A nova onda do Imperador: Cusco em 5 dias

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Bom, eu acabei de voltar de Cusco, no Peru, e resolvi contar um pouco sobre como foi a viagem. Eu mesma planejei quase tudo e fiquei bem feliz com o resultado! 🙂
Então, vou começar pelo tempo de viagem: meu roteiro é de apenas 5 dias, mas se for possível aconselho ficar mais tempo. Eu tinha lido em vários blogs que 5 dias era suficiente para conhecer a cidade, mas não estava contando que em dois desses cinco dias eu passaria viajando e não poderia aproveitar tanto a cidade. Acredito que o tempo ideal seria de 7 dias, assim poderia visitar os lugares básicos do roteiro turístico que ficaram faltando e ter um tempinho a mais de explorar a cidade.
Começamos então pegando o avião de 5h40 aqui no Rio e acho que a maioria dos vôos pra lá saem nesse horário já que os outros brasileiros com quem conversei durante a viagem disseram ter viajado nesse mesmo horário. Apesar de ter que chegar no aeroporto mais ou menos 3h da manhã, pra fazer o check-in e ir pra sala de embarque até que não foi tão ruim. Eu com meus incríveis 1,57 cm de altura e anos de treinamento estudando de manhã, consigo me acomodar bem e dormir em qualquer lugar, então nem senti tanto a viagem (na verdade, até prefiro viajar de noite porque passa mais rápido). Nosso vôo tinha conexão em Lima, então chegamos no hotel em Cusco entre 13h e 14h da tarde.
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Logo que chegamos já tivemos nosso primeiro susto: o câmbio era bem diferente do que tinha pesquisado, mas precisávamos de dinheiro e resolvemos trocar ali mesmo no aeroporto, que costuma ser mais caro. Pagamos 1 real para 85 centímos de soles x_x! E aqui entra a segunda dica: não troque muito dinheiro! Apesar do câmbio ser bem abaixo do que esperávamos ficamos com dinheiro sobrando no final, que acabei gastando em coisas inúteis. No final, eu gastei menos de 200 soles em cinco dias, para as coisas comuns do dia-a-dia, tipo comida. Como a gente não queria viajar só com real, levamos dólares também porque lá eles também aceitam e pagamos o pacote dos passeios assim. Não é difícil achar casas de câmbio lá, na verdade, até barraquinhas de artesanato faziam isso, mas trocavam principalmente dólar e euro.
Como ficaríamos pouco tempo e deixamos pra comprar todos os tickets e passeios lá tínhamos que resolver isso logo no primeiro dia, que é um dia que você não deve fazer muito esforço por causa da altitude. (Eu não senti nada do soroche, mas levei as recomendações a sério e procurei não me esforçar muito no primeiro dia.) Enfim, tudo isso pra falar que compramos o pacote do nosso taxista. Sim. Do taxista do aeroporto.
A gente pegou o táxi do lado de fora, porque o primeiro cara do lado de dentro que nos abordou falou que custaria 50 soles até o hotel e tínhamos acabado de levar uma facada com a taxa de câmbio, então eu só ri da cara dele e fui embora. Do lado de fora a gente encontrou esse cara e conseguimos pechinchar o táxi pra 20 soles e nisso fomos conversando. Ele perguntou se já tínhamos um roteiro e começou a explicar um pouco sobre isso. Chegou até a parar em frente ao “escritório” dele, ou seja, uma rua esquisita que tava com tudo fechado (depois descobrimos que era feriado), mas pedimos pra ele nos deixar primeiro no hotel para pensarmos e fazer as contas pra ver se o valor realmente valeria a pena. No final a gente nem procurou muito, estávamos sem paciência e queríamos resolver logo isso. Só entramos em uma agencia na praça das armas e que nos atendeu muito mal, então fechamos com ele mesmo. Foi arriscado, sim, mas deu certo.

Chega de enrolação: vamos ao city tour! Foi nosso segundo dia na cidade e primeiro passeio. Um cara foi lá no hotel de manhã deixar nossas entradas e avisar que alguém nos buscaria 13h15 da tarde. Aproveitamos a manhã pra andar em lugares perto do hotel, mas como estávamos meio perdidas ainda e com medo de sentir algum mal de altitude, não rendemos muito nessa caminhada. Enfim, a pessoa foi lá buscar a gente e nos levou para o primeiro lugar – Qorikancha. Percebemos que o boleto turístico da minha prima estava no nome da mãe dela (por algum motivo eles confundem) e acabamos ficando presas do lado de fora tentando resolver isso. Pegamos o grupo já começado com um cara, señor Jesus, que falava espanhol muito rápido e um inglês com sotaque muito forte, ou seja, a gente não entendia nada que ele falava. Esse foi um lugar que fiquei triste de ter passado tão depressa! O cara só ficava falando e falando e não nos dava tempo para ver o lugar… Talvez se o tour começasse mais cedo daria pra ver melhor. Mas por causa disso eu quase me perdi do grupo umas 5 vezes nos 30 minutos que ficamos lá. DICA: Tentem visitar Qorikancha fora do city tour! É fácil chegar, o ingresso é separado do boleto turístico e tem guias na porta do local se você desejar.
Depois a gente pegou o ônibus e fomos para Saqsayhuaman. Não lembro qual era a distância, mas como aquele guia não parava de falar parecia infinito. Chegando lá já tínhamos pegado a malicia de abandonar o grupo, já que não entendíamos nada que ele falava e estávamos frustradas com a visitação super corrida no templo anterior. A gente deu umas voltas por lá, tiramos umas fotos, mas como era o primeiro lugar do tipo e eu não conhecia nada da sua história, pra mim era só um monte de pedra empilhada. Mas, por favor, façam diferente porque depois de visitar os outros locais, percebi que esse era um dos mais bonitos na minha opinião. As construções incas são muito incríveis, tentem valorizar cada lugar que vocês visitarem por que é realmente especial. (Mas eu só fui entender isso no segundo dia, com uma guia mais legal e que era possível compreender o que ela falava).
Depois fomos a Q’enqo e Tambomachay, mas como eu não estava prestando muita atenção não lembro de quase nada. Nem vendo as fotos eu lembro qual era qual. Estou me guiando pelo roteiro escrito que a gente ganhou do guia e os furinhos que eles fazem no boleto turístico quando você visita o lugar.
Por último paramos em Puca Pucara e lá visitamos uma loja e fábrica de produtos com lã de alpaca e llama. Essa loja até que foi legal, uma pessoa de lá falou um pouquinho sobre como diferenciamos os produtos legítimos dos falsos e nos ensinou sobre as diferentes qualidades das lãs de acordo com a raça das alpacas.
Voltando para a cidade, o ônibus nos deixou perto da praça das armas e de lá voltamos pro Hotel. Eu saí para comer sozinha e acabei num bar de esportes muito legalzinho chamado La Fabrica Sports Bar. Lá eu comi um macarrão delicioso lá que custou 19 soles e era enorme. No último dia almoçamos lá também, mas dessa vez dividi com a minha prima e serviu muito bem nós duas. Eu queria muito sair e fazer algo animado e divertido, mas não tinha conhecido ninguém ainda e lá nesse bar só tinha gente mais velha então não durei muito (apesar de que estava doida pra jogar dardos!), só comi e fui embora. Outra coisa que foi ruim em ter ficado pouco tempo: não deu pra curtir muito a vida noturna da cidade.
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No fim desse intenso primeiro dia, passei 40 minutos no telefone da recepção tentando conseguir um médico pra minha prima e acabou que ela estava com intoxicação alimentar. Então ela ficou no hotel no dia seguinte e eu fui passear sozinha.
Terceiro dia: Vale Sagrado. Todos os lugares que eu li diziam que nas cidades desse lugar tinham várias feirinhas de artesanato, principalmente no domingo, mas eu não achei nada demais quanto a isso. E olha que eu fui no domingo. A guia nesse dia era muito melhor, falava de forma clara e devagar e tinha um sotaque de inglês bem melhor que nosso primeiro guia. Então posso dizer: vale muito a pena ter uma visita guiada de qualidade, você consegue entender melhor o que são aqueles lugares que você está visitando e aproveitar muito mais do que só ir lá e tirar foto. O roteiro desse lugar inclui dois lugares principais: Pisaq e Ollantaytambo. Não vou me prolongar falando de cada um deles, mas dessa vez tivemos mais tempo para explora-los por nossa conta e os dois lugares são lindíssimos! Nesse dia também compramos o pacote com almoço incluso e vale muito a pena! É um buffet liberado e com vários pratos típicos peruanos. O restaurante era na cidade de Urubamba, mas a gente só ficou dentro do restaurante mesmo. Por fim, a última cidade é Chinchero, mas, de novo, chegamos lá e já estava escuro, então só conhecemos uma lojinha de lá. Nesse lugar foi a demonstração mais legal de todas! Eles mostraram como era o processo de confecção das peças têxteis desde a lã crua, até uma manta pronta! É realmente bem legal ver como é tudo feito com ingredientes naturais e o trabalhão que dá… depois disso fiquei até com pena de pechinchar os preços.

