Resenha – Mentirosos

Mentirosos E Lockhart

Antes de começar, queria dizer que amo ganhar livros – independente do que vou achar deles depois de lê-los. Se a pessoa poderia me dar uma diversidade enorme de presente mas ela escolheu um livro, já subiu no meu conceito. Pelo menos um pouquinho ela presta atenção no que eu gosto e em quem eu sou.

Dito isso, esse livro foi um presente. Pela sinopse, Mentirosos (E. Lockhart), não é algo que eu escolheria, assim, de primeira numa livraria aleatoriamente. Aqui vai como ela está na capa do livro:

“Somos Sinclair.
Ninguém é carente.
Ninguém erra.
Vivemos, pelo menos durante o verão, em uma ilha particular.
Talvez isso seja tudo o que você precisa saber a nosso respeito.”

Não vou copiar a sinopse inteira porque isso já tem em um monte de lugares da internet – e outro dia mesmo eu comentava com a Sarah como me incomoda abrir blogs esperando uma resenha e tudo que acho é a sinopse…

Minhas impressões ao ler este livro foram bastante flutuantes ao longo das páginas. Em um primeiro momento, não gostei muito do estilo de escrita meio cortado, meio seco. Eu percebia o esforço de cada palavra para ser impactante e isso estava me irritando um pouco, mas acostumei.

Depois, não era mais o jeito de escrever e sim o conteúdo. As personagens pareciam possuir suas personalidades tão fechadas que a cada fala parecia que aquilo já tinha sido dito antes. Novamente, um esforço visível em fazê-los parecer pessoas ricas e superficiais – com exceção da protagonista, é claro.

Claro, porque fiquei com a impressão de ser um personagem já escrito antes – a menina que tinha de tudo e queria mais; a menina que se sentia muito superior ao ambiente superficial em que vive; alguém genérico que não se encaixa nos padrões esperados dela, sei lá.

Mesmo assim, em um certo momento o suspense do livro me pegou. Afinal, o que havia causado o acidente? Além disso, me identifiquei com seus momentos de solidão nas crises de enxaqueca e depressão, indistinguíveis. E nesse momento, já no final, que o livro conseguiu me prender eu viro uma página e lá está a resposta. Em destaque, no centro da página, em linhas cortadas, frases curtas, mais direto impossível, a resposta para todos os dramas, suspense e dor. Aí decidi que não gostei mesmo.

Me senti como se alguém, ao escrever o texto, não levasse fé em mim para chegar às conclusões certas através de sugestões implícitas e construídas aos poucos. Ou, o contrário, alguém (talvez até tenha tentado mas…) não conseguiu colocar sutilezas, indiretas e pistas inteligentes o suficiente para que ao final da leitura tivéssemos as soluções esperadas. Por motivos óbvios de sou mais eu, prefiro acreditar na segunda opção.

Apesar disso, o livro é muito bem avaliado no skoob. Não discordo que o final é surpreendente, mas não precisava ter sido me dado tão fácil. Talvez eu seja difícil de agradar, talvez eu só tenha passado da faixa etária adequada mesmo…
Adulta eu

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Trilha rumo ao Cristo Redentor

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“A vontade de se preparar precisa ser maior que a vontade de vencer.” Bob Knight

Eu e Clari praticamente inauguramos o blog contando sobre trilha. E eu aproveiteo o feriado de 12/10 e fiz uma nova trilha aqui no Rio, a trilha Parque Lage – Cristo redentor. Aliás.. Tem coisa mais carioca que visitar o Cristo Redentor? Na verdade tem… poucos moradores do Rio vão ao Cristo.

Devo essa experiência a Marilia, que foi a guia dessa trilha. Essa pessoa é minha irmã gêmea, nós também não sabíamos disso quando fomos nos inscrever na Pós Graduação de Gestão e Gerenciamento de projetos.

Voltavamos da pós na terça 11/10, super tarde, pegamos chuva e tudo, e Marilia me persuadiu dizendo que “Amanhã vai ser um dia lindo e você vai preferir ficar dormindo?! Sua cama vai estar lá quando você voltar da trilha. Nem vai acabar tarde!”. Ela disse muitas verdades e uma mentira. A trilha demorou mais do que havíamos previsto.

Acabei despertando as 6:30 do dia 12/10 e o dia estava lindo. Céu azul, fresquinho. O típico dia perfeito para fazer trilha ou para ir para praia. Exceto que eu não estava preparada. Eu não tinha tênis. Porém, percebi que eu ia me doer de raiva quando visse as fotos maravilhosas que a Marilia iria postar. Então, decidi que ia de sapatilha. Obs: Não faça isso.

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Cheguei no Parque Lage as 11h, fiz um lanche enquanto aguardava o pessoal. A subida começa por baixo do parque e é muito bem sinalizada. São 2h para subir e 1h e meia para descer. Uma pessoa do grupo assina a lista da morte, ultima foto e vamos subir.

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A trilha é uma subida infinita dentro da mata. O que favorece na proteção contra o sol. Prejudica na falta de mirantes. A parte inicial da trilha é tranquila. Porém, para os medrosos é importante alertar tem trechos onde “escalaminhar” é necessário. Obs: Até fiz um vídeo.

