Tatuagens e o esforço em parecer mais comigo mesma

Adulta eu tatuagem

Esse post já tinha sido escrito há um tempo, mas achei que ia se encaixar bem nessa temática de tomada de decisões que a Sarah falou aqui. Além disso, vale reforçar o que eu penso sobre escolhas certas e erradas.

Desde sempre fui adepta a modificações corporais, começando devagar pelas mudanças capilares e pequenos piercings. Não acho as minhas escolhas muito diferentes de quem escolhe fazer luzes e usar brincos (que aliás, eu raramente uso) – mas, por algum motivo, as pessoas estranham quando eu falo que escolhi fazer um piercing microdermal porque acho bonito.

Não acredito que hajam muitos limites no quesito se sentir bem com você mesmo, e nunca me identifiquei tanto com a Clarissa do espelho como quando tenho o cabelo colorido. Ainda assim, essas mudanças temporárias são mais fáceis de serem aceitas – afinal “quando você cansar você tira, né?” (#ironia).

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Aí vem a questão das tatuagens, que estarão no meu corpo para sempre. É claro que desde a adolescência eu queria fazer várias, e tive várias ideias – algumas persistiram e outras não. Por isso sempre adiei, com medo de que um dia desistisse e me arrependesse. Só fiz a primeira ano passado, aos 25 anos, quando algumas coisas ficaram mais claras para mim. Foi quando tive a certeza de que eu não teria me arrependido de nenhuma das tatuagens não feitas até então, até aquelas que eu não faria agora. Percebi que elas seriam uma marca de quem eu era naquele momento, um registro das minhas escolhas até então. E como eu já disse, não acho que existam escolhas erradas.

Assim, escolhi fazer na primeira uma frase de muito significado para mim. Um verso de um poema contido no livro A Sociedade do Anel, quando se descreve Passolargo (que depois vem a se revelar o grande Aragorn). “Nem tudo que é ouro reluz”, uma reversão da famosa frase de Shakespeare (em O Mercador de Veneza), ressaltando como coisas (ou, no caso, pessoas) incríveis podem passar desapercebidas sob aparências ordinárias. E depois de decidida, comecei a estranhar me olhar no espelho e não ter aquilo lá.

"tatuagem

Pronto, dizem que basta a primeira para se viciar. Não sei se chego a tanto, e 1 ano e meio depois só foram mais 3. E tenho a mais absoluta certeza de que não me arrependerei delas, mesmo que um dia já não as ache bonitas, convenientes ou adequadas. Ainda serão uma marca de quem eu sou hoje. Uma marca das escolhas que eu faço hoje, e da liberdade que tenho em fazê-las. Uma marca da esperança que eu tenho em quem eu serei um dia e da certeza que eu tenho hoje sobre quem eu sou, mesmo que depois eu mude de ideia.

Eu acredito que me fez falta na vida até agora conseguir encarar e vestir as minhas escolhas. Olhar pra quem eu já fui e poder dizer que aquilo ali é um produto só de escolhas minhas e de mais ninguém. Conseguir levantar a cabeça para admitir onde errei com orgulho por isso também, tanto quanto pelos acertos. Não respondam rápido, vocês conseguem? Acredito que isto está em processo de mudança, e espero ainda que as minhas mudanças não acabem nunca.

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Agora quanto às perguntas mais tradicionais:
– E quando você ficar velha? Serei uma velha tatuada.
– E quanto ao ambiente de trabalho? Já escolhi minha carreira, e mesmo que um dia mude de ideia hoje eu já me conheço o suficiente para saber que não seria feliz em nenhum emprego que impusesse esse tipo de limite. Mesmo que eu não quisesse passar desses limites, não é – no geral – o perfil de carreira para mim. Como a Sarah já falou aqui, algo a se evitar na vida é tentar se ajustar artificialmente em um emprego.
– Dói? Tanto quanto um arranhão de gato, e quando vai colorir é como se ficasse arranhando várias vezes no mesmo lugar. Interprete a seu gosto.
– Eu quero fazer, o que você acha? Se você quer mesmo, vai fundo. Se está na dúvida, não custa esperar e refletir mais um pouco. Pro sim ou pro não, tenha confiança nas suas escolhas.

