Posso te fazer uma pergunta?

Posso começar diferente? Posso escrever um texto só com perguntas?

O que a rede social significa? Conecta as pessoas? Desconecta as pessoas da vida real? O que aconteceu com a privacidade? Ou melhor, a privacidade existe? A privacidade persiste?

O que um like significa para você? O que significa compartilhar selfies? Você passa horas em programas de edição de imagem? O que você sente ao tirar mil fotos para escolher uma? O que significa compartilhar o que se está fazendo 24/7?

O que você espera quando posta? Sentir-se amado? Sentir-se importante? Instigar o questionamento?
Porque registrar todos os seus momentos online? Qual é a compensação? Você critica o modo como as pessoas usam a rede social? A rede social de deixa ansioso?

Você vigia seus amigos? Sua família? Seus amores? Te incomoda quando alguém “deveria” curtir algo no seu mural não curte? Te incomoda mandar uma “indireta” no mural e a pessoa não perceber? Ou pior, não se importa?

O que tem de tão libertador em mandar “Bom dia” nos grupos de WhatsApp? O que te torna tão seguro que ao propagar ideias? Por que você acha que você está certo? O que acontece quando você recebe uma critica? Você sabe apreciar uma critica? Você entra na defensiva? Você pede desculpas? Você se permite mudar?

Você tem problemas nos seus relacionamentos por causa da rede social? Você se sente menos amado quando alguém demora para te responder? E quando a mensagem fica azul e nada? E quando a pessoa está online e não te respondeu? E se a pessoa saiu e não postou?

E se a bateria acaba? Você confere quantas pessoas olharam? Você consegue conversar em casa sem o celular na mão? Você consegue dedicar 5 minutos para ler um livro, ver um filme? Você consegue se sentir amado mesmo quando ninguém te mandou mensagem? Você consegue estar com seus amigos sem o celular? Você se diverte sem postar fotos?

Somos detestáveis? Somos admiráveis? Gênios? O que te move? O que me move? Para onde vamos?


sarah adulta eu

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Como dar o melhor de sí?

Prulúdio
Havia um homem que, desejando transcender seu sofrimento, foi a um templo budista para encontrar um Mestre que o ajudasse. Dirigiu-se a ele e perguntou:
– Mestre, se eu meditar 4 horas por dia, quanto tempo vou levar para me iluminar?
O mestre olhou para ele e respondeu:
– Se meditar 4 horas por dia, provavelmente chegará a iluminação em 10 anos.
Imaginando que poderia fazer melhor, o homem perguntou:
– Mestre, se eu meditar 8 horas por dia, quanto tempo levarei para transcender?
– Se meditar 8 horas por dia, talvez possa atingir a iluminação em 20 anos.- respondeu o Mestre.
– Mas por que levarei mais tempo se meditar mais? – indagou o homem.
– Você não está aqui para sacrificar sua alegria ou sua vida. Você está aqui para viver, para ser feliz, para amar. Se puder dar o melhor de si em duas horas de meditação… Mas se gasta oito horas, só vai se cansar, perder o objetivo principal e não aproveitará sua vida. Dê o melhor de si e talvez aprenda que não importa quanto tempo você medita, pode viver, amar e ser feliz.
sarah adulta eu
O texto de hoje foi apenas um prelúdio do próximo post onde vou falar sobre a filosofia Tolteca. Não é só a comida mexicana que é boa. Aguardem…

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Do que você precisa?

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Nos últimos dois anos eu tenho tido uma sequência de oportunidades incríveis de viajar. Lugares novos e velhos, experiências boas e ruins, toda uma coleção de aprendizados de vida. Eu não acredito que eles sejam relevantes para todo mundo, já que cada um de nós tem um caminho diferente de vivências, cada aprendizado tem um peso, uma significância única, dependendo de quem os expressa ou quem os viveu.

Algumas reflexões porém, podem ser compartilhadas. Esse título é uma das (infinitas) perguntas da vida para as quais não tenho uma resposta objetiva, precisa, ou muito menos definitiva. É só uma daquelas que me colocam no meu melhor modo filósofa de sofá.

Primeiro talvez valha um aviso de isenção: eu sei que tudo que a gente precisa para estar vivo é oxigênio, nutrientes e água. Como não somos seres meramente biológicos, mas também sociais, ainda podemos acrescentar uma boa dose de convívio saudável com outras pessoas. Certo? Tá, mas se a gente pode viver muito além dessa existência fisiológica e psicologicamente saudáveis, para uma vida plena de alegrias e completude, por quê não? Daí que a partir desse pensamento acho que toda a humanidade foi “evoluindo” para um mundo de industrialização. Também não acho que seja ruim, mas o que me leva a refletir é onde está a linha que divide o conforto que a gente gosta e o consumismo desenfreado que pode fazer mais mal do que bem.

