Zumbi Pendular: Adulta ou Jovem?!

Amanda Adulta eu convidado relato pessoal zumbi
No momento acho que me encontro no limbo da existência humana: não me sinto nem adulta nem jovem/ adolescente. Vivo no pendular zumbi entre a vida adulta e a de jovem. Talvez não me sinta tão adulta porque aos 26 anos, ganho um salário que não dá nem pra estocar miojo na dispensa, estou longe de ter um relacionamento amoroso estável, e ainda moro com meus pais. Em suma: o projeto de ser bem sucedida antes dos 30 flopou.
Não me sinto adulta porque 98% do tempo não me considero condutora da minha vida. Parece que meu poder de decisão é nulo em tudo no dia a dia: Não escolhi meu trabalho, ele apareceu. E afinal de contas quem é doido não aceitar emprego na atual conjuntura do país? Paga as contas. Fique feliz. Seja grato. Poderia ser pior. Aliás, só me sinto adulta quando chegam os boletos com as três palavras que mortificam a alma: “data de vencimento”.

Não me sinto mais tão jovem porque não tenho aqueela mesma energia para “coisas jovens”. Você sente que a chave virou quando as preferências mudam. Noitada? Pra que? Vamos reunir a galera e tomar um vinho lá casa. Ou sentar num barzinho e conversar. Noitada tem muito barulho, não dá pra interagir. Gente relando em mim, perguntando se posso conversar 1 minutinho. Filas enormes no banheiro. Preços absurdos pelo álcool. Muito esforço pra pouco resultado. No fim de semana acaba sendo regido pelo salmo 23 da bíblia do adulto “Netflix é meu pastor e nada me faltará”.

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Porque quando você se vê submerso numa rotina de 8 horas ou mais de trabalho, estudo, trânsito, academia, sono, e problemas, percebe que o tempo é algo valioso demais pra se gastar com coisas e pessoas levianas. Você passa a selecionar os amigos. Os amores. Os passeios. As conexões verdadeiras passam a ser cada vez mais raras, e por isso, essenciais.
E aí chegam os convites de casamento, os chás de bebê, open house de amigos, e a sensação de estar estagnado numa vida que não te pertence de fato começa a assustar. Parece que todo mundo evoluiu de alguma forma e você continua engessado. Nesse quesito, Facebook e instagram deviam vir com uma advertência: em caso de insatisfação extrema com a própria vida, não logar. Todos são bonitos, felizes, ricos, viajantes, em relacionamentos e perfeitos.

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Mas nem em meio a todo esse panorama de caos, incerteza e frustração coleciono pequenas vitórias: Durmo bem, não preciso de ansiolíticos ou anti depressivos, sou um ser humano bem humorado, otimista (pasmem!), me dou bem com 99% das pessoas com as quais convivo, e não tenho pressa alguma em achar o tal amor da vida. Porque aprendi a não sofrer pelas coisas que estão fora do meu controle, e que a vida não funciona no meu timing. Não é o fim do mundo. Tenho certeza que dou o meu melhor em todas as esferas da minha vida e faço das insatisfações a força motriz para tentar evoluir cada vez mais. Isso me dá uma certa paz de espírito e autoconfiança.

O que quero dizer é que não importa se você é adulto, jovem ou zumbi errante num limbo sem adjetivo definido: seja gentil consigo mesmo. Faça seu melhor. No fim somos todos perdedores. No cenário mais otimista, vamos perder algo. Aquele emprego dos sonhos, um amor, um ente querido…então tenha leveza. Se ame. A vida não é só boleto.

amanda farias

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Novos horizontes: Que venham nossos amigos!

sorrir nova fase oportunidades

Mesa de bar é lugar de criar, sair com gente diferente é um modo de se inspirar, ver um filme ou ler um livro é pode incentivar a começar algo novo. Sair da zona de conforto é a melhor forma de se dar oportunidades.

Outro dia saí com um amigo novo. Ele me confessou que as vezes tem um ataque de epifania e percebe que não tem mais 12 anos. Segundo seu relato, esse tipo de situação ocorre nos momentos mais bizarros como: No meio de uma reunião de trabalho ou durante o sexo. Obviamente, achei essa história genial. (Espero que ele não queria me matar por contar isso aqui, mas em minha defesa, ele esqueceu de mencionar se era segredo e eu não revelei sua identidade).

Essa revelação foi formidável. Pois logo no fim de semana seguinte, eu e meus amigos fizemos uma “festa do pijama”. Passamos 2 dias em meio a jogos de tabuleiro, guerra de bolas de água, fizemos churrasco, comemos brigadeiro, bolo, cachorro quente, enfim tudo que amamos fazer quando criança. Dentre muitas risadas e outras bobeiras, começaram vir as inquietações.

Nunca seremos velhos demais para nos divertirmos! 🎈💧#criançasfelizes #10x0bola #tácalor #verao #amizade

Um vídeo publicado por Isabela Farias (@isamfarias) em

Aproveitando que a Clari vai tirar férias (saudades). Vamos promover uma série “Percebi que era adulto”, estamos convidando algumas pessoas para contarem suas histórias. Alguns são mais íntimos, outros menos. Então, acho que nós também iremos tomar alguns sustos com o que vai acontecer.

