1 ANO DE “ADULTA,EU?!”. OBRIGADA!

clari e sarah
Filosofo por temperamento, liberal por educação.
Sabia fazer-se agradável
Sua força e Fraqueza eram a bondade.
Um sopro de felicidade acompanhava suas esperanças impalpáveis.

Deleitava-se com a brisa fresca e o suspiro doce do mar.
Os sinos soavam ao longe,
Enquanto um canto de pássaros vibrava algures.
Fechou os olhos deslumbrado pelo esplendor
Era o seu sol, sua aurora, seu momento.

Começava sua existência e raiavam suas esperanças
Estendeu os braços para o espaço radioso como se quisesse envolver o sol
Tentou gritar algo tão sublime quanto a eclosão do dia
Parecia-lhe, então, que apenas três coisas na vida eram belas: o sol, o firmamento e o mar.

Permaneceu paralisado com entusiasmo impotente.
Vinham-lhe as alegrias desordenadas,
Pressentindo a aproximação de misteriosas felicidades.

Seguiu pela alameda plantando passos,
Permitindo-se longa horas imerso em pensamentos.
Porque é próprio de cada coração imaginar que foi o primeiro a sentir?
O mar substituía a voz e os sentimentos tornavam-se silenciosos.

SBB

Clari e Sarah

Clari,

Era necessário um post comemorativo. Como você me abandou nesse calor do RJ, não pudemos escrever juntas.

Alias, somos duas desnaturadas por somente perceber que o Blog fez um ano dia 16/02 quando vieram cobrar a fatura! RS! Já que você não ta aqui para limitar as fotos bizarras se prepare. Elas virão!

Obs: Você considera a foto acima louca? Eu acho fofa! Esse foi o dia do seu niver que eu derrubei geral no chão. E que todas eramos namoradas do Bernardo, isso deu ruim.

amigos

Agradecemos primeiramente a nossa família que nos permitiu a existência.

Ao nosso grupo central de amigos que resiste a algo entorno de 16 anos?!

Agradecemos aos amigos que foram se unindo a nós e garantindo que tudo pode faltar, menos o AMOR.

Partiu, uma linha do tempo?!

amigos

Na escola, eramos o grupo Nerd descolado. Nunca entendi muito bem como fomos parar ai. Mas uma coisa eu sei a “turma E” era a melhor em notas e a melhor dos esportes.

Por mais incrível que pareça eu ganhei medalha de ouro no basquete da 5ª – 8ª série (até quando eu era obrigada a jogar na “Abeliada”). Obviamente, não era por causa da minha habilidade. Devemos a proeza a Souza, Isa e Juliana (que também eram muito competitivas, somos todos competitivos de certa forma).

amigos

E em 2005 teve disney! Eu, Mari, Clari, Isa, Tássia, Ana e Renata C.!

Foi quando descobri que sou uma louca por adrenalina e Clari descobriu que não.

Assim comemoramos os 15 anos. Eu e Clari eramos 2 mocinhas que acreditavam que era possível ficar bêbada com Guaraná Antártica. E certamente não tínhamos a menor noção da maldade do mundo.

amigos

Na copa do mundo ia a caráter (todo mundo ainda vai a caráter).

A gente comia bolo de chocolate que sempre tinha na casa do Be. Que parou de ter porque ele virou fitness. (Saudades do bolo Berelindo)

Obs: Lembram que a gente levou bolo pro professor de geografia nesse dia? Não bastava ser representante de turma, tinha que ser puxa saco!

amigos
amigos
Falei que ia ter foto constrangedora! Obs: Repare o modelo de celular da Luiza! Obs 2: Repare como a gente tava preta. Obs 3: Preta de sol, não de sujeira.

A gente excluía os meninos na FF, pode chamar de Feme Fatale ou Farra Feminina. Quando a gente tentava sempre virar a noite jogando milhões de jogos.

A Luiza mandava super bem no perfil. 1 dica: “toulouse lautrec”! Obs: Nunca mais joguei com ela. Não gosto de perder. Já disse que sou competitiva?!

amigos

amigos

E eramos nerds com muitos eventos sociais. Não faltou praia, churrasco, piscina, viagem.

Eu e Clari sempre tivemos um pique meio maluco e ideias inocentemente inconsequentes que é melhor nem comentar aqui. Nunca nada deu tão errado, então está tudo bem!

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Começou a faculdade:

  • Eu fui desenho industrial PUC e depois arquitetura UFF (Graças aos Ceus).
  • Clari foi engenheira ambiental (UFF) e depois farmaceutica (UFRJ)
    Enquanto que na escola a gente vivia estudando para simulação da ONU!

Conclusão? Adolescente não sabe o que quer estudar. Entendam isso de uma vez!

amigos

amigos

amigos

A faculdade e a solterisse nos “ensinou” a beber. Na verdade não, todo mundo sabia beber melhor que a gente. Perdíamos tempo deslumbrados com arvores e fazendo coisas estranhas que as outras pessoas não faziam mais. Nosso grupo ainda bebe pouco, comparados aos demais.

Casa Rosa, Casa da Matriz, Boate Praia, Pista 3, Matriz, Baroneti, Hideway, Cine Ideal, dentre outras. Leia-se: Balada alternativa, Balada Hetero, Balada de Playboy, Balada Super Gay.

Chegávamos as 23h para não ficar na fila e saiamos as 6:30 para voltar no primeiro ônibus. Porque essa é a sina de quem habita Niterói e quer ir para uma festa descente.

Hoje dá 3 da manhã e está geral cochilando. Deixa o Rio para semana que vem!!

amigos

As reuniões periódicas na casa dos amigos continuaram… Comigo sempre desmaiando de sono em algum determinado momento.

Ainda tem churrasco de dia das crianças, Amigo Oculto de natal. FF, agora permitimos meninos. Final de ano na casa do pai do Bê.

Hoje tem muito agregado no grupo (coisa que era impensável na 5ª série, nossa sala tinha lista de espera de tanta gente).

E o grupo troncal ganhou ramos, outros grupos e os irmãozões e irmãozinhos passaram a frequentar nossas festas. O que ainda é um pouco estranho. Então tentamos não ser tão egoístas com nossos novos amigos.

amigos

amigos

Ah! Eu e clari passamos diversas vibes: rockeira, alternativa, patricinha. O que evidencia são os nossos cabelos.

Hoje nos contentamos com o termo “peculiar”. Somos diferentes e curtimos muito isso.

E Teve show de metal, rock, e coisas que não sei porque fomos parar lá. Com direito ao drama de ex. Obs: Camila, Olha nós duas de cabelão!

amigos

Eu formei e tomei o porre da minha vida.