Viver de uma mala por um mês foi algo supreendentemente modificador para mim. E a partir daí, viver uma semana com uma mochila de roupas também. Até viver forçadamente essas experiências, eu não conseguia entender como era possível ter um guarda-roupa cápsula. Como era possível se sentir bem tendo não só um número definido de peças para usar, mas também ter essas peças escolhidas a priori. Eu mal sei dos meus compromissos da semana, como eu vou saber que tipo de roupa vou precisar daqui a três meses? Até que eu entendi que a palavra-chave aí é precisar.

Por exemplo, eu levei duas calças (não jeans) porque eram as que cabiam em mim (ainda mais com as camadas por baixo que o frio faziam imprescindíveis). Ao voltar, eu não queria mais vê-las na minha frente e ao mesmo tempo olhar para as outras várias calças que tinham ficado pra trás me incomodava porque eu sei que não preciso delas (e nem uso mesmo). Como eu falei lá em cima, não tenho nenhuma grande revolução para apresentar ao mundo. Não me desfiz de todos os meus bens materiais, e nem sei se esse é o meu objetivo, mas esse tipo de reflexão já tem sido bastante impactante na forma como eu olho para meus próprios comportamentos e para o mundo.

Pelo menos, eu não precisei esperar a merda chegar para frear e repensar minhas compras. De quantas roupas eu preciso? De quantos sapatos, bolsas, brincos? Escrevo isso enquanto estou espremida em uma mesa cheia de coisas que eu não sei nem descrever, papéis, cabos, canetas, então essa reflexão claramente não deve se manter presa ao guarda-roupas.

Momento desabafo passado, eu sei que a internet tem inspirações e mais inspirações pra mim. Refletir sobre isso não precisa ser algo restrito a como eu me visto ou outras banalidades, mas também de como eu mudo o mundo de acordo com o que eu escolho consumir.

Tem alguém aí pra refletir comigo?

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Utópias, Distopias e Eutopias

utópias, distopias e eutopias

utópias, distopias e eutopias

É fácil condenar. Exigente é amar, servir e dispor-se em favor da vida. O ser humano e a infinita teima interrogante do saber. De onde viemos, por que viemos, quem somos, o que vem depois? Os porquês da ciência são rasos. No final, são reduzidos mapas, registros e explicações cada vez mais precisas e minuciosas da superfície causal do que acontece.

O físico Steven Weinberg afirma que “Quanto mais o universo parece compreensível, mais ele parece destituído de proposito”. Poderia alguém tecer uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão limitadas, frágeis e rusticas são as nossas mais sofisticadas e inspiradas tentativas de responder aos “por quês” da existência e tapar com mitos e explicações de toda ordem os buracos da nossa infinita ignorância.

utópias, distopias e eutopias

Inadvertidamente o sobrenatural está sendo banido da natureza. E paradoxalmente, a ciência percebe o mistério do mundo cada dia mais insondável. Sendo assim, perceveram duas incógnitas, o antes de nascer e o depois de morrer, duas eternidades que circunscrevem o espasmo da vida.

Não obstante, se a imortalidade fosse concedida aos seres humanos, acabariam todos enfadados. “Nascer é uma desgraça, viver é doloroso, morrer é uma dificuldade” dizia São Bernardo.

Então se a fome de sentido é inerente a condição humana, as formas e estratégias de aplaca-las são infinitas. Shakespeare dizia “Os nossos pensamentos são nossos, mas os seus fins não nos pertencem”, ou seja, nenhum autor consegue controlar o uso das suas ideias.
Navega-se no terreno das probabilidades e não das certezas. Muitas coisas são resultado da ação humana, mas não da intenção humana. Todo ato, por mais simples, extrapola a pretensão de quem o pratica.

O mundo moderno elegeu três ídolos para usurpar o trono dos antigos deuses: o avanço da ciência; o progresso da tecnologia; e o crescimento da renda e riqueza e da riqueza. O indivíduo enche a boca para dizer palavras nobres e ocas.

utópias, distopias e eutopias

Brinda-se o fim  do ócio criativo que é algo muito distinto do lazer cronometrado. Acompanhado do crescimento da espiral do descontrole humano. Homens e mulheres afogados no sono sintético, presos entre a excitação efêmera e o tédio tardio. Talvez, algum dia a farmacopeia fornecerá também profundidade.

utópias, distopias e eutopias

Fernando Pessoa foi tradutor de cartas comerciais, T.S.Eliot bancário, Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade servidores públicos. Esses criadores, dentre tantos, embora premidos a trabalhar para pagar as contas no final do mês, encontraram trabalho fora do emprego – uma razão de viver. Então, o que define trabalho?