Esse tema é extremamente amplo. Amadurecimento pode e significa muitas coisas em áreas diferentes. Não vamos limitar a criatividade de quem vai escrever.

Então, chegamos ao final de Janeiro repletos de novas oportunidade e novos caminhos. Admito que estou ansiosa pelo o que vem por aí.  Certamente será ótimo!

Acompanhem essa nova fase!

E para não dizer que não escrevi nada de cunho pessoal e de cunho criativo. Segue um poema de minha autoria:

poema sarah adulta amadurecer novo vida morte

 

sarah adulta eu

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Liderança e Motivação: mudando as perspectivas.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro

“Todos os dias ao me levantar, piso na minha vaidade para que ela não me desvie do caminho. ” (Página 192 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

No livro “Transformando suor em ouro” Bernardinho fala sobre liderança e motivação para equipes, o enfoque dele se dá em direção aos gerentes de grandes corporações. Porém, eu percebi que tem muita aplicação para o nível pessoal, sendo assim, escolhi resenhar adaptando para o individuo, enfatizando a importância do autoconhecimento e da automotivação.

Você já pensou como você se sentiria caso perdesse o emprego? Afinal, O que te define? Quem é você? Você se orgulha de ser quem você é? O que te motiva? O que é sucesso para você? Como alcançar esse sucesso?

Muitas vezes externamos nossas insatisfações. A família não te compreende e não de dá apoio, o seu relacionamento não te faz feliz, o trabalho é ruim. A vida é um saco. É aí que você precisa pensar: o problema está nos outros ou em mim? Sempre falamos aqui sobre seguir seu coração e se dar uma chance de ser feliz. Mas isso é muito diferente de culpar o mundo e nunca analisar o que você faz para tornar o seu dia proveitoso.

A importância das questões existências são determinantes para analisarmos se o problema está na forma como vemos o mundo e na forma como vemos a nós mesmos. Não se isente da responsabilidade de mudar e não menospreze a reflexão, ela pode salvar sua vida.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse

O gráfico acima ilustra a relação de desempenho versus estresse, tem como objetivo demonstrar que o ser humano não produz de não tiver algo que o Bernardinho chama de “senso de urgência“, ou seja, “Inconformismo, insatisfação: sem isso, não se dá um passo a frente“, porém caso o individuo ultrapasse o ponto ótimo, e ele esteja lidando com tensões superiores a sua capacidade “Se a tensão é alta diminui a cobrança, pois não adianta fazer pressão sobre quem está mal, triste e vulnerável.”.

Um ponto interessante que o Bernardinho defende “É importante criar dificuldade para os que tem talento, as facilidades limitam.”. Quando eu li essa frase pensei: Como criar dificuldades para si próprio? Como manter o foco no futuro? Como evitar a procrastinação? “O ideal é não elevar o ego as alturas, nem deixar que algo o jogue para baixo minando sua autoestima. É uma questão de equilíbrio.”.

Aqui trabalhamos dois conceitos a necessidade de se desafiar, se manter motivado e não se desprezar. Precisa-se encontrar um equilíbrio entre a autoestima e humilde, “O combate a acomodação é permanente. ” E qual é a chave para alcançar esse equilíbrio?Autoconhecimento.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse Bob Knight

Bernardinho admite que durante sua caminhada como técnico ele nunca subestimou o estudo, as leituras, outro hábito que ele admite sempre buscar os porquês de cada erro. Me identifiquei muito quando ele afirma que esse “hábito que pode ser danoso”.

Minha psicóloga chama isso de ruminação, um mal hábito que consiste em reviver uma situação tantas vezes que a imaginação, uma grande tirana, aumenta e deforma as situações para o bem e para o mal.

Bernardinho conta que os pais dele não eram especialmente a favor dele seguir a carreira no vôlei, abandonando a formação de economista. Após sua aposentadoria como jogador, ele passou 1 ano sem entender para onde a carreira dele caminharia, até que surgiu uma oportunidade.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse aristoteles

O Bernardinho treinou a equipe masculina e a feminina e sobre a diferença entre eles comenta: “De certo modo, o relacionamento com um grupo de mulheres pode ser mais fácil a medida que os sinais que elas emitem são mais claros. Demonstram melhor seus sentimentos, o que impede um ajuste mais fino na estratégia. (…) Em contrapartida, numa equipe masculina essa percepção é prejudicada pela dificuldade cultural que o homem tem de revelar o seus sentimentos. ” (Página 196 – transformando suor em ouro – Bernardinho).

Me pergunto: Será que os homens tem dificuldade de demonstrar sentimentos ou eles nem mesmo percebem que seus sentimentos e suas raízes que tem nos pensamentos? Agora posso retornar a autoconsciência: Como avançar sem entender o que te motiva? Sem entender seus sentimentos, pensamentos e atitudes?

Quanto mais nos conhecemos nossos erros e acertos, temos menos rompantes irracionais: “No entanto, é preciso evitar que as emoções se tornem excessivas e venham a tomar conta da razão. (…) É quando começam a surgir reações do tipo “ela não gosta de mim”, levando para o plano pessoal uma cobrança pessoal. ”.