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A sabedoria na decisão

decisão

Antes de entrar no processo de tomadas de decisão, devemos tentar ser indiferentes, ou seja, pensar da forma mais livre possível. A indiferença costuma ser mal compreendida. Quando a maioria das pessoas escuta essa palavra, não a relaciona com liberdade, mas com ficar entediado ou desinteressado.

Indiferença de que falo é a capacidade de se desapegar de conceitos iniciais e recomeçar, examinando as alternativas com cuidado e boa vontade. Pois, todas as grandes decisões carregam uma bagagem.

Ainda que os conselhos dos amigos e familiares possam nos ajudar a tomar uma boa decisão, é necessário iniciar o processo da forma mais imparcial possível. Quando estivermos prestas a tomar uma decisão devemos imitar uma balança e não pender para nenhum dos lados. Pois, começar a tomada de decisão presumindo que você deveria pender para um lado ou para o outro é impedir a se mesmo de fazer uma boa escolha.

O discernimento tem uma finalidade prática, ele nos ajuda a decidir qual é a melhor forma de agir. E além disso, é preciso ser indiferente o bastante para aprender com as experiências.

Se você toma uma boa decisão e, de repente, se sente desanimado com ela, este não é um sinal a ser considerado. Vamos supor que você tenha resolvido ser uma pessoa mais generosa e perdoar alguém com quem se desentendeu. Então você o procura, se a sua iniciativa não restaurar a relação imediatamente não significa que você deva parar de perdoar.

Mas, se você tomou uma decisão infeliz que ainda pode ser modificada, porque não lançar um olhar renovado sobre as coisas?

Os processo de tomada de decisão 

  • Primeiro:

Algumas vezes não há dúvida do que fazer, ou seja, a decisão vem sem dúvida e sem despertar a dúvida. De certa forma, a resposta aparece tão logo a pergunta é formulada.

Um exemplo: Você estava procurando emprego em determinada cidade, começando em época especifica. Após alguns meses de entrevista recebe uma proposta. Você fica exultante com a boa sorte e está claro que esse é o movimento correto; então aceita o novo emprego sem pestanejar.

  • Segundo:

Nesse estágio você não está completamente seguro para tomar uma decisão. Forças e desejos contrários parecem empurra-los para decisões diferentes. Nesse ponto, é bom optar sobre a decisão que nos deixa mais tranquilos. A paz interior nos encoraja, nos dá confiança e tranquiliza nossa tomada de decisão.

O contrário da paz é a aflição, ou seja, qualquer coisa que nos leve ao desespero. Ficamos agitados e inquietos. Sentir isso significa que estamos na direção contraria a uma boa decisão.

Uma boa prática para quem se encontra nessa situação é se imaginar vivendo cada escolha durante um tempo, e observar qual lhe proporciona maior sensação de paz.

Durante alguns um tempo aja como se fosse optar por uma alternativa. Embora ainda não tenha tomado feito a escolha, imagine que a tenha feito e comporte-se como se já tivesse tomado a decisão. “Experimente” a decisão, como se estivesse provando uma roupa nova. Como ela faz você se sentir? Depois, em outro momento, assuma a direção oposta. Como ela faz você se sentir?

Normalmente o nosso pensamento se agita entre uma opção e outra, inquieto, nunca dando tempo suficiente para considerar ambas as alternativas. Porém, pode ser que ao tentar viver as duas opções você se atente a coisas que não havia percebido antes. Vantagens e desvantagens se tornam mais eficientes. Ou seja, você pode enxergar as consequências com mais clareza.

Discernimento não é apenas sentir paz. Devemos acessar o que acontece dentro de nós. Acima de tudo, é preciso ter honestidade sobre o que estamos sentindo e por quê.

Não mude no desespero

“Em épocas de desespero, não se deve fazer mudanças” Isso faz sentido não é? Se alguém nos diz que está confuso, que não consegue pensar direito e que se sente desesperado, você diria que é um bom momento para tomar uma decisão? Claro que não. Ele não está raciocinando com clareza. “Não tome decisões quando estiver fora de sí” é outra maneira de dizer isso. Porém, tomar decisões em períodos de desespero é o mais comum. Resista a esse ímpeto.