Verso e reverso. O ter, e não o fazer, define a sociedade atual. O aumento da renda faz crescer a sensação da falta. O consumo é visto como: o território sagrado para o exercício da liberdade individual. A humanidade é serva do ganho, livre e soberana no gasto. No final de tudo, o ser humano no fundo continua sendo um animal selvagem e terrível.

utópias, distopias e eutopias

Dizem que tudo em excesso faz mal. Então, é logico dizer que pode-se pecar pelo excesso de moderação. Assim sendo, o ceticismo não é uma sabedoria, está mais para uma renúncia; o niilismo desemboca no suicídio e em formas degradadas de credulidade, como os fanatismos políticos. A arquitetura, a música e a reza partilham dessa insanidade: as artes afundam nos truques e convites ao devaneio.

utópias, distopias e eutopias

Na sociedade perfeita, seja como que for, não haveria o que mudar. Sendo assim, as utopias acabam-se tornando eutopia, ou seja, lugar feliz. Não obstante, a eutopia de alguns pode ser a distopia de outros.

A inadaptação a um meio mórbido, por incapacidade ou recusa, afinal, é um sinal de sanidade. Mas superar deficiências e atacar pendencias, por mais clamorosas, não é o mesmo que afirmar valores. Toda cultura incorpora um ideal de felicidade. A lógica sozinha não move: a criação do novo exige sonho.

Reconciliado consigo próprio. É garimpando o cascalho das nossas apostas, conquistas e fracassos que chegaremos a lapidação dos nossos saberes e potencialidades. O segredo da utopia reside na arte de desentranhar a luz das trevas. O futuro se redefine sem cessar – ele responde à força e à ousadia do nosso querer. Vem do breu da noite espessa o raiar da manhã.

utópias, distopias e eutopias

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Em primeira pessoa:

Veio de presente para mim o livro “Trópicos utópicos” de Eduardo Giannetti. Se pudesse definir o livro em uma palavra seria: questionamento. O livro representa um conjunto de ensaios, todos embasados em filósofos, sociólogos, teólogos, economistas, em fim, um conhecimento nada modesto usado apenas para incitar o leitor a arte da indagação.

Além de tudo, é o mais puro abuso da língua portuguesa (ou seria da língua brasileira?!), ele ousa com palavras e expressões de cunho elevado que termina por garantir o que Schopenhauer chamaria de “uso sutil dos vocábulos”, ou seja, acaba por conferir ao autor uma certa “autoridade credencial”. Contudo, o autor (aparentemente) não tem intensão de se impor, pois se contra argumenta em cada novo texto.

A leitura é sempre uma experiência estritamente individual. Porém, vive-se a era twitter, facebook que aparentemente proferiu a todos o direito divino a “verborragia” interminável e inescrupulosa, por vezes, cansativa. O autor, Eduardo Giannetti, acredita que “a natureza e as sociedades humanas são portadoras de energias regeneradoras das quais mal desconfiamos”, eu espero que ele esteja certo.

Quando ele propõe “a ciência ilumina, mas não sacia – e pior: mina e desacredita todas as fontes possíveis de repleção” o leitor pode revoltar-se e crer que o autor é um religioso fanático. Superada essa barreira, o leitor pode espantar-se com: “existe mais mistério no ser de uma simples flor ou de um aleatório grão de areia do que em todas as religiões do mundo“.

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Carol Bensimon, escritora brasileira, escreveu: “Não preciso ler obras que propaguem meus valores feministas porque entendo que isso pode-se tornar extremamente perigoso: romances, sob hipótese alguma devem ser escritos como cartilhas que pregam essa ou aquela ideologia“. Muita gente diz detestar a obra de Nietzsche porque ele é machista, ou se nega a ler Marx por medo extremo de se tornar comunista. E eu me questiono, onde reside o senso crítico? Ou se é obrigados a mudar de opinião quando nos expomos a outros fatos?

É delicada a forma como o autor entende e defende a liberdade de crença “Ao imaginar que a crença em Deus é algo que possa ser ligado ou desligado da mente como se opera um interruptor elétrico; (…) o contrario seria como supor que alguém dilacerado por um amor fracassado pudesse reencontrar a paz mediante uma hipótese explanatória ou um raciocínio lógico.

