baile das loucas do hospital, Avril começou a dançar e, segundo conta em seu livro de memórias, encontrou cura para seu disturbio e também sua vocação artistica.

Jane Avril encomenda um cartaz para sua apresentação no cabaré que ficava na avenida Champs-Élysées, em Paris. As poucas cores e grandes dimensões seria colocado nos muros da cidade e foi criado de modo a chamar a atenção dos pedestres apressados.

No cartaz, a mão de um músico e seu instrumento tranformam-se numa moldura para a dançarina e fazem um paralelo com suas meias pretas. Vale ressaltar que apesar de toda a sugestão de festa e divertimento, Avril tem o olhar distante, e Toulouse – Lautrec parece duvidas das promessas fáceis de felicidade da nascente indústria de entretenimento.

Troupe de Mlle Églantine (1896) _ litografia

1896_Troupe de Mlle Églantine _ litografia

O fundo amarelo do cartaz pode ser associado à imoralidade: desde a Roma antiga até o século 18, a cor era usada para representar cortesãs; no século 19, passou a ser associado às prostitutas, que muitas vezes usavam roupas amarelas para serem facilmente vistas à noite.

Em 1899, Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica. Ao sair é constantemente vigiado para que não beba e não volte a frequentar os bordéis, vigilância que ele consegue burlar. Sua saúde vai-se deteriorando cada vez mais, até que, em 1901, não é mais capaz de viver sozinho. Henri despede-se de Paris com a certeza de que está com os dias contados. Sofre ataques de paralisia e quase não consegue mais pintar. Em 9 de Setembro de 1901, Henri de Toulouse-Lautrec morre, em consequência de um derrame.

Curiosidade:

Henri sofria de uma doença genética chamada: Pycnodysostosis, caracterizada por ossos frágeis e baixa estatura, Toulouse não ultrapassou a altura de 1,52 m. Tornou-se um homem com corpo de adulto, mas com pernas curtas de menino. Essa doença foi ocasionada por ter sido gerado por pais que eram primos de primeiro grau.

A exposição será exibida até 01/10. A entrada é franca as terças. E eu pretendo revê-la.

sarah adulta eu

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Cabo Frio em um dia

cabo frio em um dia

 

Esse verão o mar na Região dos Lagos está excepcionalmente lindo e ver as fotos por aí me deixou querendo muito ir ver de perto. De fato, o mar estava perfeito então achei que valia uma dica rapidinha aqui. Cabo Frio fica a 3 horas de viagem do Rio de Janeiro e umas 2 horas de Niterói, então é bem válido passar só o dia lá se for alguém de fora vindo passar umas férias no Rio ou alguém daqui mesmo que prefere trocar a diária do hotel por cerveja.

Meu pequeno roteiro incluiu duas praias, uma visita à rua dos biquínis e ainda dava pra espremer mais um ponto turístico no meio. Primeiro, chegamos na praia do Peró as 10h. Essa é uma praia um pouco mais afastada do centro da cidade e, com isso, estava bem vazia. Me surpreendi inicialmente – mesmo sendo uma segunda feira – a semana entre o natal e o ano novo era perfeita pra galera tirar férias né? Depois, até que fez sentido.

praia do peró cabo frio região dos lagos

Mar calmo, límpido, lindo e praia vazia… já está perfeito?  Foto completamente sem edição 😉

A praia é bem comprida, então tem vários pontos de acesso um tanto distantes uns dos outros. Segui as indicações do Google Maps e foi ótimo, a partir da estrada principal entramos em uma estrada de terra e em menos de cinco minutos chegamos em uma região super tranquila da praia (mas não tão vazia que nos fizesse desconfiar). A sinalização por placas nessa parte da cidade não é lá muito boa, mas dava pra se achar também.

O mar estava muito calminho e ao longo da manhã vi várias crianças se divertindo horrores por ali. Eu normalmente tenho um certo medinho de mar, mas esse dia era impossível se assustar. Ali onde eu estava o mar era até bastante raso até bem longe da praia – não cheguei a tanto mas era fácil observar rs. A água estava absolutamente transparente, e aquela cor verde-azul perfeita que a gente sempre associa ao Caribe. Até a temperatura estava muito boa – nessa região toda a água costuma ser bem gelada, mas estava só friazinha na medida certa pra aliviar o calor.

Almoçamos por lá mesmo, uma carrocinha que vendia um prato bem servido de churrasquinho com arroz, farofa, molho a campanha e salpicão, estava bem gostoso – principalmente considerando o preço – 15 reais só! 😉 Quando era quase uma hora da tarde saímos em direção a nossa segunda parada.