E o que acontece quando se diz sim?

Mesmo quando fazemos as melhores escolhas significa aceitar que até elas terão inconvenientes. Caímos no erro de acreditar que dentro das escolhas certas não haverá tropeços. Muitas vezes assumimos uma escolha e descobrimos seus pontos negativos, perdemos o ânimo.

Ao fazer uma escolha dizemos sim determinando tantos aspectos positivos quanto negativos inerentes a cada escolha.

Todos os estágios da vida incluem alguma dor que deve ser aceita se abraçarmos integralmente as decisões que tomamos e a vida nova. Não há escolha, resultado ou uma vida perfeitos.

Por fim, encontre o funciona melhor para você, o que te aproxima de algo mais elevado e o que te leva a tomar boas decisões.
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Texto baseado no livro: A sabedoria dos jesuítas para (quase) tudo de James Martin

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Não existem escolhas erradas

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Para ler ouvindo:

Boa parte das crises de ansiedade da vida adulta vêm com as dúvidas em relação as nossas escolhas. Nos remoemos diariamente pensando se estamos fazendo a escolha certa: ao continuar na carreira escolhida, ao decidir pegar o ônibus X porque o Y pode ser assaltado, ao terminar um namoro, ao fazer uma tatuagem. Cada dúvida vem com um peso insuportável sobre os nossos ombros, afinal as suas escolhas podem fazer sua vida melhor ou pior – dependendo se você acertar.

Refletindo sobre isso, em um dos poucos momentos de clareza mental esse ano, cheguei a conclusão de que a escolha certa é sempre aquela que você vai tomar – independente das outras.

Quero dizer, quando a gente faz uma escolha a gente pesa todos os prós e contras, a gente observa o contexto, a gente pergunta a quem já teve que escolher algo parecido antes. E tudo isso, a gente analisa de forma a escolher aquilo que julgamos trazer o melhor resultado no futuro (seja lá qual for o resultado que você espera). Só depois que alcançamos (ou não) o resultado é que descobrimos se a escolha foi “certa” e, portanto, ela não poderia ter sido certa antes de ter acontecido de fato. Mesmo que você chegue a conclusão de que aquele não era o resultado esperado, talvez até o oposto do esperado, você ainda não pode afirmar que a escolha foi errada porque você não tem como saber se as outras opções que tinha gerariam o tal resultado esperado. Consequentemente, mesmo que você não ache que fez uma boa escolha, não dá pra saber se as outras opções teriam sido melhores. Viajei um pouquinho, né? Mas acho que deu pra acompanhar…

O que eu quero dizer é que todas as escolhas são certas, porque elas foram as únicas que nós tomamos pras nossas vidas. São as únicas que poderíamos ter tomado sendo quem éramos naquele momento e com as informações que tínhamos disponíveis. Percebi, no momento em que refletia sobre isso, que não era fácil de pôr em prática.

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Quando a ansiedade vem é um monstro me dizendo que nada do que eu faço está certo, nada na minha vida nunca vai dar certo, entre outras bad vibes. Eu até tento argumentar com o monstro, mas ele é tão opressor. Nessas horas não sei se é possível resistir ao surgimento dos pensamentos de insegurança mas sei que é possível sobreviver a eles. Se em todos os outros momentos (livre de monstros) eu estiver focada de que estou confiante em relação às minhas decisões e que só existem escolhas certas, sei que estarei um pouco mais forte para lutar com o monstro da próxima vez que ele aparecer.

Percebi recentemente que a nossa saúde mental não deve receber atenção somente nos momentos mais baixos, porque acredito que é nos intervalos que serão definidos quão ruins serão as próximas crises. Nesses intervalos é que somos capazes de fazer as escolhas de melhorar e de ser feliz (sempre escolhas certas). Porque quando o mostro vem nós não conseguimos lutar conscientemente, é o que já está lá dentro que pode definir como nós estaremos ao acabar essa batalha (de uma guerra que não acaba nunca).

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O que você deixou de ser quando cresceu?