Uma das poucas vezes que podemos ver a paisagem durante a caminhada

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Cruzando com o trem que sobe até o cristo

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Cumprimos a trilha com aproximadamente 2h. Eu achei a trilha do Morro Dois Irmão mais fácil. Não recomento para quem tem medo de altura por causa da subida na pedra. Vale ressaltar que pagamos R$24,00 (em dinheiro).

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Na hora de voltar começou uma dúvida: voltar pela trilha, pagar vinte e tantos reais para descer de van, ou descer pela estrada até o catete.

Decidimos não gastar dinheiro com a van, e como estava tranquilo descer pela estrada optamos por “tentar” chegar ao Cosme Velho. Nós falaram 1h e meia a realidade foi outra.

O passeio continuava agradável, mas a fome foi apertando. Após umas 2 horas andando descobrimos um ponto de ônibus aleatório, descobrimos também que estávamos perto de Santa Teresa e acabamos a jornada comendo um maravilhoso prato de comida no bar do adão na Lapa.

Moral da história: Nem sempre o caminho aparentemente mais fácil será o melhor ou o mais curto. Mas independente da sua escolha as coisas te levarão para algo melhor. Também, não podemos avaliar se a outra opção teria sido melhor, pois não tivemos a oportunidade de viver o ônus dessa opção. Por fim, a vida é feita de escolhas, honre o seu caminho, se esforce, dê o seu melhor, evite olhar para trás. A recompensa chega. Quanto mais esforço, Mais gostoso.

Importantíssimo acrescentar: Não sabíamos mas era aniversário de 85 anos do Cristo! Grande benção! (obrigada por me lembrar Marília)

Até a próxima!

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“Eu tenho um plano”

Adulta, eu?

– Ué, mas não é todo mundo que tem um desses?
– Não um especial como o meu, tão bom. É sério, quando ouvir você também vai achar genial! É a solução de todos os nossos problemas!

– Eu não acredito em soluções prontas. Tentam nos vender isso todos os dias, e você sabe tão bem quanto eu. Pode não ser todo mundo que percebe, mas nós somos diferentes, não é mesmo? A gente teve acesso a uma boa educação, pudemos ver bem como soluções prontas arruinaram grandes sociedades.

– Mas não somos os únicos! Porque então ninguém mais percebe o que tá acontecendo com o mundo?

– O que você acha que está acontecendo com o mundo?

– Um desastre iminente, de proporções tão monumentais que mal consigo achar palavras. Nos vejo andando em direção a um abismo colossal, onde a pouca luz que alcança o fundo apenas chega aos olhos de uns poucos, que não podem mais do que apenas se lamentar pela situação da humanidade. O que eu vejo é tão aterrorizante que na maior parte do tempo meu pensamento se desvia. É mais fácil, eu acho, ignorar que sei disso e fingir que tenho grandes problemas com a bateria do meu celular acabando daqui a 15 minutos e eu ainda tenho que voltar de uber pra casa.

– Eu entendo, também visualizo esse mundo pós-apocalíptico. Cheio de pessoas intolerantes, preenchidas somente por ódio, inveja e resignação. Pra te ser sincero, me deixa bem pra baixo esse papo todo. Tento não me deixar levar por esse tipo de pensamento… como você disse, é mais fácil se concentrar nos nossos grandes pequenos problemas. Aliás, acabou a cerveja gelada.

– Mas o meu plano é genial por isso, acho que temos uma chance enquanto humanidade.

– Vai resolver o problema da cerveja gelada e da bateria do celular?

– Estúpido, me escuta. Se a gente chegar nesse nível de sociedade que eu planejo, só nos sobrarão esses problemas inventados. E vamos poder olhar pra eles, xingar um pouco as ironias do universo e seguir em frente, PLENOS, independente dos acessórios externos. E você sabe que quando eu falo de plenitude nada tem a ver com religião ou espiritualidade, né? Por enquanto é só um sentimento que eu imagino, e assim como seria difícil descrever a alegria ou a tristeza para alguém que nunca vivenciou isso, é difícil pra mim achar as palavras agora. Ao invés de palavras, pensa na sensação que essas coisas te trazem olha: calma, felicidade, uma noite bem dormida. Sabe? Consegue imaginar também?

– Pra mim é só imaginação também. Mas acho que entendi o que você quer dizer. E esse plano, tô curioso para admirar sua genialidade.

– Não ri de mim! Promete?

– Prometo.

– Eu sei que vai parecer ingênuo, quase platônico… mas promete que não vai rir de mim?

– Claro. As melhores ideias são as inocentes, que conseguem ser mais objetivas ao abordar um problema, por incrível que pareça. Um exemplo é só fazer qualquer pergunta pra uma criança; como aquele caso que você me contou uma vez. Não me lembro filho de quem, ou sobrinho de quem, mas que ao ser apresentado a famosa lei “Dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo” imediatamente perguntou “Mas e as grávidas?”

– Pode até ser, mas por outro lado, ele não refutou nenhuma lei da física né? Era só uma questão de compreensão do conceito certo etc etc.

– Ainda assim, as respostas inesperadas, diretas e espontâneas são aquelas que a gente guarda. Alguém já falou em algum momento da história que as soluções mais simples são geralmente as corretas. E aliás, alguém já deve ter falado também, que clichês só se tornam clichês porque dizem a verdade.