A rua dos biquínis fica a uns 20 minutos dali, em uma região bem mais central da cidade. Ali já é tudo muito bem sinalizado, impossível não encontrar. Pra quem não conhece, a tal da rua dos biquínis é uma coisa intermediária entre um calçadão com toldo e um shopping aberto. Acho que depende mais dos seus padrões de comparação rs. São muitas lojas e ao mesmo tempo não tantas (?!), com toda variação de preços. A peça em promoção mais barata que vi nas vitrines era 10 reais, e a mais cara (que obviamente também foi só pela vitrine) era uns 150 reais. Todas as lojas que entrei vendem as peças de cima e de baixo separadamente, o que eu considero vantagem em relação à maioria das lojas que vejo em Niterói.

rua dos biquinis cabo frio

Reavaliando agora, talvez fosse melhor passear por ali no fim do dia (mais fresco)…

Digo que são muitas lojas porque não dá pra entrar em todas (claro que depende de suas habilidades compradoras e paciência), mas não são tantas assim porque rapidinho você chega no final da rua e nem percebe. Além disso, muitas marcas têm mas de uma loja ali (uma em especial eu vi umas três ou quatro) e isso engana né, porque as peças são as mesmas em todas elas. Ficamos ali 1h30, entramos em umas seis lojas, só em duas delas achamos que valia experimentar. Claro que tanto eu quanto a irmã tínhamos um certo objetivo ali e não queríamos perder muito tempo de praia, então por isso foi quase rápido.

Só pra ficar de registro, ali na rua em si não tem lugar pra almoçar (talvez em volta, mas não procurei) – só tem uns quiosques de churros, caldo de cana, água de coco, etc. e um lugar de mate e que tinha uns salgados.

Depois, seguimos para a praia do Forte. Nosso objetivo era visitar o próprio Forte de São Mateus antes de descer pra areia, mas o calor do passeio pela rua dos biquínis, mais o sol forte que enfrentamos entre o carro e a orla e acumulados com o susto que levamos ao ver a areia nos fizeram desistir de andar mais uns dez minutos, no mínimo. A praia também é bem comprida e mesmo a gente indo pro lado mais perto do forte, com a dificuldade de achar vaga acabamos estacionando um pouco distante.

praia do forte cabo frio

De novo, o mar lindo. Mas a praia lotaaaaada… E o forte lá no fundo.

O susto ao olhar pra areia veio de fato da quantidade de gente que víamos sobre ela. MUITO CHEIO. Mesmo sendo umas três da tarde já, foi difícil achar um buraquinho entre as barracas mais perto da água pra esticarmos nossas cangas. Nosso único motivo pra não virar as costas e voltar pro Peró foi a água, ainda mais azul e parada. Sério, parada. Parecia uma piscina, nem se mexia. Mesmo assim, não tinha aquela cara de água parada. Incrivelmente limpa, friazinha também na medida certa pra aliviar o sol (e potencialmente enganar a pele também), tinha até peixinhos nadando por ali – mesmo com o grande movimento de gente e barcos. Nesse momento ficamos um pouco tristes de irmos só nós duas, era uma pena ter que se revezar e não poder ficar muito tempo na água.

Consequentemente à quantidade de gente por ali, o comércio também era bem maior do que no Peró. Tinha barraquinhas de pizza, churrasquinho, biquíni/canga/chapéus, ambulantes vendendo até ostra e recarga de celular! O que nos pareceu o motivo maior pra essa diferença de movimento entre as duas praias foi o acesso. Na estrada até o Peró não vimos nenhum ônibus e, mesmo os condomínios de casas que vimos por ali eram um pouco distantes dessa entrada que ficamos – então o acesso era só de carro mesmo. Já a praia do Forte fica em uma região bem central, com muito movimento de ônibus e muitos prédios em volta.

praia do forte cabo frio um dia

Saímos às 16h da praia porque estava cheio, quente, nada confortável e eu, que não tinha dormido muito, ainda tinha que dirigir de volta. Mas ainda dava pra ter passado no forte tranquilamente, se o objetivo é conhecer o máximo possível em um dia só! Quando eu voltar lá e conseguir visitar o forte, posso fazer uma atualização aqui, pode ser?

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Esperança ou Apocalipse–Parte II

ano novo fim do mundo adultaeu

 

Como prometido, aqui vai a parte mais divertida da minha ideia de post de ano novo! Como eu havia falado na parte I, pelo jeito que as coisas andam não ter esperanças é igual a esperar sentado pelo fim do mundo. E se é pra esperar sentado, a gente pode deixar o Netflix ligado né?