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Rodando pelo instragram outro dia me deparei com essa pergunta. Eu parei para pensar. Vários sonhos ficaram pelo caminho. Deixei de ser bailarina, pianista, artista plástica. Por dentro, me tornei menos espontânea, mais observadora, menos sonhadora, menos sentimental, mais resistente.
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Ultimamente me percebi uma adulta “preto e branco”. O foco é ganhar dinheiro. Ser independente. Ser bem resolvida. É preciso ser tudo, ter tudo e é preciso que seja AGORA.

As redes sociais ajudam a piorar isso. Vemos amigos no exterior, amigos casando, amigos tendo filhos, comprando casa. E nos cobramos. O que não vemos são as dificuldades de cada um.

Lembro que quando eu estava no intercambio em 2013, eu estava triste com saudade de casa e questionei o meu ex namorado do por que o meu intercambio era diferente do das outras pessoas, ele me respondeu: “Porque você está acompanhando os outros pelo facebook e não no dia-a-dia”. Ele foi muito sábio. A lente das redes sociais faz parecer que nós estamos pior do que os outros.
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Agora estou curtindo o fim dos meus 26 anos, eu estou me ensinando a ser diferente. Estou me ensinando a escutar minha voz interior e confiar que se eu fizer minha parte, as coisas vão acontecer no tempo correto. Quero viver bem. Quero aproveitar os momentos positivos dos meus 26, 27 … 30… 40, sem surtar que ainda não cumpri o check list da sociedade e sem viver rememorando coisas ruins.

Ok. Não vou fazer a louca e dizer “larga tudo e vai viajar”. Mas vou questionar: Quanto tempo vale curtir um sofrimento? Se cada momento é único.  Ter o auto controle de não se afogar em suas próprias emoções. Aprender a fazer uma pausa, recuperar a força, não permitir que a preocupação te controle. É essencial para uma vida adulta madura e saudável.


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Planejamento estratégico e Gestão do tempo na vida prática

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Eu não sei quantos de vocês sabem que eu estou cursando Pós em Gestão e Gerenciamento de Projetos. Ontem conclui a disciplina de “Gestão do tempo” e durante essas aulas lembrava da disciplina de “Planejamento estratégico”, da minha psicóloga, enquanto reavaliava minha vida. Nessa postagem tentarei fazer jus aos meus mestres em tentar passar minhas inquietações para a vida prática.

Muitos de vocês sabem que eu estou desempregada. Pela primeira vez entendo o dilema: “Quando tenho dinheiro não tenho tempo, quando tenho tempo não tenho dinheiro”. E o que acompanha isso? Desânimo, Depressão, Ansiedade. Mas como aprendi na pós: “Tempo é um recurso não renovável” e que “Crise nada mais é que oportunidade no meio da adversidade”. Sendo assim, convido vocês há se questionarem  comigo: “Quem sou eu?”
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Na aula quando esse quadro aparceu no Power Point. Imediatamente comecei a me classificar. Provavelmente, você também fez isso. Logo foi esclarecido: “Todos temos um pouco de cada”. Então entra aqui o planejamento estratégico. Proponho que você tome um tempo e reflita:

• ONDE ESTOU?
• COMO ESTOU INDO?
• ONDE QUERO IR?
• COMO VOU CHEGAR LÁ?

Essas perguntar podem até soar como “auto ajuda”, mas elas são frequentemente formuladas e reformuladas pelas grandes empresas. Já se deparou com aqueles quadros “visão, missão e valores”? Agora já pensou que isso se aplica na sua vida pessoal?

Isso me remete a temática desse blog. Minha percepção do inicio da vida adulta se deu quando eu vi que a partir de agora o planejamento é por minha conta e risco. Cumpri as metas dos meus pais “escola > faculdade > trabalho”. O que fazer daqui para frente? O que define se sou bem sucedida ou não? E Acredite, a definição dos outros a respeito de sucesso pode ser bastante diferente da sua!
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Vou além: Como seus objetivos estão se refletindo no seu dia-a-dia? Ou seja, se você possui metas elas precisam estar aparecendo na sua programação diária. “Para que programação diária?”
Sabe aquele tempo que você procrastinou no facebook, sendo que você precisa fazer aquele trabalho. O prazo eram 2 semanas e era apenas uma tarefa “importante”, mas como você protelou até o último minuto ela se tornou urgente e importante, resultado? Parabéns você se gerou uma crise!