Clari me levou ao banheiro e tivemos uma das conversas mais loucas em frente ao vaso sanitário, que eu não me lembro, mas ela me contou. E eu sei que era verdade.

Ela se arranjou e eu arranjei uma ambulância!

“NÃO ME FURA, NÃO ME FURA, NÃO ME FURA!” SBB, Maio de 2015

Obs: Glenda Maria, despencou de Dubai para o Brasil e me fez sentir a pessoa mais amada nesse dia! E me viu bêbada que nem um gambá! <3

OBS2: Existem videos que comprovam que vocês estavam completamente loucos também. 

OBS3: A Paula era a unica sóbria, o que não tem nada a ver com normalidade.

amigos

amigos

2017. Seguimos unidos.

Teve Briga. Teve amor. Teve discórdia. Teve fofoca. Teve namoro. Teve pegação.

Teve gente que chegou e sumiu. Gente que ficou sempre (até agora). Gente que do nada retornou.

Teve MUITA DEDICAÇÃO. MUITAS HORAS DE ESTUDO. MUITO TRABALHO. MUITO COMPROMETIMENTO.

E só me resta mais uma vez agradecer a todo mundo que contribuiu para nosso amadurecimento.

Seguimos LEVE, sem mágoas, cheias de amor, de histórias para contar e talvez realmente seja algo maravilhoso não conhecer todos os desdobramentos intrínsecos da arte de viver.

Mas PACIÊNCIA! Afinal, percebemos que ninguém acorda um dia e pensa: ME SINTO ADULTO! SEI TUDO O QUE PRECISO!

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OBS: ta faltando muuuuuito amigo aqui! Graças a Deus! É que tinha que englobar eu e Clari. Não me matem ou deixem de me amar! Eu amo muito todos vocês que me ajudaram a ser quem sou hoje! E a Clari também (apesar de eu não ter confirmado nada disso com ela)!

OBS2: OBRIGADA, CLARI! Seguimos projetando! Volte logo! <3

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Minha colcha de retalhos

Nicole

A memória nunca foi minha grande aliada, porém, recordo sempre do dia em que, aos prantos, fui consolada porque não gostaria de fazer oito anos, não queria crescer

Vinte anos depois, a memória continua não sendo meu forte, enquanto a percepção das coisas e o hábito de fazer (muitas) análises sempre o foram… Torturando, inúmeras vezes, mente e coração, mesmo quando infantis.

O pavor de crescer era muito maior que o simples desejo de ser Peter Pan e brincar para sempre; enraizava-se no medo de não conseguir ser capaz de fazer tudo que meus pais faziam, pagar por todas as despesas que os observava tendo comigo e meu irmão. Em partes, as raízes desse medo permanecem vivas…

Tornar-me adulta e me perceber como tal foi, muito além de um momento, um processo. Longo, por vezes doloroso, mas imensamente gratificante e do qual jamais retocaria uma experiência sequer.

O primeiro passo foi, definitivamente, a entrada na universidade e a consequente mudança para Niterói. A cidade natal de menos de 200 mil habitantes, o familiar colégio onde estudei por treze anos, o quarto repleto de roupinhas lavadas pela mamãe foram substituídos pela Universidade Federal Fluminense – um universo complexo naqueles meses iniciais -, por um beliche no quarto dividido, por semestres sem nenhum amigo na cidade onde eu era forasteira. Mas o caminho não foi de todo amargo comigo; o primeiro semestre foi tranquilo, a cidade era mais caminhável que eu imaginava, o mercado bem próximo…

Depois, mudei-me cinco vezes. Em cada república, uma história… De chegar de férias e ver todas as minhas coisas embaladas no meio da sala, com todo o apartamento em obras, até realizar mudança com amigos carregando meu colchão nas costas, de ter um rato gigante na república mais imunda já vista (e única com vagas), a morar com oito mulheres em uma casa de apenas um banheiro e normas – muito – rígidas. Até, enfim, descobrir a delícia de compartilhar um quarto, um chá, de acordar de madrugada para fazer festa surpresa para a amiga de república, de aprender a partilhar – bolo, conflitos, viradas de noite -, tolerar, respeitar o espaço do outro… E viver verdadeiros encontros de almas; construir amizades profundas e maduras durante cafés na mesa da cozinha comum.

Após tantas mudanças, dos estágios, e de todas as experiências que expandem nosso horizonte e evidenciam que, bem, nem o mundo é tão grande assim, consegui uma bolsa de intercâmbio e fui, com mala, medos e um francês mequetrefe, viver um divisor de águas na minha vida, não sem antes uma pequena saga… A novela mexicana começou quando meu visto levou seis meses a mais que o esperado para ser aprovado, sendo necessária consulta médica para mostrar que, sim, eu viveria bem os 14 meses no Canadá… Cancelei e adiei três vezes a passagem de avião, paguei dois meses de aluguel, tranquei a faculdade – pois não tinha mais matérias a cursar – e voltei para minha cidade natal, sem nenhuma perspectiva. O visto chegou vinte dias antes do outro semestre começar… Ainda assim, cheguei a ir ao aeroporto, não embarcar e adiar a passagem mais dez dias… Este tempo, onde tudo parecia dar errado, foi a maior lição que quase nada depende exclusivamente de nós. O estômago gritou, a ansiedade me fez refém, e os quase dez meses de espera deixaram a certeza que devo fazer o que está ao meu alcance, mudar o que pode ser modificado, mas aceitar aquilo em que não posso interferir.
Nicole
Ultrapassada a fase de incertezas e esperas, vivi alguns dos melhores meses da minha vida. Montreal me proporcionou o mais profundo mergulho em mim mesma – a distância de tudo que me era conhecido facilitou o processo de compreensão de quem sou; o que estimo, o que não tem valor e não merece minha energia. A experiência de viver em um lugar onde o que julgava ser impossível existe, onde a gentileza é constante, onde as ruas têm balanços musicais e pianos públicos acendeu esperanças de dias melhores. Além disso, não havia por perto mãe que pudesse ajudar pregando, sequer, um botão… Se nas repúblicas aprendi a lavar copos, o banheiro, e cozinhar macarrão, no inverno rigoroso aprendi a cuidar de todas as tarefas que meu viver abarca, das menores às mais chatas, como andar pela neve com (muita) roupa suja para a lavanderia. Há, porém, um pequeno prazer escondido nestas coisas triviais… Só quem deitou cansado depois de uma faxina sabe o prazer que o cheiro do desinfetante no piso proporciona!
Nicole
Na cidade tão distante das praias de minha cidade natal, percebi-me responsável por mim mesma, em cada minúcia, descobri um momento de aquietar minha mente na execução das tarefas domésticas, dividi trabalhos e almoços com amigos e tive ainda mais certeza que partilhar é mágicotorna leve o que faz sofrer, multiplica as alegrias… Voltei com o coração cheio de saudades, a cabecinha cheia de referências arquitetônicas, o caderninho repleto de receitas, e os dias, sempre, preenchidos com a companhia dos amigos-irmãos que lá encontrei.
Nicole
Hoje, aos quase vinte oito anos, compreendo o amadurecer como esta fase única e decisiva onde ressignificamos nosso mundo… Alocando cada coisa (e pessoa) em seu devido lugar, estabelecendo nosso horizonte de sentidos, reescrevendo os sonhos infantis e readequando as metas, nos lapidando, a cada instante, como o ser único que somos: compreendendo o que faz parte de nós e o que nos impuseram, aprendendo a nos escutar e nos acolher, aceitando que há coisas que precisamos, enfim, fazer e outras tantas que não somos obrigados a tolerar.
O início da vida adulta é a lindíssima trajetória onde cada dia é uma busca pela independência e liberdade, onde nos deparamos com todas os retalhos de nossa vida até então e, pela primeira vez, sem tutores ou quem decida por nós, tramamos nossa colcha de sentidos, eliminando o que não deve permanecer, priorizando o que nos faz bem e nos constrói, adicionando o que encontramos de novo pelo mundo e toca nossos corações.