E enquanto submergia no livro me questionava: Serei um dia capaz de organizar minhas ideias de uma forma tão simples e rica? Me deparo então com a sentença “A lógica sozinha não move: a criação do novo exige sonho“, não obstante ele completa com “É garimpando o cascalho das nossas apostas, conquistas e fracassos que chegaremos à lapidação dos nossos saberes e potencialidades.

Sendo assim, escrevi essa releitura do livro, espero que não tenha ficado tão aquém do livro, e também espero que suscite em quem ler esse texto a curiosidade em conhecer o livro.

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Por fim, obrigada Diego!

sarah adulta eu

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Zumbi Pendular: Adulta ou Jovem?!

Amanda Adulta eu convidado relato pessoal zumbi
No momento acho que me encontro no limbo da existência humana: não me sinto nem adulta nem jovem/ adolescente. Vivo no pendular zumbi entre a vida adulta e a de jovem. Talvez não me sinta tão adulta porque aos 26 anos, ganho um salário que não dá nem pra estocar miojo na dispensa, estou longe de ter um relacionamento amoroso estável, e ainda moro com meus pais. Em suma: o projeto de ser bem sucedida antes dos 30 flopou.
Não me sinto adulta porque 98% do tempo não me considero condutora da minha vida. Parece que meu poder de decisão é nulo em tudo no dia a dia: Não escolhi meu trabalho, ele apareceu. E afinal de contas quem é doido não aceitar emprego na atual conjuntura do país? Paga as contas. Fique feliz. Seja grato. Poderia ser pior. Aliás, só me sinto adulta quando chegam os boletos com as três palavras que mortificam a alma: “data de vencimento”.

Não me sinto mais tão jovem porque não tenho aqueela mesma energia para “coisas jovens”. Você sente que a chave virou quando as preferências mudam. Noitada? Pra que? Vamos reunir a galera e tomar um vinho lá casa. Ou sentar num barzinho e conversar. Noitada tem muito barulho, não dá pra interagir. Gente relando em mim, perguntando se posso conversar 1 minutinho. Filas enormes no banheiro. Preços absurdos pelo álcool. Muito esforço pra pouco resultado. No fim de semana acaba sendo regido pelo salmo 23 da bíblia do adulto “Netflix é meu pastor e nada me faltará”.

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Porque quando você se vê submerso numa rotina de 8 horas ou mais de trabalho, estudo, trânsito, academia, sono, e problemas, percebe que o tempo é algo valioso demais pra se gastar com coisas e pessoas levianas. Você passa a selecionar os amigos. Os amores. Os passeios. As conexões verdadeiras passam a ser cada vez mais raras, e por isso, essenciais.
E aí chegam os convites de casamento, os chás de bebê, open house de amigos, e a sensação de estar estagnado numa vida que não te pertence de fato começa a assustar. Parece que todo mundo evoluiu de alguma forma e você continua engessado. Nesse quesito, Facebook e instagram deviam vir com uma advertência: em caso de insatisfação extrema com a própria vida, não logar. Todos são bonitos, felizes, ricos, viajantes, em relacionamentos e perfeitos.

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Mas nem em meio a todo esse panorama de caos, incerteza e frustração coleciono pequenas vitórias: Durmo bem, não preciso de ansiolíticos ou anti depressivos, sou um ser humano bem humorado, otimista (pasmem!), me dou bem com 99% das pessoas com as quais convivo, e não tenho pressa alguma em achar o tal amor da vida. Porque aprendi a não sofrer pelas coisas que estão fora do meu controle, e que a vida não funciona no meu timing. Não é o fim do mundo. Tenho certeza que dou o meu melhor em todas as esferas da minha vida e faço das insatisfações a força motriz para tentar evoluir cada vez mais. Isso me dá uma certa paz de espírito e autoconfiança.

O que quero dizer é que não importa se você é adulto, jovem ou zumbi errante num limbo sem adjetivo definido: seja gentil consigo mesmo. Faça seu melhor. No fim somos todos perdedores. No cenário mais otimista, vamos perder algo. Aquele emprego dos sonhos, um amor, um ente querido…então tenha leveza. Se ame. A vida não é só boleto.

amanda farias

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Novos horizontes: Que venham nossos amigos!

sorrir nova fase oportunidades

Mesa de bar é lugar de criar, sair com gente diferente é um modo de se inspirar, ver um filme ou ler um livro é pode incentivar a começar algo novo. Sair da zona de conforto é a melhor forma de se dar oportunidades.