Precisamos nos auto avaliar. Para sermos lideres primeiro precisamos perceber. Será que a maximizamos o negativo (quando um evento negativo pequeno toma tanta força que nada de mais é percebido)? Ou cometemos abstração seletiva (focar-se num único detalhe e esquecer todo o resto)? Ruminamos (repetição de ideias perturbadoras que ganham cada vez mais força)? Personalizamos (achar que você é o único responsável por tudo)? Ou então, somos vitima da ditadura dos deveria (perceber tudo como um dever, não encontrar prazer na rotina: Eu deveria me exercitar, Eu deveria passar mais tempo com meus amigos, eu já deveria ter filhos, carro e casa)? Precisamos ser os agentes de mudança, ou seremos vitimas dos nossos próprios erros.

Meta: Onde queremos chegar?
Planejamento: Como queremos chegar?

A pirâmide de John Wooden exemplifica os valores que precisamos cultivar para alcançarmos o sucesso, seja em qualquer área que escolhermos:

 

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse pirâmide do sucesso

“A confiança é base de qualquer relacionamento. E é sobre esse pilar que devemos construir nosso relacionamento com nossos colaboradores. ”      (Página 105 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

A confiança em nós e nos outros nos permite o comprometido: (fruto de divisão de responsabilidades) e cumplicidade (fruto de egos e responsabilidades sob controle). Isso não significa que não devamos avaliar as pessoas a nossa volta, porém assim como não podemos deixar de avaliar os outros precisamos nos auto avaliar. Além disso, devemos exercitar a clareza de que na vida embora existam pessoas fundamentais, ninguém é insubstituível. Inclusive, nós.

“Atenção a todos os momentos – a decisão está sempre nos detalhes. ”        (Página 128 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

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O autoconhecimento nos ajuda a identificar o que significa sucesso, pois este é um conceito muito pessoal, de múltiplas definições. E assim, pode-se partir para buscar a excelência que significa realizar da melhor maneira possível aquilo que se pretende. Sempre tendo em vista que o sucesso no passado não garante coisa alguma no futuro, a não ser a responsabilidade.

“As vitórias nos garantem apenas grandes expectativas e mais responsabilidades. Em função do nosso sucesso anterior, criamos nas pessoas a ilusão de que nos tornamos imbatíveis e de que nossas vitórias continuarão ocorrendo automaticamente. E nossa responsabilidade aumenta de forma proporcional à expectativa gerada: é o peso do favoritismo.”                   (Página 201 – transformando suor em ouro – Bernardinho)

Bernardinho adapta a pirâmide de Wooden, em uma roda, pois deve haver constância do melhoramento pessoal ou de equipe. Caso contrário, você que hoje ocupa o pódio, amanhã não ocupa mais.

liderança motivação Bernardinho transformando suor em ouro desemprenho estresse roda da excelencia

Será que a sorte existe? Então, Bernardinho cita  Tiger Woods diz “quanto mais eu treino, mais sorte tenho”. Ou seja, o êxito em qualquer situação depende muito do modo como nos preparamos para cumprir nossas tarefas, a (boa) sorte vem a reboque.

Por fim, achei que o livro muito bom e recomendo. Espero que essa resenha tenha inspirado vocês. Abaixo coloquei algumas indicações de outros livros que inspiraram o texto.

Referencia bibligráfica:

When pride still mattered: A life os Vicent Lombardi (David Maraniss)
Winning Ugly (Brad Gilbert)
The last Season: A team in search os its soul (Phil Jackson)
Good Strategy/ Bad Strategy (Richard Rumelt)
Nunca deixe de tentar (Michael Jordan)
Aprenda a ser otimista (Martin Seligman)
Gerenciamento de pessoas em projetos (FGV)

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Arraial do Cabo e o problema com o “caribe brasileiro”

arraial do cabo

 

Como eu havia mencionado no último post, recentemente o mar na região dos lagos estava excepcionalmente bonito, e eu tirei uns dias pra passear por lá. Já contei do meu dia em Cabo Frio e agora quero falar sobre Arraial do Cabo.

O dia não foi tão cheio como o anterior e certamente foi mais curto – não tenho uma grande resistência para praia. Chegamos com o objetivo de passar o dia nas prainhas do Pontal do Atalaia, um lugar aparentemente paradisíaco. Você sobe, sobe e sobe de carro, chegando no alto tem um mirante e depois você desce algo entre 250 e 350 degraus (varia de acordo com a fonte rs) para então chegar na praia. Subimos a estrada por uns vinte minutos até parar em um engarrafamento, muitos carros estavam desistindo e nós ficamos desanimadas. Se a estrada estava cheia assim, imagina o mirante… Não queria me estressar mais para estacionar, e sinceramente não sei se estava pronta para subir aquela escadaria depois de passar um dia de praia.

Nós descemos então, mas aproveitamos a vista. Paramos em alguns pontos da estrada e o visual é incrível mesmo. Aliás, adoro olhar paisagens do alto, ver o mundo de um ponto de vista diferente não é só uma experiência sensorial mas filosófica também em alguns sentidos.