Ainda que seja confuso e doloroso romper alguns padrões, com os quais vivemos desde que nos recordamos, perceber-se autor de sua própria história é, não somente maravilhoso, como a melhor forma de se alegrar ao enxergar no espelho, vinte anos depois, a mulher que celebra seus vinte e oito anos. E não chora mais por isso… E se ama por ser quem lutou para ser; onde cada retalho de sua colcha está exatamente no local que decidiu costurar.

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Prática inteligente: Mindfulness

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A atenção plena (mindfulness) estimula a rede de atenção que tem a função de desligar seu foco de uma coisa, transferi-lo para outra e permanecer naquele novo foco de atenção. Outra melhoria-chave está na atenção seletiva, ou seja, inibição da força das distrações. Essa função permite focar no que é importante em vez de nos distrairmos com o que está acontecendo ao nosso redor. Essa é a essência do controle cognitivo.

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Um dos maiores benefícios para os estudantes é a compreensão. Mentes divagando geram buracos na compreensão. O antidoto para divagação da mente é a metaconsciência, a atenção a própria atenção, como na capacidade de perceber o que você não está percebendo, o que deveria estar percebendo e corrigir o foco.

Há também os efeitos relaxantes. Esse impacto fisiológico sugere uma redução no ponto de ajuste para estimulação do circuito do nervo vago, a chave para habilidade de manter a calma em situações de estresse e se recuperar rapidamente de aborrecimentos. Ou seja, as pessoas têm mais condições de administrar tanto a atenção quanto suas emoções. Na esfera social, podem criar relacionamentos positivos com mais facilidade e ter interações mais efetivas.

Praticamente qualquer variedade de meditação recicla nossos hábitos de atenção – especialmente a rotina-padrão de uma mente divagando. Quando os tipos de meditação foram examinados – concentração, geração de bondade e consciência aberta – todas as técnicas acalmaram as áreas da divagação da mente. Ficamos mais envolvidos com o mundo.

Como isso funciona no cérebro? A atenção plena fortalece as conexões entre as zonas executivas pré-frontais e a amígdala (emoções), especialmente os circuitos que podem dizer “não” aos impulsos – uma habilidade vital para atravessarmos a vida.

Uma função executiva aprimorada significa uma distância mais ampla entre o impulso e a ação, em parte por produzir a metaconsciência, a capacidade de observamos nossos processos mentais em vez de apenas sermos dominados por eles. Isso cria pontos de decisão que não tínhamos antes: podemos oprimir impulsos incômodos que normalmente nos levariam a agir.

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Quanto mais o número de respostas “sim”, maior a probabilidade de você fechar a mente em vez de sintonizá-la. A atenção plena possibilita um maior nível de escolhas de foco. A falta de atenção, na forma de divagação da mente, pode ser a maior fonte de desperdício de atenção no local de trabalho e na vida de forma geral.

O foco em nossa experiência no aqui e agora – como na tarefa em execução, na conversa que estamos tendo ou na construção do consenso numa reunião – demanda que desliguemos o “eu”, aquele-fluxo de pensamento que gera o mosaico mental de coisas todas-sobre-mim irrelevantes ao que está acontecendo agora.

O mindfulness desenvolve nossa capacidade de mirar nosso foco no presente observando nossa experiência momento a momento de uma forma imparcial e não reativa. Nós praticamos o abandono de pensamentos sobre qualquer coisa e abrimos nosso foco para o que que que nos venha à mente no fluxo de consciência, sem nos perdermos num fluxo de pensamentos sobre uma única coisa.

Produzir controle executivo ajuda especialmente àqueles de nós para quem qualquer contratempo, mágoa ou decepção cria cascatas intermináveis de ruminação. A atenção plena permite que bloqueemos o fluxo de pensamentos que poderia, de oura forma, nos levar a afundar na tristeza ao modificar nosso relacionamento com o próprio pensamento. Em vez de sermos arrebatados por esse fluxo, podemos fazer uma pausa e ver que são apenas pensamentos – e decidir se iremos ou não fazer algo a respeito deles.

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Há também o conceito multitarefas, a ruína da eficiência. Ser “multitarefa” na realidade significa trocar o que está preenchendo a capacidade da memória de trabalho – e interrupções rotineiras de um determinado foco no trabalho podem significar minutos perdidos para a tarefa original. Podem ser necessários de 10 a 15 minutos para o foco total ser recuperado.

Já existem diversos cursos voltados para essas práticas no dia-a-dia: Universidade Google “Busque dentro de você”; Inner Resilience Program; Centro da mente Contemplativa; Institute for Mindful Leadership; Center for Contemplative Mindfulness-Bades Stress. E se você acha que estou falando história para boi dormir, gostaria de salientar que empresas como: Google, Target, Cargill, Honeywell Aerospace, tem obrigado seus funcionários a tomar parte nesses cursos.

“Os participantes disseram que se tornaram mais capazes de utilizar estratégias de autorregulação – como redirecionar a atenção para aspectos menos perturbadores de situações delicadas – no calor do momento em que suas atenções estavam sendo sequestradas. Eles estão promovendo a preparação do músculo da atenção para escolher qual aspecto da experiência devem observar.  Eles são mais capazes de usar essas habilidades de atenção quando elas se mostram realmente necessárias. Também descobrimos um aumento da preocupação empática pelos outros e uma capacidade de ouvir melhor. Um é uma atitude, o outro é a habilidade em si, o músculo. São coisas vitalmente importantes no local de trabalho.”