Outro dia saí com um amigo novo. Ele me confessou que as vezes tem um ataque de epifania e percebe que não tem mais 12 anos. Segundo seu relato, esse tipo de situação ocorre nos momentos mais bizarros como: No meio de uma reunião de trabalho ou durante o sexo. Obviamente, achei essa história genial. (Espero que ele não queria me matar por contar isso aqui, mas em minha defesa, ele esqueceu de mencionar se era segredo e eu não revelei sua identidade).

Essa revelação foi formidável. Pois logo no fim de semana seguinte, eu e meus amigos fizemos uma “festa do pijama”. Passamos 2 dias em meio a jogos de tabuleiro, guerra de bolas de água, fizemos churrasco, comemos brigadeiro, bolo, cachorro quente, enfim tudo que amamos fazer quando criança. Dentre muitas risadas e outras bobeiras, começaram vir as inquietações.

Nunca seremos velhos demais para nos divertirmos! 🎈💧#criançasfelizes #10x0bola #tácalor #verao #amizade

Um vídeo publicado por Isabela Farias (@isamfarias) em

Aproveitando que a Clari vai tirar férias (saudades). Vamos promover uma série “Percebi que era adulto”, estamos convidando algumas pessoas para contarem suas histórias. Alguns são mais íntimos, outros menos. Então, acho que nós também iremos tomar alguns sustos com o que vai acontecer.

Esse tema é extremamente amplo. Amadurecimento pode e significa muitas coisas em áreas diferentes. Não vamos limitar a criatividade de quem vai escrever.

Então, chegamos ao final de Janeiro repletos de novas oportunidade e novos caminhos. Admito que estou ansiosa pelo o que vem por aí.  Certamente será ótimo!

Acompanhem essa nova fase!

E para não dizer que não escrevi nada de cunho pessoal e de cunho criativo. Segue um poema de minha autoria:

poema sarah adulta amadurecer novo vida morte

 

sarah adulta eu

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Arraial do Cabo e o problema com o “caribe brasileiro”

arraial do cabo

 

Como eu havia mencionado no último post, recentemente o mar na região dos lagos estava excepcionalmente bonito, e eu tirei uns dias pra passear por lá. Já contei do meu dia em Cabo Frio e agora quero falar sobre Arraial do Cabo.

O dia não foi tão cheio como o anterior e certamente foi mais curto – não tenho uma grande resistência para praia. Chegamos com o objetivo de passar o dia nas prainhas do Pontal do Atalaia, um lugar aparentemente paradisíaco. Você sobe, sobe e sobe de carro, chegando no alto tem um mirante e depois você desce algo entre 250 e 350 degraus (varia de acordo com a fonte rs) para então chegar na praia. Subimos a estrada por uns vinte minutos até parar em um engarrafamento, muitos carros estavam desistindo e nós ficamos desanimadas. Se a estrada estava cheia assim, imagina o mirante… Não queria me estressar mais para estacionar, e sinceramente não sei se estava pronta para subir aquela escadaria depois de passar um dia de praia.

Nós descemos então, mas aproveitamos a vista. Paramos em alguns pontos da estrada e o visual é incrível mesmo. Aliás, adoro olhar paisagens do alto, ver o mundo de um ponto de vista diferente não é só uma experiência sensorial mas filosófica também em alguns sentidos.

Seguimos então para a praia Grande, que tem cerca de 40 km de extensão segundo a internet, e lá ficamos do lado mais perto do Pontal mesmo. Como em Cabo Frio, o mar estava lindo, límpido e de uma cor impressionante que foto nenhuma fará jus. Super calmo também, ótimo pra mim e pras crianças. Como a extensão da praia e da areia é bem grande, não chegava a estar lotada de gente mas estava relativamente cheia. Uma diferença importante em relação a Cabo Frio foi o preço das coisas, um quiosque chegou a nos cobrar 100 reais pelo aluguel da barraca – com 70 reais de consumação!