Pensando nisso, aqui vai uma lista de filmes e séries para podemos rir sadicamente do nosso destino eminente, ou até tentar pensar em algumas técnicas de sobrevivência Winking smile

1. Gotham

Vi alguém falando recentemente que o Rio de Janeiro estava parecendo uma Gotham sem o Batman. Não sei nada de quadrinhos ou universo DC, mas estou adorando assistir a série. Gotham pode representar na prática qualquer grande cidade corrupta, onde a violência vai prevalecer e as ameaças vão parecer cada vez mais surreais (como os assaltos de velho oeste na UFRJ).

2. Sentidos do Amor

Esse é um filme que apareceu em alguma lista que eu vi recentemente de melhores títulos independentes que tem no Netflix. O cenário é absolutamente verossímil, o que deixa um tom bem sensível à história que acontece em meio ao estouro de uma epidemia nova e estranha, em que as pessoas têm ataques emocionais seguidos pela perda de um dos sentidos. Assim, mostra a história de uma epidemiologista e um chef de um restaurante em meio a essa crise, onde as rotinas normais de vida aos poucos param de se aplicar e as pessoas continuam buscando não só sobrevivência mas também manter os pequenos prazeres de se estar vivo.

3. 12 macacos

Esse é um filme de ação incrível dos anos 90, mas que se passa em um futuro onde a humanidade foi atingida de forma drástica por um vírus. Tem viagem no tempo, uma epidemia mortal, questionamentos sobre a loucura, o Brad Pitt louco e o Bruce Willis sendo o Bruce Willis – tudo somando em um ótimo filme de ficção científica e ação. Fizeram uma série recentemente, mas ainda não assisti – talvez valha uma maratona perto do ano novo rs.

4. O doador de memórias

Não li o livro, mas ouvi dizer que o filme é uma boa adaptação então não vou me incomodar em basear minhas opiniões só nele. Nesse filme, o cenário também é futurista, onde é criado um mundo sem emoções, sem liberdades, sem cores e sem memórias com o objetivo de proteger a humanidade dos prejuízos que tudo isso pode causar. Acho um bom filme pra essa lista apocalíptica por discutir o papel de cada indivíduo em uma sociedade, ainda que de forma fantasiosa, aplicam-se questões sociais importantes. Esse entra na categoria de desastres que podem acontecer quando se tenta prevenir um futuro inevitável.

5. Black Mirror

Claro que não poderia faltar a série mais queridinha do momento. Cada episódio tem uma história independente e, com isso, não há um cenário comum para a série como um todo. Ainda assim, o ponto comum entre todos os episódios é como, de alguma forma, a tecnologia pode destruir as pessoas. Uma parte do sucesso é o fato de alguns episódios parecerem bastante verossímeis, e também o sentimento de identificação que aparece as vezes. Ainda não assisti todos os episódios – não é uma boa série para maratonas, preciso de tempo pra digerir cada um – mas em quase todos se cria um cenário em que eu via a plausibilidade daquilo acontecer de verdade. Não acho de forma alguma uma realidade distante, uma realidade meio doida sim, mas bem próxima àquela em que vivemos.

Preparando a pipoca para assistir o fim do mundo televisionado em 3, 2, …

clarissa adultaeu

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Trilha rumo ao Cristo Redentor

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“A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer.” Bob Knight

Eu e Clari praticamente inauguramos o blog contando sobre trilha. E eu aproveiteo o feriado de 12/10 e fiz uma nova trilha aqui no Rio, a trilha Parque Lage – Cristo redentor. Aliás.. Tem coisa mais carioca que visitar o Cristo Redentor? Na verdade tem… poucos moradores do Rio vão ao Cristo.

Devo essa experiência a Marilia, que foi a guia dessa trilha. Essa pessoa é minha irmã gêmea, nós também não sabíamos disso quando fomos nos inscrever na Pós Graduação de Gestão e Gerenciamento de projetos.

Voltavamos da pós na terça 11/10, super tarde, pegamos chuva e tudo, e Marilia me persuadiu dizendo que “Amanhã vai ser um dia lindo e você vai preferir ficar dormindo?! Sua cama vai estar lá quando você voltar da trilha. Nem vai acabar tarde!”. Ela disse muitas verdades e uma mentira. A trilha demorou mais do que havíamos previsto.