De noite consegui achar finalmente um lugar agitado e com pessoas da minha idade. Um argentino que conheci no tour me levou no hostel dele que tinham uns eventos, tipo umas festas de noite. O lugar de chama Loki Hostel e é bem legal! Lá eu comi uma pizza e joguei Beer Pong com uma galera meio aleatória. A parte mais legal é que cada um era de um canto do mundo ali e todos estavam na mesma vibe animada e receptiva. Infelizmente fui embora meio cedo, já que no dia seguinte iria acordar 4h30 da manhã para ir a Machu Picchu.
Quarto dia: o tão esperado Machu Picchu. Esse merece uma dica logo de cara: NÃO DEIXEM SEU GUIA COMPRAR O TREM DA VOLTA TÃO TARDE!!!! Um carro nos buscou no hotel as 5h em ponto, e de carro mesmo fomos até a estação de Ollantaytambo pegar o trem. O cara só deixou a gente lá com as passagens e o ticket de entrada e mandou a gente procurar uma bandeira vermelha escrito o nome do grupo. Obviamente a gente não achou o grupo. Catei um wifi e liguei pro nosso agente turístico (a gente só comprou o pacote com ele, não o encontramos nenhum outro dia) e ele falou que o grupo já tava no trem. Entramos meio desesperados no trem e não encontramos a tal da bandeira de novo. A viagem foi boa e rápida, o trajeto é muito bonito e o trem é bem confortável, vale bastante a pena!
Chegamos em Aguas Calientes e eu resolvi perguntar pra primeira pessoa que eu vi com uma bandeira pra saber se ela tinha visto nosso grupo. Acabou que o grupo que procurávamos era o dela, mas a bandeira era azul. Como podem ver já começou tudo meio confuso e assim continua. Como a gente ainda não tinha as passagens de ônibus pra subir de Aguas Calientes para Machu Picchu ela nos deixou com outra mulher pra comprar as passagens. E que por sua vez nos deixou no ônibus com as instruções de encontrar uma terceira pessoa que seria nosso guia em Machu Picchu. Chegamos lá em cima umas 9h40 e encontramos o señor Fernando apenas 10h15. Foi tudo bem confuso e corrido, mas finalmente entramos e 6 pessoas do grupo de 8 eram brasileiros. E todos cariocas <3 O tour durou umas 3h mais ou menos e segui a dica de um amigo de não tirar muitas fotos para aproveitar bastante aquele momento porque é um lugar muito especial (obrigada, Gabriel!). Por fim, ficamos livres para andar sozinhas pelo parque mas como minha prima não tava se sentindo bem no calor (inclusive o chocolate da minha mochila derreteu, sujou tudo, e ainda ficamos com belíssimas marcas de camisa por causa do sol) voltamos para Aguas Calientes por volta de 14h30. Nosso trem só sairia 20h20. Sério. Não façam isso. Tentamos de todo jeito trocar a passagem pra mais cedo, até mostramos o atestado médico, mas não adiantou… Nós também não éramos os únicos com o trem tarde tentando conseguir vaga mais cedo.
Enfim, não deu. Rodamos aquela cidadezinha inteira umas 3 vezes. Não tem nada demais, e é tudo mais caro. Mas foi divertido. Queria ter voltado mais cedo e aproveitado mais da cidade de Cusco, mas foi legal lá também. Chegamos no nosso hotel mais de 00h.

Ultimo dia (e, nossa, como eu falo!!!): Mercado São Pedro. Usamos o resto do tempo que tínhamos sobrando para ir nos museus que tínhamos entrada por causa do boleto turístico e gastar os soles que nos tinham sobrado nesse estranhíssimo lugar chamado mercado São Pedro. O lugar é uma mistura só! A gente quis ir lá porque no primeiro dia perguntamos a uma guardinha de transito onde poderíamos comer barato e ela falou desse mercado. Era muito esquisito, não sei nem como descrever… Bem cena de filme mesmo com uns bichos mortos pendurados pra vender, pé de galinha (!!!!!!), várias moscas, etc. Mas tinham também várias barraquinhas vendendo artesanato local e era bem mais barato, então valeu a pena.
Vou deixar aqui os lugares que eu comi e lembro o nome:
-Café Perla (Esq. San Andrés com Kuychipunku, nº492): o lugar é uma graça e tem um preço bom. Lá comi uma Truta a la Plancha deliciosa.
– La Fabrica Sports Bar (Rua Santa Catalina, nº360): é um bar temático que serve tanto pra comer como pra encher a cara. Tem umas mesas com dardo e em outro andar tem também sinuca e pebolim. Fui super bem atendida e, o preço da comida era bom e o prato que eu comi dava pra dividir tranquilamente. (as cervejas e drinks eram um pouco mais caros, mas nada fora do comum, coisa de 20 soles em média)
– Loki Hostel (Cuesta de Sta. Ana, nº 601): lá você precisa de uma pulseirinha pra entrar e você usa ela pra pagar também. Não sei como funciona pra pessoas de fora já que eu entrei meio escondido e peguei as coisas com a pulseira desse meu amigo, mas lá eu dividi uma pizza que custou 12 soles e ainda sobrou uns dois pedaços. A cerveja também tinha um preço bom.
Dicas no geral:
– Atenção ao horário do trem da volta em Machu Picchu. O parque fecha as 17h, e o ultimo ônibus desce 17h30, mas dá pra conhecer tudo com calma e terminar bem antes. Acredito que o trem das 18h seja o ideal, assim você vê tudo com o guia e sem ele depois e sem ficar muito tempo atoa na cidade.
– Tente passar a semana lá, assim você terá mais tempo de explorar as ruazinhas da cidade que por si só já são belíssimas. Cinco dias foi muito corrido e não conseguimos ver tudo.
– Comprando todos os passeios num pacote só porque saí mais barato assim, mas se puder gastar um pouco mais, acho que vale a pena ir comprando separadamente e escolher guias melhores em uma língua que você entenda! Dessa forma você escolhe os lugares que vai passar mais tempo e aproveitar tudo que o lugar e sua história podem proporcionar.
– Se você quer calma, e valoriza sua cama e banheiro fique numa pousada. Mas caso esteja interessado em conhecer gente nova, fazer amigos e curtir a noite cusqueña aconselho um hostel, lá tem várias opções para todos os gostos.
– Ficamos hospedados na pousada La Casona de Rimacpampa. Lá só serve café da manhã, que nem era tão bom, mas eles nos atenderam muito bem, principalmente no dia que precisei chamar um médico. O ruim foi que no dia que chegamos mais tarde não tinha mais água quente no chuveiro.
– Inca Kola tem gosto de chiclete de tutti frutti.
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Viajar sozinha