Seguimos então para a praia Grande, que tem cerca de 40 km de extensão segundo a internet, e lá ficamos do lado mais perto do Pontal mesmo. Como em Cabo Frio, o mar estava lindo, límpido e de uma cor impressionante que foto nenhuma fará jus. Super calmo também, ótimo pra mim e pras crianças. Como a extensão da praia e da areia é bem grande, não chegava a estar lotada de gente mas estava relativamente cheia. Uma diferença importante em relação a Cabo Frio foi o preço das coisas, um quiosque chegou a nos cobrar 100 reais pelo aluguel da barraca – com 70 reais de consumação!

Por outro lado, a cidade é bem mais organizada. Os estacionamentos na rua são organizados pela prefeitura, não chegava a ter trânsito na cidade mesmo ela estando bem cheia, e de maneira geral era tudo muito bem sinalizado. Na praia, observamos que haviam muitos mais turistas de fora do estado do que havíamos visto em Cabo Frio, o que pode refletir essa maior preparação para o turismo.

praia grande arraial do cabo

 

Ao longo da cidade, observei algumas placas de propaganda que se referiam à Arraial do Cabo como o caribe brasileiro (lá o mar não estava bonito como exceção, é sempre assim!). Na verdade, com esse fenômeno em que até as praias do Rio de Janeiro ficaram com as águas transparentes e daquele verde-azul lindão, comecei a ver muitas referencias pela internet à essas praias como “caribe brasileiro”. E isso começou a me incomodar bastante…

Por que nós precisamos tanto nos valorizar apenas em comparação com outros lugares? Por que as pessoas são incapazes de valorizar o próprio país e a própria região por suas belezas intrínsecas e incomparáveis? De forma geral, acho que isso é um retrato da nossa personalidade – não conseguimos aceitar um elogio por si só e acabamos sempre entrando em uma competição de problemas. Não sei se isso é algo característico do Rio de Janeiro, do Brasil ou da humanidade, mas enquanto somos quem somos no cenário mundial nós gostamos de nos colocar de forma inferiorizada frente à alguns outros países e regiões.

Isso me incomoda porque assim não conseguimos explorar o que temos de melhor, e não conseguimos dar a volta por cima e ser tudo o que podemos ser. Posso falar isso tanto a nível sociedade quanto a nível individual, acho que se aplica a ambos. Por que precisamos que as nossas praias sejam como as caribenhas e não podem ser simplesmente brasileiras (e referências mundiais por isso)?

Já que ainda estamos no começo do ano e muitos ainda estão inspirados a promover mudanças pessoais, podemos acrescentar aos nossos hábitos individuais observar tais comportamentos em nós mesmos – e tentar corrigi-los. Quem sabe tornando-nos pessoas que se valorizam pelo que são e não por quem é pior do que elas, podemos mais tarde refletir isso enquanto sociedade…

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Plano de vida

plano de vida

Hoje vou contar o meu plano ideal de vida:

1º  Ser feliz

2º  Erradicar a tristeza da minha vida

3º  Evitar ter problemas desnecessários

Esses objetivos deveriam ser fáceis. Porque não são?

A cabeça pula de problema em problema. Insegurança e insegurança. E parece impossível controlar a ruminação. Então, em combate a esse hábito terrível, venho me propondo essas 4 coisinhas:

1) Fazer exercícios físicos todos os dias.:

Não estou falando em malhar para ser a pessoa mais gostosa desse mundo. Estou falando em fazer uma caminhada saudável.

Ano passado comecei com a academia, aulas de dança e terminou com um curso da arte de viver. Esse ano vou apostar no yoga + aula de dança.

Exercício ajuda você a conhecer gente, libera endorfina, deixa seu corpo mais bonito (uma pessoa mais feliz é uma pessoa mais bonita).

2) Cuidar do emocional:

Esse é difícil. Quem me conhece sabe que eu faço terapia a algum tempo. E eu amo psicologia. Não entendo porque as pessoas são tão resistentes a procurar um psicólogo.

Uma das coisas que realmente aprendi na terapia foi a manter por perto quem faz bem, quem me quer bem.

Quanto vampiro tem por aí? Quanto tempo é vale perder ao lado de quem não se importa com você? E ninguém é sagrado aqui.

Comecei a faxina pela família. Eu não sei quem foi a pessoa que inventou que família é o lugar sagrado, as pessoas que mais vão te amar e te proteger. Isso não é necessariamente verdade.

Com relação aos amigos e amores, antes eu sentia uma culpa enorme ao dizer não. Hoje eu ainda sinto culpa. E eu nem sempre acerto o tom da recusa. Mas sou 100% honesta comigo mesma. Se eu não posso ou não quero, eu não vou.

Obs: Sim, isso dá merda. As pessoas nem sempre te entendem. Sim, você as vezes é grosso. Com o tempo você melhora essa prática e as pessoas passam a te respeitar, ou pelo menos assumem que você é aquilo ali mesmo.

3) Exercitar a mente:

Como os músculos, o cérebro precisa se exercitar.

