Não existem escolhas erradas

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Para ler ouvindo:

Boa parte das crises de ansiedade da vida adulta vêm com as dúvidas em relação as nossas escolhas. Nos remoemos diariamente pensando se estamos fazendo a escolha certa: ao continuar na carreira escolhida, ao decidir pegar o ônibus X porque o Y pode ser assaltado, ao terminar um namoro, ao fazer uma tatuagem. Cada dúvida vem com um peso insuportável sobre os nossos ombros, afinal as suas escolhas podem fazer sua vida melhor ou pior – dependendo se você acertar.

Refletindo sobre isso, em um dos poucos momentos de clareza mental esse ano, cheguei a conclusão de que a escolha certa é sempre aquela que você vai tomar – independente das outras.

Quero dizer, quando a gente faz uma escolha a gente pesa todos os prós e contras, a gente observa o contexto, a gente pergunta a quem já teve que escolher algo parecido antes. E tudo isso, a gente analisa de forma a escolher aquilo que julgamos trazer o melhor resultado no futuro (seja lá qual for o resultado que você espera). Só depois que alcançamos (ou não) o resultado é que descobrimos se a escolha foi “certa” e, portanto, ela não poderia ter sido certa antes de ter acontecido de fato. Mesmo que você chegue a conclusão de que aquele não era o resultado esperado, talvez até o oposto do esperado, você ainda não pode afirmar que a escolha foi errada porque você não tem como saber se as outras opções que tinha gerariam o tal resultado esperado. Consequentemente, mesmo que você não ache que fez uma boa escolha, não dá pra saber se as outras opções teriam sido melhores. Viajei um pouquinho, né? Mas acho que deu pra acompanhar…

O que eu quero dizer é que todas as escolhas são certas, porque elas foram as únicas que nós tomamos pras nossas vidas. São as únicas que poderíamos ter tomado sendo quem éramos naquele momento e com as informações que tínhamos disponíveis. Percebi, no momento em que refletia sobre isso, que não era fácil de pôr em prática.

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Quando a ansiedade vem é um monstro me dizendo que nada do que eu faço está certo, nada na minha vida nunca vai dar certo, entre outras bad vibes. Eu até tento argumentar com o monstro, mas ele é tão opressor. Nessas horas não sei se é possível resistir ao surgimento dos pensamentos de insegurança mas sei que é possível sobreviver a eles. Se em todos os outros momentos (livre de monstros) eu estiver focada de que estou confiante em relação às minhas decisões e que só existem escolhas certas, sei que estarei um pouco mais forte para lutar com o monstro da próxima vez que ele aparecer.

Percebi recentemente que a nossa saúde mental não deve receber atenção somente nos momentos mais baixos, porque acredito que é nos intervalos que serão definidos quão ruins serão as próximas crises. Nesses intervalos é que somos capazes de fazer as escolhas de melhorar e de ser feliz (sempre escolhas certas). Porque quando o mostro vem nós não conseguimos lutar conscientemente, é o que já está lá dentro que pode definir como nós estaremos ao acabar essa batalha (de uma guerra que não acaba nunca).

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