– Bem, meu plano então. Acho que tudo se resume a liberdade. Liberdade de expressão, liberdade econômica, liberdade para que cada um alcance o lugar onde quer chegar. Acrescentaria também que fosse obrigatório que todos optassem por pelo menos um método para o auto-conhecimento, sabe? Pra identificar melhor suas características e terem uma expectativa boa do que querem e podem alcançar. Parece que grande parte dos nossos problemas hoje são as expectativas irreais que…

– Antes que você continue, é claro que a gente tá falando de um mundo mágico onde todo mundo sente empatia né?

– Eu acredito que todos sentem empatia. É um sentimento humano como qualquer outro. Algumas pessoas só preferem ignorar esse zumbido chato que vem lá do fundo porque é mais confortável, é mais fácil se sentir melhor consigo mesmo quando você pisa por cima de alguém. Aí, é só abafar o zumbido com bastante post de facebook.

– Ainda assim, esse plano só funciona se todos concordarem em segui-lo né? Não adianta eu e você mudarmos agora porque estamos inseridos em uma sociedade que não é assim.

– É. Sobre a propagação do plano é que eu tive uns problemas. Continuo achando ele genial, mas admito que não é perfeito. Produto de uma epifania, que por sua vez é produto de uma cabeça que não consegue ficar vazia por um milissegundo. Você pode dizer que não, mas você sabe bem como é.

– Infelizmente sei sim.

– Bem, a alternativa número 1 envolve eu como governante absoluta do planeta. Assim, poderia mandar todo mundo se comportar do jeito que eu acho que deve. Eu entendo que tenho problemas práticos de como chegar lá, mas ainda é minha opção número 1. Ainda sonho que um dia vou fazer um pedido a noite, antes de dormir, e de manhã vejo tudo realizado. É, nesse caso, dá pra seguir com o plano mas admito que é minimamente improvável. Não me olha com essa cara, eu continuo achando que é a melhor opção. Se eu conseguisse fazer todo mundo pensar como eu, o mundo seria um lugar melhor. Daí derivou minha alternativa número 2: convencer todo mundo que eu alcanço, todo mundo que puder me ouvir. Conversar de verdade, debater problemas e apresentar meu jeito de pensar. Todo mundo que for minimamente esperto tem que concordar comigo. Você não acha?

– E você não vê nada de levemente perigoso nesse seu discurso?

– Confesso que pode soar meio ditatorial… mas você me conhece, sabe que as minhas intenções são as melhores possíveis. Eu realmente acredito que se todo mundo pensasse igual a mim o mundo seria um lugar melhor.

– Um monte de gente já pensou isso antes, um monte de gente já conseguiu chegar nessa posição de obrigar uma sociedade a agir como eles achavam melhor. Alguma vez deu certo? Eu sei que suas intenções são boas, você é uma pessoa incrível e inteligente, mas nesse caso você só está repetindo esses mesmos comportamentos que você tanto critica. Você vai pro outro lado no quesito de opinião, mas tem o mesmo discurso intolerante de todo mundo que você mesma julga culpado hoje por esse futuro louco que estávamos descrevendo. Percebe? Você realmente acredita, do fundo do seu ser, que você é uma pessoa completa? Ou tem ainda algum espaço pra crescer?

– Acho que sim, ninguém nunca fica “pronto”…

– Enquanto você tiver espaço pra crescer suas opiniões vão mudar, vão se aprimorar. Sua visão de mundo pode ficar mais apurada, mesmo quando você acredita que já vê tudo claramente. Enquanto você admitir que pode ser imperfeita seu plano não vai ser bom o suficiente pra todo mundo. Você não gosta de conversar? Porque iria acabar com isso?! Justamente o lado bom da conversa que é a troca de ideias, iria acabar com o seu plano. Nunca se coloque numa posição que você ache que é absoluta, porque ela será e isso não é uma coisa boa. O mundo está cheio de pessoas absolutistas, e eu acredito que esse é o caminho mais rápido para o abismo. Radicalismo de qualquer lado é radicalismo.

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*caso não tenha ficado claro, esse é um texto fictício. Não ouso chamar de outra coisa se não só umas coisas anotadas num “pedaço de papel”, mal é um texto na verdade. Só achei que devia ir pro mundo, e assim nasce uma nova categoria aqui que será alimentada eventualmente.

 

 

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Lego também é Arte

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“Dreams are built… one brick at a time”

Então, Em São Paulo aproveitei para dar um pulinho no Ibirapuera e visitar a exposição “Art of the Brick”. Falar dessa exposição é complicado. Primeiro porque se você AMA Lego, como eu, vai ficar muito impressionado. Segundo, a mostra tem o objetivo de mexer um pouco com “eu interior”. Então, se você é alguém com dúvidas sobre a vida (quem não tem?!) vai se sentir chacoalhado. e perceberá que não está sozinho. Somos todos um pouco inseguros, um pouco confusos e estamos todos almejando algo.

Eu divulguei algumas imagens, porém não se preocupe não vou dar spoiler de tudo. A exposição conta com umas 80 obras, e mesmo vendo fotos é muito mais legal de perto. Infelizmente, em São Paulo já acabou, mas o pessoal do Rio já pode ir se animando a exposição começará no “Museu Histórico Nacional dia 17 de novembro e vai até 15 de janeiro.”

