Cabo Frio em um dia

cabo frio em um dia

 

Esse verão o mar na Região dos Lagos está excepcionalmente lindo e ver as fotos por aí me deixou querendo muito ir ver de perto. De fato, o mar estava perfeito então achei que valia uma dica rapidinha aqui. Cabo Frio fica a 3 horas de viagem do Rio de Janeiro e umas 2 horas de Niterói, então é bem válido passar só o dia lá se for alguém de fora vindo passar umas férias no Rio ou alguém daqui mesmo que prefere trocar a diária do hotel por cerveja.

Meu pequeno roteiro incluiu duas praias, uma visita à rua dos biquínis e ainda dava pra espremer mais um ponto turístico no meio. Primeiro, chegamos na praia do Peró as 10h. Essa é uma praia um pouco mais afastada do centro da cidade e, com isso, estava bem vazia. Me surpreendi inicialmente – mesmo sendo uma segunda feira – a semana entre o natal e o ano novo era perfeita pra galera tirar férias né? Depois, até que fez sentido.

praia do peró cabo frio região dos lagos

Mar calmo, límpido, lindo e praia vazia… já está perfeito?  Foto completamente sem edição 😉

A praia é bem comprida, então tem vários pontos de acesso um tanto distantes uns dos outros. Segui as indicações do Google Maps e foi ótimo, a partir da estrada principal entramos em uma estrada de terra e em menos de cinco minutos chegamos em uma região super tranquila da praia (mas não tão vazia que nos fizesse desconfiar). A sinalização por placas nessa parte da cidade não é lá muito boa, mas dava pra se achar também.

O mar estava muito calminho e ao longo da manhã vi várias crianças se divertindo horrores por ali. Eu normalmente tenho um certo medinho de mar, mas esse dia era impossível se assustar. Ali onde eu estava o mar era até bastante raso até bem longe da praia – não cheguei a tanto mas era fácil observar rs. A água estava absolutamente transparente, e aquela cor verde-azul perfeita que a gente sempre associa ao Caribe. Até a temperatura estava muito boa – nessa região toda a água costuma ser bem gelada, mas estava só friazinha na medida certa pra aliviar o calor.

Almoçamos por lá mesmo, uma carrocinha que vendia um prato bem servido de churrasquinho com arroz, farofa, molho a campanha e salpicão, estava bem gostoso – principalmente considerando o preço – 15 reais só! 😉 Quando era quase uma hora da tarde saímos em direção a nossa segunda parada.

A rua dos biquínis fica a uns 20 minutos dali, em uma região bem mais central da cidade. Ali já é tudo muito bem sinalizado, impossível não encontrar. Pra quem não conhece, a tal da rua dos biquínis é uma coisa intermediária entre um calçadão com toldo e um shopping aberto. Acho que depende mais dos seus padrões de comparação rs. São muitas lojas e ao mesmo tempo não tantas (?!), com toda variação de preços. A peça em promoção mais barata que vi nas vitrines era 10 reais, e a mais cara (que obviamente também foi só pela vitrine) era uns 150 reais. Todas as lojas que entrei vendem as peças de cima e de baixo separadamente, o que eu considero vantagem em relação à maioria das lojas que vejo em Niterói.

rua dos biquinis cabo frio

Reavaliando agora, talvez fosse melhor passear por ali no fim do dia (mais fresco)…

Digo que são muitas lojas porque não dá pra entrar em todas (claro que depende de suas habilidades compradoras e paciência), mas não são tantas assim porque rapidinho você chega no final da rua e nem percebe. Além disso, muitas marcas têm mas de uma loja ali (uma em especial eu vi umas três ou quatro) e isso engana né, porque as peças são as mesmas em todas elas. Ficamos ali 1h30, entramos em umas seis lojas, só em duas delas achamos que valia experimentar. Claro que tanto eu quanto a irmã tínhamos um certo objetivo ali e não queríamos perder muito tempo de praia, então por isso foi quase rápido.

Só pra ficar de registro, ali na rua em si não tem lugar pra almoçar (talvez em volta, mas não procurei) – só tem uns quiosques de churros, caldo de cana, água de coco, etc. e um lugar de mate e que tinha uns salgados.

Depois, seguimos para a praia do Forte. Nosso objetivo era visitar o próprio Forte de São Mateus antes de descer pra areia, mas o calor do passeio pela rua dos biquínis, mais o sol forte que enfrentamos entre o carro e a orla e acumulados com o susto que levamos ao ver a areia nos fizeram desistir de andar mais uns dez minutos, no mínimo. A praia também é bem comprida e mesmo a gente indo pro lado mais perto do forte, com a dificuldade de achar vaga acabamos estacionando um pouco distante.

praia do forte cabo frio

De novo, o mar lindo. Mas a praia lotaaaaada… E o forte lá no fundo.

O susto ao olhar pra areia veio de fato da quantidade de gente que víamos sobre ela. MUITO CHEIO. Mesmo sendo umas três da tarde já, foi difícil achar um buraquinho entre as barracas mais perto da água pra esticarmos nossas cangas. Nosso único motivo pra não virar as costas e voltar pro Peró foi a água, ainda mais azul e parada. Sério, parada. Parecia uma piscina, nem se mexia. Mesmo assim, não tinha aquela cara de água parada. Incrivelmente limpa, friazinha também na medida certa pra aliviar o sol (e potencialmente enganar a pele também), tinha até peixinhos nadando por ali – mesmo com o grande movimento de gente e barcos. Nesse momento ficamos um pouco tristes de irmos só nós duas, era uma pena ter que se revezar e não poder ficar muito tempo na água.