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Eu sempre ouvi dizer que viajar sozinho é uma experiência que todos deveriam ter. Para perto ou para longe, por pouco ou muito tempo, me diziam que era uma jornada de auto-conhecimento. Também já tinha ouvido falar que era assustador, impensável e até um pouco deprimente. Quando surgiu no fim do ano passado a oportunidade para que eu passasse um mês inteiro praticamente andando sozinha por um país desconhecido, eu não tive nem dúvida – eu fui – assustador ou empolgante eu sabia que seria uma experiência única.

Ao todo foram 34 dias, 30 dos quais eu efetivamente estava viajando sozinha. Fiquei em 4 cidades diferentes, fora as tantas outras que passeei só por um dia. Duas viagens de avião, 6 de trem e 3 ônibus. Muitas libras foram embora dos meus bolsos, mas posso dizer que me sinto enriquecida. Não outra pessoa – acho que já passei dessa fase de me refazer a cada nova experiência – mas também não a mesma de sempre. Viajar, sozinha ou acompanhada, tem esse poder mágico para mim.

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Glen Coe (Highlands), Escócia. Fevereiro, 2017.

Eu adoro me aventurar por novos lugares e procuro sempre fazer coisas que nunca fiz, mas não sou exatamente uma pessoa espontânea. Quando eu viajo eu gosto de planejar cada hora de cada dia, uma versão otimista e outra pessimista, e na hora eu faço o que a realidade permitir. Dessa vez não foi bem assim. Com tão pouco tempo para me preparar, só consegui dar uma olhada superficial em tudo que tinha pra fazer em cada um dos lugares onde iria parar. Certamente não consegui planejar com precisão o orçamento de cada etapa da viagem. Fora que não eram só os passeios que eu tinha que preparar, mas também o trabalho (afinal toda a viagem girou em torno do que eu poderia acrescentar para o meu projeto de mestrado).

Assim, pessoa ansiosa que sou, o pré-viagem não foi nada tranquilo. Sozinha, eu não tinha com quem compartilhar minhas dúvidas, dividir o peso de cada decisão. Não que os amigos ou a família não me ouvissem quando precisava, mas ninguém iria de fato arcar com as consequências das minhas (in)decisões. Planejei os quatro primeiros dias, respirei fundo e fui. Ao chegar lá, esqueci de todas as preocupações. Corri para conhecer e absorver o máximo que podia de Londres – o que não é pouco – em apenas dois dias. Foi empolgante, corrido, animado e meus pés reclamaram de tanto andar. A liberdade de acordar a cada dia e poder decidir o que eu ia fazer, pra onde ir, quanto tempo passar em cada lugar, o que e que horas eu iria comer, era único. Sei que aproveitei muito bem esse lado de estar sozinha. Pelo outro lado, tive diversos momentos em que eu estava tão encantada com o que estava vendo e vivendo, que eu gostaria que houvesse alguém ali para compartilhar aquilo. Alguém só pra olhar e sorrir e dizer: “Nossa, olha que incrível é isso!”.

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The National Gallery, Londres. Janeiro, 2017.

Segui minha programação nos dias seguintes para um congresso e depois, uma breve visita a um potencial novo colaborador. Essa etapa foi justamente o período em que eu estive acompanhada, então talvez não valha falar aqui. A partir daí, todos que eu conhecia foram embora e eu fiquei trabalhando com novas pessoas. Nessas próximas semanas eu consegui turistar durante os finais de semana, e trabalhar muito durante a semana. E foram nesses dias de trabalho que eu mais senti o peso da minha introversão.

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Seguir minha linha de raciocínio no que se trata de interagir com pessoas novas não é fácil nem pra mim, portanto nem me atrevo a arriscar aqui por escrito. Basta dizer que me sinto muito bem representada por esse quadrinho aí de cima. Estar em um ambiente em que, a cada minuto, eu não sabia o que esperar não foi nada fácil. Eu estava lá para aprender a fazer o que eles fazem de melhor nesse grupo de pesquisa, mas cada dúvida que eu precisava tirar com alguém eram horas de ruminação para decidir quem buscar (e que não ia me dar patada), o momento certo (pra não atrapalhar o trabalho deles), as palavras certas (para não parecer muito burra)… Nesse período fiquei hospedada em um apartamento do airbnb, ou seja, eu praticamente morei com esse casal por três semanas, e lá também até as escolhas de que horas comer e tomar banho eram decisões que me pesavam mais do que deveriam. A solução para mim foi fugir da interação em casa, eu rapidamente aprendi os horários deles e basicamente só usava o resto da casa quando eles não estavam mais lá. Sei que assim perdi alguma coisa dessa experiência, mas foi o que me permitiu manter minha produtividade durante o dia. Ah e, claro, toda a pressão de concluir o máximo de trabalho possível antes de acabar meu tempo. Foram três semanas emocionalmente exaustivas.

Ao sobreviver a base de comida de micro-ondas e um biscoito baratinho (e especialmente delicioso), consegui planejar meus últimos dias de férias. Saí de Edimburgo com a sensação de missão cumprida, apesar da exaustão acima mencionada. Absolutamente tudo tinha dado certo até ali, o trabalho, as hospedagens, os passeios. Assim, fui super empolgada de volta a Londres. Viajar sozinha me permitiu tomar essas decisões de “última hora”, me permitiu voltar a lugares já visitados em detrimento de conhecer outros simplesmente porque eu tinha gostado muito dali. Me permitiu sentir de novo a angústia e a empolgação de ser a única responsável pelas minhas escolhas – onde ficar, onde ir, onde comer. Mas, novamente, não tinha ninguém ali para compartilhar todas as coisas incríveis que eu vivi.

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Palácio de Buckingham, Londres. Janeiro, 2017.