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Meu namorado comentou que esse cara é melhor escultor que escritor. Eu concordo. Porém, mesmo que os textos sejam xarope, as verdades óbvias são difíceis de serem vividas. Ainda sim, é bom ouvi-las (ou no caso lê-las), pois nos damos a oportunidade de repensar nossas realidades e avaliar o que precisa ser modificado. Isso não é uma missão fácil.

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A exposição nos faz refletir que mudar é uma necessidade, talvez desconfortável. Você já teve a impressão que sua vida está girando em círculos? Eu acredito que esse circulo significa que algo em nós precisa ser amadurecido, pois quando não podemos controlar o mundo exterior, nossa estratégia é que deve ser outra. Os círculos são uma forma que a vida encontra para te força a aceitar a realidade ou seguir batendo a cabeça. No caso, nosso artista Nathan Sawaya deixou para trás a vida de advogado e se tornou artista.

“Não é fácil dar um salto no escuro. Antes, eu era advogado, mas sempre soube que havia outro “eu”, um “Eu-Artista”, a espreita dentro de mim. Até que um dia deixei liberar o “Eu-Artista”, e desde então não olhei mais para trás.”

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Pelas palavras do artista na seção dedicada a “Condição Humana” percebemos que o assunto mudança e risco são constantes na vida dele. Na verdade é constante na vida de todos nós.

“Sejam quais forem seus desejos mais secretos, sempre haverá alguém que tente impedi-lo de os alcançar. O grande desafio da vida é encontrar forças para escapar dessas amarras. Criei esta escultura como resposta a todos aqueles que me deram um “não”, cara a cara. Queria guardar distância desse tipo de gente.”

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“Todos os dias, a vida nos arranca pedacinhos, e todas as noites nos refazemos. E vamos ficando um pouco mais fortes nesse processo.”

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 “Como membros da raça humana, perseguimos o mundo em busca de oportunidades. Oportunidades para sermos felizes, para termos sucesso. Mas frequentemente descobrimos que essas oportunidades não estão no mundo exterior, mas dentro de nós mesmos.

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Mas a exposição não conta apenas com esse tipo de escultura. Acredite ou não os quadros abaixo são feitos de lego. Não parecem que são pinxelados?

 

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Tem também esculturas clássicas…

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E muito mais…. Vale conferir! Bom passeio!

Nade contra a corrente!
Siga seu próprio caminho!
Descubra sua coragem interior!

Quer informações sobre a venda de ingressos? Clique “AQUI” que você será direcionado para página do face.

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Resenha: Paddy Clarke Ha Ha Ha

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Há 3 meses estou participando de um clube do livro que se chama TAG experiências literárias. Todo mês um curador indica um livro e esse livro é encaminhado para os associados com um encarte que conta curiosidades do autor e da história. Descobri o clube através do Skoob (que é uma rede social para leitores). E tenho me surpreendido de maravilhosamente todos os meses.
Especialmente, o livro do mês de setembro indicado pela Maria Rita Kehl me marcou bastante. A começar pelo encarte:
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A um só tempo para ser amoroso e responsável” Essa frase é muito real para mim. Cresci em uma família desestruturada, um pai alcoólatra ausente e uma mãe bipolar completamente instável. Hoje, percebo que a família é um termo relativo, não se refere necessariamente ao sangue, é bastante importânte na infância e a importância se torna relativa na vida adulta.
Roddy Doyle escreveu o “Paddy Clarke Há Há Há” logo após o nascimento do seu filho. E quando eu acabei de ler eu só conseguia pensar “como ele teve coragem de ser pai tendo essa super consciência de todo aquele universo fantástico, confuso, e muitas vezes, mau em que as crianças vivem”. Como será que Paddy influenciou na paternidade do autor?
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Foto do encarte que veio com o livro – trechos retirados do livro “a casa das estrelas”

Nesse post não tem “spoiler” do livro. Acho que essa é a minha postagem mais pessoal. Eu aproveitei uma tarde mineira chuvosa e um momento de vida melancólico-criativo para dar voz aos sentimentos que permaneceram em mim após a leitura.

Transcrevi alguns trechos do livro que grifei. Gostaria de ressaltar apenas, que eles não refletem em sua totalidade a minha experiência quando infantil. talvez, o livro tenha me levado a focar muito na separação dos meus pais, e por isso não escrevi tanto a respeito das minhas traquinagens. Ou então, eu não tenha querido me prolongar tanto assim no post.

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Foto da capa do livro

  • “Sempre me perguntava se era pecado fazer hóstias. Achava que não. Uma das hóstias que deixei na janela ficou embolorada. Agora isso era pecado: Deixar as hóstias embolorarem.”: Religião sempre foi um problema para mim. Minha avó materna era católica, meu pai era espirita, minha mãe era tudo e mais um pouco – dependia de que meio “Deus” ia responder mais rápido. Eu estudei em colégio católico e fiz 4 anos de catequese no interior de Minas. Eu não sabia muito bem o que era pecado. Morria de medo do demônio. Não assisto filmes de terror.

 

  • “Papai cantava a musica do Batman; ele era assim, maluco as vezes, mas muito engraçado.”: Eu amava meu pai, completamente louca por ele. Lembro que ele me chamava de “zoca” que era o complementar ao nome dos meus gatos: zaca, zeca, zica (mamãe gata) e zuca. Essa é a melhor lembrança que tenho dele. O meu pai era meio doidão, era pouco presente e foi ficando cada vez menos presente. Hoje eu não participo mais da vida do meu pai.