Consequentemente à quantidade de gente por ali, o comércio também era bem maior do que no Peró. Tinha barraquinhas de pizza, churrasquinho, biquíni/canga/chapéus, ambulantes vendendo até ostra e recarga de celular! O que nos pareceu o motivo maior pra essa diferença de movimento entre as duas praias foi o acesso. Na estrada até o Peró não vimos nenhum ônibus e, mesmo os condomínios de casas que vimos por ali eram um pouco distantes dessa entrada que ficamos – então o acesso era só de carro mesmo. Já a praia do Forte fica em uma região bem central, com muito movimento de ônibus e muitos prédios em volta.

praia do forte cabo frio um dia

Saímos às 16h da praia porque estava cheio, quente, nada confortável e eu, que não tinha dormido muito, ainda tinha que dirigir de volta. Mas ainda dava pra ter passado no forte tranquilamente, se o objetivo é conhecer o máximo possível em um dia só! Quando eu voltar lá e conseguir visitar o forte, posso fazer uma atualização aqui, pode ser?

blog adulta eu

Continue Reading

Bucket list

2017 vida de adulta

Então começamos 2017. Para as pessoas para quem eu não liguei, me desculpe. Para as pessoas que eu magoei, perdão. Para as pessoas que eu amo, espero amar ainda mais esse ano.

Apesar dos pesares, Kanye West é um músico talentoso, produtor, cantor – e ele combina tudo isso com ganhar dinheiro. Ele já vendeu mais de 32 mil álbuns. Mas grande parte de nós detesta o Kanye. E é bom. É a forma que encontramos de aliviar o estress. Kanye, Anita, Kim Kardashian ou outra celebridade… buscamos listar de forma racional porque somos melhores do essas personalidades. Mas não somos. Ou pelo menos não acreditamos nisso.

Por que esses caras são mais bem sucedidos que nós?

Quer ouvir outra verdade?! Sempre dizemos para nós mesmos. Seja grato. Mas o que significa ser grato? “Ao menos eu TENHO isso ou ficarei triste.”, “Graças a Deus tenho um emprego ou eu teria que me matar?!”. Não parece estranho ser grato dessa forma?

Talvez ser grato devesse significar pensar mais no que eu estou fazendo nesse momento para tornar minha vida, e a vida das pessoas em volta de mim, melhor. Ou seja, ao invez de dizer “Eu sou grata por acordar saudável” poderia substituir por “Sou saudável. Hoje eu vou me exercitar”.

2017 vida de adulto

Em 2017, Eu genuinamente quero seguir adiante ao invés de colocar curativos na minha tristeza.

Outra coisa, eu tenho amigos “petralhas”, “coxinhas”. E eles se odeiam. Mas eles não percebem seu próprio discurso de ódio, mas denunciam o ódio do outro o tempo todo. Será que percebemos nossos acessos de raiva? Nossa indiferença?

Isto é um tudo é um teste. A democracia é tão audaciosa que sempre nos testa.

vida adulta mafalda

Será que podemos nos mover após nossos desejos pessoais e medos e trabalhar criativamente para criar nosso impacto?

Com arte, com trabalho, com palavras, com a forma com que tratamos uns aos outros. A história é um conto escrito por todos. Que 2017 seja uma criação divina!

sarah adulta eu

Continue Reading

Esperança ou Apocalipse–Parte II

ano novo fim do mundo adultaeu

 

Como prometido, aqui vai a parte mais divertida da minha ideia de post de ano novo! Como eu havia falado na parte I, pelo jeito que as coisas andam não ter esperanças é igual a esperar sentado pelo fim do mundo. E se é pra esperar sentado, a gente pode deixar o Netflix ligado né?

Pensando nisso, aqui vai uma lista de filmes e séries para podemos rir sadicamente do nosso destino eminente, ou até tentar pensar em algumas técnicas de sobrevivência Winking smile

1. Gotham

Vi alguém falando recentemente que o Rio de Janeiro estava parecendo uma Gotham sem o Batman. Não sei nada de quadrinhos ou universo DC, mas estou adorando assistir a série. Gotham pode representar na prática qualquer grande cidade corrupta, onde a violência vai prevalecer e as ameaças vão parecer cada vez mais surreais (como os assaltos de velho oeste na UFRJ).

2. Sentidos do Amor

Esse é um filme que apareceu em alguma lista que eu vi recentemente de melhores títulos independentes que tem no Netflix. O cenário é absolutamente verossímil, o que deixa um tom bem sensível à história que acontece em meio ao estouro de uma epidemia nova e estranha, em que as pessoas têm ataques emocionais seguidos pela perda de um dos sentidos. Assim, mostra a história de uma epidemiologista e um chef de um restaurante em meio a essa crise, onde as rotinas normais de vida aos poucos param de se aplicar e as pessoas continuam buscando não só sobrevivência mas também manter os pequenos prazeres de se estar vivo.

3. 12 macacos

Esse é um filme de ação incrível dos anos 90, mas que se passa em um futuro onde a humanidade foi atingida de forma drástica por um vírus. Tem viagem no tempo, uma epidemia mortal, questionamentos sobre a loucura, o Brad Pitt louco e o Bruce Willis sendo o Bruce Willis – tudo somando em um ótimo filme de ficção científica e ação. Fizeram uma série recentemente, mas ainda não assisti – talvez valha uma maratona perto do ano novo rs.

4. O doador de memórias

Não li o livro, mas ouvi dizer que o filme é uma boa adaptação então não vou me incomodar em basear minhas opiniões só nele. Nesse filme, o cenário também é futurista, onde é criado um mundo sem emoções, sem liberdades, sem cores e sem memórias com o objetivo de proteger a humanidade dos prejuízos que tudo isso pode causar. Acho um bom filme pra essa lista apocalíptica por discutir o papel de cada indivíduo em uma sociedade, ainda que de forma fantasiosa, aplicam-se questões sociais importantes. Esse entra na categoria de desastres que podem acontecer quando se tenta prevenir um futuro inevitável.

5. Black Mirror

Claro que não poderia faltar a série mais queridinha do momento. Cada episódio tem uma história independente e, com isso, não há um cenário comum para a série como um todo. Ainda assim, o ponto comum entre todos os episódios é como, de alguma forma, a tecnologia pode destruir as pessoas. Uma parte do sucesso é o fato de alguns episódios parecerem bastante verossímeis, e também o sentimento de identificação que aparece as vezes. Ainda não assisti todos os episódios – não é uma boa série para maratonas, preciso de tempo pra digerir cada um – mas em quase todos se cria um cenário em que eu via a plausibilidade daquilo acontecer de verdade. Não acho de forma alguma uma realidade distante, uma realidade meio doida sim, mas bem próxima àquela em que vivemos.