Acabei despertando as 6:30 do dia 12/10 e o dia estava lindo. Céu azul, fresquinho. O típico dia perfeito para fazer trilha ou para ir para praia. Exceto que eu não estava preparada. Eu não tinha tênis. Porém, percebi que eu ia me doer de raiva quando visse as fotos maravilhosas que a Marilia iria postar. Então, decidi que ia de sapatilha. Obs: Não faça isso.

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Cheguei no Parque Lage as 11h, fiz um lanche enquanto aguardava o pessoal. A subida começa por baixo do parque e é muito bem sinalizada. São 2h para subir e 1h e meia para descer. Uma pessoa do grupo assina a lista da morte, ultima foto e vamos subir.

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A trilha é uma subida infinita dentro da mata. O que favorece na proteção contra o sol. Prejudica na falta de mirantes. A parte inicial da trilha é tranquila. Porém, para os medrosos é importante alertar tem trechos onde “escalaminhar” é necessário. Obs: Até fiz um vídeo.

Uma das poucas vezes que podemos ver a paisagem durante a caminhada

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Cruzando com o trem que sobe até o cristo

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Cumprimos a trilha com aproximadamente 2h. Eu achei a trilha do Morro Dois Irmão mais fácil. Não recomento para quem tem medo de altura por causa da subida na pedra. Vale ressaltar que pagamos R$24,00 (em dinheiro).

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Na hora de voltar começou uma dúvida: voltar pela trilha, pagar vinte e tantos reais para descer de van, ou descer pela estrada até o catete.

Decidimos não gastar dinheiro com a van, e como estava tranquilo descer pela estrada optamos por “tentar” chegar ao Cosme Velho. Nós falaram 1h e meia a realidade foi outra.

O passeio continuava agradável, mas a fome foi apertando. Após umas 2 horas andando descobrimos um ponto de ônibus aleatório, descobrimos também que estávamos perto de Santa Teresa e acabamos a jornada comendo um maravilhoso prato de comida no bar do adão na Lapa.

Moral da história: Nem sempre o caminho aparentemente mais fácil será o melhor ou o mais curto. Mas independente da sua escolha as coisas te levarão para algo melhor. Também, não podemos avaliar se a outra opção teria sido melhor, pois não tivemos a oportunidade de viver o ônus dessa opção. Por fim, a vida é feita de escolhas, honre o seu caminho, se esforce, dê o seu melhor, evite olhar para trás. A recompensa chega. Quanto mais esforço, Mais gostoso.

Importantíssimo acrescentar: Não sabíamos mas era aniversário de 85 anos do Cristo! Grande benção! (obrigada por me lembrar Marília)

Até a próxima!

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Mamonas – O musical

Mamonas O musical

Pra ler ouvindo:

Essa semana eu fui ao teatro e achei que valia um breve texto de recomendação. A peça: O Musical Mamonas. A historia é que uns amigos iam assistir e me convidaram, mas na hora de comprar o ingresso escolhi a data errada – a culpa foi do site – então acabei indo com a minha irmã, sem saber praticamente nada sobre a montagem. Ou seja, não deu tempo de criar expectativa (essa informação vai ser útil daqui a pouco).

Theatro Net Rio

Primeiro, sobre o local. O teatro é  localizado em Copacabana e fica bem ao lado do metrô, o que é um ponto positivo pra mim. Mas ao chegar lá, demorei a entender que estava no lugar certo. Ele fica dentro de um shopping que não tinha cara de que teria um teatro dentro e até a gente subir as escadas não tinha uma plaquinha indicando nada. Como não conhecíamos o lugar (ou sequer a região direito) tivemos que utilizar um recurso muito tecnológico e desconhecido de alguns jovens adultos – pedimos informação ao segurança. :p
Bom, chegamos e resolvemos esperar o primeiro sinal tomando um refrigerante na lojinha lá dentro. Até que fomos solicitadas a ceder nossos lugares a uma família que iria consumir mais. Sem estresse, mas pontos negativos pro Net Rio foram computados internamente. Ao buscarmos nossos lugares, mais pontos negativos. Nenhuma indicação dos assentos e quando chegamos ao balcão não havia nenhum funcionário para auxiliar. Quando este chegou, encontramos nossos lugares e sentamos. Aí que o guarda-corpo cobria praticamente toda nossa visão do palco. Como eu falei, eu não procurei saber nada do local com antecedência, só comprei os lugares na fileira que os amigos tinham escolhido (3 dias antes, mas detalhes detalhes). Nessa hora minhas expectativas foram de zero a inferno congelante. Até o espetáculo começar.