Philippe Goldin, psicologo de Stanford avaliador do programa da Google “Busque dentro de você”

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Nós podemos julgar mal o que fará com que nos sintamos bem, se não nos propusermos a nos conhecer melhor. A maioria dos líderes simplesmente não faz pausas, mas todos precisamos de um tempo para refletir. Reservar algum tempo regular para refletir na agenda diária ou semanal pode ajudar a vencer a hiperatividade habitual, avaliar a situação e olhar adiante. Precisamos construir uma sociedade com triplo foco: em nosso próprio bem-estar, no bem-estar dos outros e nas operações dos sistemas mais amplos que moldam nossas vidas.

Uma proposta seria prestar mais atenção à forma como usamos nosso dinheiro, corremos o risco de sermos vítimas de anúncios sedutores de produtos que não nos deixarão nem um pouco mais felizes.

Dados econômicos globais mostram que quando um país atinge um nível modesto de renda – o suficiente para as necessidades básicas – não há qualquer relação entre felicidade e riqueza. Coisas intangíveis como relações afetuosas com pessoas que amamos e atividades significativas tornam as pessoas muito mais felizes do que digamos, fazer compras ou trabalhar.

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É intrigante que Singapura tenha se tornado o primeiro país do mundo a exigir que todos os alunos passem por um Programa de Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional. O Governo fez parceria com o Psicologo Roger Weissberg, e passou a elaborar os planos de aulas com base em inteligência emocional.

Essa minúscula cidade-Estado representa uma das grandes histórias de sucesso econômico dos últimos cinquenta anos, exemplifica como um governo paternalista transformou uma nação diminuta numa potência econômica. Sendo assim, o segredo desse sucesso está no seu povo que o governo cultivou intencionalmente esses recursos humanos como propulsores de sua economia.

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Referencias:
Norman Farb et al. “Attending to the presente: Mindfulness Meditation Reveals Distinct Neural Modes of Self-Reference, Social Cognitive Affective Neuroscience 2, n 4 (2007):313-322
Aviva Berkovich-Ohana et al. “Mindfulnesse-Induced Changes in Gamma Band Activity 123, n 4 (Abril de 2012): 700-710
Richard J. Davidson et al., “Alterations in Brain and Immune Function Produced by Mindfulness Meditation!, Psychosomatic Medicine 65 (2003): 564-570
Frederickson, Barbara, Love 2.0
Stephen W. Porges, the Polyvagal Theory. Nova York: W. W. Norton & Co.,2011
Richard Davidson “Centro para investigação de mentes saudáveis”
Nathaniel R. Riggs et al., “The impacto f Enhancing Students” Social/ Emocional Learning: A meta-Analysis of School-Based Universal Inventions”, Child Development 82, n.1 (2011): 405-432

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Olhar para dentro: por que não?

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A minha geração, fim dos anos 80/início dos anos 90, é a geração das promessas. Fomos nos desenvolvendo como profissionais em um mundo de franco crescimento – plenitude de empregos, oportunidades, o Brasil despontando como o país do futuro. O tempo passou, fomos para faculdade , nos formamos e a conjuntura mudou. Da euforia ao estado de crise. Da abundância à austeridade. Sempre fui uma pessoa de planos, virginiana de sol, lua, mercúrio e virgem.
Quando me formei oficialmente, em abril de 2014, percebi, entretanto, que meus planos não se encaixavam mais no mundo real. Não só isso: percebi que enfrentava tantos conflitos internos que tudo que eu havia traçado para o meu futuro não teria como se concretizar.
Enfrentei um período de depressão e bulimia muito difícil. Confusões familiares constantes. Por algum tempo me vi perdida, sem vontade de recolocar a minha vida nos eixos. Não via saída para os problemas mais simples e reclamava de tudo. Até esse estado emocional me levou a ficar realmente doente – graças à bulimia, tive um problema renal gravíssimo, que me levou à internação por dez dias e me impossibilitou de fazer uma prova para qual eu havia estudado por quase oito meses.
Esse foi o turnpoint para uma mudança que não foi planejada e que eu não tinha concretude da sua dimensão. Decidi que queria mudar tudo de vez e de uma só vez. Comecei a reestruturar meu currículo, procurar oportunidades de emprego. Aceitei a terapia como uma oportunidade de melhorar. Aprendi a deixar ir e me desapegar do que me fizesse mal, ainda que isso representasse afastar amigos. E também aprendi a valorizar quem realmente se importava. As coisas fluíram de modo que consegui um novo emprego e, graças a isso, acabei de tendo que me mudar.
No início não foi fácil. Do conforto da minha casa, fui para uma República, morando com diversas pessoas, aprendendo a dividir desde o banheiro à rotina. Afinal, o salário de um recém-formado não permitia luxos. Troquei o chopp de sexta pela marmita da semana. Troquei a blusa nova por produto de limpeza. Vivi um bom tempo na base de trocas, na base do frio na barriga, na base do lápis, papel e calculadora. Aprendi a importância de valorizar a comida, valorizar o custo das coisas, valorizar o tempo. E mais ainda: aprendi a me ouvir primeiro antes de ouvir os outros. Isso acabou me fazendo aprender a aceitar também estar sozinha (logo eu, que sempre fui tão rodeada de gente).
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Hoje eu já mudei de emprego de novo, já estou em outra casa e a vida financeira está mais calma. Graças às economias e aos extras, consigo juntar dinheiro para poder viajar nas férias e pude realizar o sonho de adotar um cachorro, que hoje alegra a volta do trabalho de segunda a sexta e me ensina a compartilhar amor.

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Faço minhas concessões todos os dias, toda semana, o que é difícil, mas sei reconhecer que vale a pena (faz mais de sete meses que não vou para uma festa, por exemplo; quase não peço comida e sempre estou vendendo e comprando roupas usadas). As mudanças sempre nos provocam sentimentos variados, não necessariamente prazerosos, eu confesso.

A exaustão de todo esse processo me fez ficar afastada de diversos amigos – alguns por opção, outros por conta do corre-corre mesmo. Aliás, esse talvez tenha sido o maior aprendizado dentre tantos: deixar ir. Não precisamos ouvir críticas a todo tempo nem que as pessoas interfiram na nossa vida de um modo que nos machuque. Aprender a dizer não é um dos primeiros passos para aprender a dizer sim para si mesmo, priorizar as suas vontades em detrimento dos outros. Não dói e eu recomendo.