Por outro lado, a cidade é bem mais organizada. Os estacionamentos na rua são organizados pela prefeitura, não chegava a ter trânsito na cidade mesmo ela estando bem cheia, e de maneira geral era tudo muito bem sinalizado. Na praia, observamos que haviam muitos mais turistas de fora do estado do que havíamos visto em Cabo Frio, o que pode refletir essa maior preparação para o turismo.

praia grande arraial do cabo

 

Ao longo da cidade, observei algumas placas de propaganda que se referiam à Arraial do Cabo como o caribe brasileiro (lá o mar não estava bonito como exceção, é sempre assim!). Na verdade, com esse fenômeno em que até as praias do Rio de Janeiro ficaram com as águas transparentes e daquele verde-azul lindão, comecei a ver muitas referencias pela internet à essas praias como “caribe brasileiro”. E isso começou a me incomodar bastante…

Por que nós precisamos tanto nos valorizar apenas em comparação com outros lugares? Por que as pessoas são incapazes de valorizar o próprio país e a própria região por suas belezas intrínsecas e incomparáveis? De forma geral, acho que isso é um retrato da nossa personalidade – não conseguimos aceitar um elogio por si só e acabamos sempre entrando em uma competição de problemas. Não sei se isso é algo característico do Rio de Janeiro, do Brasil ou da humanidade, mas enquanto somos quem somos no cenário mundial nós gostamos de nos colocar de forma inferiorizada frente à alguns outros países e regiões.

Isso me incomoda porque assim não conseguimos explorar o que temos de melhor, e não conseguimos dar a volta por cima e ser tudo o que podemos ser. Posso falar isso tanto a nível sociedade quanto a nível individual, acho que se aplica a ambos. Por que precisamos que as nossas praias sejam como as caribenhas e não podem ser simplesmente brasileiras (e referências mundiais por isso)?

Já que ainda estamos no começo do ano e muitos ainda estão inspirados a promover mudanças pessoais, podemos acrescentar aos nossos hábitos individuais observar tais comportamentos em nós mesmos – e tentar corrigi-los. Quem sabe tornando-nos pessoas que se valorizam pelo que são e não por quem é pior do que elas, podemos mais tarde refletir isso enquanto sociedade…

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Plano de vida

plano de vida

Hoje vou contar o meu plano ideal de vida:

1º  Ser feliz

2º  Erradicar a tristeza da minha vida

3º  Evitar ter problemas desnecessários

Esses objetivos deveriam ser fáceis. Porque não são?

A cabeça pula de problema em problema. Insegurança e insegurança. E parece impossível controlar a ruminação. Então, em combate a esse hábito terrível, venho me propondo essas 4 coisinhas:

1) Fazer exercícios físicos todos os dias.:

Não estou falando em malhar para ser a pessoa mais gostosa desse mundo. Estou falando em fazer uma caminhada saudável.

Ano passado comecei com a academia, aulas de dança e terminou com um curso da arte de viver. Esse ano vou apostar no yoga + aula de dança.

Exercício ajuda você a conhecer gente, libera endorfina, deixa seu corpo mais bonito (uma pessoa mais feliz é uma pessoa mais bonita).

2) Cuidar do emocional:

Esse é difícil. Quem me conhece sabe que eu faço terapia a algum tempo. E eu amo psicologia. Não entendo porque as pessoas são tão resistentes a procurar um psicólogo.

Uma das coisas que realmente aprendi na terapia foi a manter por perto quem faz bem, quem me quer bem.

Quanto vampiro tem por aí? Quanto tempo é vale perder ao lado de quem não se importa com você? E ninguém é sagrado aqui.

Comecei a faxina pela família. Eu não sei quem foi a pessoa que inventou que família é o lugar sagrado, as pessoas que mais vão te amar e te proteger. Isso não é necessariamente verdade.

Com relação aos amigos e amores, antes eu sentia uma culpa enorme ao dizer não. Hoje eu ainda sinto culpa. E eu nem sempre acerto o tom da recusa. Mas sou 100% honesta comigo mesma. Se eu não posso ou não quero, eu não vou.

Obs: Sim, isso dá merda. As pessoas nem sempre te entendem. Sim, você as vezes é grosso. Com o tempo você melhora essa prática e as pessoas passam a te respeitar, ou pelo menos assumem que você é aquilo ali mesmo.

3) Exercitar a mente:

Como os músculos, o cérebro precisa se exercitar.

Tenha ideias. Crie. Tente se lembrar do que fez ontem. Escreva uma resenha de um livro que você acabou de ler. Se possível. Faça algumas dessas coisas todos os dias.

O blog me ajudou muito nisso. Criar faz bem.

4) Práticas Espirituais:

Eu não estou falando para você seguir uma instituição religiosa. Estou falando de práticas que efetivamente podem melhorar seu dia:

    • Reze, ou melhor, seja grato. Aprenda a ser grato.
    • Medite, ou melhor, respire – clique no link para conhecer dicas de respiração guiada.
    • Perdoe e Se perdoe.