Preparando a pipoca para assistir o fim do mundo televisionado em 3, 2, …

clarissa adultaeu

Continue Reading

Vai passar

dragão desenho contos de fadas

Quem conta o ponto aumenta um ponto… E lá vamos nós…

Era uma vez um reino antigo, governado por um rei bondoso, os habitantes eram felizes e solícitos. Nenhum problema parecia impossível de resolver.

reino encantado desenho contos de fadas

Um belo dia o mago chinês fez uma visita ao Rei.

rei mago desenho contos de fadas

O mago havia trazido um presente para o rei, era um livro que continha a toda a sabedoria para resolver qualquer situação.

O rei foi orientado a abrir o livro somente quando estivesse passando o pior e o melhor momento da vida.

livro mágico desenho contos de fadas

Obviamente, um homem do ocidente não teria paciência de esperar que o momento. Então o mago escondeu um livro no subterrâneo e ele somente poderia ser encontrado com o momento certo chegasse.

dragão desenho contos de fadas

Sendo assim, o tempo passou e as coisas mudaram. Como deveria ser. Como sempre é.

penas desenho contos de fadas

Então, um dragão apareceu e transformou tudo, trouxe a destruição.

As pessoas começaram a discordar entre sí. E cada vez estavam menos unidas. Isso fortalecia muito o dragão.

dragão desenho contos de fadas

A amada cidadela, aos poucos, foi sendo destruída. A população tinha tanto medo de sair que começou a passar fome. As necessidades aumentaram , aumentaram. E as brigas também.

cidade desenho contos de fadas

O rei não se lembrou do livro porque, estava tão ansioso, tão estressado. Não dormia bem. Não passava uma noite sem ruminar qual seria a melhor saída.

Um Arquiteto que tentou lhe acalmar com várias dicas. Porém nada parecia que salvaria esse Rei. Ansioso, estressado, intenso.

Então o rei disse: “Ao menos, se o mago tivesse dito onde escondeu aquele livro.”

rei arquiteto desenho contos de fadas

O arquiteto então propôs utilizar uma luneta, que teria a habilidade de encontrar cavernas. O rei relutantemente aceitou a hipótese.

dragão desenho contos de fadas

E a entrada foi avistada.

esconderijo desenho contos de fadas

O rei e o arquiteto caminharam feito loucos até chegar na caverna. E lá estava o livro.

livro mágico desenho contos de fadas

Ao ler a página do pior momento estava escrito: “Isso vai passar”

O Rei não compreendeu. Saiu indignado. Se sentiu enganado. Queria destruir o livro. Porém, o arquiteto o impediu. E Guardou o livro.

Após retornarem ao reino, o arquiteto teve a ideia de construir um balão para retirar todo o povoado e reconstruir a cidade em um lugar mais seguro.

balão desenho contos de fadas

O tempo passou novamente…. Eles viajaram e viajaram… Mudar não foi fácil, mas foi preciso. As coisas demoraram um pouco para se acertar.

folhas desenho contos de fadas

A solução foi construir uma nova cidadela sobre a copa das árvores num país bem distante.

A adaptação não foi fácil. Foi necessário reconstruir todas as casas. Descobrir novas formas de conseguir comida. Mas com o tempo as coisas foram encontrando seu lugar.

Como estava calmo e relaxado, o rei se lembrou do livro e decidiu dar uma segunda chance ao mago e verificar qual era a sabedoria para o melhor momento de sua vida: “Isso também vai passar

cidade desenho contos de fadas

ISSO VAI PASSAR

Bom ou ruim…. As coisas não são estáticas. Então, eu não sei pelo que você está passando – o melhor, o pior – mas a roda gira. E nós faz crescer ou bater com a cara no chão.

Desejo a vocês uma virada de ano FANTÁSTICA! Até ano que vem!

Obs1: O texto foi uma readaptação do texto que li no livro do Bernardinho “Transformando suor em ouro”.

Obs2: Os desenhos foram feitos por mim. Riscados de uma vez sem borracha. São somente fotos. Sem tratamento. Alguns tiveram influencia. Outros não. Espero q tenha agradado. Prometo que para o ano que vem aprendo a editar melhor as imagens.

Obs: Esse não é o último post do ano. Aguarde o post da Clari. Vai ser a continuação do anterior! Não conferiu? Clique aqui
sarah adulta eu

Continue Reading

Ano Novo – Parte I

 

Ano novo esperança

O ano está para acabar… E o seu sentimento é de esperança ou fim do mundo?

Eu, sendo uma pessoa tão otimista que beira a ingenuidade, sempre acredito que ter esperanças é o único caminho possível. Tendo 2016 sido o ano que foi, entendo que fique difícil, mas quero insistir um pouco. Minha lógica para isso não é lá muito científica, não tenho qualquer qualquer evidência empírica para o que vou dizer e muito menos minhas opiniões derivam de modelos matemáticos.

Eu particularmente prefiro falar de sentimentos, coisas que a gente não sabe explicar, coisas que muitas vezes nem entendemos. Acredito que pensamentos ruins atraem coisas ruins. Não porque se emitem energias para o universo nem nada desse tipo, mas sim porque se colocamos nossos pensamentos em uma moldura base negativa qualquer coisa que aconteça – boa, normal, ou ruim – vai parecer pior. Seria como ver esses acontecimentos através de uma lente negativa, onde tudo parecerá pior do que é – e dificilmente você conseguiria identificar alguma das pequenas coisas boas que acontecem com tanta frequência.

Tá, aqui vai um pouquinho de evidência científica*. Em 2014 um grupo de cientistas da Universidade Cornell (New York, EUA) e da empresa Facebook publicaram um estudo bastante polêmico que demonstrou contágio emocional através de posts do facebook. Pulando direto pra conclusão, quando eles manipulavam o conteúdo que aparece no feed das pessoas para conter uma pequena porcentagem a mais de conteúdos negativos os próprios posts destas pessoas passavam a ter um conteúdo mais negativo – e o mesmo acontecia para o outro lado quando eles aumentavam a quantidade de conteúdo positivo.