Viajar sozinha, para mim, não foi auto-conhecimento. Foi ultrapassar limites que eu já sabia que tinha, foi me desafiar a coisas novas. Foi me sentir mais forte e confiante por saber que eu consegui passar por tudo isso com um resultado super positivo ao final. Foi a oportunidade de conhecer gente de todos os lugares, conversar sobre carreira, política e vida adulta com brasileiros, americanos e paquistaneses. Por outro lado, viajar sozinha foi, sim, solitário também. Estar sozinha comigo mesma é gostoso, mas cheguei a conclusão que prefiro ficar sozinha em casa. Acredito que tem alegrias que são só nossas, mas outras que são melhores quando são compartilhadas. Viajar é uma dessas.

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Castelo de Craigmillar, Edimburgo. Fevereiro, 2017. (também conhecido como caminho para a faculdade)
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5 lugares ao ar livre imperdíveis no Rio de Janeiro

Isa Por aí
Confesso que quando recebi o convite da Sarah e Clarissa para escrever para o blog, fiquei honrada! Passada a euforia inicial, comecei a me perguntar: “Logo eu, de exatas, super objetiva e que corria das redações na escola, como conseguirei contribuir para a página delas?!”. E bateu aquela insegurança… Parei, pensei, refleti e vi que nada melhor do que falar sobre aquilo que move e estimula a gente.
Eu, como boa ariana que não consegue parar quieta, sempre gostei de explorar novos lugares! Pode ser aqui do lado de casa (em Niterói – RJ) ou em outro país! O importante é não estar parada! E por todo canto que passo, saio registrando tudo através de fotos e escrevendo as minhas percepções! Talvez, pela certeza de uma carreira relativamente estável, cursei engenharia e levei a fotografia como hobby. Mas este ano, resolvi dar um passo à frente e expor todos esses registros, explicando um pouco sobre cada um desses lugares.
Sendo assim, vamos falar do que eu entendo!
Mais do que uma reflexão sobre a vida adulta levo este texto como um informativo de sugestões de lugares que a nossa cidade vizinha oferece, mas que muitas vezes passam despercebidos na correria do dia a dia.
Eis aqui 5 lugares ao ar livre imperdíveis (pelo menos na minha opinião) no Rio de Janeiro:

Mureta da Urca
Isa Por aí
Amor à primeira vista, a mureta é um dos meus lugares preferidos no Rio! Localizada no bairro de mesmo nome na Zona Sul carioca, ela é super democrática, contando com bares para todos os gostos e bolsos ao longo de sua extensão. Assistir ao por do sol sentada na mureta, com os amigos, comendo um pastel e bebendo alguma coisa, num pós praia deveria ser parada obrigatória para todo carioca ou visitante da cidade maravilhosa pelo menos uma vez!!

Pedra do Arpoador
Isa Por aí
Já experimentou assistir ao por do sol de cima da Pedra do Arpoador? Com uma visão completa da Praia de Ipanema e Leblon, contando com o Morro Dois Irmãos ao fundo, é a arquibancada preferida de 8 em cada 10 cariocas no verão! Conseguir um espacinho na famosa pedra não é tarefa fácil, mas vale muito a pena! A cada entardecer, o sol se despede com uma salva de palmas dos expectadores! Experiência que renova qualquer energia!

Praia da Joatinga
Isa Por aí
Esse paraíso fica escondido entre as praias de São Conrado e da Barra da Tijuca! A pequena praia de apenas 300 metros possui um visual deslumbrante, com um mar de água cristalina, num tom azul esverdeado poucas vezes encontrado no Rio!
Como chegar?!
A opção mais viável é o carro, já que os ônibus param muito distantes! Pegue a Estrada do Joá e entre no condomínio na Rua Pascoal Segreto (ponto de referência: o Clube Costa Brava fica dentro do condomínio). Há estacionamento no local, mas com número de vagas reduzidas! Portanto, se você optar ir num dia de sol, chegue cedo!
Após estacionar, para chegar efetivamente na praia, você deverá descer um caminho de pedras e rampas (nada tão perigoso), com mirantes pelo percurso.
Dica: Na maré alta/cheia (geralmente no outono e inverno), a faixa de areia some. É uma boa verificar a maré antes de ir até lá.

Mirante Dona Marta
Isa Por aí
Se você busca uma vista panorâmica da Cidade Maravilhosa, o Mirante Dona Marta é o lugar certo! Da Zona Norte à Zona Sul, é possível observar o Maracanã, a Baía de Guanabara, o Aterro do Flamengo, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor!
Ao chegar no estacionamento do mirante, você terá duas possibilidades: de um lado uma escada de pedras leva até o mirante propriamente dito e do outro, um heliponto garante um lindo visual do Cristo Redentor mais de pertinho e da Lagoa Rodrigo de Freitas! O passeio vale muito a pena e o melhor: é possível chegar lá sem fazer nenhuma trilha e é gratuito!
Como chegar?!
Não há ônibus que leve ao mirante. As melhores formas de chegar até lá em cima são: de carro ou através de uma trilha que se inicia na favela Santa Marta (pacificada).
De carro: siga para o Cosme Velho pela Ladeira dos Guararapes, na direção do Corcovado. Em seguida, haverão placas indicando para o Mirante, o acesso é bem fácil! Como já mencionado, há estacionamento no local, sendo necessário colocar o cartão no veículo (R$ 2,00 para cada 2h de permanência).
Por trilha: o caminho é ir até o morro Santa Marta, subir ao topo da favela pelo elevador e seguir pela trilha que leva entre 30 e 50 minutos (grau de dificuldade médio).

Mirante do Sacopã
Isa Por aí
Para mim é a melhor trilha em custo-benefício, subida rápida e sem grande grau de dificuldade, mas com um visual maravilhoso!
A caminhada inicia-se na entrada do Parque Natural Municipal da Catacumba, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas. Em um percurso de 330 metros, em cerca de 20 minutos, você chega ao mirante. Lá de cima é possível observar a Lagoa, a Pedra da Gávea, o Morro Dois Irmãos, o Jockey Club, a Praia do Leblon e o Cristo Redentor.
Na entrada do parque, há banheiros e uma pequena lanchonete.
Como chegar?!
A trilha fica no Parque Natural Municipal da Catacumba (Av. Epitácio Pessoa, 3000 – Lagoa), próximo ao corte do Cantagalo. Para chegar ao parque, você poderá ir tanto de carro quanto de transporte público.
De carro: não há estacionamento no local. Uma boa opção é o estacionamento ao entorno da Lagoa.
De ônibus: procure uma linha de ônibus que passe pela Av. Epitácio Pessoa.
De metrô: desça na Estação Cantagalo, ande na direção do Corte do Cantagalo, passando por ele e contorne a Lagoa pela direita. Em 10 minutos de caminhada, você avistará a entrada do Parque.
Horário de Funcionamento:
Terça à domingo, das 8h às 17h (até às 18h no verão).

Bom, o Rio de Janeiro conta com inúmeras possibilidades quando o assunto é atividade ao ar livre, porém essa breve lista já é um começo se você deseja explorar essa cidade maravilhosa!
Isa Por aí

Parabéns Mari! 🎂🎁🎉🎊 @sarahbbrito @vitor_eboli @marianaserenario @renatinhadns @paula.ferpat @clari_carneiro @leticia_vidigal

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Arraial do Cabo e o problema com o “caribe brasileiro”

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Como eu havia mencionado no último post, recentemente o mar na região dos lagos estava excepcionalmente bonito, e eu tirei uns dias pra passear por lá. Já contei do meu dia em Cabo Frio e agora quero falar sobre Arraial do Cabo.