 

  • “A primeira briga tinha terminado. Papai ganhou porque fez mamãe chorar. Acabou e pronto; tudo voltou ao normal, mas melhor que antes.”: Os meus pais brigavam muito. Mas não como os pais de Paddy. Era pior. Me lembro do meu pai trazendo facas pro quarto. Quem tirou as facas da mão dele foi o meu irmão, acho que ele tinha uns 5 ou 6 anos. Lembro de pegar a mãozinha dele no dia seguinte e pensar naquela mão bem pequenininha. Eu amo a existência do meu irmão.

 

  • Havia um cheiro bom da mamãe, da comida e de sabão”: Eu me lembro do cheiro da minha mãe quando ela chegava da faculdade de noite. Eu gostava daquele cheiro.

 

  • “Ele não podia simplesmente me dar a medalha. Tinha que fazer um comentário maldoso.”: A família do meu pai estimulava a competição entre os primos. Mas nós sempre soubemos quem eram os favoritos. Eu era aluna exemplar, mesmo assim não escapava dos comentários maldosos na mesa de domingo. A minha mãe ficava muito brava com eles. Hoje eu não tenho vontade de conviver com esses tios e com minha avó.

 

  • Não era justo o jeito que fazia a gente chorar antes de mudar de ideia e fazer o que a gente queria que fizesse.”: Chantagem emocional. Eu me lembro que depois que meus pais se separaram, eu mudei para o Rio de Janeiro. Meu pai não visitava. A família dele também não. Mas eu chorava implorando minha mãe deixar eu vir para Minas. Era um tormento. Era um cabo de guerra.

 

  • Estavam todos lá e eu não gostava deles. Me sentia completamente só.”: Resume bem a sensação que eu tinha nos almoços de domingo na casa da minha avó paterna.

 

  • “As vezes, quando a gente pensa em alguma coisa tentando entende-la, a resposta se abre sem a gente esperar, como uma luz esponjosa e suave, e aí a gente entende, faz sentido para sempre. (…) Não acontecia agora, porém. Podia pensar e pensar e penar e me concentrar e nada vinha.”: Mais tarde a situação de casa piorou. Minha mãe foi se tornando cada vez mais agressiva. Meu pai foi se tornando cada vez mais ausente. Após o pior natal da minha vida, denunciei os dois no conselho tutelar. Levei meu irmão para fazer exame de corpo delito. E todos tiveram que responder na justiça. Minha mãe foi obrigada a se tratar e meu pai a pagar a pensão atrasada e a justificar a falta das visitas e a negligencia.

 

  • “Queria fugir para meter medo neles, fazê-los se sentirem culpados, faze-los se reaproximarem. Ela iria chorar e ele a consolaria com abraços.”: Nada do que fiz pode transformar meus pais em pessoas amorosas. Porém me ajudou a ser alguém. Hoje com 27 anos, aceito que as pessoas são como são. E determinei que minhas as carências infantis precisam ficar na infância.

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Foto da caixinha da TAG (sempre um mimo)

Agradeço ao Patrick por me lembrar como funciona a mente infantil. Não existe, probleminha e problemão, existem problemas. Agradeço por me lembrar que irmãos absorvem e amadurecem de formas diferentes mesmo recebendo os mesmo insumos. Agradeço por me sensibilizar e fortalecer.

Eu não chorei no final do livro. Acho que já chorei o que poderia pela Sarinha. Apenas me preocupei com Patrick e Francis (seu irmãozinho) como fossem meus irmãos, eu quis salva-los, como eu gostaria de ter sido salva. Gosto de imaginar que eles se tornaram grandes adultos e que construíram famílias felizes.
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Trecho retirado do livro “vermelho e o negro” de Stendhal indicação do luiz ruffato de Junho

Obs.1: Ao amigo que teve paciência de ler até aqui.
Obs.2: Obrigada TAG pelo maravilhoso livro!
Obs.3: Se algum amigo quiser me dar de aniversário “a casa das estrelas”, eu vou amar!Image and video hosting by TinyPic

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SP, Calder e eu… Mais uma expo!

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Hoje venho lhes trazer as boas novas mais uma expo show de bola aqui em São Paulo. Mas primeiro… Você conhece o “Itaú Cultural”? Localizado na charmosa Av. Paulista, lar do MASP e de outros centros culturais. Centro agitando, um misto de gente apressada e arte. Vale um “role” num final de semana ou até mesmo num dia semana (evita filas).

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Alexander Calder nasceu no estado da Pensilvânia, EUA. Graduou-se em engenharia mecânica, iniciou seus estudos em arte em Nova York e desenvolveu seus trabalhos principalmente em Paris. Talvez por causa de sua formação Calder é pioneiro na arte cinética (Lembram-se da pira olímpica?).

Calder visitou o Brasil em três vezes, fazendo amizade com renomados artistas e arquitetos brasileiros, como Roberto Burle Marx (projetista do calçadão de Copacabana), Henrique Mindlin (arquiteto e escritor), Lina Bo Bardi (arquiteta do MASP). Suas obras foram incluídas na primeira e na segunda bienais de arte de São Paulo, e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) realizou uma mostra individual de seu trabalho em 1959.