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Por diversos momentos eu até esquecia que estava na pontinha da cadeira e só via os atores da cintura pra cima (aliás, uma parte do bloqueio da visão sai quando a peça começa). As músicas dos Mamonas Assassinas já são naturalmente contagiantes, e o início do show é  recheado de referências musicais em arranjos incríveis (tá, não sei se usei a palavra certa – o que quis dizer é que as paródias, mashups e transições entre elas me agradaram muito). Tem Legião, Beatles, Guns, Engenheiros do Hawaii, Titãs… achei bem incrível!

Quanto a história, eu não conhecia nada da trajetória da banda, então não faço ideia se a peça foi acurada ou não. Mas o que eles contam é inspirador, desde um começo meio aleatório e muita batalha pra serem ouvidos como uma banda de rock progressivo chamada Utopia. Foram mais de 2h30 de apresentação, palmas pro elenco! Como não podia deixar de ser, o clima predominante da peça é de comédia.

Não sei o quanto isso é perceptível em mim, mas eu não sou muito chegada a comédias. É que sempre acabo achando algo ofensivo, ou repetitivo, ou só não vejo graça mesmo. Dito isso, acho que o roteiro cometeu alguns deslizes evitáveis na minha opinião – mas não na opinião do resto do teatro, que era só risada. Tinham duas boas tiradas de meta-linguagem, mas eram as mesmas duas repetidas o tempo todo. Sério, ninguém mais se cansa? Outra coisa que me irritou bastante, piada gordofobica. Principalmente, porque era um ator obeso reforçando estereótipos (inferiorizantes) de comédia  sobre homens e mulheres gordas. O mesmo com o ator de ascendência oriental.

All in all, ainda recomendo bastante – como musical. Achei bem produzido, bem executado, bem nostálgico – mas daquele jeito animado, sabe, nada pra baixo. Continua em cartaz aqui no Rio até o dia 14 de agosto e depois vai para Belo Horizonte.
Se alguém ficou interessado em assistir, tenho duas recomendações especiais:
  • Se estiver dentro das suas possibilidades financeiras, escolha um lugar embaixo e na frente. Entre o fundo do primeiro piso e a frente do segundo, acho que prefiro o segundo. Lembrando que eu sou baixinha e uma pessoa mais alta pode ter um experiência bem diferente.
  • Vá com a cabeça aberta, sem se preocupar em desconstrução de conceitos. Esquece tudo que eu falei sobre as piadas e se divirta. Eu me diverti, não o tempo todo, talvez não tanto quanto as outras pessoas – mas me diverti.

*obs: perdoem a falta de fotos originais, não podia durante a apresentação e do lado de fora estava sempre muito cheio (e eu não estava tão afim assim).

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2016 e a necessidade de saltar de paraquedas

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Lhes escrevo após viver um rush de adrenalina que foi a minha experiência desse domingo 17/07. Mas, como diria o Jack Estripador, vamos por partes.

O ano de 2016 está sendo meio bunda, muitas coisas, que não estão dentro do meu controle, mudaram e com isso toda a minha perspectiva de vida mudou. Minha psicóloga não cansa de tentar me convencer que é um ano de aprendizagem e a cada dia que passa estou mais madura. Honestamente, eu estou me sentindo um mar de emoções, travando uma luta constante entre o desanimo e positividade. Mas… como estou determinada a passar por isso, comecei a pensar em alternativas de tornar esse um ano memorável.

Eis que surge uma promoção no Groupon do salto de paraquedas, aquele e-mail ficou na minha cabeça por 2 dias inteiros. Perguntei pro meu namorado se ele saltaria e ele disse “sim”. Resolvi clicar novamente e, inacreditavelmente, estava ainda mais barato. Então pensei: “É agora!”. Marquei o salto para o dia 17/07 que era um dia simbólico para mim.

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Foram várias recomendações antes do salto, selecionei algumas mais importantes:

  • O salto de batismo precisa ser duplo, ou seja, você salta com um instrutor. Meu namorado achou essa condição muito desconfortável.
  • O limite de peso do aluno de salto duplo é de 90kg utilizando um equipamento padrão.
  • Não é necessário nenhum tipo de exame medico para o salto duplo.
  • Use roupas confortáveis e tênis.
  • Não se deve beber 48h antes do salto.
  • Você deve se alimentar bem antes do salto para não enjoar.
  • Você não consegue saltar junto de seu amigo, namorado ou qualquer coisa. Na verdade, você mal consegue vê-lo durante o processo.
  • Você não pode saltar com a sua câmera. Para isso é preciso ter executado 50 saltos.