“Mas Ana Luíza, o que mais você quer?”. Não é fácil não estar no lugar que planejamos no passado. Não é fácil ver que nem tudo funciona exatamente como queremos. Não é fácil trabalhar tanto todo dia, fim de semana e ver que você já (realmente) não é tão jovem assim. E ao mesmo tempo se sentir jovem o suficiente, com vontade de largar tudo para ir viver de qualquer loucura pelo mundo. Não é fácil entender que o seu ritmo de vida e as suas escolhas não necessariamente serão as mesmas de outras pessoas da sua idade – ou ainda que sejam, o resultado nem sempre é o mesmo. Cada pessoa é diferente, cada pessoa tem a sua própria trajetória. O nosso termômetro não deve ser a vida do outro, mas deve ser a nossa vontade (e por que não a nossa sorte?). Aprendi a parar de me comparar aos outros, na medida do possível. O autoconhecimento dos últimos três anos foi e tem sido essencial para tentar compreender o momento que estou e para onde pretendo ir.
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Se sou feliz, acho que só a Ana de alguns anos vai poder dizer. Sei que continuo caminhando, aprendendo sempre a olhar para dentro antes de olhar para os lados. E, especialmente, descobrindo várias Anas que eu nem sabia que existiam aqui dentro.
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Diário de Bordo

luiz veiga arquiteto

Como vamos viver a nossa vida está diretamente ligada a maneira que você enfrenta um rio. Você pode se esforçar em tentar ter controle se equipando e preparando, ou você pode se deixar levar. Passamos pelo 1/3 da nossa vida sendo guiados, fluxo leve, familiares nos mostrando o caminho e apenas seguimos sem questionar. Nunca vi nada de errado. Por que veria? Esse tal ‘futuro’ estava logo ali na frente, virando a curva. Preciso estar preparado.
Mesmo correndo atrás de equipamentos nunca planejei meu trajeto, sempre aproveitei o máximo do que me aparecia. Aproveitei a viajem, apreciei a vista e levei o que pude comigo. Passei por quedas e águas tranquilas. Errei a bifurcação? Várias vezes. Nessas horas peguei minhas coisas e pensei em voltar atrás, mas sempre desisti e me deixei guiar pelo fluxo. Por que mudaria? Eu que decidi seguir esse caminho, vai que ali na frente melhora? E melhorava. É fácil seguir um caminho com pedras? Não. Mas esse tal futuro está ali na frente, não posso perder tempo. Vai que aprendo alguma coisa?

Meus equipamentos me ajudaram a ir a lugares incríveis, e como um rio sem correnteza me peguei entrando em novas águas sem sentir, me especializando na minha área de trabalho, vendo amigos virem e irem e descobrir o que não quero para minha vida.
A pressão é visível, você sente principalmente quando parece que tudo não está dando certo. Contas a pagar, vida social, horário de trabalho, graduação… você vai passando por trechos do rio sem saber que elas estão apenas te preparando para uma grande queda.

Back to the grey city

Uma foto publicada por Luiz Veiga (@luiz_veiga) em


Sempre tive uma rede de suporte, talvez por isso que sempre me deixei levar com tanta facilidade, mas nem essa rede de suporte me preparou para 2016. Recém-formado, não efetivado e dinheiro limitado. Se passam meses e nada. Dinheiro acabando e sensação de derrota. Me chamam para trabalhar em São Paulo. São Paulo. Eu, um cara de Niterói, recém-formado, com meses desempregado e agora com oportunidade de trabalho (pasmem) na minha área de especialização na maior cidade do país. Frustrando todo o imaginário holístico, o libriano estava mudando para a maior cidade do País em um piscar de olhos.

Me pego sentado experimentando um sofá em uma loja de móveis, fazendo contas imaginárias e perguntando ao vendedor os métodos de pagamento. Mas como farei isso? Junto? Parcelo? Será que conseguirei pagar a parcela daqui a dois meses? Posso me dar ao luxo de não ter esse valor mensalmente? E a conta de luz, condomínio, aluguel, internet, TV a cabo, celular etc?

A ficha cai.

Independência, essa é a palavra.

Essa é a cara da independência, você estar por si só. É a sua casa, sua vida… de ninguém mais. Pisco e me percebo a milímetros da grande queda d’água que tanto me planejei enfrentar a vida toda.
Sabe aquele tal ‘futuro’? Ele é o hoje e se chama vida adulta, a minha independência forçada. A rede de segurança funciona a distância e meus equipamentos que tanto batalhei para ter parecem palitos Gina em minhas mãos. O ‘ser adulto’ chega de mansinho como um crocodilo. Você se sente preparado, mas realmente nunca vai estar. O sofá é meu, eu que pagarei. A dívida é minha. Contas a pagar aprendemos desde cedo que elas chegam. Mas ter um aluguel em seu nome dá um novo significado ao medo. Mas assim como o rio, a vida não para aí e a viajem não deixa de ser estimulante. A final, é meu sofá, e minha conquista! O primeiro susto é grande, não vou negar. Te marca como muitos outros ‘primeiros’ que existiram e que existirão, e mesmo com medo você segue tendo novas experiências, conhecendo novas pessoas, observando a vista e aproveitando a viajem.
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Zumbi Pendular: Adulta ou Jovem?!

Amanda Adulta eu convidado relato pessoal zumbi
No momento acho que me encontro no limbo da existência humana: não me sinto nem adulta nem jovem/ adolescente. Vivo no pendular zumbi entre a vida adulta e a de jovem. Talvez não me sinta tão adulta porque aos 26 anos, ganho um salário que não dá nem pra estocar miojo na dispensa, estou longe de ter um relacionamento amoroso estável, e ainda moro com meus pais. Em suma: o projeto de ser bem sucedida antes dos 30 flopou.
Não me sinto adulta porque 98% do tempo não me considero condutora da minha vida. Parece que meu poder de decisão é nulo em tudo no dia a dia: Não escolhi meu trabalho, ele apareceu. E afinal de contas quem é doido não aceitar emprego na atual conjuntura do país? Paga as contas. Fique feliz. Seja grato. Poderia ser pior. Aliás, só me sinto adulta quando chegam os boletos com as três palavras que mortificam a alma: “data de vencimento”.

Não me sinto mais tão jovem porque não tenho aqueela mesma energia para “coisas jovens”. Você sente que a chave virou quando as preferências mudam. Noitada? Pra que? Vamos reunir a galera e tomar um vinho lá casa. Ou sentar num barzinho e conversar. Noitada tem muito barulho, não dá pra interagir. Gente relando em mim, perguntando se posso conversar 1 minutinho. Filas enormes no banheiro. Preços absurdos pelo álcool. Muito esforço pra pouco resultado. No fim de semana acaba sendo regido pelo salmo 23 da bíblia do adulto “Netflix é meu pastor e nada me faltará”.