* só para esclarecer, não é porque foi publicado em uma boa revista científica eu tomo qualquer coisa como verdade – isso pode ser uma oura discussão mais restrita aos amigos acadêmicos – mas nesse caso aqui parece bastante bom para ser citado. Esse trabalho em particular beirou a retratação devido a falta de padrões éticos para a condução de um experimento em humanos, mas isso não invalida as conclusões obtidas.

Isso tudo só porque eu queria dizer que gostaria que todos nós mantivéssemos uma moldura de esperança e positividade para o ano novo que chega. A virada de ano é sempre um momento com uma onda meio catártica para quase todo mundo, então vamos manter nossas resoluções bastante positivas. E acreditar que tudo vai melhorar não pode trazer mal algum né?

Politica, economica e socialmente sei que as perspectivas não são boas. Nesse momento cabe então a famosa frase de John F. Kennedy durante sua posse:

Não pergunte o que seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país!

Talvez seja aplicável a nós, nesse momento, porque não podemos mais nos sentir imunes a tudo de ruim que vem acontecendo na política brasileira. Não podemos nos eximir de culpas e responsabilidades. Acredito que se admitirmos nosso papel na sociedade, podemos então fazer algo para mudá-la. Está aí um desafio.

Por outro lado, se a alternativa é achar que estamos em um caminho sem fim para baixo, então o único resultado é um cenário minimamente apocalíptico. E isso vai ficar pra parte II, mas já adianto que vai ser bem menos sério Winking smile

clarissa adultaeu

Continue Reading

Trabalho, emprego, carreira e vida

vocação, trabalho, emprego e de carreira

2016 foi um ano difícil. CRISE o resume bem. Hoje eu decidi partilhar com vocês o que eu aprendi com as minhas supostas derrotas. Não espere um texto melodramático, isso não me pertenece. Espere um texto prático e racional e que talvez possa ajudar outras pessoas.

Me tornei arquiteta antes de me formar, 6 meses antes da formatura já tinha carteira assinada. Além disso, cumpri todas as metas que me propus quando entrei na UFF com 18 anos: estagiar, ser bolsista CNPQ, fazer intercambio universitário e me formar empregada.

Eu sempre fui boa aluna, esforçada, leitora, nerd. E me orgulhava disso. Eu também estava completamente apaixonada pelo papel que eu exercia na empresa, amo meus colegas de trabalho, especialmente minha chefinha de coração.

Lá estava eu: carteira assinada, namorando, me estabilizando financeiramente e exercendo um papel bastante importante para uma recém formada. Mas a vida disse NÃO. E a roda da fortuna girou e me virou de ponta cabeça.
Quando a crise começou a pegar em meados de 2015, ela não veio apenas abalar meu mundo financeiro, como toda boa crise, ela destroçou várias áreas da sua vida, aos poucos eu me vi sem chão. Triste, desestimulada e encurralada, mas resiliente. Passei o ano de 2016 replanejando. Planos A, B, C, D, E … incrível, ainda não colhi os frutos.

E quando eu imaginava que não ia acontecer nada, acontecia, paulada atrás de paulada, de onde eu imaginava e de onde eu não imaginava. E pela primeira vez na vida, encontrei um tipo de pessoa que só tinha intenção de me machucar, o pior é que ela nem me conhecia.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Mesmo agora ao escrever essas tristes linhas, sei que a luta está apenas começando. E comecei a trabalhar uma nova estratégia: “a melhor ação pode ser uma não ação”.

Mais um vez, esse não é um post triste. Afinal, sofrimento traz aprendizado. E mais uma vez, eu sou uma pessoa altamente resiliente e infinitamente positiva com relação a vida. Eu luto e aprendo em cada novo passo. E o que acabou me valendo esse ano foi a leitura. Devo ter lido uma média de 40 livros, também aprendi a meditar e me fortaleci através da religião.

E nesse exato momento em que escrevo encontro a paz e alegria interior, dependentes apenas de mim. E é isso que me motiva a escrever.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Percebi que eu associava o excesso de ocupação do trabalho/ faculdade/ cursos com um tipo de sensação de poder. Poder que nunca me pertenceu, como todas as efemeridades da vida. Eu saltava de atividade em atividade sem refletir. Desaprendi a não ficar ocupada.

Vocação, Trabalho, Emprego e Carreira:

  • Trabalho é o esforço requerido para se cumprir uma tarefa.
  • Emprego é a situação na qual se trabalha.
  • Carreira é a trajetória de longo prazo de muitos empregos.
  • Vocação, porém, é algo mais profundo do que cada um desses conceitos. Ela abrange nosso trabalho, emprego e carreira e se estende ao tipo de pessoa que desejamos ser.

vocação, trabalho, emprego e de carreira

O desejo é a via principal para descobrirmos o que fomos designados a fazer e também para descobrir quem somos. Porém, “Há desejos profundos e vontades superficiais”.

Você é capaz de sentar e deixar a sujeira, as folhas e os gravetos da sua vida – suas vontades egoístas – se aquietarem para que as coisas fiquem claras? Você é capaz de observar o que está nas profundezas?
Se você pudesse fazer qualquer coisa que quisesse, o que seria?
Reserve um tempo para refletir. Pode haver padrões nos seus desejos que o ajudem a entender melhor quem você é. Logicamente, você não pode ser cantor se não souber cantar. Você precisa levar em conta a realidade da situação. Ou seja, refletir sobre os desejos a luz da vida cotidiana. Lembre-se: Toda decisão tem a ver com interesses e necessidades, mas também com circunstâncias e talentos.