Tenha ideias. Crie. Tente se lembrar do que fez ontem. Escreva uma resenha de um livro que você acabou de ler. Se possível. Faça algumas dessas coisas todos os dias.

O blog me ajudou muito nisso. Criar faz bem.

4) Práticas Espirituais:

Eu não estou falando para você seguir uma instituição religiosa. Estou falando de práticas que efetivamente podem melhorar seu dia:

    • Reze, ou melhor, seja grato. Aprenda a ser grato.
    • Medite, ou melhor, respire – clique no link para conhecer dicas de respiração guiada.
    • Perdoe e Se perdoe.

Hoje eu já percebo diferença dessas atitudes na minha vida pessoal. Me sinto mais forte. Me conheço mais, isso inclui conhecer meus pontos fracos. Acho que cuidar da cabeça é que nem cuidar do peso. É mais fácil não cuidar, mas sua saúde é que vai pagar o preço.

Então, que tal aproveitar janeiro para começar?

BOA SORTE!

sarah adulta eu

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Cabo Frio em um dia

cabo frio em um dia

 

Esse verão o mar na Região dos Lagos está excepcionalmente lindo e ver as fotos por aí me deixou querendo muito ir ver de perto. De fato, o mar estava perfeito então achei que valia uma dica rapidinha aqui. Cabo Frio fica a 3 horas de viagem do Rio de Janeiro e umas 2 horas de Niterói, então é bem válido passar só o dia lá se for alguém de fora vindo passar umas férias no Rio ou alguém daqui mesmo que prefere trocar a diária do hotel por cerveja.

Meu pequeno roteiro incluiu duas praias, uma visita à rua dos biquínis e ainda dava pra espremer mais um ponto turístico no meio. Primeiro, chegamos na praia do Peró as 10h. Essa é uma praia um pouco mais afastada do centro da cidade e, com isso, estava bem vazia. Me surpreendi inicialmente – mesmo sendo uma segunda feira – a semana entre o natal e o ano novo era perfeita pra galera tirar férias né? Depois, até que fez sentido.

praia do peró cabo frio região dos lagos

Mar calmo, límpido, lindo e praia vazia… já está perfeito?  Foto completamente sem edição 😉

A praia é bem comprida, então tem vários pontos de acesso um tanto distantes uns dos outros. Segui as indicações do Google Maps e foi ótimo, a partir da estrada principal entramos em uma estrada de terra e em menos de cinco minutos chegamos em uma região super tranquila da praia (mas não tão vazia que nos fizesse desconfiar). A sinalização por placas nessa parte da cidade não é lá muito boa, mas dava pra se achar também.

O mar estava muito calminho e ao longo da manhã vi várias crianças se divertindo horrores por ali. Eu normalmente tenho um certo medinho de mar, mas esse dia era impossível se assustar. Ali onde eu estava o mar era até bastante raso até bem longe da praia – não cheguei a tanto mas era fácil observar rs. A água estava absolutamente transparente, e aquela cor verde-azul perfeita que a gente sempre associa ao Caribe. Até a temperatura estava muito boa – nessa região toda a água costuma ser bem gelada, mas estava só friazinha na medida certa pra aliviar o calor.

Almoçamos por lá mesmo, uma carrocinha que vendia um prato bem servido de churrasquinho com arroz, farofa, molho a campanha e salpicão, estava bem gostoso – principalmente considerando o preço – 15 reais só! 😉 Quando era quase uma hora da tarde saímos em direção a nossa segunda parada.

A rua dos biquínis fica a uns 20 minutos dali, em uma região bem mais central da cidade. Ali já é tudo muito bem sinalizado, impossível não encontrar. Pra quem não conhece, a tal da rua dos biquínis é uma coisa intermediária entre um calçadão com toldo e um shopping aberto. Acho que depende mais dos seus padrões de comparação rs. São muitas lojas e ao mesmo tempo não tantas (?!), com toda variação de preços. A peça em promoção mais barata que vi nas vitrines era 10 reais, e a mais cara (que obviamente também foi só pela vitrine) era uns 150 reais. Todas as lojas que entrei vendem as peças de cima e de baixo separadamente, o que eu considero vantagem em relação à maioria das lojas que vejo em Niterói.

rua dos biquinis cabo frio

Reavaliando agora, talvez fosse melhor passear por ali no fim do dia (mais fresco)…

Digo que são muitas lojas porque não dá pra entrar em todas (claro que depende de suas habilidades compradoras e paciência), mas não são tantas assim porque rapidinho você chega no final da rua e nem percebe. Além disso, muitas marcas têm mas de uma loja ali (uma em especial eu vi umas três ou quatro) e isso engana né, porque as peças são as mesmas em todas elas. Ficamos ali 1h30, entramos em umas seis lojas, só em duas delas achamos que valia experimentar. Claro que tanto eu quanto a irmã tínhamos um certo objetivo ali e não queríamos perder muito tempo de praia, então por isso foi quase rápido.

Só pra ficar de registro, ali na rua em si não tem lugar pra almoçar (talvez em volta, mas não procurei) – só tem uns quiosques de churros, caldo de cana, água de coco, etc. e um lugar de mate e que tinha uns salgados.