“O mais importante raras vezes é urgente, e o urgente raras vezes é importante”
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Aliás, você é aquele tipo de pessoa que tem 1 milhão de coisas a executar e todas são prioridade 0?! Deixa esclarecer uma coisa: Quando tudo é importante, nada é importante.
Agora me senti uma mãe chata. Não estou aqui dizendo para você não se divertir. E digo mais: Divirta-se! Mas procure merecer essa diversão. Diversão sem culpa é muito mais prazerosa e evita noites viradas!
Aproveito para trazer novamente um video de um post da Clari que fala absurdamente bem sobre a procrastinação!

Seguindo no limbo das inquietações: Você é aquele do tipo multitask? Então, analise a figura abaixo:
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O interessante é que a procrastinação é algo que está sendo estudado pelos gestores. Onde isso se aplica na sua vida profissional? Eles tomam nas mãos o seu tempo de procrastinação, reduzem o seu prazo. Assim, se você atrasar, o seu tempo perdido já estava contabilizado. O nome desse recurso é “critical chain” ou “corrente critica”.

Então chegamos ao ponto central desse texto: Quem é o gestor da sua vida pessoal? Se programe! Você pode se organizar estimando e disponibilizando tempo e dinheiro. E sinto informar, se isso não partir de você os resultados podem ser desastrosos. Ou seja, aquela autoescola que você protela, aquela atividade física, aquele livro, aquele curso, aquela vida que você imaginou podem nunca acontecer.

Será que é uma tarefa impossível ser o gestor da própria vida? Não! mas é trabalhoso.

Para minha organização pessoal utilizo um método que é muito interessante proposto pela minha psicóloga e foi apresentado de outra forma em planejamento estratégico. Divido minhas metas em: Curto prazo (dias ou semanas), médio prazo (meses) e longo prazo (anos). E em cima disso reorganizo o meu cronograma diário.
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Você pode estar pensando “Mas Sarah! Essas coisas mudam” e eu te responderia “Ainda bem!“.

Nossa vida muda, então as necessidades mudam junto. Atingimos algumas metas, outras coisas deixam de ser metas, outras se tornam metas. O que eu quero dizer com isso? A vida é dinâmica e fatores externos influenciam, sendo assim essa análise precisa ser dinâmica. Revise sempre que sentir necessidade.

Vou finalizando por aqui, porque conhecendo a nossa geração poucos tiveram paciência de ler até esse ponto. Mas termino em grande estilo – como foi finalizada minha aula. No filme “Perfume de mulher”, há uma cena onde Al Pacino tira uma bela moça para dançar, mas ela está aflita, pois seu noivo chegará em poucos minutos e ele apenas responde: “Mas em um momento se vive uma vida”. Desejo que seus projetos se tornem realidade!


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Em que ano estamos?

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Que a moda se recicla, todo mundo já sabe. Não foi surpresa quando os anos 90 começaram a invadir 2016 nesse quesito, com a reafirmação dos croppeds, as gargantilhas, as cores dos batons etc. Mas daí, outros elementos da cultura da nossa infância começaram a voltar e nós queremos revogar nossos papéis de adultos! (não que estejamos fazendo tanto uso desse título anyway)

Primeiro saiu o trailer do filme live-action A Bela e a Fera, da Disney! Pra derreter de vez o nosso coração, o fizeram igualzinho ao trailer do longa de animação de 1991 (aquele fez a gente desejar mais que tudo uma biblioteca infinita). O vídeo da comparação a gente tinha compartilhado na nossa page do Facebook há cerca de um mês atrás, e coloco aqui o trailer inteiro porque é lindo.

Agora em julho, o hit Wannabe das Spice Girls comemorou 20 anos de lançamento e foi usado em uma campanha da Global Goals para perguntas às meninas e mulheres do mundo todo “What do you really really want?”. Um dos objetivos é através da hashtag do projeto coletar imagens de nós dizendo o que nós queremos, como educação de qualidade, igualdade de salários, e tudo mais que precisamos ainda lutar tanto para conseguir.