Chegamos no local do salto as 8:30 e fizemos um rápido curso onde informam as 5 coisas que você precisa precisar fazer durante o salto:

  1. Coloque a cabeça para traz na hora do salto.
  2. Segure as alças do traje.
  3. Dobre as pernas para traz, isso estabiliza a queda.
  4. Quando o instrutor te tocar significa que você pode abrir os braços.
  5. Na aterrisagem tem que levantar as pernas para você terminar o voo sentadinho.

Enquanto aguardávamos eu estava tão nervosa que me tornei a maníaca do sorriso:
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Até o instrutor desistiu de mim… (risos)

Então imaginem um teco-teco barulhento que sobe muito, mas muito alto. É assim. Entulhado de gente. Eu fui escolhida para ser a ultima a saltar. Na hora, tive todas as vontades do mundo: vomitar, fazer coco, fazer xixi. Do nada você escuta: “PEN PEN PEN!”. Juro! Aquele barulho típico de quando deu pani no sistema. Mas, na verdade, é o anuncio que os saltos vão começar.

O paraquedista amarrado em você te direciona para a beirada do avião. Não dá muito tempo para pensar. Só tem espaço para o vento e a adrenalina. 200km/h e você mal consegue respirar – é sério – é necessário dar um grito para soltar o ar que está no pulmão, a impressão para mim foi a de renascer – sabe quando o neném nasce e ele precisa chorar para o pulmão funcionar? É isso! Só que no grito.
E o sorriso não saiu do rosto nem 1 minuto. Acho que piorei o dano cerebral que já tinha. Ao menos, espero ter produzido muitas endorfinas.
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Coisas que vale a pena mencionar: No momento da queda estava tudo muito instável, isso porque eu esqueci de levantar as perninhas; você não sente dor com o tranco do paraquedas abrindo; o instrutor solta um pouco o cinto após a abertura de paraquedas e isso dá um susto; a aterrisagem é tranquila, de bumbum, mas você tem que cooperar.

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Eu queria ter postado o vídeo aqui no blog, mas está muito pesado. Vou ver que mágica faço e posto depois.
Gostaria de agradecer ao meu namorado por ter participado dessa empreitada comigo e ter sido o melhor companheiro de aventura, eu não teria coragem de ir sozinha.
Achei tudo uma delicia, mas realmente é para os fortes. Se você tem vontade, saiba que vale muito a pena!

Ficou com alguma dúvida? Comente que eu respondo!

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Em que ano estamos?

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Que a moda se recicla, todo mundo já sabe. Não foi surpresa quando os anos 90 começaram a invadir 2016 nesse quesito, com a reafirmação dos croppeds, as gargantilhas, as cores dos batons etc. Mas daí, outros elementos da cultura da nossa infância começaram a voltar e nós queremos revogar nossos papéis de adultos! (não que estejamos fazendo tanto uso desse título anyway)

Primeiro saiu o trailer do filme live-action A Bela e a Fera, da Disney! Pra derreter de vez o nosso coração, o fizeram igualzinho ao trailer do longa de animação de 1991 (aquele fez a gente desejar mais que tudo uma biblioteca infinita). O vídeo da comparação a gente tinha compartilhado na nossa page do Facebook há cerca de um mês atrás, e coloco aqui o trailer inteiro porque é lindo.

Agora em julho, o hit Wannabe das Spice Girls comemorou 20 anos de lançamento e foi usado em uma campanha da Global Goals para perguntas às meninas e mulheres do mundo todo “What do you really really want?”. Um dos objetivos é através da hashtag do projeto coletar imagens de nós dizendo o que nós queremos, como educação de qualidade, igualdade de salários, e tudo mais que precisamos ainda lutar tanto para conseguir.

Pra completar, a Geri, Emma e a Mel B anunciaram que vão voltar em um novo grupo chamado GEM (estou até curiosa pra ver no que vai dar, mas elas nunca conseguiram emplacar sem o grupo completo né?).