A exposição em questão, chama-se Calder e a Arte Brasileira. São 60 obras de Calder e mais produções de 14 artistas brasileiros marcados direta ou indiretamente pela produção do escultor, como: Hélio Oiticica “(lembram-se dele, a pouco tempo grande parte da sua produção foi destruída, infelizmente)”,Lygia Clark, Lygia Pape, dentre outros.

Calder influenciou o neoconcretismo, onde o uso de materiais comuns, a dinamização da forma plástica, o desrecalque do corpo e a quebra de uma distancia mais contemplativa e cerimoniosa do publico diante da obra. Sua arte revela leveza e movimento a materiais como o aço e o arame – assim como pelo jogo entre ordem e o improviso, na década de 1950 afetou destacadamente a arte contemporânea brasileira, energizando a produção artística Brasileira.

Pessoas aproveitem, a expo vai de 31 de agosto a 23 de outubro. São 3 andares e infelizmente não pode tirar fotos. Mas antes de ficarem tristes. O café do museu tem um chocolate quente MARAVILHOSO.
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Não existem escolhas erradas

Escolhas certas.jpg

Para ler ouvindo:

Boa parte das crises de ansiedade da vida adulta vêm com as dúvidas em relação as nossas escolhas. Nos remoemos diariamente pensando se estamos fazendo a escolha certa: ao continuar na carreira escolhida, ao decidir pegar o ônibus X porque o Y pode ser assaltado, ao terminar um namoro, ao fazer uma tatuagem. Cada dúvida vem com um peso insuportável sobre os nossos ombros, afinal as suas escolhas podem fazer sua vida melhor ou pior – dependendo se você acertar.

Refletindo sobre isso, em um dos poucos momentos de clareza mental esse ano, cheguei a conclusão de que a escolha certa é sempre aquela que você vai tomar – independente das outras.

Quero dizer, quando a gente faz uma escolha a gente pesa todos os prós e contras, a gente observa o contexto, a gente pergunta a quem já teve que escolher algo parecido antes. E tudo isso, a gente analisa de forma a escolher aquilo que julgamos trazer o melhor resultado no futuro (seja lá qual for o resultado que você espera). Só depois que alcançamos (ou não) o resultado é que descobrimos se a escolha foi “certa” e, portanto, ela não poderia ter sido certa antes de ter acontecido de fato. Mesmo que você chegue a conclusão de que aquele não era o resultado esperado, talvez até o oposto do esperado, você ainda não pode afirmar que a escolha foi errada porque você não tem como saber se as outras opções que tinha gerariam o tal resultado esperado. Consequentemente, mesmo que você não ache que fez uma boa escolha, não dá pra saber se as outras opções teriam sido melhores. Viajei um pouquinho, né? Mas acho que deu pra acompanhar…

O que eu quero dizer é que todas as escolhas são certas, porque elas foram as únicas que nós tomamos pras nossas vidas. São as únicas que poderíamos ter tomado sendo quem éramos naquele momento e com as informações que tínhamos disponíveis. Percebi, no momento em que refletia sobre isso, que não era fácil de pôr em prática.

ansiedade ilustração.jpg

Quando a ansiedade vem é um monstro me dizendo que nada do que eu faço está certo, nada na minha vida nunca vai dar certo, entre outras bad vibes. Eu até tento argumentar com o monstro, mas ele é tão opressor. Nessas horas não sei se é possível resistir ao surgimento dos pensamentos de insegurança mas sei que é possível sobreviver a eles. Se em todos os outros momentos (livre de monstros) eu estiver focada de que estou confiante em relação às minhas decisões e que só existem escolhas certas, sei que estarei um pouco mais forte para lutar com o monstro da próxima vez que ele aparecer.

Percebi recentemente que a nossa saúde mental não deve receber atenção somente nos momentos mais baixos, porque acredito que é nos intervalos que serão definidos quão ruins serão as próximas crises. Nesses intervalos é que somos capazes de fazer as escolhas de melhorar e de ser feliz (sempre escolhas certas). Porque quando o mostro vem nós não conseguimos lutar conscientemente, é o que já está lá dentro que pode definir como nós estaremos ao acabar essa batalha (de uma guerra que não acaba nunca).

 photo Assinatura Clari_zpscvbqhm4u.jpg

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O que você deixou de ser quando cresceu?

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Rodando pelo instragram outro dia me deparei com essa pergunta. Eu parei para pensar. Vários sonhos ficaram pelo caminho. Deixei de ser bailarina, pianista, artista plástica. Por dentro, me tornei menos espontânea, mais observadora, menos sonhadora, menos sentimental, mais resistente.
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Ultimamente me percebi uma adulta “preto e branco”. O foco é ganhar dinheiro. Ser independente. Ser bem resolvida. É preciso ser tudo, ter tudo e é preciso que seja AGORA.

As redes sociais ajudam a piorar isso. Vemos amigos no exterior, amigos casando, amigos tendo filhos, comprando casa. E nos cobramos. O que não vemos são as dificuldades de cada um.