O dia não foi tão cheio como o anterior e certamente foi mais curto – não tenho uma grande resistência para praia. Chegamos com o objetivo de passar o dia nas prainhas do Pontal do Atalaia, um lugar aparentemente paradisíaco. Você sobe, sobe e sobe de carro, chegando no alto tem um mirante e depois você desce algo entre 250 e 350 degraus (varia de acordo com a fonte rs) para então chegar na praia. Subimos a estrada por uns vinte minutos até parar em um engarrafamento, muitos carros estavam desistindo e nós ficamos desanimadas. Se a estrada estava cheia assim, imagina o mirante… Não queria me estressar mais para estacionar, e sinceramente não sei se estava pronta para subir aquela escadaria depois de passar um dia de praia.

Nós descemos então, mas aproveitamos a vista. Paramos em alguns pontos da estrada e o visual é incrível mesmo. Aliás, adoro olhar paisagens do alto, ver o mundo de um ponto de vista diferente não é só uma experiência sensorial mas filosófica também em alguns sentidos.

Seguimos então para a praia Grande, que tem cerca de 40 km de extensão segundo a internet, e lá ficamos do lado mais perto do Pontal mesmo. Como em Cabo Frio, o mar estava lindo, límpido e de uma cor impressionante que foto nenhuma fará jus. Super calmo também, ótimo pra mim e pras crianças. Como a extensão da praia e da areia é bem grande, não chegava a estar lotada de gente mas estava relativamente cheia. Uma diferença importante em relação a Cabo Frio foi o preço das coisas, um quiosque chegou a nos cobrar 100 reais pelo aluguel da barraca – com 70 reais de consumação!

Por outro lado, a cidade é bem mais organizada. Os estacionamentos na rua são organizados pela prefeitura, não chegava a ter trânsito na cidade mesmo ela estando bem cheia, e de maneira geral era tudo muito bem sinalizado. Na praia, observamos que haviam muitos mais turistas de fora do estado do que havíamos visto em Cabo Frio, o que pode refletir essa maior preparação para o turismo.

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Ao longo da cidade, observei algumas placas de propaganda que se referiam à Arraial do Cabo como o caribe brasileiro (lá o mar não estava bonito como exceção, é sempre assim!). Na verdade, com esse fenômeno em que até as praias do Rio de Janeiro ficaram com as águas transparentes e daquele verde-azul lindão, comecei a ver muitas referencias pela internet à essas praias como “caribe brasileiro”. E isso começou a me incomodar bastante…

Por que nós precisamos tanto nos valorizar apenas em comparação com outros lugares? Por que as pessoas são incapazes de valorizar o próprio país e a própria região por suas belezas intrínsecas e incomparáveis? De forma geral, acho que isso é um retrato da nossa personalidade – não conseguimos aceitar um elogio por si só e acabamos sempre entrando em uma competição de problemas. Não sei se isso é algo característico do Rio de Janeiro, do Brasil ou da humanidade, mas enquanto somos quem somos no cenário mundial nós gostamos de nos colocar de forma inferiorizada frente à alguns outros países e regiões.

Isso me incomoda porque assim não conseguimos explorar o que temos de melhor, e não conseguimos dar a volta por cima e ser tudo o que podemos ser. Posso falar isso tanto a nível sociedade quanto a nível individual, acho que se aplica a ambos. Por que precisamos que as nossas praias sejam como as caribenhas e não podem ser simplesmente brasileiras (e referências mundiais por isso)?

Já que ainda estamos no começo do ano e muitos ainda estão inspirados a promover mudanças pessoais, podemos acrescentar aos nossos hábitos individuais observar tais comportamentos em nós mesmos – e tentar corrigi-los. Quem sabe tornando-nos pessoas que se valorizam pelo que são e não por quem é pior do que elas, podemos mais tarde refletir isso enquanto sociedade…

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Cabo Frio em um dia

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Esse verão o mar na Região dos Lagos está excepcionalmente lindo e ver as fotos por aí me deixou querendo muito ir ver de perto. De fato, o mar estava perfeito então achei que valia uma dica rapidinha aqui. Cabo Frio fica a 3 horas de viagem do Rio de Janeiro e umas 2 horas de Niterói, então é bem válido passar só o dia lá se for alguém de fora vindo passar umas férias no Rio ou alguém daqui mesmo que prefere trocar a diária do hotel por cerveja.

Meu pequeno roteiro incluiu duas praias, uma visita à rua dos biquínis e ainda dava pra espremer mais um ponto turístico no meio. Primeiro, chegamos na praia do Peró as 10h. Essa é uma praia um pouco mais afastada do centro da cidade e, com isso, estava bem vazia. Me surpreendi inicialmente – mesmo sendo uma segunda feira – a semana entre o natal e o ano novo era perfeita pra galera tirar férias né? Depois, até que fez sentido.

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Mar calmo, límpido, lindo e praia vazia… já está perfeito?  Foto completamente sem edição 😉

A praia é bem comprida, então tem vários pontos de acesso um tanto distantes uns dos outros. Segui as indicações do Google Maps e foi ótimo, a partir da estrada principal entramos em uma estrada de terra e em menos de cinco minutos chegamos em uma região super tranquila da praia (mas não tão vazia que nos fizesse desconfiar). A sinalização por placas nessa parte da cidade não é lá muito boa, mas dava pra se achar também.

O mar estava muito calminho e ao longo da manhã vi várias crianças se divertindo horrores por ali. Eu normalmente tenho um certo medinho de mar, mas esse dia era impossível se assustar. Ali onde eu estava o mar era até bastante raso até bem longe da praia – não cheguei a tanto mas era fácil observar rs. A água estava absolutamente transparente, e aquela cor verde-azul perfeita que a gente sempre associa ao Caribe. Até a temperatura estava muito boa – nessa região toda a água costuma ser bem gelada, mas estava só friazinha na medida certa pra aliviar o calor.

Almoçamos por lá mesmo, uma carrocinha que vendia um prato bem servido de churrasquinho com arroz, farofa, molho a campanha e salpicão, estava bem gostoso – principalmente considerando o preço – 15 reais só! 😉 Quando era quase uma hora da tarde saímos em direção a nossa segunda parada.

A rua dos biquínis fica a uns 20 minutos dali, em uma região bem mais central da cidade. Ali já é tudo muito bem sinalizado, impossível não encontrar. Pra quem não conhece, a tal da rua dos biquínis é uma coisa intermediária entre um calçadão com toldo e um shopping aberto. Acho que depende mais dos seus padrões de comparação rs. São muitas lojas e ao mesmo tempo não tantas (?!), com toda variação de preços. A peça em promoção mais barata que vi nas vitrines era 10 reais, e a mais cara (que obviamente também foi só pela vitrine) era uns 150 reais. Todas as lojas que entrei vendem as peças de cima e de baixo separadamente, o que eu considero vantagem em relação à maioria das lojas que vejo em Niterói.

rua dos biquinis cabo frio

Reavaliando agora, talvez fosse melhor passear por ali no fim do dia (mais fresco)…

Digo que são muitas lojas porque não dá pra entrar em todas (claro que depende de suas habilidades compradoras e paciência), mas não são tantas assim porque rapidinho você chega no final da rua e nem percebe. Além disso, muitas marcas têm mas de uma loja ali (uma em especial eu vi umas três ou quatro) e isso engana né, porque as peças são as mesmas em todas elas. Ficamos ali 1h30, entramos em umas seis lojas, só em duas delas achamos que valia experimentar. Claro que tanto eu quanto a irmã tínhamos um certo objetivo ali e não queríamos perder muito tempo de praia, então por isso foi quase rápido.