Depois, seguimos para a praia do Forte. Nosso objetivo era visitar o próprio Forte de São Mateus antes de descer pra areia, mas o calor do passeio pela rua dos biquínis, mais o sol forte que enfrentamos entre o carro e a orla e acumulados com o susto que levamos ao ver a areia nos fizeram desistir de andar mais uns dez minutos, no mínimo. A praia também é bem comprida e mesmo a gente indo pro lado mais perto do forte, com a dificuldade de achar vaga acabamos estacionando um pouco distante.

praia do forte cabo frio

De novo, o mar lindo. Mas a praia lotaaaaada… E o forte lá no fundo.

O susto ao olhar pra areia veio de fato da quantidade de gente que víamos sobre ela. MUITO CHEIO. Mesmo sendo umas três da tarde já, foi difícil achar um buraquinho entre as barracas mais perto da água pra esticarmos nossas cangas. Nosso único motivo pra não virar as costas e voltar pro Peró foi a água, ainda mais azul e parada. Sério, parada. Parecia uma piscina, nem se mexia. Mesmo assim, não tinha aquela cara de água parada. Incrivelmente limpa, friazinha também na medida certa pra aliviar o sol (e potencialmente enganar a pele também), tinha até peixinhos nadando por ali – mesmo com o grande movimento de gente e barcos. Nesse momento ficamos um pouco tristes de irmos só nós duas, era uma pena ter que se revezar e não poder ficar muito tempo na água.

Consequentemente à quantidade de gente por ali, o comércio também era bem maior do que no Peró. Tinha barraquinhas de pizza, churrasquinho, biquíni/canga/chapéus, ambulantes vendendo até ostra e recarga de celular! O que nos pareceu o motivo maior pra essa diferença de movimento entre as duas praias foi o acesso. Na estrada até o Peró não vimos nenhum ônibus e, mesmo os condomínios de casas que vimos por ali eram um pouco distantes dessa entrada que ficamos – então o acesso era só de carro mesmo. Já a praia do Forte fica em uma região bem central, com muito movimento de ônibus e muitos prédios em volta.

praia do forte cabo frio um dia

Saímos às 16h da praia porque estava cheio, quente, nada confortável e eu, que não tinha dormido muito, ainda tinha que dirigir de volta. Mas ainda dava pra ter passado no forte tranquilamente, se o objetivo é conhecer o máximo possível em um dia só! Quando eu voltar lá e conseguir visitar o forte, posso fazer uma atualização aqui, pode ser?

blog adulta eu

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Bucket list

2017 vida de adulta

Então começamos 2017. Para as pessoas para quem eu não liguei, me desculpe. Para as pessoas que eu magoei, perdão. Para as pessoas que eu amo, espero amar ainda mais esse ano.

Apesar dos pesares, Kanye West é um músico talentoso, produtor, cantor – e ele combina tudo isso com ganhar dinheiro. Ele já vendeu mais de 32 mil álbuns. Mas grande parte de nós detesta o Kanye. E é bom. É a forma que encontramos de aliviar o estress. Kanye, Anita, Kim Kardashian ou outra celebridade… buscamos listar de forma racional porque somos melhores do essas personalidades. Mas não somos. Ou pelo menos não acreditamos nisso.

Por que esses caras são mais bem sucedidos que nós?

Quer ouvir outra verdade?! Sempre dizemos para nós mesmos. Seja grato. Mas o que significa ser grato? “Ao menos eu TENHO isso ou ficarei triste.”, “Graças a Deus tenho um emprego ou eu teria que me matar?!”. Não parece estranho ser grato dessa forma?

Talvez ser grato devesse significar pensar mais no que eu estou fazendo nesse momento para tornar minha vida, e a vida das pessoas em volta de mim, melhor. Ou seja, ao invez de dizer “Eu sou grata por acordar saudável” poderia substituir por “Sou saudável. Hoje eu vou me exercitar”.

2017 vida de adulto

Em 2017, Eu genuinamente quero seguir adiante ao invés de colocar curativos na minha tristeza.

Outra coisa, eu tenho amigos “petralhas”, “coxinhas”. E eles se odeiam. Mas eles não percebem seu próprio discurso de ódio, mas denunciam o ódio do outro o tempo todo. Será que percebemos nossos acessos de raiva? Nossa indiferença?

Isto é um tudo é um teste. A democracia é tão audaciosa que sempre nos testa.

vida adulta mafalda

Será que podemos nos mover após nossos desejos pessoais e medos e trabalhar criativamente para criar nosso impacto?

Com arte, com trabalho, com palavras, com a forma com que tratamos uns aos outros. A história é um conto escrito por todos. Que 2017 seja uma criação divina!

sarah adulta eu

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Esperança ou Apocalipse–Parte II

ano novo fim do mundo adultaeu

 

Como prometido, aqui vai a parte mais divertida da minha ideia de post de ano novo! Como eu havia falado na parte I, pelo jeito que as coisas andam não ter esperanças é igual a esperar sentado pelo fim do mundo. E se é pra esperar sentado, a gente pode deixar o Netflix ligado né?