“Confie em seu coração, mas use a cabeça”

vocação, trabalho, emprego e de carreira

Isso pode ser muito difícil. Ainda mais para aqueles que lutam para pagar as contas no final do mês: a mãe solteira e o cidadão subempregado que chega ao limite das próprias forças apara garantir o sustento e o bem-estar de sua família. O tempo é sempre um problema para qualquer pessoa muito ocupada.
Gostaria de propor um exame de consciência que pode ser extremamente útil:

Um dos grandes problemas que os workaholics enfrentam é passar a acreditar que são o que fazem, e sendo assim, quando tem pouca coisa a fazer se sentem inúteis e sem valor.
vocação, trabalho, emprego e de carreira

O trabalho pode ser prazeroso. Porém, não podemos ignorar que grande maioria não consegue seguir o que acredita ser sua vocação profissional por vários motivos – condições financeiras, exigências familiares, restrições educacionais, limitações físicas ou um mercado de trabalho reduzido. Alguns empregos realmente são horríveis. E, as vezes, é necessário deixá-los. Mas nem sempre é possível.
vocação, trabalho, emprego e de carreira

O pior é que cada vez mais estamos conectados. As novas tecnologias nos fazem desperdiçar os poucos momentos que nos restam para vivenciar a nossa solidão – momentos preciosos para a meditação, a reflexão e o silêncio interior.

Onde está o tempo para o recolhimento?

Algumas vezes parece que não podemos mais suportar ficar sozinhos ou fora de área, nossos amores, amigos e familiares nos exigem presença constante. Mas sem algum silêncio interior fica difícil escutar o que está passando dentro de você. Reduzir o uso dessas parafernálias tecnológicas e não responder imediatamente a cada mensagem eletrônica ou chamada de celular pode levar a um estado de calma edificante. Logo, é preciso desconectar para conectar.

ESTABELECENDO PILARES PARA UMA VIDA SAÚDAVEL:

vocação, trabalho, emprego e de carreira
vocação, trabalho, emprego e de carreira
vocação, trabalho, emprego e de carreira
vocação, trabalho, emprego e de carreira
vocação, trabalho, emprego e de carreira
vocação, trabalho, emprego e de carreira
Autoaceitação é palavra chave da felicidade. Isso significa aceitar a própria personalidade e os próprios sonhos. Com frequência sentimos que há pessoas, grupos ou circunstancias tentando nos moldar em alguma coisa que não escolhemos ser.

É sempre difícil evitar comparações com outras pessoas – principalmente na era facebook – e não achar que elas conseguem as coisas com mais facilidade. Muito comum é subestimar os próprios dons e supervalorizar os dons de outra pessoa. Mas ninguém tem uma vida perfeita.

vocação, trabalho, emprego e de carreira
Comece aceitando que o processo de se tornar você é longo, exige paciência e principalmente confiança.

sarah adulta eu

Continue Reading

Se leve a sério!

auto confiança adulta eu

Eu li esse texto já tem um tempo e eu queria muito compartilhar aqui, no nosso facebook ou qualquer coisa. Até cheguei a postar o resumo infográfico dele no nosso insta. Como ele é em inglês, decidi fazer uma tradução livre para torna-lo mais acessível. Perdoem qualquer erro 😉

Um fato importante para eu querer compartilhar isso aqui é o sentimento de identificação que eu senti e depois passei a identificar em algumas outras pessoas também. Como ela fala no texto, você consegue perceber pessoas que acreditam em si mesmas, arriscam e conseguem; e tem as pessoas que nunca fazem nada brilhante e reclamam constantemente das segundas-feiras.

Desde que li tentei tomar como uma resolução de vida me levar mais a sério. Acrescentei isso a minha lista diária de tarefas, mas com tantas outras coisas no curto prazo é fácil perder perspectiva. Com o fim do ano se aproximando, pode ser uma época inspiradora pra mais gente se animar com mudanças pessoais e self-improvement.

Finalmente, aqui vai o texto traduzido.

“Quando foi a ultima vez que você teve uma opinião mas não compartilhou com ninguém porque não achou que alguém fosse se importar? Quando foi a ultima vez que você ficou realmente animado com uma ideia que teve mas nunca a perseguiu porque você decidiu que ela não era boa o suficiente? Quando foi a última vez que você começou algo mas desistiu antes de terminar porque achou que ninguém iria gostar?
Você lerá muitos artigos que te dizem “simplesmente faça” – não se importe com o que os outros vão pensar, siga em frente, persevere, não desista!
Mas se você não se leva a sério você nunca será capaz de seguir nenhum desses conselhos. Porque você sempre será capaz de se convencer que o que está fazendo não é tão importante assim.
Eu não me levei a sério por muito tempo. Ainda é um esforço me levar a sério. Eu não conseguia perceber o que estava fazendo a mim mesma até cerca de um ano atrás. Mas eu finalmente percebi que tem essa coisa que algumas pessoas possuem – essa habilidade de se animar com algo que eles estão fazendo e se investir nisso com um quê de despreocupação louca. Essa habilidade de permanecer focado e continuar firme e se erguer no topo de uma montanha e gritar o que eles querem que todos ouçam (maneira de dizer).
E eu sabia que eu tinha a capacidade de escalar uma montanha e fazer o mesmo, mas eu sempre me convencia a não fazer isso. E eu finalmente me dei conta de que isso era por eu simplesmente não me levar a sério.

Eu até tive dificuldades com esse artigo…
Por que eu estou escrevendo isso? Isso é estúpido. Isso é repetitivo. Alguem não já falou isso antes, so que melhor? Eu sequer sei o que estou tentando dizer? Ninguém vai ler isso. Eu deveria ir trabalhar ou qualquer coisa. Isso é um desperdício de tempo.
Estes eram meus pensamentos quase toda vez que eu tentava criar algo novo. Eu não considerava as minhas opiniões, minhas ideias ou o que eu queria pra minha vida sério.