Só pra ficar de registro, ali na rua em si não tem lugar pra almoçar (talvez em volta, mas não procurei) – só tem uns quiosques de churros, caldo de cana, água de coco, etc. e um lugar de mate e que tinha uns salgados.

Depois, seguimos para a praia do Forte. Nosso objetivo era visitar o próprio Forte de São Mateus antes de descer pra areia, mas o calor do passeio pela rua dos biquínis, mais o sol forte que enfrentamos entre o carro e a orla e acumulados com o susto que levamos ao ver a areia nos fizeram desistir de andar mais uns dez minutos, no mínimo. A praia também é bem comprida e mesmo a gente indo pro lado mais perto do forte, com a dificuldade de achar vaga acabamos estacionando um pouco distante.

praia do forte cabo frio

De novo, o mar lindo. Mas a praia lotaaaaada… E o forte lá no fundo.

O susto ao olhar pra areia veio de fato da quantidade de gente que víamos sobre ela. MUITO CHEIO. Mesmo sendo umas três da tarde já, foi difícil achar um buraquinho entre as barracas mais perto da água pra esticarmos nossas cangas. Nosso único motivo pra não virar as costas e voltar pro Peró foi a água, ainda mais azul e parada. Sério, parada. Parecia uma piscina, nem se mexia. Mesmo assim, não tinha aquela cara de água parada. Incrivelmente limpa, friazinha também na medida certa pra aliviar o sol (e potencialmente enganar a pele também), tinha até peixinhos nadando por ali – mesmo com o grande movimento de gente e barcos. Nesse momento ficamos um pouco tristes de irmos só nós duas, era uma pena ter que se revezar e não poder ficar muito tempo na água.

Consequentemente à quantidade de gente por ali, o comércio também era bem maior do que no Peró. Tinha barraquinhas de pizza, churrasquinho, biquíni/canga/chapéus, ambulantes vendendo até ostra e recarga de celular! O que nos pareceu o motivo maior pra essa diferença de movimento entre as duas praias foi o acesso. Na estrada até o Peró não vimos nenhum ônibus e, mesmo os condomínios de casas que vimos por ali eram um pouco distantes dessa entrada que ficamos – então o acesso era só de carro mesmo. Já a praia do Forte fica em uma região bem central, com muito movimento de ônibus e muitos prédios em volta.

praia do forte cabo frio um dia

Saímos às 16h da praia porque estava cheio, quente, nada confortável e eu, que não tinha dormido muito, ainda tinha que dirigir de volta. Mas ainda dava pra ter passado no forte tranquilamente, se o objetivo é conhecer o máximo possível em um dia só! Quando eu voltar lá e conseguir visitar o forte, posso fazer uma atualização aqui, pode ser?

blog adulta eu

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Trilha rumo ao Cristo Redentor

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“A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer.” Bob Knight

Eu e Clari praticamente inauguramos o blog contando sobre trilha. E eu aproveiteo o feriado de 12/10 e fiz uma nova trilha aqui no Rio, a trilha Parque Lage – Cristo redentor. Aliás.. Tem coisa mais carioca que visitar o Cristo Redentor? Na verdade tem… poucos moradores do Rio vão ao Cristo.

Devo essa experiência a Marilia, que foi a guia dessa trilha. Essa pessoa é minha irmã gêmea, nós também não sabíamos disso quando fomos nos inscrever na Pós Graduação de Gestão e Gerenciamento de projetos.

Voltavamos da pós na terça 11/10, super tarde, pegamos chuva e tudo, e Marilia me persuadiu dizendo que “Amanhã vai ser um dia lindo e você vai preferir ficar dormindo?! Sua cama vai estar lá quando você voltar da trilha. Nem vai acabar tarde!”. Ela disse muitas verdades e uma mentira. A trilha demorou mais do que havíamos previsto.

Acabei despertando as 6:30 do dia 12/10 e o dia estava lindo. Céu azul, fresquinho. O típico dia perfeito para fazer trilha ou para ir para praia. Exceto que eu não estava preparada. Eu não tinha tênis. Porém, percebi que eu ia me doer de raiva quando visse as fotos maravilhosas que a Marilia iria postar. Então, decidi que ia de sapatilha. Obs: Não faça isso.

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Cheguei no Parque Lage as 11h, fiz um lanche enquanto aguardava o pessoal. A subida começa por baixo do parque e é muito bem sinalizada. São 2h para subir e 1h e meia para descer. Uma pessoa do grupo assina a lista da morte, ultima foto e vamos subir.

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A trilha é uma subida infinita dentro da mata. O que favorece na proteção contra o sol. Prejudica na falta de mirantes. A parte inicial da trilha é tranquila. Porém, para os medrosos é importante alertar tem trechos onde “escalaminhar” é necessário. Obs: Até fiz um vídeo.

Uma das poucas vezes que podemos ver a paisagem durante a caminhada

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Cruzando com o trem que sobe até o cristo

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Cumprimos a trilha com aproximadamente 2h. Eu achei a trilha do Morro Dois Irmão mais fácil. Não recomento para quem tem medo de altura por causa da subida na pedra. Vale ressaltar que pagamos R$24,00 (em dinheiro).

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Na hora de voltar começou uma dúvida: voltar pela trilha, pagar vinte e tantos reais para descer de van, ou descer pela estrada até o catete.

Decidimos não gastar dinheiro com a van, e como estava tranquilo descer pela estrada optamos por “tentar” chegar ao Cosme Velho. Nós falaram 1h e meia a realidade foi outra.

O passeio continuava agradável, mas a fome foi apertando. Após umas 2 horas andando descobrimos um ponto de ônibus aleatório, descobrimos também que estávamos perto de Santa Teresa e acabamos a jornada comendo um maravilhoso prato de comida no bar do adão na Lapa.

Moral da história: Nem sempre o caminho aparentemente mais fácil será o melhor ou o mais curto. Mas independente da sua escolha as coisas te levarão para algo melhor. Também, não podemos avaliar se a outra opção teria sido melhor, pois não tivemos a oportunidade de viver o ônus dessa opção. Por fim, a vida é feita de escolhas, honre o seu caminho, se esforce, dê o seu melhor, evite olhar para trás. A recompensa chega. Quanto mais esforço, Mais gostoso.

Importantíssimo acrescentar: Não sabíamos mas era aniversário de 85 anos do Cristo! Grande benção! (obrigada por me lembrar Marília)

Até a próxima!