Hoje eu já percebo diferença dessas atitudes na minha vida pessoal. Me sinto mais forte. Me conheço mais, isso inclui conhecer meus pontos fracos. Acho que cuidar da cabeça é que nem cuidar do peso. É mais fácil não cuidar, mas sua saúde é que vai pagar o preço.

Então, que tal aproveitar janeiro para começar?

BOA SORTE!

sarah adulta eu

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Bucket list

2017 vida de adulta

Então começamos 2017. Para as pessoas para quem eu não liguei, me desculpe. Para as pessoas que eu magoei, perdão. Para as pessoas que eu amo, espero amar ainda mais esse ano.

Apesar dos pesares, Kanye West é um músico talentoso, produtor, cantor – e ele combina tudo isso com ganhar dinheiro. Ele já vendeu mais de 32 mil álbuns. Mas grande parte de nós detesta o Kanye. E é bom. É a forma que encontramos de aliviar o estress. Kanye, Anita, Kim Kardashian ou outra celebridade… buscamos listar de forma racional porque somos melhores do essas personalidades. Mas não somos. Ou pelo menos não acreditamos nisso.

Por que esses caras são mais bem sucedidos que nós?

Quer ouvir outra verdade?! Sempre dizemos para nós mesmos. Seja grato. Mas o que significa ser grato? “Ao menos eu TENHO isso ou ficarei triste.”, “Graças a Deus tenho um emprego ou eu teria que me matar?!”. Não parece estranho ser grato dessa forma?

Talvez ser grato devesse significar pensar mais no que eu estou fazendo nesse momento para tornar minha vida, e a vida das pessoas em volta de mim, melhor. Ou seja, ao invez de dizer “Eu sou grata por acordar saudável” poderia substituir por “Sou saudável. Hoje eu vou me exercitar”.

2017 vida de adulto

Em 2017, Eu genuinamente quero seguir adiante ao invés de colocar curativos na minha tristeza.

Outra coisa, eu tenho amigos “petralhas”, “coxinhas”. E eles se odeiam. Mas eles não percebem seu próprio discurso de ódio, mas denunciam o ódio do outro o tempo todo. Será que percebemos nossos acessos de raiva? Nossa indiferença?

Isto é um tudo é um teste. A democracia é tão audaciosa que sempre nos testa.

vida adulta mafalda

Será que podemos nos mover após nossos desejos pessoais e medos e trabalhar criativamente para criar nosso impacto?

Com arte, com trabalho, com palavras, com a forma com que tratamos uns aos outros. A história é um conto escrito por todos. Que 2017 seja uma criação divina!

sarah adulta eu

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Trabalho, emprego, carreira e vida

vocação, trabalho, emprego e de carreira

2016 foi um ano difícil. CRISE o resume bem. Hoje eu decidi partilhar com vocês o que eu aprendi com as minhas supostas derrotas. Não espere um texto melodramático, isso não me pertenece. Espere um texto prático e racional e que talvez possa ajudar outras pessoas.

Me tornei arquiteta antes de me formar, 6 meses antes da formatura já tinha carteira assinada. Além disso, cumpri todas as metas que me propus quando entrei na UFF com 18 anos: estagiar, ser bolsista CNPQ, fazer intercambio universitário e me formar empregada.

Eu sempre fui boa aluna, esforçada, leitora, nerd. E me orgulhava disso. Eu também estava completamente apaixonada pelo papel que eu exercia na empresa, amo meus colegas de trabalho, especialmente minha chefinha de coração.

Lá estava eu: carteira assinada, namorando, me estabilizando financeiramente e exercendo um papel bastante importante para uma recém formada. Mas a vida disse NÃO. E a roda da fortuna girou e me virou de ponta cabeça.
Quando a crise começou a pegar em meados de 2015, ela não veio apenas abalar meu mundo financeiro, como toda boa crise, ela destroçou várias áreas da sua vida, aos poucos eu me vi sem chão. Triste, desestimulada e encurralada, mas resiliente. Passei o ano de 2016 replanejando. Planos A, B, C, D, E … incrível, ainda não colhi os frutos.

E quando eu imaginava que não ia acontecer nada, acontecia, paulada atrás de paulada, de onde eu imaginava e de onde eu não imaginava. E pela primeira vez na vida, encontrei um tipo de pessoa que só tinha intenção de me machucar, o pior é que ela nem me conhecia.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Mesmo agora ao escrever essas tristes linhas, sei que a luta está apenas começando. E comecei a trabalhar uma nova estratégia: “a melhor ação pode ser uma não ação”.