Pensando nisso, aqui vai uma lista de filmes e séries para podemos rir sadicamente do nosso destino eminente, ou até tentar pensar em algumas técnicas de sobrevivência Winking smile

1. Gotham

Vi alguém falando recentemente que o Rio de Janeiro estava parecendo uma Gotham sem o Batman. Não sei nada de quadrinhos ou universo DC, mas estou adorando assistir a série. Gotham pode representar na prática qualquer grande cidade corrupta, onde a violência vai prevalecer e as ameaças vão parecer cada vez mais surreais (como os assaltos de velho oeste na UFRJ).

2. Sentidos do Amor

Esse é um filme que apareceu em alguma lista que eu vi recentemente de melhores títulos independentes que tem no Netflix. O cenário é absolutamente verossímil, o que deixa um tom bem sensível à história que acontece em meio ao estouro de uma epidemia nova e estranha, em que as pessoas têm ataques emocionais seguidos pela perda de um dos sentidos. Assim, mostra a história de uma epidemiologista e um chef de um restaurante em meio a essa crise, onde as rotinas normais de vida aos poucos param de se aplicar e as pessoas continuam buscando não só sobrevivência mas também manter os pequenos prazeres de se estar vivo.

3. 12 macacos

Esse é um filme de ação incrível dos anos 90, mas que se passa em um futuro onde a humanidade foi atingida de forma drástica por um vírus. Tem viagem no tempo, uma epidemia mortal, questionamentos sobre a loucura, o Brad Pitt louco e o Bruce Willis sendo o Bruce Willis – tudo somando em um ótimo filme de ficção científica e ação. Fizeram uma série recentemente, mas ainda não assisti – talvez valha uma maratona perto do ano novo rs.

4. O doador de memórias

Não li o livro, mas ouvi dizer que o filme é uma boa adaptação então não vou me incomodar em basear minhas opiniões só nele. Nesse filme, o cenário também é futurista, onde é criado um mundo sem emoções, sem liberdades, sem cores e sem memórias com o objetivo de proteger a humanidade dos prejuízos que tudo isso pode causar. Acho um bom filme pra essa lista apocalíptica por discutir o papel de cada indivíduo em uma sociedade, ainda que de forma fantasiosa, aplicam-se questões sociais importantes. Esse entra na categoria de desastres que podem acontecer quando se tenta prevenir um futuro inevitável.

5. Black Mirror

Claro que não poderia faltar a série mais queridinha do momento. Cada episódio tem uma história independente e, com isso, não há um cenário comum para a série como um todo. Ainda assim, o ponto comum entre todos os episódios é como, de alguma forma, a tecnologia pode destruir as pessoas. Uma parte do sucesso é o fato de alguns episódios parecerem bastante verossímeis, e também o sentimento de identificação que aparece as vezes. Ainda não assisti todos os episódios – não é uma boa série para maratonas, preciso de tempo pra digerir cada um – mas em quase todos se cria um cenário em que eu via a plausibilidade daquilo acontecer de verdade. Não acho de forma alguma uma realidade distante, uma realidade meio doida sim, mas bem próxima àquela em que vivemos.

Preparando a pipoca para assistir o fim do mundo televisionado em 3, 2, …

clarissa adultaeu

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Vai passar

dragão desenho contos de fadas

Quem conta o ponto aumenta um ponto… E lá vamos nós…

Era uma vez um reino antigo, governado por um rei bondoso, os habitantes eram felizes e solícitos. Nenhum problema parecia impossível de resolver.

reino encantado desenho contos de fadas

Um belo dia o mago chinês fez uma visita ao Rei.

rei mago desenho contos de fadas

O mago havia trazido um presente para o rei, era um livro que continha a toda a sabedoria para resolver qualquer situação.

O rei foi orientado a abrir o livro somente quando estivesse passando o pior e o melhor momento da vida.

livro mágico desenho contos de fadas

Obviamente, um homem do ocidente não teria paciência de esperar que o momento. Então o mago escondeu um livro no subterrâneo e ele somente poderia ser encontrado com o momento certo chegasse.

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Sendo assim, o tempo passou e as coisas mudaram. Como deveria ser. Como sempre é.

penas desenho contos de fadas

Então, um dragão apareceu e transformou tudo, trouxe a destruição.

As pessoas começaram a discordar entre sí. E cada vez estavam menos unidas. Isso fortalecia muito o dragão.

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A amada cidadela, aos poucos, foi sendo destruída. A população tinha tanto medo de sair que começou a passar fome. As necessidades aumentaram , aumentaram. E as brigas também.

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O rei não se lembrou do livro porque, estava tão ansioso, tão estressado. Não dormia bem. Não passava uma noite sem ruminar qual seria a melhor saída.

Um Arquiteto que tentou lhe acalmar com várias dicas. Porém nada parecia que salvaria esse Rei. Ansioso, estressado, intenso.

Então o rei disse: “Ao menos, se o mago tivesse dito onde escondeu aquele livro.”

rei arquiteto desenho contos de fadas

O arquiteto então propôs utilizar uma luneta, que teria a habilidade de encontrar cavernas. O rei relutantemente aceitou a hipótese.

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E a entrada foi avistada.

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O rei e o arquiteto caminharam feito loucos até chegar na caverna. E lá estava o livro.