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Lego também é Arte

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“Dreams are built… one brick at a time”

Então, Em São Paulo aproveitei para dar um pulinho no Ibirapuera e visitar a exposição “Art of the Brick”. Falar dessa exposição é complicado. Primeiro porque se você AMA Lego, como eu, vai ficar muito impressionado. Segundo, a mostra tem o objetivo de mexer um pouco com “eu interior”. Então, se você é alguém com dúvidas sobre a vida (quem não tem?!) vai se sentir chacoalhado. e perceberá que não está sozinho. Somos todos um pouco inseguros, um pouco confusos e estamos todos almejando algo.

Eu divulguei algumas imagens, porém não se preocupe não vou dar spoiler de tudo. A exposição conta com umas 80 obras, e mesmo vendo fotos é muito mais legal de perto. Infelizmente, em São Paulo já acabou, mas o pessoal do Rio já pode ir se animando a exposição começará no “Museu Histórico Nacional dia 17 de novembro e vai até 15 de janeiro.”

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Meu namorado comentou que esse cara é melhor escultor que escritor. Eu concordo. Porém, mesmo que os textos sejam xarope, as verdades óbvias são difíceis de serem vividas. Ainda sim, é bom ouvi-las (ou no caso lê-las), pois nos damos a oportunidade de repensar nossas realidades e avaliar o que precisa ser modificado. Isso não é uma missão fácil.

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A exposição nos faz refletir que mudar é uma necessidade, talvez desconfortável. Você já teve a impressão que sua vida está girando em círculos? Eu acredito que esse circulo significa que algo em nós precisa ser amadurecido, pois quando não podemos controlar o mundo exterior, nossa estratégia é que deve ser outra. Os círculos são uma forma que a vida encontra para te força a aceitar a realidade ou seguir batendo a cabeça. No caso, nosso artista Nathan Sawaya deixou para trás a vida de advogado e se tornou artista.

“Não é fácil dar um salto no escuro. Antes, eu era advogado, mas sempre soube que havia outro “eu”, um “Eu-Artista”, a espreita dentro de mim. Até que um dia deixei liberar o “Eu-Artista”, e desde então não olhei mais para trás.”

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Pelas palavras do artista na seção dedicada a “Condição Humana” percebemos que o assunto mudança e risco são constantes na vida dele. Na verdade é constante na vida de todos nós.

“Sejam quais forem seus desejos mais secretos, sempre haverá alguém que tente impedi-lo de os alcançar. O grande desafio da vida é encontrar forças para escapar dessas amarras. Criei esta escultura como resposta a todos aqueles que me deram um “não”, cara a cara. Queria guardar distância desse tipo de gente.”

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“Todos os dias, a vida nos arranca pedacinhos, e todas as noites nos refazemos. E vamos ficando um pouco mais fortes nesse processo.”

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 “Como membros da raça humana, perseguimos o mundo em busca de oportunidades. Oportunidades para sermos felizes, para termos sucesso. Mas frequentemente descobrimos que essas oportunidades não estão no mundo exterior, mas dentro de nós mesmos.

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Mas a exposição não conta apenas com esse tipo de escultura. Acredite ou não os quadros abaixo são feitos de lego. Não parecem que são pinxelados?

 

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Tem também esculturas clássicas…

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E muito mais…. Vale conferir! Bom passeio!

Nade contra a corrente!
Siga seu próprio caminho!
Descubra sua coragem interior!

Quer informações sobre a venda de ingressos? Clique “AQUI” que você será direcionado para página do face.

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SP, Calder e eu… Mais uma expo!

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Hoje venho lhes trazer as boas novas mais uma expo show de bola aqui em São Paulo. Mas primeiro… Você conhece o “Itaú Cultural”? Localizado na charmosa Av. Paulista, lar do MASP e de outros centros culturais. Centro agitando, um misto de gente apressada e arte. Vale um “role” num final de semana ou até mesmo num dia semana (evita filas).

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Alexander Calder nasceu no estado da Pensilvânia, EUA. Graduou-se em engenharia mecânica, iniciou seus estudos em arte em Nova York e desenvolveu seus trabalhos principalmente em Paris. Talvez por causa de sua formação Calder é pioneiro na arte cinética (Lembram-se da pira olímpica?).

Calder visitou o Brasil em três vezes, fazendo amizade com renomados artistas e arquitetos brasileiros, como Roberto Burle Marx (projetista do calçadão de Copacabana), Henrique Mindlin (arquiteto e escritor), Lina Bo Bardi (arquiteta do MASP). Suas obras foram incluídas na primeira e na segunda bienais de arte de São Paulo, e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) realizou uma mostra individual de seu trabalho em 1959.

A exposição em questão, chama-se Calder e a Arte Brasileira. São 60 obras de Calder e mais produções de 14 artistas brasileiros marcados direta ou indiretamente pela produção do escultor, como: Hélio Oiticica “(lembram-se dele, a pouco tempo grande parte da sua produção foi destruída, infelizmente)”,Lygia Clark, Lygia Pape, dentre outros.

Calder influenciou o neoconcretismo, onde o uso de materiais comuns, a dinamização da forma plástica, o desrecalque do corpo e a quebra de uma distancia mais contemplativa e cerimoniosa do publico diante da obra. Sua arte revela leveza e movimento a materiais como o aço e o arame – assim como pelo jogo entre ordem e o improviso, na década de 1950 afetou destacadamente a arte contemporânea brasileira, energizando a produção artística Brasileira.

Pessoas aproveitem, a expo vai de 31 de agosto a 23 de outubro. São 3 andares e infelizmente não pode tirar fotos. Mas antes de ficarem tristes. O café do museu tem um chocolate quente MARAVILHOSO.
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Mamonas – O musical

Mamonas O musical

Pra ler ouvindo:

Essa semana eu fui ao teatro e achei que valia um breve texto de recomendação. A peça: O Musical Mamonas. A historia é que uns amigos iam assistir e me convidaram, mas na hora de comprar o ingresso escolhi a data errada – a culpa foi do site – então acabei indo com a minha irmã, sem saber praticamente nada sobre a montagem. Ou seja, não deu tempo de criar expectativa (essa informação vai ser útil daqui a pouco).

Theatro Net Rio

Primeiro, sobre o local. O teatro é  localizado em Copacabana e fica bem ao lado do metrô, o que é um ponto positivo pra mim. Mas ao chegar lá, demorei a entender que estava no lugar certo. Ele fica dentro de um shopping que não tinha cara de que teria um teatro dentro e até a gente subir as escadas não tinha uma plaquinha indicando nada. Como não conhecíamos o lugar (ou sequer a região direito) tivemos que utilizar um recurso muito tecnológico e desconhecido de alguns jovens adultos – pedimos informação ao segurança. :p
Bom, chegamos e resolvemos esperar o primeiro sinal tomando um refrigerante na lojinha lá dentro. Até que fomos solicitadas a ceder nossos lugares a uma família que iria consumir mais. Sem estresse, mas pontos negativos pro Net Rio foram computados internamente. Ao buscarmos nossos lugares, mais pontos negativos. Nenhuma indicação dos assentos e quando chegamos ao balcão não havia nenhum funcionário para auxiliar. Quando este chegou, encontramos nossos lugares e sentamos. Aí que o guarda-corpo cobria praticamente toda nossa visão do palco. Como eu falei, eu não procurei saber nada do local com antecedência, só comprei os lugares na fileira que os amigos tinham escolhido (3 dias antes, mas detalhes detalhes). Nessa hora minhas expectativas foram de zero a inferno congelante. Até o espetáculo começar.

 photo elenco-mamonas_zpsz5ecsnnc.jpg

Por diversos momentos eu até esquecia que estava na pontinha da cadeira e só via os atores da cintura pra cima (aliás, uma parte do bloqueio da visão sai quando a peça começa). As músicas dos Mamonas Assassinas já são naturalmente contagiantes, e o início do show é  recheado de referências musicais em arranjos incríveis (tá, não sei se usei a palavra certa – o que quis dizer é que as paródias, mashups e transições entre elas me agradaram muito). Tem Legião, Beatles, Guns, Engenheiros do Hawaii, Titãs… achei bem incrível!