Pra completar, a Geri, Emma e a Mel B anunciaram que vão voltar em um novo grupo chamado GEM (estou até curiosa pra ver no que vai dar, mas elas nunca conseguiram emplacar sem o grupo completo né?).

Nos anos 90 a clonagem era hot topic no que dizia respeito a ciência. Em 1998 foi proibida a clonagem humana (em debate desde os anos 70), como forma de nos prevenir contra uma técnica promissora mas potencialmente perigosa eticamente. Esse ano temos o CRISPR emplacando as discussões sobre ética no uso e manipulação de genomas, e com todas as promessas que ele traz. Pra explicar rapidinho, a técnica (criada por duas mulheres cientistas, vale notar) permite cortar o DNA em locais muito bem definidos e, com a ajuda de mecanismos naturais da célula, reparar esse corte inserindo pedaços de DNA corretos (potencialmente, podendo curar uma doença genética por exemplo). Uma das criadoras da técnica explica bem melhor que isso nesse vídeo aqui: (e se me deixar, vou ficar horas aqui falando sobre ciência ;))

Outra notícia que nos faz sentir nos anos 90 é a chegada do Pokémon Go! É aquela coisa, se me perguntassem a uns 20 anos atrás o que eu queria ser quando crescesse, a resposta não era difícil: treinadora pokémon (óbvio, quem não?!). Se alguém ainda não viu do que se trata é um jogo de smartphone em que você pode capturar pokémons na vida real, nos lugares que você anda e tal. Ainda não saiu a versão oficial brasileira, mas eu já botei minhas mãos em uma versão pirateada por alguém e tem tantos bugs que só aumentou mais a minha expectativa! Mal posso esperar pela chegada da versão oficial 😀

A última coisa que eu estou me lembrando de colocar aqui agora é o novo álbum do Blink 182 (recomendo muito she’s out of her mind e no future!).

Pra mim, eles foram mais marcantes nos anos 2000 mas a verdade é que o sucesso do veio mesmo em 1999 – com um dos hits sendo muito apropriado para fechar esse post.

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Demissão é como terminar um namoro

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Eita! Papo sério esse título, né?! Outro dia, eu li no face de um amigo “estou livre – sai para não voltar”. Estranho que alguém no meio de uma crise esteja contente em ser dispensado ou que queira sair.

Isso deixou de ser tão estranho quando o mesmo sentimento bateu em mim. E eu pedi demissão. Toda essa nova perspectiva de vida me levou a pensar nessa comparação “bizarra?!”

Mas vamos por partes…

1)Tudo começa no flerte:

Você procura nos sites de emprego, ativa seu network, se inscreve, faz entrevistas. Tenta parecer a pessoa mais incrível do mundo, a experiência vai desde frustrante até prazerosa. Quem nunca viveu o desconcertante primeiro encontro?!

Se você parar para pensar. Além do ato de “caçar”, existem os diferentes graus de interesse:

1) O emprego dos sonhos – idealizado – “ A grande paixão da sua vida”– Aquele que você mataria para ter.

2) Não é o emprego dos sonhos, mas paga as contas.

3) O empreguinho sacana  “Muito esforço para pouco resultado”.

4) O porto seguro – Concurso Publico – “o casamento perfeito?!”

5) O freela “comprometimento é para os facos!”

Dentre outros…

2)“É namoro ou amizade?!”

Primeiramente… pode ser que esse trabalho esteja mais para uma “ficada” – no caso de um freela, ou um emprego temporário – pode ser até que você queira namoro duradouro. Ou talvez… você seja aquela pessoa livre… Meu espaço, meu tempo e minhas regras! Mas acho que uma parte considerável dos seres humanos quer muito encontrar “segurança” e torce muito para que as coisas caminhem para frente.

Então você consegue! Está namorando! Opa! Empregado!… Ah! Grande é a alegria que vem do respeito de uma pessoa comprometida. Eventualmente, começam os “poréns”… Seu salário é por fora da carteira? Você não tem vale? Plano de saúde? As condições do trabalho são tão desfavoraveis que você quase que paga para trabalhar? Seu chefe é um carrasco?