Nos anos 90 a clonagem era hot topic no que dizia respeito a ciência. Em 1998 foi proibida a clonagem humana (em debate desde os anos 70), como forma de nos prevenir contra uma técnica promissora mas potencialmente perigosa eticamente. Esse ano temos o CRISPR emplacando as discussões sobre ética no uso e manipulação de genomas, e com todas as promessas que ele traz. Pra explicar rapidinho, a técnica (criada por duas mulheres cientistas, vale notar) permite cortar o DNA em locais muito bem definidos e, com a ajuda de mecanismos naturais da célula, reparar esse corte inserindo pedaços de DNA corretos (potencialmente, podendo curar uma doença genética por exemplo). Uma das criadoras da técnica explica bem melhor que isso nesse vídeo aqui: (e se me deixar, vou ficar horas aqui falando sobre ciência ;))

Outra notícia que nos faz sentir nos anos 90 é a chegada do Pokémon Go! É aquela coisa, se me perguntassem a uns 20 anos atrás o que eu queria ser quando crescesse, a resposta não era difícil: treinadora pokémon (óbvio, quem não?!). Se alguém ainda não viu do que se trata é um jogo de smartphone em que você pode capturar pokémons na vida real, nos lugares que você anda e tal. Ainda não saiu a versão oficial brasileira, mas eu já botei minhas mãos em uma versão pirateada por alguém e tem tantos bugs que só aumentou mais a minha expectativa! Mal posso esperar pela chegada da versão oficial 😀

A última coisa que eu estou me lembrando de colocar aqui agora é o novo álbum do Blink 182 (recomendo muito she’s out of her mind e no future!).

Pra mim, eles foram mais marcantes nos anos 2000 mas a verdade é que o sucesso do veio mesmo em 1999 – com um dos hits sendo muito apropriado para fechar esse post.

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Participando de um desafio fotográfico #desafioprimeira

 Desafio Fotográfico

Mês passado resolvi participar do desafio da Luh Testoni no instagram e, agora, vim contar o que achei. Assim que funciona: todo mês ela elabora e divulga uma lista com um tema por dia daquele mês, e todos os dias a gente vê o tema e posta uma foto, usando a #desafioprimeira.

desafioprimeira maio
Aliás, ela também tem um canal no Youtube onde posta alguns vídeos com conceitos de fotografia para iniciantes, algumas dicas simples e tal. Se você, como eu, está querendo mergulhar nesse mundo de fotografias vale a pena ir lá dar uma olhada.

A ideia, até onde eu entendo, é exercitar a criatividade. Usar esses temas pré-definidos para pensar em uma fotografia e fazê-la da melhor forma possível. Outros motivos para eu querer participar eram me exercitar no modo manual da câmera, nas edições, e também fugir um pouquinho da sobrecarga de selfies (iguais) que era o meu insta.

Até que consegui participar de muitos dias, sem desistir mesmo pulando um ou outro. Ainda não foi o suficiente para eu me familiarizar completamente com o modo manual, mas já melhorei um pouco. Participar da hashtag também foi ótimo, encontrei diversos perfis com fotos lindas que passei a seguir. A interação parece ser bem levada a sério pelas pessoas que participam do desafio, e isso é divertidíssimo.

Nem todas as fotos foram tiradas especialmente para o desafio, como essa. Mas achei que se encaixava bem.


Também não fiquei completamente feliz com o resultado de algumas, como essa, mas por ser bem do inicio do mês achei que deveria postar para não desanimar.

Mas algumas eu gostei bastante, mesmo sendo de celular e editada só no VSCO.


Fiquei feliz de conseguir tirar algumas exatamente como eu queria, sem precisar de grandes edições.


Por outro lado, algumas eu fiquei feliz com a edição (sem apps, no computador mesmo!). O que pra mim é um grande passo 🙂

Esse mês não vou participar, algumas coisas me desanimaram. Ao acompanhar todos os dias do desafio na #desafioprimeira, comecei a ser capaz de prever quais as fotos que as pessoas iriam tirar, e perceber que são sempre as mesmas pessoas que eu curto as fotos (e se eu já as sigo, não tem muita novidade). Assim, o estímulo para a criatividade se perde um pouco.
Outra coisa que aconteceu, é que as vezes eu tirava fotos que realmente gostava e não postava para não “atrapalhar” o desafio. Não gosto de postar muitas fotos no mesmo dia, até porque não curto muito quando as pessoas que aparecem no meu feed fazem isso, e também me sentia meio que “roubando” a brincadeira ao tentar encaixar um tema na minha foto, ao invés do contrário.

Concluindo, foi divertido mas não o suficiente para me prender por tanto tempo. Foi um bom estímulo para eu começar a me dedicar mais a esse hobbie, e é provável que eu participe outros meses. Por outro lado, não gosto de me sentir limitada (o que também é um motivo para eu não querer seguir temas muito estritos no meu feed).

Se já participou do desafio deixe seu comentário aí embaixo! Se não participou ainda, comenta também 🙂
Para não perder um post, segue a gente no facebook e no Bloglovin.