Quanto a história, eu não conhecia nada da trajetória da banda, então não faço ideia se a peça foi acurada ou não. Mas o que eles contam é inspirador, desde um começo meio aleatório e muita batalha pra serem ouvidos como uma banda de rock progressivo chamada Utopia. Foram mais de 2h30 de apresentação, palmas pro elenco! Como não podia deixar de ser, o clima predominante da peça é de comédia.

Não sei o quanto isso é perceptível em mim, mas eu não sou muito chegada a comédias. É que sempre acabo achando algo ofensivo, ou repetitivo, ou só não vejo graça mesmo. Dito isso, acho que o roteiro cometeu alguns deslizes evitáveis na minha opinião – mas não na opinião do resto do teatro, que era só risada. Tinham duas boas tiradas de meta-linguagem, mas eram as mesmas duas repetidas o tempo todo. Sério, ninguém mais se cansa? Outra coisa que me irritou bastante, piada gordofobica. Principalmente, porque era um ator obeso reforçando estereótipos (inferiorizantes) de comédia  sobre homens e mulheres gordas. O mesmo com o ator de ascendência oriental.

All in all, ainda recomendo bastante – como musical. Achei bem produzido, bem executado, bem nostálgico – mas daquele jeito animado, sabe, nada pra baixo. Continua em cartaz aqui no Rio até o dia 14 de agosto e depois vai para Belo Horizonte.
Se alguém ficou interessado em assistir, tenho duas recomendações especiais:
  • Se estiver dentro das suas possibilidades financeiras, escolha um lugar embaixo e na frente. Entre o fundo do primeiro piso e a frente do segundo, acho que prefiro o segundo. Lembrando que eu sou baixinha e uma pessoa mais alta pode ter um experiência bem diferente.
  • Vá com a cabeça aberta, sem se preocupar em desconstrução de conceitos. Esquece tudo que eu falei sobre as piadas e se divirta. Eu me diverti, não o tempo todo, talvez não tanto quanto as outras pessoas – mas me diverti.

*obs: perdoem a falta de fotos originais, não podia durante a apresentação e do lado de fora estava sempre muito cheio (e eu não estava tão afim assim).

 photo Assinatura Clari_zpscvbqhm4u.jpg

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2016 e a necessidade de saltar de paraquedas

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Lhes escrevo após viver um rush de adrenalina que foi a minha experiência desse domingo 17/07. Mas, como diria o Jack Estripador, vamos por partes.

O ano de 2016 está sendo meio bunda, muitas coisas, que não estão dentro do meu controle, mudaram e com isso toda a minha perspectiva de vida mudou. Minha psicóloga não cansa de tentar me convencer que é um ano de aprendizagem e a cada dia que passa estou mais madura. Honestamente, eu estou me sentindo um mar de emoções, travando uma luta constante entre o desanimo e positividade. Mas… como estou determinada a passar por isso, comecei a pensar em alternativas de tornar esse um ano memorável.

Eis que surge uma promoção no Groupon do salto de paraquedas, aquele e-mail ficou na minha cabeça por 2 dias inteiros. Perguntei pro meu namorado se ele saltaria e ele disse “sim”. Resolvi clicar novamente e, inacreditavelmente, estava ainda mais barato. Então pensei: “É agora!”. Marquei o salto para o dia 17/07 que era um dia simbólico para mim.

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Foram várias recomendações antes do salto, selecionei algumas mais importantes:

  • O salto de batismo precisa ser duplo, ou seja, você salta com um instrutor. Meu namorado achou essa condição muito desconfortável.
  • O limite de peso do aluno de salto duplo é de 90kg utilizando um equipamento padrão.
  • Não é necessário nenhum tipo de exame medico para o salto duplo.
  • Use roupas confortáveis e tênis.
  • Não se deve beber 48h antes do salto.
  • Você deve se alimentar bem antes do salto para não enjoar.
  • Você não consegue saltar junto de seu amigo, namorado ou qualquer coisa. Na verdade, você mal consegue vê-lo durante o processo.
  • Você não pode saltar com a sua câmera. Para isso é preciso ter executado 50 saltos.

Chegamos no local do salto as 8:30 e fizemos um rápido curso onde informam as 5 coisas que você precisa precisar fazer durante o salto:

  1. Coloque a cabeça para traz na hora do salto.
  2. Segure as alças do traje.
  3. Dobre as pernas para traz, isso estabiliza a queda.
  4. Quando o instrutor te tocar significa que você pode abrir os braços.
  5. Na aterrisagem tem que levantar as pernas para você terminar o voo sentadinho.

Enquanto aguardávamos eu estava tão nervosa que me tornei a maníaca do sorriso:
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Até o instrutor desistiu de mim… (risos)

Então imaginem um teco-teco barulhento que sobe muito, mas muito alto. É assim. Entulhado de gente. Eu fui escolhida para ser a ultima a saltar. Na hora, tive todas as vontades do mundo: vomitar, fazer coco, fazer xixi. Do nada você escuta: “PEN PEN PEN!”. Juro! Aquele barulho típico de quando deu pani no sistema. Mas, na verdade, é o anuncio que os saltos vão começar.

O paraquedista amarrado em você te direciona para a beirada do avião. Não dá muito tempo para pensar. Só tem espaço para o vento e a adrenalina. 200km/h e você mal consegue respirar – é sério – é necessário dar um grito para soltar o ar que está no pulmão, a impressão para mim foi a de renascer – sabe quando o neném nasce e ele precisa chorar para o pulmão funcionar? É isso! Só que no grito.
E o sorriso não saiu do rosto nem 1 minuto. Acho que piorei o dano cerebral que já tinha. Ao menos, espero ter produzido muitas endorfinas.
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Coisas que vale a pena mencionar: No momento da queda estava tudo muito instável, isso porque eu esqueci de levantar as perninhas; você não sente dor com o tranco do paraquedas abrindo; o instrutor solta um pouco o cinto após a abertura de paraquedas e isso dá um susto; a aterrisagem é tranquila, de bumbum, mas você tem que cooperar.

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Eu queria ter postado o vídeo aqui no blog, mas está muito pesado. Vou ver que mágica faço e posto depois.
Gostaria de agradecer ao meu namorado por ter participado dessa empreitada comigo e ter sido o melhor companheiro de aventura, eu não teria coragem de ir sozinha.
Achei tudo uma delicia, mas realmente é para os fortes. Se você tem vontade, saiba que vale muito a pena!

Ficou com alguma dúvida? Comente que eu respondo!

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