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Porque quando você se vê submerso numa rotina de 8 horas ou mais de trabalho, estudo, trânsito, academia, sono, e problemas, percebe que o tempo é algo valioso demais pra se gastar com coisas e pessoas levianas. Você passa a selecionar os amigos. Os amores. Os passeios. As conexões verdadeiras passam a ser cada vez mais raras, e por isso, essenciais.
E aí chegam os convites de casamento, os chás de bebê, open house de amigos, e a sensação de estar estagnado numa vida que não te pertence de fato começa a assustar. Parece que todo mundo evoluiu de alguma forma e você continua engessado. Nesse quesito, Facebook e instagram deviam vir com uma advertência: em caso de insatisfação extrema com a própria vida, não logar. Todos são bonitos, felizes, ricos, viajantes, em relacionamentos e perfeitos.

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Mas nem em meio a todo esse panorama de caos, incerteza e frustração coleciono pequenas vitórias: Durmo bem, não preciso de ansiolíticos ou anti depressivos, sou um ser humano bem humorado, otimista (pasmem!), me dou bem com 99% das pessoas com as quais convivo, e não tenho pressa alguma em achar o tal amor da vida. Porque aprendi a não sofrer pelas coisas que estão fora do meu controle, e que a vida não funciona no meu timing. Não é o fim do mundo. Tenho certeza que dou o meu melhor em todas as esferas da minha vida e faço das insatisfações a força motriz para tentar evoluir cada vez mais. Isso me dá uma certa paz de espírito e autoconfiança.

O que quero dizer é que não importa se você é adulto, jovem ou zumbi errante num limbo sem adjetivo definido: seja gentil consigo mesmo. Faça seu melhor. No fim somos todos perdedores. No cenário mais otimista, vamos perder algo. Aquele emprego dos sonhos, um amor, um ente querido…então tenha leveza. Se ame. A vida não é só boleto.

amanda farias

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Novos horizontes: Que venham nossos amigos!

sorrir nova fase oportunidades

Mesa de bar é lugar de criar, sair com gente diferente é um modo de se inspirar, ver um filme ou ler um livro é pode incentivar a começar algo novo. Sair da zona de conforto é a melhor forma de se dar oportunidades.

Outro dia saí com um amigo novo. Ele me confessou que as vezes tem um ataque de epifania e percebe que não tem mais 12 anos. Segundo seu relato, esse tipo de situação ocorre nos momentos mais bizarros como: No meio de uma reunião de trabalho ou durante o sexo. Obviamente, achei essa história genial. (Espero que ele não queria me matar por contar isso aqui, mas em minha defesa, ele esqueceu de mencionar se era segredo e eu não revelei sua identidade).

Essa revelação foi formidável. Pois logo no fim de semana seguinte, eu e meus amigos fizemos uma “festa do pijama”. Passamos 2 dias em meio a jogos de tabuleiro, guerra de bolas de água, fizemos churrasco, comemos brigadeiro, bolo, cachorro quente, enfim tudo que amamos fazer quando criança. Dentre muitas risadas e outras bobeiras, começaram vir as inquietações.

Nunca seremos velhos demais para nos divertirmos! 🎈💧#criançasfelizes #10x0bola #tácalor #verao #amizade

Um vídeo publicado por Isabela Farias (@isamfarias) em

Aproveitando que a Clari vai tirar férias (saudades). Vamos promover uma série “Percebi que era adulto”, estamos convidando algumas pessoas para contarem suas histórias. Alguns são mais íntimos, outros menos. Então, acho que nós também iremos tomar alguns sustos com o que vai acontecer.

Esse tema é extremamente amplo. Amadurecimento pode e significa muitas coisas em áreas diferentes. Não vamos limitar a criatividade de quem vai escrever.

Então, chegamos ao final de Janeiro repletos de novas oportunidade e novos caminhos. Admito que estou ansiosa pelo o que vem por aí.  Certamente será ótimo!

Acompanhem essa nova fase!

E para não dizer que não escrevi nada de cunho pessoal e de cunho criativo. Segue um poema de minha autoria:

poema sarah adulta amadurecer novo vida morte

 

sarah adulta eu

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Liderança e Motivação: mudando as perspectivas.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro

“Todos os dias ao me levantar, piso na minha vaidade para que ela não me desvie do caminho. ” (Página 192 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

No livro “Transformando suor em ouro” Bernardinho fala sobre liderança e motivação para equipes, o enfoque dele se dá em direção aos gerentes de grandes corporações. Porém, eu percebi que tem muita aplicação para o nível pessoal, sendo assim, escolhi resenhar adaptando para o individuo, enfatizando a importância do autoconhecimento e da automotivação.

Você já pensou como você se sentiria caso perdesse o emprego? Afinal, O que te define? Quem é você? Você se orgulha de ser quem você é? O que te motiva? O que é sucesso para você? Como alcançar esse sucesso?

Muitas vezes externamos nossas insatisfações. A família não te compreende e não de dá apoio, o seu relacionamento não te faz feliz, o trabalho é ruim. A vida é um saco. É aí que você precisa pensar: o problema está nos outros ou em mim? Sempre falamos aqui sobre seguir seu coração e se dar uma chance de ser feliz. Mas isso é muito diferente de culpar o mundo e nunca analisar o que você faz para tornar o seu dia proveitoso.

A importância das questões existências são determinantes para analisarmos se o problema está na forma como vemos o mundo e na forma como vemos a nós mesmos. Não se isente da responsabilidade de mudar e não menospreze a reflexão, ela pode salvar sua vida.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse

O gráfico acima ilustra a relação de desempenho versus estresse, tem como objetivo demonstrar que o ser humano não produz de não tiver algo que o Bernardinho chama de “senso de urgência“, ou seja, “Inconformismo, insatisfação: sem isso, não se dá um passo a frente“, porém caso o individuo ultrapasse o ponto ótimo, e ele esteja lidando com tensões superiores a sua capacidade “Se a tensão é alta diminui a cobrança, pois não adianta fazer pressão sobre quem está mal, triste e vulnerável.”.

Um ponto interessante que o Bernardinho defende “É importante criar dificuldade para os que tem talento, as facilidades limitam.”. Quando eu li essa frase pensei: Como criar dificuldades para si próprio? Como manter o foco no futuro? Como evitar a procrastinação? “O ideal é não elevar o ego as alturas, nem deixar que algo o jogue para baixo minando sua autoestima. É uma questão de equilíbrio.”.

