Rascunho

Poetando

De repente, a imensidão da memória da tarefa esvai sua coragem.

Na abstração do contato que nunca ocorreu e das métricas não escritas.

Fato ou opinião? Para se matar sempre há tempo.

Deus, parece uma ideia na qual pode-se repousar.

Não! Uma ideia na qual pode-se dissolver!

Como um delicioso acaso, daqueles que é preciso se apegar…

A tensão, tesão, do tempo gestado, ou seria criado?

O tempo detido, agora pronto a iniciar o fluxo.

Essas letras escritas parecem-se com um enigma.

As palavras, dispostas linha após linha, balizam o caminho que leva a vitória.

A frase finalizada invade com súbita euforia

Não é loucura comum, loucura existencial, é a catarse.

O texto espalha sua fúria, o rancor não extravasado.

A síntese é essencial para impor respeito.

Entre a tensão e o ato cai a sombra do mistério,

Mas sombras são ubíquas, ocultam-se em qualquer lugar, em qualquer coisa.

Precipitam-se no redemoinho cósmico, onde jamais serão escritas.

A diáfana presença imóvel sobre o infinito, escuro oceano.

A sabedoria não torna ninguém alegre.

O amor precisa do não lugar.

Talvez esteja nas reticências.

Certamente! Tem muita coisa nessas entrelinhas!

Virtude, pecado, acerto, erro,

A história como exorcismo do errante ectoplasma.

“- Redige não faz perguntas! Nada de comentários colaterais! ”

 

 

 
sarah adulta eu

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