Resenha: Caixa de Pássaros

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Filme de terror é uma coisa que sempre evitei, mas até assisto desde que seja uma atividade em grupo. Livros de terror, consequentemente, nunca me atraíram muito a atenção. Há alguns anos li A Estrada da Noite desavisada, achei incrível mas não era uma época pessoal de leitora ávida e o gênero acabou ficando esquecido.
Um dia por acaso, vi uma resenha breve da Caixa de Pássaros no instagram e logo em seguida topei com ele em destaque na livraria. Pensei na hora: “É tempo de dar a chance para livros de terror/suspense”. Não me arrependi.

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A história é a seguinte: o mundo é tomado por uma onda de violência e suicídios inexplicáveis, a única coisa que parece comum entre os casos relatados pela mídia é que as pessoas parecem ter visto alguma coisa imediatamente antes de enlouquecerem. Assim, a população começa a se isolar em suas casas, sem nenhum contato visual com o mundo exterior e com muito medo de algo desconhecido.

Pode continuar lendo que não tem spoiler! O livro tem seus capítulos revezando entre passado e presente da vida de Malorie, que cria dois filhos em meio a esse cenário. Não houve um momento em que eu não estava tensa com a leitura. A história traz ainda, não muito subliminarmente, a incrível força que vem com a maternidade, independente das circunstâncias em que ela ocorre (e eu acho isso uma mensagem muito sensível e bonita).
Eu classificaria mais como suspense do que como terror, apesar de que o terror teve suas aparições muito bem representadas por alguns capítulos. Cada vez que eu fazia um intervalo na leitura eu olhava pro mundo de um jeito diferente, meio tenso, como se algo de muito ruim pudesse acontecer a qualquer momento. E considerando a situação política do nosso país, não posso dizer que não tenho fundamento.

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O último 1/3 do livro foi de uma vez só, não conseguia parar até saber o que iria acontecer em seguida e essa sensação é muito boa. Algumas pessoas podem argumentar que ler deveria ser algo a te trazer prazer e relaxamento, em detrimento da tensão trazida pelos livros de suspense e terror. Pra mim, ler é (também) uma fuga da realidade e lidar com os terrores fictícios é infinitamente mais fácil do que lidar com a vida real. Inclusive, porque eles têm um fim.

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4 Comments

  1. Adorei!! Me deu vontade de ler, quem sabe um dia você não me empresta? De preferência quando eu tiver tempo de ler cedo, pq de noite não vai rolar!!
    Eu já li um livro de terror, deixe ela entrar, não fiquei com medo, mas sei lá, né?

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