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Como acabar com um relacionamento

Estava eu outro dia na barca, entre dois homens e os dois digitavam ansiosamente no celular com suas respectivas tendo DRs. Curiosa, eu ficava “discretamente” lendo a quantidade de drama nas mensagens… Lógico que eu não sei exatamente o motivo das brigas… Mas isso motivou o post de hoje.

Então, quem ai já viu o filme como perder um homem em 10 dias?! Se não viu, deveria. É uma comédia bem água com açúcar. Sem querer dar spoiler, mas já dando um pouquinho, Seria possivel uma pessoa carente, pegajosa, dominadora, insegura, consegue manter um relacionamento saudável? Bem… Eu particularmente acho que não. Obs importante: Qualquer comportamento descrito aqui é independente de gênero.

Então vamos lá:

Seja extremamente ciumento(a): Não permita que ele(a) mantenha contato com pessoas supostamente atraentes. Afinal, ele pode acabar encontrando alguém melhor do que você comprando um pão.

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Cobre demonstração de carinho: Estilo filme romantico… Vale tudo! Mensagens/ ligações/ Curtidas/ Qualquer outro breguete desse que as mídias sociais inventaram. Principalmente com plateia. Afinal?! Quem ama demonstra! Mesmo que seja forçado.

Diversão?!:  Só está aprovada se for com você

Reprodução

Se arrumar para sair?! Para que?!: Você já não está num relacionamento. Para quem você está querendo ficar bonito?

Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

DRs: Quebrou um copo? Passou mais tempo que o “necessário” na rua? Saiu com os amigos e não te avisou antes? Não atendeu o celular na hora q você ligou? Sempre é hora de discutir o relacionamento! Alias é essencial em uma DR levar aquela lista de todas as coisas erradas que a pessoa já fez desde o nascimento;

Brincadeiras a parte, é essencial para qualquer relacionamento que cada individuo se ame e respeite a individualidade do seu parceiro(a). Lembre-se: “O relacionamento mais essencial é de você consigo mesmo”. Antes de gostar de alguém, aprenda a gostar de quem você é. Não para conquistar o outro. Autoconhecimento é um exercício diário e super importante. Conhecer suas qualidades e defeitos e lidar com isso é o primeiro passo.

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De coração, após ler esse post dedique 5 min, pare e pense “o que te torna especial”. Procure desenvolver autoconfiança todos os dias e todos os momentos. E tenha certeza de que nenhum parceiro(a) é a ultima bolacha do pacote.

E importante: Isso aqui não é uma autoajuda! mais para frente faremos um post sobre a importancia da terapia.

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Como fingir ser inteligente

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Ultimamente reparei que as pessoas gostam mais de gastar seu tempo fingindo que são do que realmente se esforçando para ser.
Ser qualquer coisa.
Toda essa situação política brasileira atual, tão dividida e cheia de intolerâncias, é alimentada por pessoas que não querem que o povo pense. Por isso resolvi escrever esse texto; assim, quem sabe, de tanto fingir ser inteligente alguns não param realmente pra pensar.

Na vida real

  • Ao conversar com alguém, nunca grite. Gritar é o atestado da falta de argumento, e pra fingir ser inteligente você tem que fingir ter argumentos, né?
  • Nas suas conversas também, preste atenção no que seu interlocutor está falando. Vale até fazer pose de pensativo. Quando você para pra ouvir, você até corre o risco de aprender coisa ou outra.
  • Ande sempre com um livro por perto e, em qualquer oportunidade, tire ele da bolsa. Pode ser um romance, crônicas e até auto-ajuda – o importante é ser visto lendo. Aliás, enquanto você está olhando praquelas folhas cheias de letras aproveita pra ler de fato algumas páginas, afinal pode demorar um pouco até que alguém repare que você está ali (ainda mais com um livro).

Na internet

  • Quer compartilhar um link no facebook? Garanta que ele seja de uma boa fonte, assim as pessoas vão pensar que você se mantém atualizado pelos meios cultos – e não pelas manchetes que passam voadas pelo seu feed.
  • Aliás, por que não lê-lo de fato? Assim você ainda ganha mais pontos fakes de inteligência por fazer um comentário junto com o link compartilhado.
  • Está escrevendo? Use, no mínimo, o corretor de ortografia do word. Se quiser dar um passo além, use um dicionário online para buscar alguns sinônimos – você também corre o risco de aprender palavras novas.

Só não vale fazer como o Joey.

Alguém tem mais alguma dica? Deixe nos comentários 😉

*obs: caso não fique claro, esse é um tutorial fake e irônico (mas com um pequeno fundo de verdade).

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