Lembro que quando eu estava no intercambio em 2013, eu estava triste com saudade de casa e questionei o meu ex namorado do por que o meu intercambio era diferente do das outras pessoas, ele me respondeu: “Porque você está acompanhando os outros pelo facebook e não no dia-a-dia”. Ele foi muito sábio. A lente das redes sociais faz parecer que nós estamos pior do que os outros.
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Agora estou curtindo o fim dos meus 26 anos, eu estou me ensinando a ser diferente. Estou me ensinando a escutar minha voz interior e confiar que se eu fizer minha parte, as coisas vão acontecer no tempo correto. Quero viver bem. Quero aproveitar os momentos positivos dos meus 26, 27 … 30… 40, sem surtar que ainda não cumpri o check list da sociedade e sem viver rememorando coisas ruins.

Ok. Não vou fazer a louca e dizer “larga tudo e vai viajar”. Mas vou questionar: Quanto tempo vale curtir um sofrimento? Se cada momento é único.  Ter o auto controle de não se afogar em suas próprias emoções. Aprender a fazer uma pausa, recuperar a força, não permitir que a preocupação te controle. É essencial para uma vida adulta madura e saudável.


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Mamonas – O musical

Mamonas O musical

Pra ler ouvindo:

Essa semana eu fui ao teatro e achei que valia um breve texto de recomendação. A peça: O Musical Mamonas. A historia é que uns amigos iam assistir e me convidaram, mas na hora de comprar o ingresso escolhi a data errada – a culpa foi do site – então acabei indo com a minha irmã, sem saber praticamente nada sobre a montagem. Ou seja, não deu tempo de criar expectativa (essa informação vai ser útil daqui a pouco).

Theatro Net Rio

Primeiro, sobre o local. O teatro é  localizado em Copacabana e fica bem ao lado do metrô, o que é um ponto positivo pra mim. Mas ao chegar lá, demorei a entender que estava no lugar certo. Ele fica dentro de um shopping que não tinha cara de que teria um teatro dentro e até a gente subir as escadas não tinha uma plaquinha indicando nada. Como não conhecíamos o lugar (ou sequer a região direito) tivemos que utilizar um recurso muito tecnológico e desconhecido de alguns jovens adultos – pedimos informação ao segurança. :p
Bom, chegamos e resolvemos esperar o primeiro sinal tomando um refrigerante na lojinha lá dentro. Até que fomos solicitadas a ceder nossos lugares a uma família que iria consumir mais. Sem estresse, mas pontos negativos pro Net Rio foram computados internamente. Ao buscarmos nossos lugares, mais pontos negativos. Nenhuma indicação dos assentos e quando chegamos ao balcão não havia nenhum funcionário para auxiliar. Quando este chegou, encontramos nossos lugares e sentamos. Aí que o guarda-corpo cobria praticamente toda nossa visão do palco. Como eu falei, eu não procurei saber nada do local com antecedência, só comprei os lugares na fileira que os amigos tinham escolhido (3 dias antes, mas detalhes detalhes). Nessa hora minhas expectativas foram de zero a inferno congelante. Até o espetáculo começar.

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Por diversos momentos eu até esquecia que estava na pontinha da cadeira e só via os atores da cintura pra cima (aliás, uma parte do bloqueio da visão sai quando a peça começa). As músicas dos Mamonas Assassinas já são naturalmente contagiantes, e o início do show é  recheado de referências musicais em arranjos incríveis (tá, não sei se usei a palavra certa – o que quis dizer é que as paródias, mashups e transições entre elas me agradaram muito). Tem Legião, Beatles, Guns, Engenheiros do Hawaii, Titãs… achei bem incrível!

Quanto a história, eu não conhecia nada da trajetória da banda, então não faço ideia se a peça foi acurada ou não. Mas o que eles contam é inspirador, desde um começo meio aleatório e muita batalha pra serem ouvidos como uma banda de rock progressivo chamada Utopia. Foram mais de 2h30 de apresentação, palmas pro elenco! Como não podia deixar de ser, o clima predominante da peça é de comédia.

Não sei o quanto isso é perceptível em mim, mas eu não sou muito chegada a comédias. É que sempre acabo achando algo ofensivo, ou repetitivo, ou só não vejo graça mesmo. Dito isso, acho que o roteiro cometeu alguns deslizes evitáveis na minha opinião – mas não na opinião do resto do teatro, que era só risada. Tinham duas boas tiradas de meta-linguagem, mas eram as mesmas duas repetidas o tempo todo. Sério, ninguém mais se cansa? Outra coisa que me irritou bastante, piada gordofobica. Principalmente, porque era um ator obeso reforçando estereótipos (inferiorizantes) de comédia  sobre homens e mulheres gordas. O mesmo com o ator de ascendência oriental.

All in all, ainda recomendo bastante – como musical. Achei bem produzido, bem executado, bem nostálgico – mas daquele jeito animado, sabe, nada pra baixo. Continua em cartaz aqui no Rio até o dia 14 de agosto e depois vai para Belo Horizonte.
Se alguém ficou interessado em assistir, tenho duas recomendações especiais:
  • Se estiver dentro das suas possibilidades financeiras, escolha um lugar embaixo e na frente. Entre o fundo do primeiro piso e a frente do segundo, acho que prefiro o segundo. Lembrando que eu sou baixinha e uma pessoa mais alta pode ter um experiência bem diferente.
  • Vá com a cabeça aberta, sem se preocupar em desconstrução de conceitos. Esquece tudo que eu falei sobre as piadas e se divirta. Eu me diverti, não o tempo todo, talvez não tanto quanto as outras pessoas – mas me diverti.

*obs: perdoem a falta de fotos originais, não podia durante a apresentação e do lado de fora estava sempre muito cheio (e eu não estava tão afim assim).