Aqui trabalhamos dois conceitos a necessidade de se desafiar, se manter motivado e não se desprezar. Precisa-se encontrar um equilíbrio entre a autoestima e humilde, “O combate a acomodação é permanente. ” E qual é a chave para alcançar esse equilíbrio?Autoconhecimento.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse Bob Knight

Bernardinho admite que durante sua caminhada como técnico ele nunca subestimou o estudo, as leituras, outro hábito que ele admite sempre buscar os porquês de cada erro. Me identifiquei muito quando ele afirma que esse “hábito que pode ser danoso”.

Minha psicóloga chama isso de ruminação, um mal hábito que consiste em reviver uma situação tantas vezes que a imaginação, uma grande tirana, aumenta e deforma as situações para o bem e para o mal.

Bernardinho conta que os pais dele não eram especialmente a favor dele seguir a carreira no vôlei, abandonando a formação de economista. Após sua aposentadoria como jogador, ele passou 1 ano sem entender para onde a carreira dele caminharia, até que surgiu uma oportunidade.

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O Bernardinho treinou a equipe masculina e a feminina e sobre a diferença entre eles comenta: “De certo modo, o relacionamento com um grupo de mulheres pode ser mais fácil a medida que os sinais que elas emitem são mais claros. Demonstram melhor seus sentimentos, o que impede um ajuste mais fino na estratégia. (…) Em contrapartida, numa equipe masculina essa percepção é prejudicada pela dificuldade cultural que o homem tem de revelar o seus sentimentos. ” (Página 196 – transformando suor em ouro – Bernardinho).

Me pergunto: Será que os homens tem dificuldade de demonstrar sentimentos ou eles nem mesmo percebem que seus sentimentos e suas raízes que tem nos pensamentos? Agora posso retornar a autoconsciência: Como avançar sem entender o que te motiva? Sem entender seus sentimentos, pensamentos e atitudes?

Quanto mais nos conhecemos nossos erros e acertos, temos menos rompantes irracionais: “No entanto, é preciso evitar que as emoções se tornem excessivas e venham a tomar conta da razão. (…) É quando começam a surgir reações do tipo “ela não gosta de mim”, levando para o plano pessoal uma cobrança pessoal. ”.

Precisamos nos auto avaliar. Para sermos lideres primeiro precisamos perceber. Será que a maximizamos o negativo (quando um evento negativo pequeno toma tanta força que nada de mais é percebido)? Ou cometemos abstração seletiva (focar-se num único detalhe e esquecer todo o resto)? Ruminamos (repetição de ideias perturbadoras que ganham cada vez mais força)? Personalizamos (achar que você é o único responsável por tudo)? Ou então, somos vitima da ditadura dos deveria (perceber tudo como um dever, não encontrar prazer na rotina: Eu deveria me exercitar, Eu deveria passar mais tempo com meus amigos, eu já deveria ter filhos, carro e casa)? Precisamos ser os agentes de mudança, ou seremos vitimas dos nossos próprios erros.

Meta: Onde queremos chegar?
Planejamento: Como queremos chegar?

A pirâmide de John Wooden exemplifica os valores que precisamos cultivar para alcançarmos o sucesso, seja em qualquer área que escolhermos:

 

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse pirâmide do sucesso

“A confiança é base de qualquer relacionamento. E é sobre esse pilar que devemos construir nosso relacionamento com nossos colaboradores. ”      (Página 105 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

A confiança em nós e nos outros nos permite o comprometido: (fruto de divisão de responsabilidades) e cumplicidade (fruto de egos e responsabilidades sob controle). Isso não significa que não devamos avaliar as pessoas a nossa volta, porém assim como não podemos deixar de avaliar os outros precisamos nos auto avaliar. Além disso, devemos exercitar a clareza de que na vida embora existam pessoas fundamentais, ninguém é insubstituível. Inclusive, nós.

“Atenção a todos os momentos – a decisão está sempre nos detalhes. ”        (Página 128 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

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O autoconhecimento nos ajuda a identificar o que significa sucesso, pois este é um conceito muito pessoal, de múltiplas definições. E assim, pode-se partir para buscar a excelência que significa realizar da melhor maneira possível aquilo que se pretende. Sempre tendo em vista que o sucesso no passado não garante coisa alguma no futuro, a não ser a responsabilidade.

“As vitórias nos garantem apenas grandes expectativas e mais responsabilidades. Em função do nosso sucesso anterior, criamos nas pessoas a ilusão de que nos tornamos imbatíveis e de que nossas vitórias continuarão ocorrendo automaticamente. E nossa responsabilidade aumenta de forma proporcional à expectativa gerada: é o peso do favoritismo.”                   (Página 201 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

Bernardinho adapta a pirâmide de Wooden, em uma roda, pois deve haver constância do melhoramento pessoal ou de equipe. Caso contrário, você que hoje ocupa o pódio, amanhã não ocupa mais.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse roda da excelencia

Será que a sorte existe? Então, Bernardinho cita  Tiger Woods diz “quanto mais eu treino, mais sorte tenho”. Ou seja, o êxito em qualquer situação depende muito do modo como nos preparamos para cumprir nossas tarefas, a (boa) sorte vem a reboque.

Por fim, achei que o livro muito bom e recomendo. Espero que essa resenha tenha inspirado vocês. Abaixo coloquei algumas indicações de outros livros que inspiraram o texto.

Referencia bibligráfica:

When pride still mattered: A life os Vicent Lombardi (David Maraniss)
Winning Ugly (Brad Gilbert)
The last Season: A team in search os its soul (Phil Jackson)
Good Strategy/ Bad Strategy (Richard Rumelt)
Nunca deixe de tentar (Michael Jordan)
Aprenda a ser otimista (Martin Seligman)
Gerenciamento de pessoas em projetos (FGV)

sarah adulta eu

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Arraial do Cabo e o problema com o “caribe brasileiro”

arraial do cabo

 

Como eu havia mencionado no último post, recentemente o mar na região dos lagos estava excepcionalmente bonito, e eu tirei uns dias pra passear por lá. Já contei do meu dia em Cabo Frio e agora quero falar sobre Arraial do Cabo.

O dia não foi tão cheio como o anterior e certamente foi mais curto – não tenho uma grande resistência para praia. Chegamos com o objetivo de passar o dia nas prainhas do Pontal do Atalaia, um lugar aparentemente paradisíaco. Você sobe, sobe e sobe de carro, chegando no alto tem um mirante e depois você desce algo entre 250 e 350 degraus (varia de acordo com a fonte rs) para então chegar na praia. Subimos a estrada por uns vinte minutos até parar em um engarrafamento, muitos carros estavam desistindo e nós ficamos desanimadas. Se a estrada estava cheia assim, imagina o mirante… Não queria me estressar mais para estacionar, e sinceramente não sei se estava pronta para subir aquela escadaria depois de passar um dia de praia.