Mais um vez, esse não é um post triste. Afinal, sofrimento traz aprendizado. E mais uma vez, eu sou uma pessoa altamente resiliente e infinitamente positiva com relação a vida. Eu luto e aprendo em cada novo passo. E o que acabou me valendo esse ano foi a leitura. Devo ter lido uma média de 40 livros, também aprendi a meditar e me fortaleci através da religião.

E nesse exato momento em que escrevo encontro a paz e alegria interior, dependentes apenas de mim. E é isso que me motiva a escrever.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Percebi que eu associava o excesso de ocupação do trabalho/ faculdade/ cursos com um tipo de sensação de poder. Poder que nunca me pertenceu, como todas as efemeridades da vida. Eu saltava de atividade em atividade sem refletir. Desaprendi a não ficar ocupada.

Vocação, Trabalho, Emprego e Carreira:

  • Trabalho é o esforço requerido para se cumprir uma tarefa.
  • Emprego é a situação na qual se trabalha.
  • Carreira é a trajetória de longo prazo de muitos empregos.
  • Vocação, porém, é algo mais profundo do que cada um desses conceitos. Ela abrange nosso trabalho, emprego e carreira e se estende ao tipo de pessoa que desejamos ser.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

O desejo é a via principal para descobrirmos o que fomos designados a fazer e também para descobrir quem somos. Porém, “Há desejos profundos e vontades superficiais”.

Você é capaz de sentar e deixar a sujeira, as folhas e os gravetos da sua vida – suas vontades egoístas – se aquietarem para que as coisas fiquem claras? Você é capaz de observar o que está nas profundezas?
Se você pudesse fazer qualquer coisa que quisesse, o que seria?
Reserve um tempo para refletir. Pode haver padrões nos seus desejos que o ajudem a entender melhor quem você é. Logicamente, você não pode ser cantor se não souber cantar. Você precisa levar em conta a realidade da situação. Ou seja, refletir sobre os desejos a luz da vida cotidiana. Lembre-se: Toda decisão tem a ver com interesses e necessidades, mas também com circunstâncias e talentos.

“Confie em seu coração, mas use a cabeça”

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Isso pode ser muito difícil. Ainda mais para aqueles que lutam para pagar as contas no final do mês: a mãe solteira e o cidadão subempregado que chega ao limite das próprias forças apara garantir o sustento e o bem-estar de sua família. O tempo é sempre um problema para qualquer pessoa muito ocupada.
Gostaria de propor um exame de consciência que pode ser extremamente útil:

Um dos grandes problemas que os workaholics enfrentam é passar a acreditar que são o que fazem, e sendo assim, quando tem pouca coisa a fazer se sentem inúteis e sem valor.
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O trabalho pode ser prazeroso. Porém, não podemos ignorar que grande maioria não consegue seguir o que acredita ser sua vocação profissional por vários motivos – condições financeiras, exigências familiares, restrições educacionais, limitações físicas ou um mercado de trabalho reduzido. Alguns empregos realmente são horríveis. E, as vezes, é necessário deixá-los. Mas nem sempre é possível.
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O pior é que cada vez mais estamos conectados. As novas tecnologias nos fazem desperdiçar os poucos momentos que nos restam para vivenciar a nossa solidão – momentos preciosos para a meditação, a reflexão e o silêncio interior.

Onde está o tempo para o recolhimento?

Algumas vezes parece que não podemos mais suportar ficar sozinhos ou fora de área, nossos amores, amigos e familiares nos exigem presença constante. Mas sem algum silêncio interior fica difícil escutar o que está passando dentro de você. Reduzir o uso dessas parafernálias tecnológicas e não responder imediatamente a cada mensagem eletrônica ou chamada de celular pode levar a um estado de calma edificante. Logo, é preciso desconectar para conectar.

ESTABELECENDO PILARES PARA UMA VIDA SAÚDAVEL:

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Autoaceitação é palavra chave da felicidade. Isso significa aceitar a própria personalidade e os próprios sonhos. Com frequência sentimos que há pessoas, grupos ou circunstancias tentando nos moldar em alguma coisa que não escolhemos ser.

É sempre difícil evitar comparações com outras pessoas – principalmente na era facebook – e não achar que elas conseguem as coisas com mais facilidade. Muito comum é subestimar os próprios dons e supervalorizar os dons de outra pessoa. Mas ninguém tem uma vida perfeita.

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Comece aceitando que o processo de se tornar você é longo, exige paciência e principalmente confiança.

sarah adulta eu

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