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Planejamento estratégico e Gestão do tempo na vida prática

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Eu não sei quantos de vocês sabem que eu estou cursando Pós em Gestão e Gerenciamento de Projetos. Ontem conclui a disciplina de “Gestão do tempo” e durante essas aulas lembrava da disciplina de “Planejamento estratégico”, da minha psicóloga, enquanto reavaliava minha vida. Nessa postagem tentarei fazer jus aos meus mestres em tentar passar minhas inquietações para a vida prática.

Muitos de vocês sabem que eu estou desempregada. Pela primeira vez entendo o dilema: “Quando tenho dinheiro não tenho tempo, quando tenho tempo não tenho dinheiro”. E o que acompanha isso? Desânimo, Depressão, Ansiedade. Mas como aprendi na pós: “Tempo é um recurso não renovável” e que “Crise nada mais é que oportunidade no meio da adversidade”. Sendo assim, convido vocês há se questionarem  comigo: “Quem sou eu?”
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Na aula quando esse quadro aparceu no Power Point. Imediatamente comecei a me classificar. Provavelmente, você também fez isso. Logo foi esclarecido: “Todos temos um pouco de cada”. Então entra aqui o planejamento estratégico. Proponho que você tome um tempo e reflita:

• ONDE ESTOU?
• COMO ESTOU INDO?
• ONDE QUERO IR?
• COMO VOU CHEGAR LÁ?

Essas perguntar podem até soar como “auto ajuda”, mas elas são frequentemente formuladas e reformuladas pelas grandes empresas. Já se deparou com aqueles quadros “visão, missão e valores”? Agora já pensou que isso se aplica na sua vida pessoal?

Isso me remete a temática desse blog. Minha percepção do inicio da vida adulta se deu quando eu vi que a partir de agora o planejamento é por minha conta e risco. Cumpri as metas dos meus pais “escola > faculdade > trabalho”. O que fazer daqui para frente? O que define se sou bem sucedida ou não? E Acredite, a definição dos outros a respeito de sucesso pode ser bastante diferente da sua!
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Vou além: Como seus objetivos estão se refletindo no seu dia-a-dia? Ou seja, se você possui metas elas precisam estar aparecendo na sua programação diária. “Para que programação diária?”
Sabe aquele tempo que você procrastinou no facebook, sendo que você precisa fazer aquele trabalho. O prazo eram 2 semanas e era apenas uma tarefa “importante”, mas como você protelou até o último minuto ela se tornou urgente e importante, resultado? Parabéns você se gerou uma crise!

“O mais importante raras vezes é urgente, e o urgente raras vezes é importante”
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Aliás, você é aquele tipo de pessoa que tem 1 milhão de coisas a executar e todas são prioridade 0?! Deixa esclarecer uma coisa: Quando tudo é importante, nada é importante.
Agora me senti uma mãe chata. Não estou aqui dizendo para você não se divertir. E digo mais: Divirta-se! Mas procure merecer essa diversão. Diversão sem culpa é muito mais prazerosa e evita noites viradas!
Aproveito para trazer novamente um video de um post da Clari que fala absurdamente bem sobre a procrastinação!

Seguindo no limbo das inquietações: Você é aquele do tipo multitask? Então, analise a figura abaixo:
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O interessante é que a procrastinação é algo que está sendo estudado pelos gestores. Onde isso se aplica na sua vida profissional? Eles tomam nas mãos o seu tempo de procrastinação, reduzem o seu prazo. Assim, se você atrasar, o seu tempo perdido já estava contabilizado. O nome desse recurso é “critical chain” ou “corrente critica”.

Então chegamos ao ponto central desse texto: Quem é o gestor da sua vida pessoal? Se programe! Você pode se organizar estimando e disponibilizando tempo e dinheiro. E sinto informar, se isso não partir de você os resultados podem ser desastrosos. Ou seja, aquela autoescola que você protela, aquela atividade física, aquele livro, aquele curso, aquela vida que você imaginou podem nunca acontecer.

Será que é uma tarefa impossível ser o gestor da própria vida? Não! mas é trabalhoso.

Para minha organização pessoal utilizo um método que é muito interessante proposto pela minha psicóloga e foi apresentado de outra forma em planejamento estratégico. Divido minhas metas em: Curto prazo (dias ou semanas), médio prazo (meses) e longo prazo (anos). E em cima disso reorganizo o meu cronograma diário.
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Você pode estar pensando “Mas Sarah! Essas coisas mudam” e eu te responderia “Ainda bem!“.

Nossa vida muda, então as necessidades mudam junto. Atingimos algumas metas, outras coisas deixam de ser metas, outras se tornam metas. O que eu quero dizer com isso? A vida é dinâmica e fatores externos influenciam, sendo assim essa análise precisa ser dinâmica. Revise sempre que sentir necessidade.

Vou finalizando por aqui, porque conhecendo a nossa geração poucos tiveram paciência de ler até esse ponto. Mas termino em grande estilo – como foi finalizada minha aula. No filme “Perfume de mulher”, há uma cena onde Al Pacino tira uma bela moça para dançar, mas ela está aflita, pois seu noivo chegará em poucos minutos e ele apenas responde: “Mas em um momento se vive uma vida”. Desejo que seus projetos se tornem realidade!


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