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Ao ler a página do pior momento estava escrito: “Isso vai passar”

O Rei não compreendeu. Saiu indignado. Se sentiu enganado. Queria destruir o livro. Porém, o arquiteto o impediu. E Guardou o livro.

Após retornarem ao reino, o arquiteto teve a ideia de construir um balão para retirar todo o povoado e reconstruir a cidade em um lugar mais seguro.

balão desenho contos de fadas

O tempo passou novamente…. Eles viajaram e viajaram… Mudar não foi fácil, mas foi preciso. As coisas demoraram um pouco para se acertar.

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A solução foi construir uma nova cidadela sobre a copa das árvores num país bem distante.

A adaptação não foi fácil. Foi necessário reconstruir todas as casas. Descobrir novas formas de conseguir comida. Mas com o tempo as coisas foram encontrando seu lugar.

Como estava calmo e relaxado, o rei se lembrou do livro e decidiu dar uma segunda chance ao mago e verificar qual era a sabedoria para o melhor momento de sua vida: “Isso também vai passar

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ISSO VAI PASSAR

Bom ou ruim…. As coisas não são estáticas. Então, eu não sei pelo que você está passando – o melhor, o pior – mas a roda gira. E nós faz crescer ou bater com a cara no chão.

Desejo a vocês uma virada de ano FANTÁSTICA! Até ano que vem!

Obs1: O texto foi uma readaptação do texto que li no livro do Bernardinho “Transformando suor em ouro”.

Obs2: Os desenhos foram feitos por mim. Riscados de uma vez sem borracha. São somente fotos. Sem tratamento. Alguns tiveram influencia. Outros não. Espero q tenha agradado. Prometo que para o ano que vem aprendo a editar melhor as imagens.

Obs: Esse não é o último post do ano. Aguarde o post da Clari. Vai ser a continuação do anterior! Não conferiu? Clique aqui
sarah adulta eu

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Ano Novo – Parte I

 

Ano novo esperança

O ano está para acabar… E o seu sentimento é de esperança ou fim do mundo?

Eu, sendo uma pessoa tão otimista que beira a ingenuidade, sempre acredito que ter esperanças é o único caminho possível. Tendo 2016 sido o ano que foi, entendo que fique difícil, mas quero insistir um pouco. Minha lógica para isso não é lá muito científica, não tenho qualquer qualquer evidência empírica para o que vou dizer e muito menos minhas opiniões derivam de modelos matemáticos.

Eu particularmente prefiro falar de sentimentos, coisas que a gente não sabe explicar, coisas que muitas vezes nem entendemos. Acredito que pensamentos ruins atraem coisas ruins. Não porque se emitem energias para o universo nem nada desse tipo, mas sim porque se colocamos nossos pensamentos em uma moldura base negativa qualquer coisa que aconteça – boa, normal, ou ruim – vai parecer pior. Seria como ver esses acontecimentos através de uma lente negativa, onde tudo parecerá pior do que é – e dificilmente você conseguiria identificar alguma das pequenas coisas boas que acontecem com tanta frequência.

Tá, aqui vai um pouquinho de evidência científica*. Em 2014 um grupo de cientistas da Universidade Cornell (New York, EUA) e da empresa Facebook publicaram um estudo bastante polêmico que demonstrou contágio emocional através de posts do facebook. Pulando direto pra conclusão, quando eles manipulavam o conteúdo que aparece no feed das pessoas para conter uma pequena porcentagem a mais de conteúdos negativos os próprios posts destas pessoas passavam a ter um conteúdo mais negativo – e o mesmo acontecia para o outro lado quando eles aumentavam a quantidade de conteúdo positivo.

* só para esclarecer, não é porque foi publicado em uma boa revista científica eu tomo qualquer coisa como verdade – isso pode ser uma oura discussão mais restrita aos amigos acadêmicos – mas nesse caso aqui parece bastante bom para ser citado. Esse trabalho em particular beirou a retratação devido a falta de padrões éticos para a condução de um experimento em humanos, mas isso não invalida as conclusões obtidas.

Isso tudo só porque eu queria dizer que gostaria que todos nós mantivéssemos uma moldura de esperança e positividade para o ano novo que chega. A virada de ano é sempre um momento com uma onda meio catártica para quase todo mundo, então vamos manter nossas resoluções bastante positivas. E acreditar que tudo vai melhorar não pode trazer mal algum né?

Politica, economica e socialmente sei que as perspectivas não são boas. Nesse momento cabe então a famosa frase de John F. Kennedy durante sua posse:

Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!

Talvez seja aplicável a nós, nesse momento, porque não podemos mais nos sentir imunes a tudo de ruim que vem acontecendo na política brasileira. Não podemos nos eximir de culpas e responsabilidades. Acredito que se admitirmos nosso papel na sociedade, podemos então fazer algo para mudá-la. Está aí um desafio.

Por outro lado, se a alternativa é achar que estamos em um caminho sem fim para baixo, então o único resultado é um cenário minimamente apocalíptico. E isso vai ficar pra parte II, mas já adianto que vai ser bem menos sério Winking smile

clarissa adultaeu

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