Então, o que acontece quando você não se leva a sério?
Você passa muito tempo sonhando mas não realmente fazendo. Você tem ideias, mas para antes de sequer começar.
Ou você tenta algo mas desiste rápido porque decide que não é bom o suficiente, ninguém vai gostar, e foi uma ideia idiota de qualquer forma.
Mas a pior parte acontece dez anos depois quando você olha pra trás praquela coisa que você quase começou e percebe que tinha alguma coisa ali. Não era tão ruim quando você pensou na hora e você poderia ter alcançado algo se tivesse se mantido firme.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você acaba vivendo uma vida da qual você não tem orgulho. Você continua esperando pra fazer aquela coisa pela qual você é apaixonado, você continua esperando para fazer aquela coisa que te fará sentir bem sucedido. Você preenche o seu tempo com um monte de coisas que você acha que tem que fazer, mas nada que você realmente quer fazer. Você trabalha duro e você faz um bom trabalho mas você também se sente preso dentro de si mesmo, em um espetáculo que outra pessoa está dirigindo.
E a pior parte acontece dez anos depois quando você perdeu contato com quem realmente é, e você não consegue mais diferenciar o que você quer e o que as pessoas querem de você.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você eventualmente verá alguém que teve a mesma ideia que você, mas ela compartilhou com o mundo, ela fez algo com aquilo.
‘mas era exatamente a mesma ideia!’ você diz. Sim, era mesmo – mas aquela pessoa levou a sério. Aquela pessoa se levou a sério. Aquela pessoa disse, ‘ isso é interessante para mim, então pode ser interessante para mais alguém’, e elas fizeram algo com aquilo.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você se ressente das pessoas que se levam a sério. Você olha as pessoas que se autopromovem e às suas ideias e você as acha egoístas ou ridículas. Ou você olha para pessoas que você admira e você lamenta o fato de que você nunca poderia alcançar o que elas têm.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você se sabota. Você se apressa em uma execução meia-boca e não se dá o tempo necessário para aprender algo novo, ou fazer da maneira certa. E quando isso não vai do jeito que você queria você decide que foi uma total perda de tempo. Mas você poderia ter tido um resultado completamente diferente se primeiro você tivesse aceitado o fato de que poderia levar tempo mas que o tempo seria bem gasto porque você acreditava naquilo.

O que acontece quando você não se leva a sério?
Você fica deprimido. Você fica com raiva de si mesmo. Você fica desapontado com si mesmo. Você se pergunta porque você não fez nada. Você sente que nunca fará. Você sente que é tarde demais. Mas não é.
Cada peça de cada pequena coisa que você já pensou na vida é cheia de possibilidades. Você não sabe o que. E isso é assustador. Você poder ainda não saber como. E isso é difícil. Mas quando você se leva a sério, você se dá crédito o suficiente para saber que você consegue descobrir isso tudo. Quando você sabe lá no fundo que você e suas ideia são importantes, você dará uma chance de luta para cada ideia que tiver.
Isso pode significar falar em um trabalho em grupo, ou isso pode significar simplesmente acabar aquela coisa que você tem pensado desde sempre. Ou isso pode significar escrever um tweet, fazer um vídeo sobre isso ou um post em um blog, ou subir em um palco e compartilhar isso com um público.
Quando você se leva a sério você faz com que os outro te levem a serio. Você coloca suas ideias no mundo. Você não as esconde. Você não as deleta. Você continua tentando.

Se leve a sério
Não trate as suas ideias como se não fossem nada, não trate você mesmo como se você não fosse nada, porque você e as suas ideias são importantes e significativas e tem o potencial de se tornar muito mais do que você imagina.
Confie em mim…”

clarissa adulta eu blog

Continue Reading

Teste do marshmallow: Será que você passa?

Teste do marshmallow foco concentração

Hoje vou abordar um dos temas que mais me interessa: Comportamento humano. Esse tema está longe de ser fácil ou simples, por isso, se vocês quiserem as referências dos estudos que vou apresentar nesse texto, busque-as ao final do post.

Uma das pesquisas pioneiras a cerca da inteligência, ocorreu em 1960, houve um pequeno projeto com crianças de lares carentes que receberam atenção diferenciada num programa pré-escolar que ajudava a cultivar o autocontrole. O objetivo era aumentar o QI dessas crianças, pois nesse momento acredita-se que esse aspecto da inteligência era a mais importante, porém o teste falhou nisso.

Mais tarde quando compararam esses alunos com outros alunos, perceberam que o programa estava de certa forma influenciando em áreas como: menores taxas de gravidez na adolescência, abandono escolar, delinquência e até mesmo no número de faltas do trabalho. Ou seja, no planejamento de vida.

Então, em 1972, a universidade de Stanford deu prosseguimento a essa analise e realizou o “teste do marshmallow”, com intuito de intuito de testar a capacidade das pessoas de adiar uma satisfação.

Nesse teste foram convidadas 57 crianças, todas com 4 anos de idade. Cada criança foi conduzida a uma suposta sala de jogos que estava vazia (leia-se: sem distração) e onde estava disposta uma bandeja com 1 marshmallow.

Então vinha a parte difícil. O pesquisador dizia para a criança: “Você pode comer o doce agora. Mas se não comer até eu voltar, você poderá comer dois doces.”

O resultado foi o seguinte: 1/3 das crianças pegava o doce imediatamente, enquanto outro 1/3 esperava por 15 minutos e o outro 1/3 se situou em algum ponto entre os dois grupos.

O importante é que os pequenos que resistiram à sedução do doce receberam pontuações mais altas em medidas de controle executivo, principalmente na realocação da atenção.

Mas, o que é realocação de atenção? A forma como focamos é chave da força de vontade, o que o autor chamou de “a alocação da atenção”. Sendo assim, as crianças que esperaram 15 minutos o fizeram se distraindo com artimanhas, como: jogos de faz de conta, cantarolando, cobrindo os olhos. Se a criança se fixava no doce, ela perdia o controle e comia.

Nesse caso foram analisados, 3 subtipos de atenção e são todos aspectos da atenção executiva, todos relacionados ao confronto do autodomínio com a suposta gratificação instantânea:

  1. Capacidade de voluntariamente desligar nosso próprio foco de um objeto do desejo que prende poderosamente a atenção;
  2. Capacidade de se distrair, nos permite manter nosso foco em outra coisa.
  3. Capacidade de manter o foco no futuro, aguardar pelo bem maior;

Essas crianças foram procuradas 40 anos mais tarde, e os pesquisadores concluíram que aqueles que resistiram aos doces aos 4 anos ainda eram capazes de atrasar a gratificação, e os demais apresentavam problemas para conter seus impulsos.