Nós descemos então, mas aproveitamos a vista. Paramos em alguns pontos da estrada e o visual é incrível mesmo. Aliás, adoro olhar paisagens do alto, ver o mundo de um ponto de vista diferente não é só uma experiência sensorial mas filosófica também em alguns sentidos.

Seguimos então para a praia Grande, que tem cerca de 40 km de extensão segundo a internet, e lá ficamos do lado mais perto do Pontal mesmo. Como em Cabo Frio, o mar estava lindo, límpido e de uma cor impressionante que foto nenhuma fará jus. Super calmo também, ótimo pra mim e pras crianças. Como a extensão da praia e da areia é bem grande, não chegava a estar lotada de gente mas estava relativamente cheia. Uma diferença importante em relação a Cabo Frio foi o preço das coisas, um quiosque chegou a nos cobrar 100 reais pelo aluguel da barraca – com 70 reais de consumação!

Por outro lado, a cidade é bem mais organizada. Os estacionamentos na rua são organizados pela prefeitura, não chegava a ter trânsito na cidade mesmo ela estando bem cheia, e de maneira geral era tudo muito bem sinalizado. Na praia, observamos que haviam muitos mais turistas de fora do estado do que havíamos visto em Cabo Frio, o que pode refletir essa maior preparação para o turismo.

praia grande arraial do cabo

 

Ao longo da cidade, observei algumas placas de propaganda que se referiam à Arraial do Cabo como o caribe brasileiro (lá o mar não estava bonito como exceção, é sempre assim!). Na verdade, com esse fenômeno em que até as praias do Rio de Janeiro ficaram com as águas transparentes e daquele verde-azul lindão, comecei a ver muitas referencias pela internet à essas praias como “caribe brasileiro”. E isso começou a me incomodar bastante…

Por que nós precisamos tanto nos valorizar apenas em comparação com outros lugares? Por que as pessoas são incapazes de valorizar o próprio país e a própria região por suas belezas intrínsecas e incomparáveis? De forma geral, acho que isso é um retrato da nossa personalidade – não conseguimos aceitar um elogio por si só e acabamos sempre entrando em uma competição de problemas. Não sei se isso é algo característico do Rio de Janeiro, do Brasil ou da humanidade, mas enquanto somos quem somos no cenário mundial nós gostamos de nos colocar de forma inferiorizada frente à alguns outros países e regiões.

Isso me incomoda porque assim não conseguimos explorar o que temos de melhor, e não conseguimos dar a volta por cima e ser tudo o que podemos ser. Posso falar isso tanto a nível sociedade quanto a nível individual, acho que se aplica a ambos. Por que precisamos que as nossas praias sejam como as caribenhas e não podem ser simplesmente brasileiras (e referências mundiais por isso)?

Já que ainda estamos no começo do ano e muitos ainda estão inspirados a promover mudanças pessoais, podemos acrescentar aos nossos hábitos individuais observar tais comportamentos em nós mesmos – e tentar corrigi-los. Quem sabe tornando-nos pessoas que se valorizam pelo que são e não por quem é pior do que elas, podemos mais tarde refletir isso enquanto sociedade…

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Plano de vida

plano de vida

Hoje vou contar o meu plano ideal de vida:

1º  Ser feliz

2º  Erradicar a tristeza da minha vida

3º  Evitar ter problemas desnecessários

Esses objetivos deveriam ser fáceis. Porque não são?

A cabeça pula de problema em problema. Insegurança e insegurança. E parece impossível controlar a ruminação. Então, em combate a esse hábito terrível, venho me propondo essas 4 coisinhas:

1) Fazer exercícios físicos todos os dias.:

Não estou falando em malhar para ser a pessoa mais gostosa desse mundo. Estou falando em fazer uma caminhada saudável.

Ano passado comecei com a academia, aulas de dança e terminou com um curso da arte de viver. Esse ano vou apostar no yoga + aula de dança.

Exercício ajuda você a conhecer gente, libera endorfina, deixa seu corpo mais bonito (uma pessoa mais feliz é uma pessoa mais bonita).

2) Cuidar do emocional:

Esse é difícil. Quem me conhece sabe que eu faço terapia a algum tempo. E eu amo psicologia. Não entendo porque as pessoas são tão resistentes a procurar um psicólogo.

Uma das coisas que realmente aprendi na terapia foi a manter por perto quem faz bem, quem me quer bem.

Quanto vampiro tem por aí? Quanto tempo é vale perder ao lado de quem não se importa com você? E ninguém é sagrado aqui.

Comecei a faxina pela família. Eu não sei quem foi a pessoa que inventou que família é o lugar sagrado, as pessoas que mais vão te amar e te proteger. Isso não é necessariamente verdade.

Com relação aos amigos e amores, antes eu sentia uma culpa enorme ao dizer não. Hoje eu ainda sinto culpa. E eu nem sempre acerto o tom da recusa. Mas sou 100% honesta comigo mesma. Se eu não posso ou não quero, eu não vou.

Obs: Sim, isso dá merda. As pessoas nem sempre te entendem. Sim, você as vezes é grosso. Com o tempo você melhora essa prática e as pessoas passam a te respeitar, ou pelo menos assumem que você é aquilo ali mesmo.

3) Exercitar a mente:

Como os músculos, o cérebro precisa se exercitar.

Tenha ideias. Crie. Tente se lembrar do que fez ontem. Escreva uma resenha de um livro que você acabou de ler. Se possível. Faça algumas dessas coisas todos os dias.

O blog me ajudou muito nisso. Criar faz bem.

4) Práticas Espirituais:

Eu não estou falando para você seguir uma instituição religiosa. Estou falando de práticas que efetivamente podem melhorar seu dia:

    • Reze, ou melhor, seja grato. Aprenda a ser grato.
    • Medite, ou melhor, respire – clique no link para conhecer dicas de respiração guiada.
    • Perdoe e Se perdoe.

Hoje eu já percebo diferença dessas atitudes na minha vida pessoal. Me sinto mais forte. Me conheço mais, isso inclui conhecer meus pontos fracos. Acho que cuidar da cabeça é que nem cuidar do peso. É mais fácil não cuidar, mas sua saúde é que vai pagar o preço.

Então, que tal aproveitar janeiro para começar?

BOA SORTE!

sarah adulta eu

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