Como fingir ser inteligente

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Ultimamente reparei que as pessoas gostam mais de gastar seu tempo fingindo que são do que realmente se esforçando para ser.
Ser qualquer coisa.
Toda essa situação política brasileira atual, tão dividida e cheia de intolerâncias, é alimentada por pessoas que não querem que o povo pense. Por isso resolvi escrever esse texto; assim, quem sabe, de tanto fingir ser inteligente alguns não param realmente pra pensar.

Na vida real

  • Ao conversar com alguém, nunca grite. Gritar é o atestado da falta de argumento, e pra fingir ser inteligente você tem que fingir ter argumentos, né?
  • Nas suas conversas também, preste atenção no que seu interlocutor está falando. Vale até fazer pose de pensativo. Quando você para pra ouvir, você até corre o risco de aprender coisa ou outra.
  • Ande sempre com um livro por perto e, em qualquer oportunidade, tire ele da bolsa. Pode ser um romance, crônicas e até auto-ajuda – o importante é ser visto lendo. Aliás, enquanto você está olhando praquelas folhas cheias de letras aproveita pra ler de fato algumas páginas, afinal pode demorar um pouco até que alguém repare que você está ali (ainda mais com um livro).

Na internet

  • Quer compartilhar um link no facebook? Garanta que ele seja de uma boa fonte, assim as pessoas vão pensar que você se mantém atualizado pelos meios cultos – e não pelas manchetes que passam voadas pelo seu feed.
  • Aliás, por que não lê-lo de fato? Assim você ainda ganha mais pontos fakes de inteligência por fazer um comentário junto com o link compartilhado.
  • Está escrevendo? Use, no mínimo, o corretor de ortografia do word. Se quiser dar um passo além, use um dicionário online para buscar alguns sinônimos – você também corre o risco de aprender palavras novas.

Só não vale fazer como o Joey.

Alguém tem mais alguma dica? Deixe nos comentários 😉

*obs: caso não fique claro, esse é um tutorial fake e irônico (mas com um pequeno fundo de verdade).

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Sobre o tempo

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Sexta 08/04/16, esperava a barca ansiosamente. Eu fitava o mar e pensava: “Cadê a barca?!”. Olhava a hora e os minutos se arrastavam. Então me dei conta, segunda eu sentiria falta dessa vontade, desse momento que precedia um grande acontecimento. Sendo assim, me coloquei para refletir a dimensão do tempo.

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Saquarema_João Carneiro

Senti saudade de um dia aleatório em 2013, quando eu morava em Buenos Aires. Talvez fosse Junho ou Julho. Estava frio. Eu andava rápido pelas ruas de Palermo Soho, indo visitar uma amiga. Estava atrasada, e me atingiu repentinamente aquela sensação de saudade antecipada, analisei as arvores repletas de folhas secas e pensei: “Está passando rápido e vai fazer falta”.

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Cordoba_Quebrada del Condorito_Yasmin Pinheiro

Então, voltei mais ainda e me descobrindo uma analista temporal. Me impressionei. A primeira lembrança de parar no tempo foi por volta dos 9-10 anos. Estava no carro do meu pai e vinha visitar minha avó em Niterói. Lembro de estar no meio de uma briga, sono vs ansiedade. Então, deitada no banco do carro suspirei e pensei: “Estranho… Já estou sentindo saudade da minha avó. Será que o tempo escorrega?”.

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Cataguases_Não sei

O coração se apertou no meio das memórias. Quantas coisas magnificas a vida nos traz, quantas coisas nos fazem sofrer e depois perdem a importância.

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Cataguases_João Carneiro

Conclui minha divagação com a dúvida: Será que algum dia eu sai daquele carro?! Por fim a espera sessou, contente vivi o meu fim de semana e na segunda senti saudade.

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Obs1: Aproveitei o clima de divagação para rever as fotos do face e foi muito gostoso o resultado. Recomendo!
Obs2: Aproveitei para dar os devidos créditos para meus amigos fotógrafos. Sem eles seria mais difícil relembrar. Obrigada!

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