Então, quanto melhor era o autocontrole na infância, melhor as crianças se saíam quando adultos. Leia-se: melhor estado de saúde, mais sucesso financeiro e mais cumpridores das leis.

Teste do marshmallow foco concentração

Além disso, o autocontrole prevê um bom ajuste emocional, melhores habilidades interpessoais, sensação de segurança e adaptabilidade.

Ponto principal: uma criança pode ter uma infância privilegiada financeiramente, porém, se não aprender como adiar uma gratificação para ir atrás de seus objetivos, essas vantagens iniciais podem perder a força ao longo da vida.

Papais e mamães, não subestimem o valor de estudar violão ou manter a promessa de limpar o coco do cachorro. Qualquer coisa que fizermos em prol de aumentar a capacidade de controle cognitivo da criança irá ajuda-la ao longo de toda a vida.

Teste do marshmallow foco concentração

Importante ressaltar que, esse texto foi motivado pelo livro FOCO do psicólogo de Harvard, ph. D. Daniel Goleman. É o segundo livro desse autor que leio, o primeiro foi inteligência emocional. Se você se interessar e quiser se aprofundar, pode recorrer a esses livros para melhor explicação, apenas esteja preparado para lidar com termos a respeito da fisiologia do cérebro.

Teste do marshmallow foco concentração

Referências bibliográficas:

  • Goleman, Daniel, Foco: a atenção e o seu papel fundamental para o sucesso/ rio de janeiro: Objetiva, 2014
  • Lawrence j schweinhart et al. Lifetime effects: the high/ scope perry school study trough age 40, ypsilanti: high/scope press, 2005
  • Estudo pré-escolar: J.J.Heckman, Skill formation and the economics of investing in disadvantaged children, Science, 312: 1.900-1.902, 2006
  • Estudo de Dudedin: Terrie E. Moffitt et al., A gradiente of childhood self-control predicts health, wealth and public safety, PNAS 1-16.2010.
  • June tangney et al. High self-control predicts good adjustment, less pathology, better grades, and interpersonal success, jornal of personality, 2004, 72,2, 271-323.
  • Jeanne mcCaffery et al. Less activation in the left dorsolateral pré-frontal córtex in the reanalysis of response to a meal in obese than in lean women and its association with successful weight loss, Am J Clin Nutr, outubro 2009, vol. 90, nº4, 928-934.
  • Walter Mischel, citado em Jonah Lehrer Don’t, the new yorker, 18 maio 2009

 

sarah adulta eu

Continue Reading

Tatuagens e o esforço em parecer mais comigo mesma

Adulta eu tatuagem

Esse post já tinha sido escrito há um tempo, mas achei que ia se encaixar bem nessa temática de tomada de decisões que a Sarah falou aqui. Além disso, vale reforçar o que eu penso sobre escolhas certas e erradas.

Desde sempre fui adepta a modificações corporais, começando devagar pelas mudanças capilares e pequenos piercings. Não acho as minhas escolhas muito diferentes de quem escolhe fazer luzes e usar brincos (que aliás, eu raramente uso) – mas, por algum motivo, as pessoas estranham quando eu falo que escolhi fazer um piercing microdermal porque acho bonito.

Não acredito que hajam muitos limites no quesito se sentir bem com você mesmo, e nunca me identifiquei tanto com a Clarissa do espelho como quando tenho o cabelo colorido. Ainda assim, essas mudanças temporárias são mais fáceis de serem aceitas – afinal “quando você cansar você tira, né?” (#ironia).

Ink shop niterói kmy

Aí vem a questão das tatuagens, que estarão no meu corpo para sempre. É claro que desde a adolescência eu queria fazer várias, e tive várias ideias – algumas persistiram e outras não. Por isso sempre adiei, com medo de que um dia desistisse e me arrependesse. Só fiz a primeira ano passado, aos 25 anos, quando algumas coisas ficaram mais claras para mim. Foi quando tive a certeza de que eu não teria me arrependido de nenhuma das tatuagens não feitas até então, até aquelas que eu não faria agora. Percebi que elas seriam uma marca de quem eu era naquele momento, um registro das minhas escolhas até então. E como eu já disse, não acho que existam escolhas erradas.

Assim, escolhi fazer na primeira uma frase de muito significado para mim. Um verso de um poema contido no livro A Sociedade do Anel, quando se descreve Passolargo (que depois vem a se revelar o grande Aragorn). “Nem tudo que é ouro reluz”, uma reversão da famosa frase de Shakespeare (em O Mercador de Veneza), ressaltando como coisas (ou, no caso, pessoas) incríveis podem passar desapercebidas sob aparências ordinárias. E depois de decidida, comecei a estranhar me olhar no espelho e não ter aquilo lá.

"tatuagem

Pronto, dizem que basta a primeira para se viciar. Não sei se chego a tanto, e 1 ano e meio depois só foram mais 3. E tenho a mais absoluta certeza de que não me arrependerei delas, mesmo que um dia já não as ache bonitas, convenientes ou adequadas. Ainda serão uma marca de quem eu sou hoje. Uma marca das escolhas que eu faço hoje, e da liberdade que tenho em fazê-las. Uma marca da esperança que eu tenho em quem eu serei um dia e da certeza que eu tenho hoje sobre quem eu sou, mesmo que depois eu mude de ideia.