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3)Crises… DR’s… TERMINO?!

O tipo de emprego (assim como o namorado) tem muito a ver com a sua personalidade. Que tipo de vida você quer levar? Muitas viagens, reuniões, ligações e e-mails – Grandes responsabilidades? Desejo intenso de criar? Trabalhar apenas para se sustentar e ter uma vida tranquila em família? Estabilidade profissional? Gosta de trabalhar com pessoas?

Uma coisa que sempre aprendo e se aplica pros 2 lados – Trabalho e namoro nunca serão os ideais – o ideal pertence  ao mundo das ideias. Então, eu procuro lidar com as coisas com realidade e franqueza. Você está numa situação desfavorável? Porque? Sou eu? É ele? O que posso fazer? Após concluir, não se acomode. Tome uma atitude. O que me leva a situação atual e motivo desse texto.

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Você quer um carro? Vamos falar sobre mobilidade urbana!

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No dia 5 de maio estive na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências e, entre diversas palestras, uma que me chamou a atenção foi “Cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis” de Eduardo Costa (professor da UFSC e PUC-Rio). Isso e mais um pouco de reflexão pessoal e em grupo me inspirou a escrever aqui.

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Para esclarecer um pouco se alguém chegou perdido até esse texto, mobilidade urbana diz respeito a como a gente se move pelas nossas cidades (dã?) e quais os melhores meios de se fazer isso (nem sempre isso é óbvio). Em geral, o primeiro pensamento que nos vem a cabeça é o carro e como a gente sonha que todos os nossos problemas seriam resolvidos se tivéssemos um a nossa disposição (de preferência com um motorista, né?). E muitas de nossas cidades foram construídas e adaptadas ao longo do tempo para que comportem cada vez mais tráfego de veículos, mas será que é isso mesmo que a gente precisa?

Aqui em Niterói, eu sempre valorizei muito o fato de poder andar pela rua. Parece simples, mas venho descobrindo que é algo quase raro. Poucas coisas aqui eu preciso do carro. Na palestra ele cita o exemplo de Paris, e diz que todo mundo que visita a cidade fica com a mesma impressão:

“- O meu hotel era ótimo, ficava próximo à ótimos museus e tinha uma padaria incrível na frente e uma confeitaria maravilhosa a cinco passos de distância…
– Poxa, então você deve ter ficado no mesmo hotel que eu…”

A explicação é que a cidade foi planejada para que tudo que você precise esteja a poucos metros de distância e, praticamente toda sua vida pode ser resolvida no seu próprio arrondissement. A minha vontade na hora foi de levantar e avisá-lo que ele não precisava ter ido tão longe, não conheço Paris mas acho que acabou de descrever Niterói.

Niterói não foi tão planejada como Paris e quem é apaixonado pelo Rio de Janeiro acha minha cidade meio provincial, mas a qualidade de vida aqui é indiscutível.

Por que então estamos em qualquer lugar ávidos por esse modelo de cidade “desenvolvida”, o sonho americano dos subúrbios de filmes?

Alguns fatos que ele menciona durante a palestra:

  • Durante horários de rush, a velocidade média da linha vermelha é em torno de 12km/h. A mesma velocidade da charrete.
  • Só no município de São Paulo 800 carros são licenciados por dia.
  • O custo de manter um carro parado na garagem é em torno de 1500 a 2000 reais por mês.

Então, faço coro à reflexão apresentada por ele: Que grande desenvolvimento é esse, se a gente anda na velocidade da charrete?

Pra enriquecer a reflexão:
Vídeo 1
Neste, o foco é a qualidade de vida que cai em função do uso excessivo de carros. Ela também discute o fato de as cidades serem construídas nesse molde de centro vs. subúrbio e os pesos que esse modelo coloca sobre os ombros da população – em especial, a população pobre.
Vídeo 2
Interessante para avaliar a questão através dos números. Considerando a quantidade de carros que têm em São Paulo e o total de ruas para eles deveriam haver 411 caros por km, mas considerando um tamanho médio de carros populares estes 411 ocupariam 1,5km de ruas. Não fecha né?
Vídeo 3
Sobre a mobilidade urbana se tornar imobilidade urbana. Inclui uma famosa citação, que vale a reflexão: “Cidade desenvolvida não é onde os pobres podem ter um carro, mas sim onde até os ricos usam o transporte público”. Toca no sensível ponto das faixas prioritárias de ônibus.

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Sobre a vida adulta

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Aviso aos navegantes: Aí vem desabafo!

Estou em meio um bloqueio criativo. Está tenso. Sendo muito honesta, acho que passei a primeira metade do ano de 2016 vivendo uma linha tênue entre ansiedade e frustração.
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Sempre me vi como uma pessoa planejadora e positiva. E nesse momento, eu estou sentindo falta de ser assim. Mas a vida tem me mostrado de forma um pouco amarga que “as vezes as coisas não sairão conforme o planejado” e “as vezes, as coisas vão acontecer juntas mesmo. Uma suruba louca de emoções.”

 

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Então, sabendo que a vida adulta é um oceano, onde: não ter respostas é normal, ter coragem é primordial, a capacidade de se reinventar é indispensável. Vou me esforçar para ter força para encontar novos caminhos, traçar novas metas e retraça-las, se for necessário.

Por fim, seja em qualquer esfera da vida: amor, trabalho, familia, amigos. Diversos são e serão os desafios. E lembre-se: Não existe caminho pronto. O que hoje é certo, amanhã pode não ser.

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Aproveito o ensejo para finalizar com um agradecimento: Sempre escolhemos ser pedras ou flores no caminho dos outros. Obrigada as flores do meu dia-a-dia.

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Como acabar com um relacionamento

Estava eu outro dia na barca, entre dois homens e os dois digitavam ansiosamente no celular com suas respectivas tendo DRs. Curiosa, eu ficava “discretamente” lendo a quantidade de drama nas mensagens… Lógico que eu não sei exatamente o motivo das brigas… Mas isso motivou o post de hoje.

Então, quem ai já viu o filme como perder um homem em 10 dias?! Se não viu, deveria. É uma comédia bem água com açúcar. Sem querer dar spoiler, mas já dando um pouquinho, Seria possivel uma pessoa carente, pegajosa, dominadora, insegura, consegue manter um relacionamento saudável? Bem… Eu particularmente acho que não. Obs importante: Qualquer comportamento descrito aqui é independente de gênero.

Então vamos lá:

Seja extremamente ciumento(a): Não permita que ele(a) mantenha contato com pessoas supostamente atraentes. Afinal, ele pode acabar encontrando alguém melhor do que você comprando um pão.

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Cobre demonstração de carinho: Estilo filme romantico… Vale tudo! Mensagens/ ligações/ Curtidas/ Qualquer outro breguete desse que as mídias sociais inventaram. Principalmente com plateia. Afinal?! Quem ama demonstra! Mesmo que seja forçado.

Diversão?!:  Só está aprovada se for com você

Reprodução

Se arrumar para sair?! Para que?!: Você já não está num relacionamento. Para quem você está querendo ficar bonito?

Reprodução

 

 

 

 

 

 

 

DRs: Quebrou um copo? Passou mais tempo que o “necessário” na rua? Saiu com os amigos e não te avisou antes? Não atendeu o celular na hora q você ligou? Sempre é hora de discutir o relacionamento! Alias é essencial em uma DR levar aquela lista de todas as coisas erradas que a pessoa já fez desde o nascimento;

Brincadeiras a parte, é essencial para qualquer relacionamento que cada individuo se ame e respeite a individualidade do seu parceiro(a). Lembre-se: “O relacionamento mais essencial é de você consigo mesmo”. Antes de gostar de alguém, aprenda a gostar de quem você é. Não para conquistar o outro. Autoconhecimento é um exercício diário e super importante. Conhecer suas qualidades e defeitos e lidar com isso é o primeiro passo.

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De coração, após ler esse post dedique 5 min, pare e pense “o que te torna especial”. Procure desenvolver autoconfiança todos os dias e todos os momentos. E tenha certeza de que nenhum parceiro(a) é a ultima bolacha do pacote.

E importante: Isso aqui não é uma autoajuda! mais para frente faremos um post sobre a importancia da terapia.

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