Eu acredito que me fez falta na vida até agora conseguir encarar e vestir as minhas escolhas. Olhar pra quem eu já fui e poder dizer que aquilo ali é um produto só de escolhas minhas e de mais ninguém. Conseguir levantar a cabeça para admitir onde errei com orgulho por isso também, tanto quanto pelos acertos. Não respondam rápido, vocês conseguem? Acredito que isto está em processo de mudança, e espero ainda que as minhas mudanças não acabem nunca.

tatuagem ink shop

Agora quanto às perguntas mais tradicionais:
– E quando você ficar velha? Serei uma velha tatuada.
– E quanto ao ambiente de trabalho? Já escolhi minha carreira, e mesmo que um dia mude de ideia hoje eu já me conheço o suficiente para saber que não seria feliz em nenhum emprego que impusesse esse tipo de limite. Mesmo que eu não quisesse passar desses limites, não é – no geral – o perfil de carreira para mim. Como a Sarah já falou aqui, algo a se evitar na vida é tentar se ajustar artificialmente em um emprego.
– Dói? Tanto quanto um arranhão de gato, e quando vai colorir é como se ficasse arranhando várias vezes no mesmo lugar. Interprete a seu gosto.
– Eu quero fazer, o que você acha? Se você quer mesmo, vai fundo. Se está na dúvida, não custa esperar e refletir mais um pouco. Pro sim ou pro não, tenha confiança nas suas escolhas.

Adulta eu clarissa

Continue Reading

A sabedoria na decisão

decisão

Antes de entrar no processo de tomadas de decisão, devemos tentar ser indiferentes, ou seja, pensar da forma mais livre possível. A indiferença costuma ser mal compreendida. Quando a maioria das pessoas escuta essa palavra, não a relaciona com liberdade, mas com ficar entediado ou desinteressado.

Indiferença de que falo é a capacidade de se desapegar de conceitos iniciais e recomeçar, examinando as alternativas com cuidado e boa vontade. Pois, todas as grandes decisões carregam uma bagagem.

Ainda que os conselhos dos amigos e familiares possam nos ajudar a tomar uma boa decisão, é necessário iniciar o processo da forma mais imparcial possível. Quando estivermos prestas a tomar uma decisão devemos imitar uma balança e não pender para nenhum dos lados. Pois, começar a tomada de decisão presumindo que você deveria pender para um lado ou para o outro é impedir a se mesmo de fazer uma boa escolha.

O discernimento tem uma finalidade prática, ele nos ajuda a decidir qual é a melhor forma de agir. E além disso, é preciso ser indiferente o bastante para aprender com as experiências.

Se você toma uma boa decisão e, de repente, se sente desanimado com ela, este não é um sinal a ser considerado. Vamos supor que você tenha resolvido ser uma pessoa mais generosa e perdoar alguém com quem se desentendeu. Então você o procura, se a sua iniciativa não restaurar a relação imediatamente não significa que você deva parar de perdoar.

Mas, se você tomou uma decisão infeliz que ainda pode ser modificada, porque não lançar um olhar renovado sobre as coisas?

Os processo de tomada de decisão 

  • Primeiro:

Algumas vezes não há dúvida do que fazer, ou seja, a decisão vem sem dúvida e sem despertar a dúvida. De certa forma, a resposta aparece tão logo a pergunta é formulada.

Um exemplo: Você estava procurando emprego em determinada cidade, começando em época especifica. Após alguns meses de entrevista recebe uma proposta. Você fica exultante com a boa sorte e está claro que esse é o movimento correto; então aceita o novo emprego sem pestanejar.

  • Segundo:

Nesse estágio você não está completamente seguro para tomar uma decisão. Forças e desejos contrários parecem empurra-los para decisões diferentes. Nesse ponto, é bom optar sobre a decisão que nos deixa mais tranquilos. A paz interior nos encoraja, nos dá confiança e tranquiliza nossa tomada de decisão.

O contrário da paz é a aflição, ou seja, qualquer coisa que nos leve ao desespero. Ficamos agitados e inquietos. Sentir isso significa que estamos na direção contraria a uma boa decisão.

Uma boa prática para quem se encontra nessa situação é se imaginar vivendo cada escolha durante um tempo, e observar qual lhe proporciona maior sensação de paz.

Durante alguns um tempo aja como se fosse optar por uma alternativa. Embora ainda não tenha tomado feito a escolha, imagine que a tenha feito e comporte-se como se já tivesse tomado a decisão. “Experimente” a decisão, como se estivesse provando uma roupa nova. Como ela faz você se sentir? Depois, em outro momento, assuma a direção oposta. Como ela faz você se sentir?

Normalmente o nosso pensamento se agita entre uma opção e outra, inquieto, nunca dando tempo suficiente para considerar ambas as alternativas. Porém, pode ser que ao tentar viver as duas opções você se atente a coisas que não havia percebido antes. Vantagens e desvantagens se tornam mais eficientes. Ou seja, você pode enxergar as consequências com mais clareza.

Discernimento não é apenas sentir paz. Devemos acessar o que acontece dentro de nós. Acima de tudo, é preciso ter honestidade sobre o que estamos sentindo e por quê.

Não mude no desespero

“Em épocas de desespero, não se deve fazer mudanças” Isso faz sentido não é? Se alguém nos diz que está confuso, que não consegue pensar direito e que se sente desesperado, você diria que é um bom momento para tomar uma decisão? Claro que não. Ele não está raciocinando com clareza. “Não tome decisões quando estiver fora de sí” é outra maneira de dizer isso. Porém, tomar decisões em períodos de desespero é o mais comum. Resista a esse ímpeto.

E o que acontece quando se diz sim?

Mesmo quando fazemos as melhores escolhas significa aceitar que até elas terão inconvenientes. Caímos no erro de acreditar que dentro das escolhas certas não haverá tropeços. Muitas vezes assumimos uma escolha e descobrimos seus pontos negativos, perdemos o ânimo.

Ao fazer uma escolha dizemos sim determinando tantos aspectos positivos quanto negativos inerentes a cada escolha.

Todos os estágios da vida incluem alguma dor que deve ser aceita se abraçarmos integralmente as decisões que tomamos e a vida nova. Não há escolha, resultado ou uma vida perfeitos.

Por fim, encontre o funciona melhor para você, o que te aproxima de algo mais elevado e o que te leva a tomar boas decisões.
decisão

Texto baseado no livro: A sabedoria dos jesuítas para (quase) tudo de James Martin

sarah adulta eu

Continue Reading